Confidencial.

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Esta não é a primeira história que escrevo, mas é uma especial para mim. Eu espero que gostem. Um beijo.

Eu sou Gabriela. Tenho 16 anos, e moro com a minha mãe, e com seu marido. Tenho um namorado, que amo muito. E, é claro, meu pai também casou, e teve outra filha que se tornou minha afilhada, e eu os visito três finais por semana por mês.

Meus pais se separaram a 6 anos, e minha história de vida, desde então, é meio complicada para quem me conheceria agora, mas também não é tão complicada para explicar se voltarmos do começo. Então vamos voltar bem lá no comecinho, quando eu ainda estava descobrindo a vida, e começando a me reconhecer como gente.

***

Mais uma noite de brigas. É muito chato acordar no meio da noite e ouvir brigas sabiam? É como acordar em um local de guerras. Acordar sendo acusada de tudo. É ruim, chato e cansativo.

Eu era pequena naquela época, nem sabia muito o que realmente eles estavam discutindo. Eu ouvia algumas coisas, mas na verdade, sabia que a maioria daquilo, passava em vão para mim. Para ser sincera, hoje, não me lembro de nenhuma palavra do que eles falavam. Mas lembro-me exatamente como isso terminou.

***

- Mãe, porque estamos fazendo isso? – eu perguntava.

— Porque seu pai não nos quer aqui! – ela dizia.

Eu nunca entendi muito o que ela me dizia. Sempre sustentei a ideia de que meu pai realmente me amava e nunca poderia ter dito que não nos queria aqui.

— E para onde vamos? – eu perguntei, quase chorando.

— Para a casa da vovó. – ela me respondeu e levou as malas para o carro cinza.

Depois de colocar todos os nossos pertences no carro, ela voltou para dentro da casa e me puxou. Ao sair daquela casa, da minha casa, senti um nó no estômago, o que nós estávamos realmente fazendo?

Já dentro do carro, olhei para a casa amarela e as lágrimas caíram como se eu estivesse as segurando há dias. Eu não impedi, queria que mamãe soubesse que aquilo não seria fácil para mim. Chorei mais, quando a ouvi ligar o carro.

De repente o carro começou a andar e a casa foi ficando para trás. Cada vez mais, eu percebia que não estava pronta para ir embora. Mas o que eu podia fazer? O que eu deveria fazer? Quando veria meu pai novamente? Quando viramos a esquina endireitei-me no banco traseiro do carro e chorei. Chorei muito. Como há tempos não fazia. E novamente, eu parecia à menininha que dizia para a mamãe: “mamãe, porque não me esperou crescer para eu casar com o papai?!”.

Não me lembro muito bem de como eu vivia ali, com meus avós. Sabia que não seria fácil, já que meu avô tinha muita raiva de meu pai.

Naquela época, eu e meu vô, tivemos muitas brigas. Brigávamos por tudo. Pelo jeito que ele gritava, pelo silêncio que eu exigia para fazer as tarefas da escola, pelos pedidos de ”por favor, não use palavras como está!”, e enfim, sempre tinha uma briga, e eu sabia que minha avó já estava ficando louca.

Minha mãe não ficou conosco. Ela foi morar com o namorado e vinha me visitar sempre que pôde, até um dia resolver me levar para lá.

Eu conhecia seu namorado. Já tínhamos ido ao shopping, e devíamos ter feito mais alguns passeios do qual não me recordo. E eu até já tinha conhecido a casa dele. Quando ela finalmente me levou para lá, eu fiquei feliz.

Mesmo sofrendo com a separação de meus pais, o que eu mais queria era que os dois fossem felizes novamente. E para isso, eu sabia que teria que enfrentar futuros “namorados” e “namoradas”. Porém eu não sabia que os dois se casariam de novo, tão brevemente. E isso, doeu um pouco.

Notas finais
Gostou? Então acompanhe e não esqueça de deixar seu comentário.
Postarei um capitulo por dia.
Um beijo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.