Confissões de Andréa em Crise
3 Capítulo 3 - Terminei o Ensino Médio, entrei na Faculdade!
Acho que era outubro. Eu estava terminando o ensino médio. [Nesse tempo, encontrei outro menino].
Não que eu tivesse gostado dele ou o achado bonito, mas é que eu estava afim de alguma coisa. Tiago simplesmente me viu na rua e ficou me encarando fixamente. Perguntei a uma das minhas poucas amigas se sabia quem era um garoto branco de cabelos pretos e uma cara de mau. Era primo dela. Logo então recebo uma mensagem no celular “Bom dia moça! Tiago Castro”.
Sim, minha amiga deu meu número a ele. Eu enfim tinha crédito novamente e começamos a conversar. Nesse mesmo dia marcamos de nos encontrar.
À tarde saí e o encontrei numa pracinha idiota e ficamos. Não, eu não era viciada. Apenas me entretinha com aquilo. Tiago era relativamente legal. Tinha 19 anos e estava trabalhando. Menos mal.
Continuamos a nos conhecer e decidimos namorar. Ficamos mais duas vezes nesse mesmo mês, e nas duas experimentei ainda mais coisas. Sim, cada vez uma coisa nova. Talvez essa fosse a minha intenção com tudo isso, nem sei. Talvez eu só quisesse viver mais coisas. Não lembro o que tinha na cabeça no último ano do ensino médio. Eu deveria estar me preocupando com estudos e faculdade, mas olha vejam só.
O jeito como Tiago me “pegara” ninguém mais havia feito e aquilo fora muito interessante. Eu percebi como uma simples ficada poderia ser interessante demais. Demais mesmo... O problema foi que Tiago queria mais do que eu. Eu não estava mesmo disposta aquilo. Eu, apesar de tudo, acho que cada coisa tem seu tempo, e aos dezessete anos ainda não era hora de dizer adeus a algo tão importante.
— Você é virgem, não é? — ele perguntou na segunda vez que o encontrei. Na segunda vez! Numa noite, em uma praça.
— Sim. E pretendo ser até me casar.
Ele sorriu.
— Eu espero até o nosso casamento.
Só que JAMAIS. Eu até ri do que ele disse, mas sabia que não havia um pingo de verdade naquilo. Você não quer se casar com alguém que conheceu há duas semanas. A não ser que seja o Chris Evans.
Até hoje tenho absoluta certeza que o motivo para ele terminar comigo fora esse. Ele disse que tinha encontrado outra garota e tal, mas eu já sabia das miguelagens. Não era mais tão facilmente enganada. Não naquele sentido. Enfim me livrei de Tiago e me arrependi muito de ter iniciado alguma coisa com ele.
Uma vez na minha escola vi Pedro, pois ele agora cursava o Ensino Médio. Decidi mandar mensagem para ele e assim voltamos a conversar.
Numa tarde de dezembro ele me convidou para ir a casa dele ver um seriado. Como eu ainda estava apaixonada pela fofura de Pedro, espontaneamente eu aceitei o maravilhoso convite. Nós nos tratávamos como se não houvesse aquele tempo em que perdemos o contato. Talvez eu não tivesse gostado de Tiago por ainda estar apaixonada por Pedro.
Bati na porta da casa dele. Um cara estranho apareceu, perguntei por Pedro e me disse que eu podia entrar, que Pedro estava em seu quarto.
Fiquei parada diante da porta do quarto dele, morrendo de vergonha de simplesmente abrir e entrar, afinal eu nunca tinha falado com Pedro pessoalmente. Mandei mensagem:
— Não vai abrir a porta para mim?
— Você realmente quer que eu levante da cama e abra a porta? Tô morrendo de preguiça — ele respondeu educadamente. Caramba.
Com as mãos congeladas, girei a maçaneta e abri a porta.
Naquela escuridão consegui discernir Pedro da cama. Ele estava enrolado nos lençóis, assistindo a imensa TV em seu quarto enquanto um ventilador refrescava o lugar.
Ele deu um sorriso perfeito para mim.
Pedro era completamente fofo, talvez exatamente por ser mais novo que eu. Ele tinha os olhos claros e redondos, os lábios bem cor-de-rosa com um piercing que só o deixava mais lindo ainda.
— Senta aí — finalmente ouvi a voz dele, enquanto ele batia a mão no espaço ao seu lado naquela cama de casal.
Sentei e me senti completamente estranha.
— Tudo bem? — ele perguntou.
— Sim, e você?
— Tudo — ele sorriu. Meu Deus, que sorriso lindo ele tinha.
— Posso deitar?
— Claro.
Sim, me deitei ali. Ficamos realmente assistindo o seriado durante um bom tempo. Em algum momento, ele quis pegar o controle da TV que estava ao meu lado, e então seu braço ficou por cima de minha barriga, pegando minha cintura. Depois de ter o controle remoto em mãos, ele perguntou docemente:
— Posso te abraçar?
— Pode.
E então estava o braço dele em minha volta. Era simplesmente incrível... Não sei como, mas de repente ele estava me beijando. E aquela foi uma das melhores da minha vida. Talvez porque eu finalmente eu estava beijando alguém de quem eu realmente gostasse, sei lá. Só sei que foi maravilhoso e o perfume dele eu jamais vou esquecer.
Isso aconteceu duas vezes apenas, pois ele voltou com a namorada. Foi um dos piores momentos que já passei. Ele me disse:
— Eu avisei para você não se apaixonar.
E claro que isso só me detonou mais ainda.
E assim foi minha virada de ano: triste e chorosa.
Só que em janeiro eu já estava mergulhando em paixão mais uma vez. Uma paixão que me detonaria da pior forma que já sofri na vida. Até porque ela se tornou a única ocupação da minha mente, pois eu havia concluído o ensino médio. FINALMENTE.
O cara parecia simplesmente o cara dos meus sonhos: exatamente tudo o que eu sempre quis. Era quase inacreditável que isso fosse possível, que realmente ele existisse. Fomo-nos conhecendo nos primeiros meses, pois eu ainda estava muito frágil sentimentalmente depois do que aconteceu sobre Pedro e eu.
Daniel era um bom cidadão, era do tipo da Silvia, aliás, ele dizia que o namoro deveria ser algo totalmente ligado ao casamento e era isso que ele esperava de nós. Que quando decidíssemos namorar, quando eu quisesse e pudesse, ele levaria tudo totalmente a sério. Era simplesmente fofo e completamente sério, e contraditoriamente, era muito bem-humorado, sempre me fazendo rir com suas piadas inteligentes, porque ele era um cara muito inteligente, já estava no segundo ano da faculdade e tal... Além do fato de que ele era indiscutivelmente lindo. Numa de nossas conversas, ele disse:
— Sabe como eu sei que amo uma garota?
— Como? — fiquei totalmente esperançosa com o tom de voz sugestivo dele.
— Se eu pensar que daqui a cinco anos é com ela que quero acordar do meu lado... E eu pensei isso sobre você. É com você que eu quero acordar ao lado daqui para frente, quando você estiver com o cabelo bagunçado, cara de sono e com um hálito... — ele deu uma risada gostosa, a mais linda que já ouvi e vi na vida até hoje —. Eu amo você, Andréa.
Eu fiquei paralisada, sem saber o que responder. Claro que ele era simplesmente perfeito, mas eu ainda não sabia se tinha esse sentimento por ele. Depois de como fiquei magoada com essa história de paixão com Pedro, me fechei de qualquer sentimento possível.
— Tudo bem — ele disse após minha hesitação —, não precisa dizer que me ama. Quero que faça isso quando achar que é verdadeiro. Quando tiver certeza.
Assenti com um sorriso.
— Obrigada.
Em pouco tempo eu diria que o amo, quando senti o mesmo, que queria tê-lo comigo para sempre. Ele era simplesmente perfeito, tudo o que eu sempre quis.
No mês seguinte eu tive certeza de que amava Daniel e que queria me casar com ele. Eu não conseguia acreditar como ele podia ser real, como as coisas podiam finalmente estar dando certo, depois de tantas vezes que ferrei meu coração. Mas, por mais que minha alegria e amor fossem intensos, e a paixão foi fervorosa durante as primeiras semanas depois de quando disse que o amava, a euforia não durou. Nos meses que vieram, pouco conversamos.
Em abril eu me lembro de ter chorado pra caramba ao relembrar nossas conversas apaixonadas. Eu queria tanto aquilo de volta... Cheguei a escrever um texto romântico, dizendo que o amava. Mas mantive o texto só para mim. Até tentei conversar com ele, mas ele disse que antes tinha tempo porque estava de férias, mas agora com a volta das aulas da faculdade, tinha pouco tempo. Mas jurava que me mandaria alguma mensagem online ou celular.
No dia dos namorados até fiz uma coisinha pra ele, mesmo que não estivéssemos namorando. Ele só disse que ficou legal e agradeceu. Eu sabia que as coisas não estavam mais como antes. Ele já não me chamava de linda, não dizia que me amava ou era louco por mim. Eu só não queria acreditar.
Tinha um menino novo na vizinhança. Um não, pareciam trigêmeos. Bem, eles tinham idades diferentes, logo não podiam ser trigêmeos. Mas os caras se pareciam pra caramba e eu confundia-os. Depois de um tempo de convivência, percebi que um deles tinha um jeitinho diferente, como se fosse gay. Ele foi o único a não demonstrar interesse por mim, por coincidência. E um deles, demonstrou mais interesse. Seu nome era Lucas.
Toda vez que eu estava na porta de casa e o via passando, notei seu olhar grudado em mim. Ele morava quase em frente a minha casa. Eu ficava na janela do meu quarto, e ele provavelmente na da dele. Os olhares dele eram duros, sem conquista, sem malícia, sem nada. Apenas olhava. Era desconfortável e difícil de encarar, mas ele era muito fofo e eu não conseguia ser idiota como sempre fui. Ao ver que ele era o bobão em relação a esse tipo de coisa, eu resolvi tomar a iniciativa. De uma das vezes que eu ficava na sacada da casa aqui, e ele na dele lá, criei toda coragem do mundo e falei:
— E aí, vai falar alguma coisa?
Lucas pareceu surpreso, mas pediu meu número e me ligou. Conversamos por uma hora, já era meia-noite. Foi assim que eu soube o nome dele e que ele não era tão menino assim. Tinha 23 anos, apesar daquela cara de inocente, já estava perto de terminar a faculdade. Ele me convidou para ir a casa dele conversar melhor. É claro que não íamos “conversar melhor”, íamos fazer coisa melhor, àquela hora da madrugada... Já que meus pais tinham viajado, fui. Meu irmão já estava dormindo mesmo... Isso se repetiu por três vezes nas semanas seguintes, que meus pais viajaram. Lucas me chamava nesse horário porque todos na casa dele já estavam dormindo. Nós aproveitávamos o que podíamos. Eu estabelecia meus limites. Ele só conseguiu tirar minha blusa em todas às vezes. Aquilo era novo para mim. Nas primeiras vezes bastou para ele, mesmo com toda a roupa, mas das outras vezes, ele ficava só de cueca e implorava que nós... Ah. Lucas disse que sabia que eu era virgem, e que ele faria ser inesquecível e tal... Mas eu realmente não queria. Não com ele. Então na última vez que nos encontramos, ele confessou ser virgem. Eu ri, na cara dele. Lucas falava que eu não sabia das coisas e tal, mas e ele? Com certeza era um viciado em vídeos e achava que isso fazia dele um grande conhecedor. De qualquer modo, encerrei aquela história.
Daniel nunca soube de nada disso e eu realmente achava que ele não se importaria, por mais que eu o amasse, tinha de admitir as verdades. Nosso contato só diminuiu e quando foi no meio do ano, vivi uma experiência bem diferente de qualquer outra coisa. Silvia me convidou para uma coisa, uma viagem, sei lá, dos jovens da igreja dela. Da última vez que fui à igreja dela, fiz um amigo, um garoto chamado Gabriel. Eu mantive contato com ele durante todo esse tempo porque realmente havia gostado dele. Não num sentido paixão, ele era bem mais novo que eu, e ele sim gostou de mim no sentido paixão quando nos conhecemos. Depois de um tempo acho que ele desistiu ao ver que eu não mudaria de ideia, e mesmo me tratando de uma forma, como posso dizer, “sensual”, nós mantivemos bem a nossa amizade. Ele era um fofo sim, eu esperava que quando ele ficasse um pouco mais velho, quem sabe eu pudesse entrar em ação. Mas por durante esse tempo, fiquei só no aguardo.
Enfim era o dia da tal viagem, e eu achei que seria uma boa ideia ir, distrair minha mente de Daniel. Ele não estava nem aí para mim, por que eu deveria me importar? Fui ao passeio a fim de curtir a diversão dos jovens de lá e da companhia do meu amigo Gabriel de quem eu sentia saudade, pois nos víamos pouco, mas mantínhamos contato não pessoal.
O primeiro dia fora excelente. O pessoal era bem unido e divertido. À noite o culto fora bem animado. Depois aconteceram algumas brincadeiras, músicas, e outras coisas. Fui me dirigir a meu local de dormir já tarde, porém não estava com sono. Fiquei conversando com os meninos – eu tinha mais facilidade de fazer amizade com eles do que elas. Gabriel era um deles. Como o resto do pessoal já estava deitado, deitei-me junto com Gabriel. Pouco a pouco, cada um dos meninos foi dizendo boa noite até restar somente eu e Gabriel deitados, conversando, como bons amigos.
— Posso te abraçar? — ele perguntou de repente.
— Sim — respondi — está frio — e realmente estava. Já era madrugada e estávamos dentro do mato, cercado de árvores frientas.
Ele pegou minha cintura e seu corpo quente me aquecendo foi a melhor coisa que senti em anos. Ele colocou a perna por cima da minha, depois tirou rapidamente, pediu desculpas.
— Eu faço isso com meus travesseiros — ele riu —. Eu estou te tratando como um travesseiro meu.
Ri um pouco. Ele começou a beijar minha cabeça, minha testa, minha bochecha. Eu sabia o que ele queria. Me virei de frente a ele e disse:
— Toma o que você está querendo! — e o beijei por segundos. Ele ficou surpreso e então me puxou para mais perto, para continuar me beijando. Logo sua mão desceu da minha cintura e tenho que admitir que de todos os momentos como aquele, de longe este fora o melhor. Gabriel puxava meu lábio e me segurava com força, como se não acreditasse no que estava acontecendo. Nem mesmo eu acreditava. Mas nós curtimos demais o momento, da melhor maneira que podíamos. Sequer pensei em Daniel. Ele não ligava.
Os dias finais do passeio foram incríveis. Todo mundo sabia o que aconteceu naquela madrugada entre Gabriel e eu, mas ninguém comentou nada diretamente comigo. Afinal, eu era convidada. Deveriam culpar Silvia. De qualquer maneira, as coisas entre mim e Gabriel mudaram. Enquanto eu desfrutava desse novo momento, morria com outro. Em agosto Daniel teve uma conversa comigo. Primeiro pediu desculpa por tudo o que havia feito em relação a mim, e que não acreditava que as coisas poderiam dar certo. Ele entenderia se eu o odiasse e não quisesse mais falar com ele, mas que se eu o ainda quisesse como amigo, ele estaria sempre ali pra mim. Amigo? Se eu quiser amizade de alguém eu vou lá e faço. Nesse dia eu chorei como nunca havia feito até então – por causa de um garoto. Chorei por me sentir um lixo, que ninguém gostava de mim. Os caras com quem eu ficava, era apenas isso. Nenhum deles queria algo mais comigo. Eu até fiquei com Gabriel mais uma vez, porém ele tinha namorada. E eu nem sabia. Nem ele, que antes gostava de mim, agora gostava mais. Nem ele. Chorei.
Ainda fui um domingo na igreja de Silvia, só pra ferrar ainda mais com a minha cabeça que já estava um lixo. Na metade do culto, perto do fim, resolvi dar uma voltinha lá fora, pois estava com um pouco de sono – já que o pregador não gritava, não me mantinha acordada. Quando chego na porta da igreja, me deparo com meu passado.
— Diego, quanto tempo... — consegui falar enquanto meu coração rasgava meu pulmão. Levei as mãos à boca e senti o quanto estavam frias. Meu corpo tremia. Minha barriga tinha borboletas demais.
— E aí, boa noite...
Ele estava lindo, muito mais do que sempre fora. Maior, mais forte, mais velho. Lá estavam os olhos profundos de Diego, me encarando até a alma, perfurando meu ser e me lembrando dos mais intensos sentimentos que já senti por alguém na minha vida. Eu percebi que todo o amor que senti por ele ainda estava lá. Isso sim eu podia chamar de amor, pois tinha certeza que era.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei.
— Esperando minha tia. Você está nervosa?
Se eu estava? Claro que sim, porque eu te amo cara, eu percebi que te amo, e te vendo agora, meu Deus, eu não consigo me controlar. Eu sei que você tem namorada, mas não podemos ir ali no escurinho? Ninguém vai ver, e eu juro que não vou querer compromisso com você nem vou me apaixonar. Só quero beijar esses lábios e sentir suas mãos em mim! Aceita?
— Não, eu estou bem... — menti.
Não conversamos sobre nada, apenas nos olhamos assim, como sempre nos olhávamos, o mesmo olhar desde a primeira vez. Eu sabia que ele pensava o mesmo sobre mim, eu tinha certeza. A tia dele apareceu e ele se despediu de mim, e ainda tocou meu braço. Quase surtei. Seria a última vez que eu o veria em muito tempo.
Enfim era minha vez de entrar para a faculdade. Escolhi um dos meus amores: História. Comecei o curso na metade do ano e o semestre fora interessantíssimo. Foi bom ter com o que ocupar a mente e esquecer Daniel, Gabriel e até Diego... Enfim eu teria amizades que durariam pelo menos cinco anos, se as pessoas não desistissem do curso. Ou se eu mesma não desistisse ou morresse, quem sabe.
Dezembro por fim chegara e com ele as festividades e esperanças de ano novo. Eu participei da celebração da igreja de Silvia porque achei que seria melhor do que ficar em casa comendo peru. Odeio peru. Lá teve um jantar com lasanha e outras coisas que amo. Teve brincadeiras e tinha um menino que eu conhecera antes, que também tinha feito amizade, mas não tanto quanto Gabriel. Falar nisso, Gabriel não estava lá. Na verdade, acho que ele deixou de ir à igreja por razões pessoais, especialmente em relação ao namoro dele. Assim como eu tinha perdido mais contato com ele, e a nossa amizade já não era mais tão forte como antigamente.
O nome dele era Rafael e na noite de 31 de dezembro, nós tivemos um início de comportamento diferente um em relação ao outro. Pelo menos foi o que eu percebi.
Nos dois meses seguintes, tive uma nova experiência. Voltei a ver Gabriel por apenas duas vezes, e foram as noites mais ardentes da minha vida. Fui na casa dele, uma vez em que estava só. Eu cheguei a um novo limite, ao penúltimo limite que podia chegar: calcinha. Parece engraçado e realmente é, mas Gabriel foi maravilhoso. Apesar de saber que ele não ia terminar com a namorada por minha causa, concordei com tudo isso, mesmo começando a ter sentimentos por ele. Não era exatamente paixão, estava mais para proteção, carinho e cuidado, afinal ele ainda era meu amigo. Na segunda vez, quase entreguei a ele minha pura preciosidade, minha “inocência”. Foi a primeira vez que pensei em perder a virgindade antes do casamento, como outrora me havia proposto. Porém ele foi um perfeito príncipe em negar, no último momento, em ter forças de negar seu maior desejo desde que me conheceu. No momento me desapontei com a escolha dele, mas só depois concordei. Eu teria me arrependido, porque depois disso, o vi muito pouco e perdemos o contato que tínhamos antes. Não exatamente por temos nos tornado amigos coloridos, mas por causa dos problemas que ele teve em relação a sua namorada vadia.
Fale com o autor