Notas iniciais
Ai minha historinha....

Um mês havia se passado desde o fim da guerra, Atena pediu a seu pai, Zeus, que ressuscitasse seus cavaleiros, o que lhe foi concedido. Agora os cavaleiros podiam viajar, morar em outro lugar, mas alguns deles preferiam continuar morando ali no santuário mesmo. Isso entristecia Milo, afinal ele tinha ido pra Sibéria.

###FlashBackOn###

- Caros Cavaleiros, amazonas, com o fim das guerras pedi à Zeus que ressuscitasse todos os guerreiros que morreram em batalha. E agora vocês terão a chance de votar para seus lares, ou aqueles que quiserem permitirei que fiquem no santuário. – Saori anunciou a todos os guerreiros reunidos

Após a noticia da deusa vários cavaleiros foram arrumar suas coisas para irem visitar suas origens, no meio da multidão o cavaleiro de Escorpião procurava pelo amigo, e ao guiar-se pelo cosmo o encontrou em casa arrumando as malas.

- Aonde você vai? – perguntou o escorpiano

- Pra Sibéria. – respondeu num tom frio

- Por que? Você me disse que quando voltou era pra ficar!

- Eu sei, Milo. Mas non dá pra mim. Tenho que ir embora.

- Mas Camus.

- Eu vou, não tente me convencer.

- Mas Camyu, você é meu melhor amigo. Preciso de você aqui.

- Mas eu não quero ficar aqui com você, Milo. – isso caiu como uma bomba sobre o pobre grego

- Po-por que?

- Por que não dá. Preciso ficar bem longe de você. – sem dizer mais nada ele apenas fechou a mala e desceu escadaria a baixo

Milo o seguiu, este já ia entrando no taxi mas o loirinho insistiu:

- Fique aqui Camyu, por favor...

- Não Milo. Adeus. – ele fechou a porta e o carro foi.

###FlashBackOff###

Um mês que o Cavaleiro de Escorpião conheceu a solidão e o isolamento, Milo era extrovertido e animado, mas ultimamente preocupava os amigos. Não comia, não bebia, não saia de casa, muito menos se levantava da cama. Cansado de ver a situação do companheiro, Afrodite e Shaka resolveram ir vê-lo:

- E ai, escorpião? Você sumiu.... – Comentou o pisciano

- O que você dois querem?

- Viemos te ver. E parece que você tá precisando de ajuda mesmo... – Shaka falou

- Não quero ajuda de ninguém ok? – foi grosso

- Não. – responderam em coro os dois

- Miluxo, não fica assim vai? Até o Shaka que é o Shaka se declarou pro Mú e eles tão juntos...

- Pera. Hãn? Shaka e o Mú tão juntos? – o grego encarou o indiano

- Er, anhan. – ele olhou para Dite como quem diz “Te mato depois” e voltou a falar – isso é porque tanto eu quanto o Mú somos bem tímidos...

- E eu e o Carlo? Somos bem diferentes, eu sou delicado como dizem, e ele acho que não conhece essa palavra...

- Nossa. Realmente tô surpreso com isso... eu tô aqui a quanto tempo que não sei dessas coisas?

- Um mês. – responderam em coro novamente

- Nossa... sério?

- Anhan. – Dite se levantou da cama – vou fazer algo pra você comer...

- Levanta dessa cama, Milo. Tô sentindo o fedor daqui, passa pro banheiro... – o indiano tapou o nariz e apontou pra porta do banheiro

- Tô indo... – o escorpiano levanta preguiçosamente e vai até o banheiro

Dez minutos depois ele termina seu banho e sente um cheiro ótimo vindo da cozinha, vestiu uma roupa que havia sido deixada sobre a cama e foi em direção ao aroma que se espalhava pela casa.

— Agora sim... – Dite se aproxima e lhe cheira – antes tava com catinga de um gambá morto...

- Nossa Dite, assim eu me apaixono... – ironizou Milo

- Tá com fome Milo? – Shaka se intrometeu antes que se formasse uma discurção começasse

- Estou sim...

- Então coma, Dite, deixa ele comer em paz.

- Ok, parei... – o pisciano falou com um ar de vencido

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- Algum problema, Camus?

- Nenhum, Crystal...

- Então por que desde que chegou não sai desse quarto nem mesmo pra comer?

- Eu saio sim.

- Mentiroso, eu que tenho que te fazer engolir comida garganta abaixo senão você morre de fome bem ai...

- Até parece...

- Parece não Camus, é. Por que diabos não fala logo o que tá acontecendo?

- Porque não.

- Eu vou ter que ir até a Grécia pra saber?

- Não se atreveria...

- Quer apostar?

- Não, Crystal, faz isso não...

- Se você não contar, eu vou fazer.

- Ok, ok.

- Vai contar?

- Vou.

- Conte-me então.

- Eu briguei feio com o Milo antes de vir pra cá, disse que não queria mais ficar perto dele e nem vê-lo, será que ele ficou magoado?

- Não, sua mãe chegar te chamar de adotado e bastardo inglório também não magoa...

- Muito obrigado, cara.

- Desculpa, mas você tem que ir atrás dele.

- Mas já se passou um mês, a essa altura ele já deve estar com uma pessoa nova...

- Não vai saber se não tentar... – o jovem amigo de Camus se levantou da cama e saiu do quarto

O francês pensava, ou podia falar tudo de uma vez, ou esqueceria essa historia pra sempre, a segunda alternativa parecia mais segura para que ninguém saísse ferido, mas ele não podia ser injusto com Milo escondendo isso dele... o que faria agora?

Ficou imerso em pensamentos a tarde toda, quando a noite caiu seu colega adentrou o quarto e lhe entregou um prato com comida.

- Coma Camus.

- Não quero Crystal.

- Você nunca quer...

- Então me deixe sem comer.

- Não, sou seu amigo e me preocupo, come vai...

Com muito custo o cavaleiro de ouro comeu a comida que lhe fora dada, ao terminar o cavaleiro de prata que lhe fazia companhia avisa:

- Camus, hoje vou dormir fora. Vou visitar um colega...

- Tudo bem. Posso pensar melhor assim...

- Incomodo tanto assim?

- Não. É modo de dizer...

- Ok, ok.

A noite aos poucos foi se passando, o ruivo apenas preso em seus pensamentos só despertou quando alguém tocara a campainha da casa onde estava.

- Quem será as uma da madrugada? – calçou um chinelo e saiu andando em direção a porta – Já vai!

Ao abrir a porta seu coração falhou a batida, seus sentidos pararam de funcionar por um instante e o fôlego acabou.

- Mi-Milo? – falou com muito custo

- Ai que bom que você tá aqui... – o grego abraça o colega que nota que ele está gelado

- O que faz aqui? Ai Zeus, Milo! Você tá gelado!

- Eu não me importo... só precisava falar com você.

- Entre Milo. – o aquariano puxa o loiro para dentro e fecha a porta atrás de si – Vou pegar um cobertor pra você...

Vai até seu quarto e pega um lençol que estava sobre sua cama dando-o ao grego.

- Agora me diz, por que você veio aqui?

- Queria te ver... – o loiro o abraçou

“Não sabe como eu também queria Milo” embora por fora sua expressão continuasse a mesma era isso que ele sentia por dentro, ver agora o que o melhor amigo tinha feito para vê-lo lhe fez refletir sobre o que faria sobre seus sentimentos.

- Milo. – atraiu o olhar do amigo para cima – Eu também senti sua falta... – Camus percebeu um tímido sorriso que brotara na face do outro que logo se desfez

- Então por que foi embora? Por que disse que não queria ficar perto de mim?

- Porque eu tinha medo de dizer o que sinto por você e acabar nossa amizade! – tanto Milo quanto Camus ficaram surpresos com a declaração, mas ao invés do loiro se afastar ele apertou com mais força a cintura do outro, que percebeu o quanto ele tinha ermagrecido

- Por que não me disse isso antes seu idiota?

- Milo, você tem comido direito?

- Isso tem importância?

- Tem sim.

- Não, eu não tenho comido. A ultima vez que tinha comido foi naquele dia que você se mandou e hoje só comi porque o Shaka e o Dite me obrigaram. – o cavaleiro de escorpião foi franco

- Zeus! Milo, tá querendo morrer, é?

- Tava... mas não consegui.

- Vira essa boca pra lá!

- E agora se importa? Lembre-se que o culpado foi você...

- Eu nunca deixei de me importar. – o aquariano o havia beijado, agora era tarde pra arrependimento, quando se separaram ele só disse uma coisa – Não conseguia declarar meus sentimentos com medo de te afastar, mas parece que ambos sentimos o mesmo, bastava apenas... confessar os nossos sentimentos.

###FIM###

Notas finais
o Tchau e até minhas próximas fics....
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!