Confident
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Já amanheceu. O que significa que temos uma missão suicida pela frente. Ontem eu e Carl já dormimos prontos e já tínhamos colocado tudo na moto. Eu coloquei uma blusa regata e um short, uma bota onde eu esconderia a minha faca e a minha arma. Saímos da prisão tentando fazer o minimo de barulho possível.
Subi na moto, segurando Carl pela cintura e fomos diretamente até a minha ex-casa. Fomos o caminho todo sem dizer uma palavra, a moto de Carl ajudou muito já que não fazia barulho demais. Chegamos na minha casa. Uau, ela esta do jeito que eu deixei.
– Okay Carl, aquela é a casa dos criados — apontei para um pequeno chalé de tijolos atras da minha casa. Conseguíamos ouvir os gemidos dos mordedores.
– Vamos entrar — ele disse e pegou as bolsas e as sacolas — vamos direto onde esta o cofre. E se sua irmã estiver lá dentro e ela não sobreviveu. Sinto muito.
Tentei ignorar aquilo enquanto entramos na casa. Fui direto subindo as escadas, por que lá em cima estava o cofre. A casa parecia abandonada, como se ninguém entrasse lá a uns 100 anos, o que era verdade. Chegamos ao cofre. Tentei ouvir gemidos mas não ouvi nada. Abri o cofre e dei direto com a minha irmã deitada no chão morta, ela tinha um machucado e com certeza não tinha aguentado. Não aguentei e comecei a chorar, Apenas peguei minha faca e fiquei lá esperando ela se transformar. Quando ela abriu os olhos, gravei minha faca em seu crânio. Sequei minhas lagrimas e fui diretamente pegar uma bolsa com o Carl.
– Vamos pegar tudo logo e dar o fora daqui. — disse secando as lagrimas
Comecei pegando as munições (por que era o que mas precisamos) e Carl as armas de maior porte. Depois encontrei um armário e lá estavam centenas de enlatados.
– Carl, encontrei o nosso ouro — enquanto ele começou a colocar os enlatados nas bolsas, eu comecei a procurar mas coisas. Peguei remédios e preparei um bolsa para a Judith.
– Amanda — Carl me chamou — isso era da sua irmã ? — olhei para a mão dele e ele estava segurando um colar. me lembrei dele na hora.
– não, era da minha mãe. Meu pai deu para ela! onde você achou ?
– Aqui no chão -fitei o colar — Quer que eu coloque em você ?
Sorri e aceitei. Levantei o meu cabelo castanho dando a ele espaço para poder colocar o colar em mim. Senti suas mãos na minha nuca e comecei a me virar até que eu ouvi um gemido. Peguei a primeira faca que vi na minha frente e puxei o Carl para o espaço que tinha entre uma estante e outra. Ficamos esmagados de cara um para o outro. Romântico. Até que a zumbi passou e não notou a gente. Sai e acertei a zumbi de costas.
– Zumbi filha da .... — Carl segurou meu ombro
– Se tem ela, tem mas vindo ai — ele olhou no corredor — vamos terminar e dar o fora daqui.
Continuamos e conseguimos pegar tudo. Eu fiz uma caixa de emergência e deixei ali. Caso acontecesse alguma coisa iriamos direto ali.Colocamos as coisas no porta-malas da moto e Carl foi ligando a moto. Até que olhei pro lado e fiz uma horda saindo da casa de criados.
– Carl, vamos embora agora — fechei o porta malas, matei um zumbi e subi na moto.
Também voltamos sem trocar uma palavra. Chegando no caminho da prisão notei que tinham abrido o portão. Fomos descobertos. Entramos e demos de cara com o Rick.
– O QUE VOCÊS TEM NA CABEÇA -? '' cérebro'' Pensei — SAÍRAM DAQUI SEM NENHUM ADULTO POR PERTO ? VOCÊS PERDERAM O JUÍZO ? — Daryl estava do lado dele de braços cruzados fazendo uma cara de '' vão todos se cagar''
– Foi por uma boa causa — peguei a bolsa de suprimentos e armas coloquei no chão e as abri. Na hora o rosto de Daryl se iluminou. — Meu pai tinha um cofre apocalíptico e fomos lá rouba-lo.
– deu sorte, garotinha- Daryl pegou as armas e os suprimentos e os levou para dentro.
– Vamos ter uma conversa seria, os dois — Rick disse
– Eu trouxe — peguei a bolsa rosa com um urso no meio e a entreguei pro Rick — Algumas coisas para a Judith. Uma mamadeira, uma chupeta, leite e uns brinquedos — Olhei para ele como se fosse a salvadora do mundo — de nada !!
– vocês não vão sair de perto da Carol me entenderam ? — ele me entregou a bolsa — entrem e ajudem a guardas as coisas e não saiam mas daqui....
Eu e Carl nos olhamos, sorrimos e fomos para a prisão. Olhei o colar e fiquei imaginando como será que o colar tinha ido parar lá.
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Como a minha antiga casa estava totalmente suja e empoeirada finalmente fui tomar um banho. Já era noite, então todos já foram dormir. Maggie trouxe um shampoo de chocolate para mim. Shampoo e chocolate juntos, que maravilha. Ainda estou um pouco estranha por causa da minha irmã e do colar da minha mãe, mas logo afastei esse pensamente e entrei na minha cela ... e do Carl. Ele estava sentado na cama de cima lendo um gibi.
– oi — o cumprimento colocando minha roupa lavada na minha bolsa
– oi — ele abaixou o gibi e me olhou
– gosta de gibis ? — perguntei
– gosto e você ?
– gosto mas prefiro os livros.
– você quer sentar aqui em cima? você não para de olhar para cá — quando sai dos meus pensamentos percebi que realmente o estava fitando.
– Claro por que não ? — tentei disfarçar.
Sentei me do seu lado e começamos a conversar sobre coisas idiotas e aleatórias que gostávamos no passado. Até falamos sobre a minha antiga casa e de como a nossa missão tinha dado certo.
– sinto cheiro de chocolate — ele disse olhando em volta.
– é o meu cabelo — peguei uma mecha e aproximei do seu nariz para ele sentir o cheiro.
– ah chocolate ... faz meses que eu não como — ele disse como se estivesse sonhando. Acabo rindo disso, ele me encara com aqueles profundos olhos azuis, como se lesse meus pensamentos. Começamos a nos aproximar involuntariamente, sinto sua respiração no meu rosto, acelerada igual a minha. Então me dou conta de um fato: Eu vou beijar o Carl.
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