Confidence

1 Love me like I love you


Após receber a notícia que Tasha estava viva Reade se sentia mais aliviado, porém saber que ela estava trabalhando para Madeleine Burke o deixava muito preocupado. Que diabos Tasha está fazendo? Ela matou a advogada de Crawford? Essas atitudes não pareciam vir da Tasha que ele conhecera. Na verdade, Reade nem sabia se ainda a conhecia.

Desde que a beijara em seu apartamento anos atrás foi difícil guardar seus sentimentos, mas ela foi trabalhar para a CIA e Reade teve certeza de que ela realmente não sentia nada então decidiu seguir em frente. Ele chegou a ficar noivo, mas Tasha lhe disse que estava apaixonada e tudo ficou bagunçado dentro dele. Não conseguia mais se concentrar nos preparativos para o casamento, até Mag saber dos seus sentimentos. Ele queria se bater por não ter insistido com Tasha na época, deve ter sido difícil pra ela também. Mas agora, onde ela estava?

Reade estava trabalhando até tarde nos últimos dias. A equipe já tinha conseguido recuperar alguns drivers deixados por Roman, mas era preciso encontrar os demais e trabalhar com o arquivo das tatuagens era tudo que tinham para isso. Os drivers continham pistas para tentar encontrar a cura da doença de Jane. Ele sentia a preocupação crescente de Weller em relação à Jane, todos esperavam que conseguissem encontrar logo essas respostas, pois era muito difícil ver a dor que os dois sentiam.

Ele procurava ir pra casa tarde da noite, pois queria evitar a solidão e os pensamentos que vinham quando estava em sozinho. Já se passaram meses, mas ele ainda sentia a presença dela em seu apartamento, em seu quarto, por mais que se esforçasse não conseguia entender os motivos que poderiam tê-la levado a deixar tudo pra trás e partir. Já passava das dez da noite quando ouviu uma batida na porta. Ao abrir não imaginava quem encontraria em sua frente.

— Tasha? — Ela estava ainda mais linda e parecia a mesma Tasha que ele já tivera em seus braços. Mas tratou logo de afastar esses pensamentos, pois ela não poderia ser a mesma, não com as atitudes que estava tendo nos últimos meses.

— Reade, posso entrar? – Ela parecia aflita e ele permitiu que ela entrasse e a ficou observando e imaginando o que ela estaria fazendo ali na sua casa.

— Preciso conversar com você. – Ele via dor e dúvida nos olhos dela.

— Você desaparece por meses, não atende minhas ligações, está trabalhando sabe lá pra quem e agora lembrou que eu existo? Cansou de brincar de vilã? – Ele estava muito magoado com tudo que havia acontecido e queria colocar tudo pra fora enquanto tinha chance. – Não sei se tem algo mais que eu queira saber acerca do que você anda fazendo. Já tenho algumas informações e vi que não são coisas legais. Não sei se quero ter essa conversa.

— Eu já esperava ouvir algo desse tipo. Eu nunca quis passar a impressão de vilã, não pra você. Eu quero consertar isso, mas eu preciso que você me ouça. – Era mais uma súplica que um pedido.

— Você tem noção do que fez? Você matou a advogada de Crawford, a troco de quê? Você quer ser presa, Tasha? Onde você anda se metendo? – Ele sabia do perigo que ela corria tendo aquelas atitudes.

— Eu não a matei, Madeleine matou. – Tasha parecia aliviada ao dizer essas palavras.

— O quê? – Ele não sabia se acreditava. Mas sabia que Madeleine não poderia ser boa pessoa.

— Me ouça, por favor, eu quero te explicar tudo. – Ela estava suplicando.

Eles se sentaram no sofá e ela começou a lhe contar.

— Estou trabalhando pra CIA.

— Mas Keaton me garantiu que não estava.

— Ele não vai afirmar. O que estou fazendo é altamente secreto e ele tem que garantir que ninguém saiba. Reade, estou contando isso porque confio em você, pelo amor de Deus confia em mim!

— Tasha, você sabe que eu sempre confiei em você. Mas ultimamente.

— Quando fui embora já estava tudo arranjado, a minha demissão foi uma farsa, eles precisavam que alguém se infiltrasse no alto escalão dos Crawford. O intuito era trabalhar com Blake e estava correndo tudo bem, até que... – Ela parou.

— Aconteceu um acidente com o avião. – Ele continuou.

— Não foi um acidente. Madeleine colocou veneno no champanhe e os matou. Eu estava lá e presenciei tudo. A queda do avião foi uma farsa.

— Tasha, você poderia ter morrido. Você tem noção do perigo que está correndo? – Ele estava aflito só de pensar.

— Eu tive que entrar no jogo ou ela me mataria. Então continuo infiltrada na HCI Global, mas agora o jogo virou e tenho que trabalhar com Madeleine. Eu tenho ganhado sua confiança a cada dia.

— Até você fazer alguma coisa pra ela que não tenha mais volta, ou ela descobrir sua farsa e te matar. – Ele se levantou nervoso.

— Isso não vai acontecer. – Ela também levantou e o acompanhou. – Se ela me descobrir eu a mato primeiro.

— Você está mexendo com gente perigosa demais e você parece não ter medo. Por que não deixa esse trabalho enquanto é tempo? – Ele suplicou.

— Não dá, eu já comecei, ela já me contou coisas que garanto que nunca contou a ninguém, ela realmente confia em mim.

Reade sabia do perigo que ela corria, mas percebia pelo modo como ela falava que não iria parar enquanto não colocasse um fim nessa missão. Ele queria poder fazer alguma coisa para impedir, mas a conhecia muito bem e sabia que qualquer tentativa seria em vão.

— Eu tenho que ir embora, Reade, eu não estava conseguindo dormir direito sabendo que você estava acreditando em todas essas coisas.

— Não vá embora ainda. Fica. – Ele queria que ela ficasse, não suportava a ideia de vê-la partir novamente e não fazer nada para impedir.

— Eu não posso, Reade, não posso te magoar mais. E depois eu terei que ir embora novamente e saímos os dois machucados demais dessa história. – Ele conseguia ver a dor em seus olhos por ter que ir embora, Reade quis parar a angústia que emanava dela, queria que tudo se transformasse em amor e segurança.

— Não importa o amanhã, fica aqui hoje. – Ele a tocou no rosto fazendo com que ela olhasse pra ele, seus olhos se encontraram e os sentimentos estavam ali. O beijo foi uma descarga de tensão acumulada por todo o tempo que passaram separados, pois a saudade havia se instalado de tal forma que os dois ansiavam por esse contato.

Eles aprofundaram o beijo e Reade a levou para o quarto, os dois tinham pressa em retirar as roupas e acabavam se atrapalhando com botões e feixos. Não conseguiam manter os lábios separados por muito tempo. Eles estavam apenas com as roupas de baixo e ainda parecia muito tecido entre os dois. Ela podia sentir a língua dele em sua boca despertando sensações que estavam adormecidas dentro dela. Tasha se apoiou contra ele enquanto era levada para a cama. Ela conseguia sentir a tensão dele por baixo da cueca. Como ela havia conseguido deixar tudo isso pra trás? Ela estava por cima dele e o agarrou retirando a peça de roupa que faltava.

Ela depositava beijos e toques suaves no peito dele e descia até o abdômen sentindo a tensão dos músculos trabalhados. Reade desabotoou o sutiã dela que caiu por seus braços, tocou seus seios firmes e ela gemeu. Tasha agarrou seu membro e ele pareceu entrar em desespero, pois queria mais. No momento em que ela ia tocá-lo com a boca Reade a agarrou e virou de costas, pois se ela o fizesse ele não conseguiria se controlar e a vontade que tinha era de prolongar esse momento ao máximo. Virando-a de costas ele deitou sobre ela e a beijou com uma vontade avassaladora, ele tocou e sugou seus mamilos aumentando os gemidos que saíam da boca dela. Ela era incrível e ele queria dar a ela todo prazer que ele sentia.

Reade retirou a calcinha dela fazendo aumentar ainda mais sua excitação enquanto a mão dele descia a tocando e mexendo com os dedos sentindo a necessidade dela por ele aumentar diante de seu toque.

— Reade. – Ela chamava por ele, a pressão do contato dele a deixava louca. Ela o virou de costas e montou sobre ele. Ela não aguentava mais, o posicionou em sua entrada e deixou-se deslizar sentindo-o preenchê-la completamente. Segurando-a pelos quadris ele se ajeitou embaixo dela e se movimentaram até encontrarem o ritmo. Os movimentos aumentavam e Reade a pegou pela cintura e trocou as posições. A urgência nos impulsos dele mostrava a necessidade que sentia fazendo com que intensificassem os movimentos, os beijos eram intensos e carregados de prazer, seus corpos unidos pareciam um só, ao sentir que estavam chegando ao ápice Tasha afundou suas unhas nas costas dele o que o deixaria marcado. Eles chegaram junto ao orgasmo que explodiu intensamente entre os dois.

Após se recomporem ele deitou ao lado dela e permaneceram abraçados até adormecerem. Era a primeira vez em meses que conseguiam dormir tranquilamente, pois mesmo em meio a tantas incertezas a presença um do outro era tudo que precisavam mesmo sabendo que logo se separariam novamente.

Tasha acordou antes do nascer do sol e estava terminando de se vestir quando Reade acordou. Havia uma leveza pairando no ambiente e ao mesmo tempo a tristeza ameaçava chegar, pois sua partida era inevitável.

— Você tem mesmo que ir? – Ele perguntou sentando-se na cama.

— Não posso parar agora, Reade, este trabalho é muito grande e estão dependendo de mim. – Ele conseguia ver no olhar dela o quanto queria ficar, mas sofria sabendo que precisava ir. Queria poder protegê-la disso tudo e mantê-la a salvo ao seu lado, mas ele sabia que ela não era dessas, não se permitia ser protegida, por mais perigoso que parecesse ela parecia estar no lugar dela, trabalhando na linha entre o bem e o mal, combatendo a qualquer custo.

— Eu sei. – Ele se aproximou, a envolvendo em seus braços e a beijou. Reade queria que ela soubesse que ele estava ali pra ela, que sempre estaria, que ele pertencia a ela, que sempre seria seu melhor amigo e também seu amante. — Se cuida.

— Vou me cuidar. – O olhar dela dizia que ela não sabia quando e nem se voltaria, mas ele esperava que voltasse, pois o amor precisava vencer, e ele tinha certeza que eles se amavam. – Adeus, Reade.

Ela partiu o deixando ali sozinho. Ele sabia o vazio que o esperaria todas as noites em seu apartamento, mas a sensação de tê-la sentido novamente em seus braços o fazia ter esperanças de que algo maior os aguardava no futuro.

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