Confissões De Uma Adolescente

3 SEGUNDA PARTE: Um recomeço


Notas iniciais
Aqui começa a segunda parte onde a Carol vai se "revelar".

Levei o lençol pra estender e percebi o quanto o tempo estava bonito. Céu azul, sol forte e nem sinal de chuva. Um bom dia para???? DORMIR! Só que não.

Subi para o meu quarto, coloquei meu biquíni, peguei minha caixinha de som e desci pra piscina. Odiava usar biquíni ou algo do tipo, porque não gostava nem um pouco do meu corpo, mas como não tinha ninguém em casa, tirando a Cláudia, a empregada, não tinha problemas. Fiz minha playlist que incluia P!nk, Rita Ora, Coldplay, Bruno Mars, Flo Rida, Katy Perry, Ke$ha entre outros. Hoje eu queria só esquecer dos meus problemas. Fiquei na piscina até as 13:30 que foi quando minha irmã chegou do colégio e resolveu trazer uma renca com ela. Cinco pessoas era pouco, devia ter minha irmã e mais umas oito pessoas, sem brincadeira.

–Aê Caroooool! -A Juliana gritou enquanto passava pela porta da frente. -Daqui a pouco eu e o pessoal vamos nos juntar a você ai na piscina :D

"ai que droga, minha paz acabou" pensei.

Vinte minutos depois lá estava eu. Quieta, tomando sol sozinha enquanto via a Ju e os amigos dela se divertirem dentro da água. De repente chega um garoto, senta na cadeira do lado e diz "Oi". Nem percebi que era pra mim e continuei com o meu fone de ouvido, olhando pro nada quando ele chamou minha atenção.

–Ei! -Ele acenou.

–Ah, oi. -Respondi baixo e percebi o quanto ele era lindo. Alto, musculoso, cabelos castanhos e olhos verdes. UAU! haha.

–Não queria te atrapalhar, mas é que seu celular tá no chão.

PORRA! Eu tava fazendo papel de idiota, né? Tava com o fone e nem tinha percebido que não estava escutando nada. Tinha que ser eu ¬¬

–Ops, nem tinha percebido. Valeu por avisar.

Eu abaixei pra pegar e ele abaixou na mesma hora. PAUSA. Acharam que ia ser aquilo bem clichê, né? Os dois se abaixam, uma mão encosta na outra, os olhares se cruzam e eles se apaixonam. NÃO!

Nós abaixamos na mesma hora e quando eu percebi que ele estava abaixando eu ia levantar só que não deu tempo. POW! Tínhamos batido a testa um no outro.

–AAAAAAI! -Eu berrei

–Ai mesmo! -Ele repitiu. -Só queria ajudar e quem sabe começar uma conversa e olha o que eu fiz. Praticamente te bati, desculpa. -Nós rimos.

–Tudo bem, é um jeito diferente pra começar uma conversa. -Eu sorri discretamente.

–Isso foi um "sim, vamos conversar"? Haha, como você chama?

–Caroline e você?

–Meu nome é Nicolas.

Começamos a conversar e por um milagre a conversa rendeu tanto que trocamos facebook, twitter, skype e celular. Talvez um novo amigo, isso era bom porque percebi que ele veio falar comigo pelo que sou e não só porque me viu sozinha e ficou com dó.

Já eram 17:00 quando o pessoal começou a se arrumar pra ir embora e eu e o Nicolas continuávamos a conversar.

–Então, você é daqui mesmo? -Eu perguntei.

–Não, sou de NY, venho pra cá de vez em quando. Você é daqui mesmo, né?

–Era tudo que eu queria ouvir OMG! Pelo menos não vou ter que perder outro amigo. É porque eu vou ter que me mudar pra NY E sim, ainda sou daqui haha.

–Sério? Então vou poder continuar te vendo, isso é bom!

Um tempo passou e todos os amigos da Ju foram embora, inclusive o Nicolas.

Subi e estava arrumando minhas coisas pra tomar banho quando minha mãe entra no quarto.

–Meninas, quero que vocês arrumem as coisas de vocês, malas etc hoje a noite porque sábado, no caso amanhã, seu pai tem mais tempo vago e vamos fazer a mudança. O caminhão chega as 8:00, então é melhor vocês levantarem cedo.

–Vamos nos mudar amanhã? -A Ju gritou indignada.

–Sim e não adianta bater o pé! -Minha mãe respondeu saindo do quarto.

–Hmmmm, então você tá de namorinho com o Nicolas? -A Ju perguntou me fazendo cócegas.

–Claro que não, sua boba! Só conversamos hoje, ele parece ser legal.

–Ele é. Tô de olho hein.

–Se liga, garota.

–Tô brincando Carol, eu quero mesmo que você se divirta e converse com as pessoas. -Ela me abraçou.

AWN, QUE CENA FOFA.

Tomei banho e fui direto pra cama, estava exausta e além do mais amanhã teria que levantar mais cedo.

No outro dia acordei ao som de Die Young, da Ke$ha e um barulho infernal de parafusadeira. Levantei, fiz minha higiene e desci pra tomar café.

–Bom dia filha! Se quiser tomar café vai ter que ir até a padaria porque aqui as coisas já estão todas guardadas, inclusive a cafeteira. -Meu pai disse animado.

–Ah, tá né. Cadê a Ju?

–Ela lá usando o banheiro dos fundos.

–EEEEEI CAROLINE!!! Me espera que eu vou junto na padaria. -A Juliana gritou lá do fundo.

–Ai meu senhor, pra que eu fui perguntar dessa peste. -Eu resmunguei me dando um tapa na testa.

Depois de um tempo fomos até a padaria andando porque minha bicicleta já estava guardada e a padaria não era longe. No caminho recebi um sms do Lucas.

"Ei Carol, bom dia! Tava pensando em a gente ir dar uma volta na praça hoje depois do almoço, pode ser? Não te vejo faz um dia e temos que colocar os assuntos em dia, né! Beijos, Lucas."

PUTS, O LUCAS! Eu tinha esquecido de contar para o meu melhor amigo que eu iria me mudar hoje, que mancada. Tinha que dar um jeito e sei que ele iria ficar muito bravo comigo. Então respondi.

"Lucas, tenho uma coisa pra te contar só que só me lembrei agora. Será que pode vir até a padaria aqui da esquina pra nós conversarmos? Carol."

Nós chegamos na padaria, pedimos nosso café e logo em seguida o Lucas chegou e sentou-se conosco.

–Bom dia meninas. Levantaram cedo, hein?

–Oi Lucas. -A Ju respondeu desanimada.

–Bom dia Luc, já pedimos nosso café, e você?

–Vou pedir. -Ele disse chamando a atendente. -Mas e então, o que queria falar comigo Cá?

–É sobre a mudança...

–E?

–E que nós vamos nos mudar hoje, daqui a pouco. -Eu disse rápido e abaixei a cabeça.

–Como assim, hoje? Daqui a pouco? -O Lucas perguntou assustado.

–Minha mãe veio avisar isso ontem a noite e eu esqueci de te avisar mais cedo.

–Ah, que legal, que consideração pelo seu melhor amigo. -Ele fez um "positivo" com o polegar.

–Luc, me desculpa, isso também é novo pra mim e eu não quero ir pra NY sabendo que meu melhor amigo está bravo comigo.

–Tudo bem... Eu vou ficar bem.

–Vamos nos falar todos os dias pelo skype, celular, algo do tipo. Eu não vou esquecer de você e espero que você faça o mesmo.

–Promete?

–Sim, prometo. -Nós demos um abraço e terminamos de tomar nosso café como se nada tivesse acontecido.

Um tempo passou e meu celular começou a tocar, era meu pai.

–Filha, estamos esperando você e sua irmã. Vocês tem dez minutos pra chegar aqui em casa.

–Ligação finalizada-

Pagamos a conta e fomos conversando até em casa, o Luc junto. Chegamos na rua e vimos dois caminhões de mudança. Meus olhos encheram de lágrimas. Olhei pro Lucas e pra Juliana e vi que eles já estavam abraçados, se despedindo. O Lucas desviou o olhar pra mim, veio na minha direção, nós nos abraçamos e u comecei a chorar. Porra, ia deixar meu melhor amigo, o único que sempre me apoiou e me ajudou com tudo. Quem sempre me fez sorrir... As lágrimas não paravam de escorrer e percebi que o Lucas também queria chorar, mas ele era muito machista pra isso. Minha mãe começou a chamar minha atenção pra ir logo, mas eu realmente não queria me separar dele. Demos um último abraço, trocamos palavras fofas e eu fui embora. Dentro do carro eu pude ver no rosto dele uma expressão triste, e aquilo realmente doeu meu coração. Mas era a hora de partir.

A viagem era longa então eu tinha tempo de conversar, escutar música e dormir. E foi o que eu fiz até finalmente chegarmos.

O carro parou logo atrás dos dois caminhões de mudança e eu pude ver uma vizinhança linda. Toda chique e organizada.

–Mãe, é aqui que vamos morar? -Perguntei sonolenta.

–É sim, bem-vindas a sua nova casa.

–Uau! Que linda! É grande e, nossa, é linda. -A Juliana disse encantada.

Realmente, era linda e enorme. Bem diferente da antiga.

Agora uma nova vida estava por vir. Novos costumes, novas pessoas, novas regras.



Notas finais
Lembrando que o objetivo da minha história >não< é, de jeito nenhum, influenciar os leitores a praticar nenhuma das coisas que estão incluídas nela!