Confiança
18 Paraíso
Notas iniciais
A vida real me sequestrou, mas estou de volta.
Espero que estejam dispostos a continuar a leitura.
E espero que estejam com os corações fortes.
Edward
Respirei fundo ao fechar a porta depois de me despedir do último convidado. Como tinha imaginado, o coquetel se estendeu por mais duas horas. Estava sentindo um pouco de dor de cabeça, sabia que se devia a tensão da noite. O bufê tinha cancelado, Bella resolveu ir para a cozinha, e depois toda aquela conversa que envolve eventos como este. Estava resignado quanto aos rituais destes jogos empresariais. Eu tenho um objetivo a ser alcançado e deveria fazer isto. Não consegui ficar descontraído como Jasper, mas apesar de tudo a noite transcorreu excepcionalmente bem. Por causa dela: Bella.
Para a minha surpresa ela apresentou seu estranho cardápio para a festa com estilo, o mesmo estilo com que vestira o traje verde que não queria comprar para ela, mas ela me convenceu e como ela agiu de modo divertido com o meu chefe e meus colegas de trabalho! Sem dúvida ela sabia receber convidados. Hoje ela foi capaz de se adaptar ao ambiente de negócios ao mesmo tempo em que exibia uma aparência exótica e sensual.
- Eles já foram? — Alice indagou sentada ao lado de Jazz no sofá.
- Sim. — Confirmei despindo o paletó.
- Bem, acho melhor ir também. — Jazz falou.
- Obrigado por ter vindo. — Eu agradeci.
- Que é isso meu amigo, não perderia este momento por nada. — Disse levantando junto com minha irmã.
- Qual a sua opinião? — Perguntei ansioso.
- Foi uma tacada de mestre.
- A ideia de Bella foi realmente estupenda. — Alice disse animada. Eu já falei que ela era fã de Bella?
- Foi mesmo. — Jazz concordou. Nesse momento Bella voltou da cozinha.
- Todos já foram? — Ela me perguntou.
- Sim. — Confirmei e a vi suspirando aliviada eu não pude deixar de sorrir.
- Bom... Bella foi um prazer revê-la e estava tudo maravilhoso. — Jazz a abraçou se despedindo.
- Obrigada Jasper. — Ela corou.
- Nos falamos mais tarde, meu amigo. — Ele me abraçou também. — Minha pequena nos veremos logo.
- Espero que sim. — Alice sorriu.
- Até mais. — Jazz se despediu.
- Até mais. — Eu e Bella respondemos e Alice o acompanhou até a porta. Eles se despediram carinhosamente e então ele foi embora.
- Bella, adorei a sua forma de agir. — Alice se aproximou.
- Que nada Alice, você também ajudou muito.
- Você fez tudo cunhadinha. — Mesmo sabendo do meu pacto com Bella ela insistia em chamá-la de cunhadinha. — Mas a noite foi cansativa e eu vou para meu quarto descansar. — Ela ganhou um ar maroto. Ela abraçou que foi pega desprevenida. — Boa noite.
- Boa noite Alice. — Bella sorriu e finalmente me olhou. Eu me dei conta que tinha permanecido em pé o tempo todo a observando, então sentei. — Foi tudo muito bem, não é mesmo? — Bella perguntou com um brilho entusiasmado no olhar.
- Felizmente. Ah Bella você fez um ótimo trabalho.
- Este grupo de pessoas é como todos os outros. Só precisam de comida e bebida e ficam satisfeitos.
- Preciso relaxar um pouco. — Disse largando-me ainda mais no sofá. Ela atravessou a sala e parou atrás de mim.
- Você não precisava ficar tão tenso. — Ela começou fazendo-me uma massagem deliciosa nos meus ombros. — Relaxe.
Eu permaneci quieto, o meu corpo ainda tenso reagindo de imediato ao toque inesperado. Eu me deixei levar pela sensação maravilhosa que as mãos dela me passavam através do tecido da camisa. A presença de Bella e seus risos me tiraram a concentração a noite toda. Seu perfume de morango me despertou os sentidos quando a abracei numa demostração de suposta intimidade.
Uma intimidade que queria transformar em realidade desde que eu a vi deitada na cama de cetim, desde que a beijei novamente passei horas imaginando fazer amor com ela. Beijando sua boca quente e faminta, cobrindo seu corpo esguio com o meu. Ela me deixava excitado, atordoado de desejo.
- Ed. — Ela me chamou com suavidade, as mãos deslizando para meu peito me fazendo tremer. Virei a cabeça e o nosso olhar se encontrou.
- Faça amor comigo. — Ela pediu rouca e carinhosa.
Eu não podia acreditar no que ouvi, mas não havia como duvidar do convite presente nos olhos dela, ou a mensagem que os lábios dela me enviavam ao beijar a minha nuca e me deixar ainda mais louco. Virei-me e deslizei a mão por seu ventre quando ela se inclinou sobre o encosto do sofá. Com a mão livre eu a puxei para junto de mim.
Eu a fitei, o coração acelerado no peito. Aqui estava ela, em meu colo, os cabelos castanhos emoldurando suas faces coradas, os lábios úmidos entreabertos oferecendo-me uma miríade de possibilidades eróticas. Eu colei a minha boca na dela e a beijei ardentemente, o meu corpo respondendo de imediato.
Tentei raciocinar e agir como um homem maduro que era. Num lampejo de sanidade imaginei que Bella poderia estar pensando que eu fosse como um adolescente inexperiente, levando-se em conta as minhas mãos deslizando impacientes e quase desesperadas sob a sua blusa de cetim até encontrarem seus seios firmes.
Bella soltou um leve gemido quando lhe beijei a curva do seu pescoço ao mesmo tempo em que lutava para abrir os botões da sua blusa. Puxei-a para mais perto de mim, queria senti-la inteira. Não conseguia parar de beija-la e de lhe querer mais. Queria provar dela, o quanto antes.
Sim, qualquer um poderia me julgar descontrolado, mas não pude evitar querer vê-la nua o quanto antes. Queria tocar-lhe os seios nus, queria vê-la deitada a minha mercê implorando por meu amor. O desejo de possuí-la, de conhecer-lhe todas as curvas misteriosas, fazia meu corpo latejar. Quando esse sentimento começou a se apossar de mim? Isso já não importava o que importava era que eu a queria.
Bella deitada em meu colo, a cabeça estirada para trás, os cabelos emaranhados, respirava ofegante tanto quanto eu e deixava escapar gemidos roucos que quase me faziam explodir. Eu a tomei nos braços, inclinei minha cabeça e deixei a minha língua percorrer o seu pescoço macio. Ela soluçou e pressionou o seu corpo contra o meu impaciente.
Finalmente eu consegui abrir o ultimo botão e livrei-a da blusa, deixando os seus ombros e seu ventre rosado à mostra. Depois, sem sutiã eu pude ver seus seios fartos implorando por meus carinhos. Inclinei-me, beijei e lambi seus seios sensualmente, tomei o mamilo intumescido entre meus lábios enquanto acariciava o outro com dedos inquietos. Os ombros nus de Bella e o vale que se formava entre os seios me fascinaram. Quando eu pude enfim sentir o sabor da sua pele cor de marfim, ela abriu a minha camisa e deslizou as mãos em meu peito.
Também me estimulavam suas reações. Quando abriu a minha blusa e sem pressa explorou com suas mãos o meu tórax, vi o quanto ela me desejava e aquilo me deixou ainda mais fascinado. Com uma urgência quase incontrolável, livrei-me da calça de cetim dela e fiquei admirando o seu corpo. Contemplei as curvas graciosas das nádegas e das coxas quentes e macias de Bella. Ela era perfeita.
- Espere um pouco. — Ela pediu num sussurro.
Ela levantou do sofá e tirou a calcinha sensual. Impaciente, estendi a mão para ela. Ela me impediu com uma das mãos e com gestos apressados tirou a minha calça e a minha camisa, ela parou só para pegar em meu membro ereto. Fechei os olhos, controlando o prazer prestes a explodir. Quando ela colocou os lábios nele, eu não mais me contive e deitei-a bruscamente no sofá. Ela entreabriu as pernas, disponível e eu mal pude suportar a beleza que tinha diante de meus olhos. Bella totalmente nua a minha frente, receptiva, ansiosa, puxando-me para perto dela.
Eu queria que o prazer fosse inesquecível para ela. Contendo a minha própria excitação eu me inclinei para explorar sua vagina úmida e quente que se oferecia para mim. Bella deixou escapar um grito rouco e sensual e curvou-se ao meu toque. Provoquei-a demoradamente até que me implorou para
- Agora Ed, eu quero você agora. — Ela me implorou quase sem fôlego.
Sem afastar meus lábios da pele ardente dela, eu estendia a mão para a minha calça e procurei pelo preservativo na carteira. Eu me levantei por um momento para colocar a camisinha o mais rápido possível e me inclinei para penetrá-la com um único movimento.
Ela me recebeu sôfrega, sua carne era quente, acariciante, desejosa. Eu senti seus músculos se contraírem, ouvi a sua respiração que acelerava, os gemidos que escapavam dos seus lábios, aquilo era tudo o que eu queria, não consegui pensar em nada mais do que eu desejasse do que isso.
Quando o corpo dela se enrijeceu junto com o meu, vi meu controle escapar de vez de mim e senti meu próprio corpo estremecer numa explosão de incrível e interminável prazer. Segundo depois, deixei-me cair ao seu lado, exausto. Após alguns minutos o latejar em meus ouvidos se dissipou e eu pude ouvi-la sussurrar:
- Agora eu posso morrer. Acabo de ver o paraíso. — Fiquei feliz por não ter ido sozinho até lá, por tê-la levado comigo.
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