Conexões Improváveis
6 Capítulo 5 – lobos
Notas iniciais
No capítulo anterior:
"Mais alguns instantes de observação mutua se transcorrem até que ele quebra a via de mão dupla ao se levantar. Ele passa a mão sob o cabelo castanho escuro que se recupera de uma provável raspagem.
Depois de encarar o chão com muita determinação ele volta seu olhar para mim.
– Não... Vai... Dizer nada? – ele pergunta como se isso fosse lógico.
– Considerando o fato de que você adentrou sorrateiramente o meu quarto, você é quem deve dizer algo! Mais especificamente quem é você e o que faz aqui! – digo inconformada.
– Uh... Ah... – ele parece não saber por onde começar enquanto me encara com olhos arregalados. Deixo um sorriso escapar em reação a seu comportamento – Não me olhe assim! Você... É...
– Suas palavras supostamente deveriam fazer sentido? – questiono-o interrompendo sua sentença desajeitada.
Ele respira fundo e se senta novamente na poltrona.
– Não se lembra de mim Rach? – pergunta, agora sua voz assume um tom mais sério.
– Eu deveria? – pergunto completamente pasma com a atual situação. Aparentemente Walker estava errado, alguém conhece Rachel Hale."
– Obviamente sim! – ele diz me irritando levemente – Okay, vou te dar um desconto, afinal, você está horrível!
– O quê? – pergunto deixando irritação transparecer em minha voz.
– Quer dizer... Você acabou de despertar de um coma! – ele diz risonho.
Encaro-o impassível emitindo maciças ondas de ódio com meus olhos. Quem é esse idiota?
– Uou! Vá com calma! – ele diz e levanta as mãos – Que eu me lembre você costumava ser mais engraçada!
Continuo a encara-lo.
– Ok... Desculpe! – ele diz parecendo sincero.
– Quem é você, engraçadinho? – digo, minha fala mergulhada em sarcasmo.
– Logan! – ele diz simplesmente ignorando meu sarcasmo e me encara como se esse nome devesse me remeter a algo.
– Quem é você? – insisto na pergunta.
– Certo... Isso sim é estranho! – ele murmura, agora parece realmente confuso – Sem mais brincadeiras sem graça! – ele pausa – Sou Logan Forbs, nós eramos amigos, lembra?
– Ah... Não!
– Ok, isso deve ser algum efeito pós-coma! Afinal você dormiu por 17 anos! – ele diz, agora realmente sério.
– Provavelmente! – digo reconhecendo a verdade em seus olhos.
– Eu só estou vivo por causa de seus pais Rach! – ele diz em gratidão.
– O quê... – antes que eu possa terminar a pergunta Ryan adentra o quarto.
– Rachel você... – ele para antes de concluir a frase e encara Logan com um olhar inquisidor.
– Logan Forbs! – ele se levanta e cumprimenta cordialmente Ryan com um aperto de mãos.
– Quem permitiu a sua entrada senhor Forbs? – Ryan pergunta seriamente.
– É... Eu... – deixo um riso escapar em reação ao comportamento de Logan.
– Se lembrou? – ele se volta pra mim com olhar esperançoso.
– Sim! – digo impulsivamente, surpresa com sua pergunta.
– Definitivamente não! – Logan reconhece a mentira em minha fala.
– Sinto muito! — digo e então desvio meu olhar de Logan para Ryan – Mas vou me lembrar, não é doutor Rarper? – alfineto Ryan.
– Certamente! – ele parece sem jeito.
O silêncio paira sobre nós por segundos intermináveis até que eu resolvo quebra-lo:
– O quê estava dizendo Doutor?
– Ah... Sim... – Ryan pausa e oscila o olhar entre o tablet em suas mãos e Logan – Forbs?
– Sim? – Logan se manifesta e sorri suavemente.
– Filho de Jared Forbs? – Ryan pergunta encarando-o.
– Exatamente! – Logan sorri mais amplamente.
Ryan respira fundo e volta a encarar o tablet.
– Ah... Os dias de observação acabaram! – ele sorri suavemente e volta seu olhar para mim – Logan vai acompanha-la até a casa de sua família!
– Por quê? – pergunto um tanto confusa.
– Meu pai tem cuidado da propriedade de sua família desde que... Bom... Você sabe! – Logan responde antes que Ryan possa fazê-lo.
Tento com todas as forças de meu ser não demonstrar meu nervosismo. Isso realmente não estava em meus planos preliminares. Aparentemente vou ter de melhorar minha atuação, afinal, a família Forbs provavelmente ficara me vigiando de perto.
– Logan, se importa de espera-la na recepção? Ainda tenho que passar alguns detalhes para Rachel! – Ryan pergunta.
– Claro! – Logan responde cordialmente e sorri para mim segundos antes de deixar o quarto.
Volto minha atenção para Ryan e controlo meu impulso de iniciar uma discussão, afinal estamos sendo monitorados. Ele caminha suavemente até o painel atrás de minha cama e após pressionar alguns comandos neste um leve barulho de clik ecoa pelo quarto.
– Desliguei a câmera e tranquei a porta, temos pouco tempo! – ele diz enquanto se senta na poltrona.
– Não passou pela sua mente que o “pequeno” detalhe de Rachel ter um amigo de infância seria algo importante? – pergunto explodindo em sarcasmo e uma dose de irritação.
– Tivemos apenas doze horas para arranjar um meio de infiltra-la aqui! – ele responde ofendido.
– Certo... Considerando o fator tempo vocês se saíram bem, mas como eu vou investigar a morte de meu irmão se aparentemente vou ter essa tal família Forbs grudada em mim? – questiono-o preocupada.
– Não temos tempo pra que eu lhe explique isso agora Aya! – ele diz e olha de relance para a porta, como se esperasse que alguém fosse tentar abri-la – Os Forbs irão realizar uma festa de boas vindas a sociedade pra você amanhã... Vamos nos encontrar lá, e como não haverá vigilância poderemos conversar, então eu lhe direi tudo!
– Festa... – repito embutindo uma dose de dúvida em minha entonação.
– Sim! Como Rachel Hale você é da alta sociedade aqui! A família Hale geria toda a questão de fontes de energia! Quando eles morreram e Rachel estava em coma essa função e os bens foram passados para os Forbs, que eram amigos próximos dos Hale! – Ryan explica, se levanta e insinua com o olhar que eu faça o mesmo.
– Então vou ter de bancar a riquinha esnobe?! – murmuro enquanto me levanto da cama.
– Basicamente! Só não exagere na falta de simpatia! – ele diz risonho se divertindo com a própria piada.
– Eu sou simpática! – digo emitindo um ódio praticamente palpável em meu olhar.
Ryan sorri satisfeito.
– Há roupas no banheiro! – ele diz e gesticula em direção a este.
Encaminho-me até a porta que dá acesso ao banheiro e a abro, me deparo com mais um ambiente branco que ilumina-se ao sentir minha presença. Adentro-o e fecho a porta atrás de mim, observo rapidamente a muda de roupas que se encontra sob a pia. Fora a roupa intima e uma sapatilha preta, há uma calça acinzentada e uma fina blusa branca de mangas longas. Visto as roupas e me fito no espelho momentaneamente.
Estou estampando uma feição de cansaço e meu cabelo recentemente curto encontra-se completamente desordenado. Passo as mãos sobre ele e tento acomoda-lo da melhor forma possível para que eu pareça um ser humano descente. Analiso-me e percebo que meus olhos estampam uma tristeza velada. Fecho-os rapidamente e respiro fundo assumindo concentração.
O jogo vai começar.
∞ ∞ ∞
Permaneço em silencio fingindo não perceber Logan me encarar fixamente. Desde que entramos no carro ele não para de me observar, e como eu pedi educadamente que ele parasse a leva de perguntas e me desse um tempo para “me adaptar a nova situação pós-coma” ele sacode sua perna nervosamente como se esse fosse um efeito colateral de seu silêncio.
Não estamos mais na área urbana, agora passamos por um campo de uma plantação de milho onde diversas máquinas trabalham realizando a colheita. O elemento humano foi praticamente extirpado de tarefas mais simples e que máquinas são capazes de realizar, como por exemplo, a colheita e dirigir um carro. Quando adentramos o veículo Logan apenas ditou as coordenadas e o carro começou a se mover. Isso é realmente fascinante, segundo o que Jason me contava as zonas seguras são bem similares a ARGOS, mas é claro que aqui tudo é mais complexo e eficaz.
Logan expira pesadamente tentando fazer com que eu dê atenção a sua presença. Resolvo faze-lo feliz e foco meus olhos nos dele tentando demonstrar tranquilidade.
– Estamos quase chegando! – ele diz e sorri suavemente, eu retribuo o sorriso e balanço a cabeça, então volto meu olhar para a estrada.
Com minha visão periférica consigo vê-lo se remexer no banco do motorista e descansar a mão desconfortavelmente sobre o volante que se encontra travado. Rachel parece ser realmente importante pra ele.
– Então nós somos amigos de infância... – digo estimulando-o a falar e colocando minha simpatia em uso.
– Exatamente! – ele diz feliz ao me ouvir quebrar o silencio.
– Como nós nos conhecemos? – pergunto tentando adquirir informações para minha personagem.
– Nossos pais eram engenheiros, nós vivíamos em uma das zonas seguras! – ele diz animado – Nós nos conhecemos na escola, minha irmã, Tessa, também era sua amiga!
– Ah... – murmuro sem saber o que dizer.
– Ela vai ficar muito feliz em te ver! – ele diz.
– Que bom! – digo e pauso brevemente – Espero que a minha falta de memória não incomode muito vocês!
– Não se preocupe! O que importa é quem você é, e não as memórias! – ele responde me surpreendendo. Logan parece ser uma boa pessoa, às vezes um pouco irritante, mas no geral uma boa pessoa.
– Obrigada! – digo comovida e então o carro para.
A minha direita há uma leva de pilares metálicos firmados em um gramado verdejante, no topo de tais construções encontram-se o que parecem ser painéis, não posso dizer com exatidão, pois estão a uma altura muito elevada e há uma espécie de barreira turva, quase transparente entre os prováveis painéis e os pilares que os sustentam.
– Painéis solares! – Logan explica ao me ver encarando as construções. São centenas deles – Eles estão acima do campo de proteção, onde a luz solar incide quase que diretamente! Se não fosse o campo estaríamos fritos, literalmente! – ele diz e ri, eu faço o mesmo e ele abre um sorriso radiante, parece que ele alcançou sua própria meta.
Volto minha atenção para a esquerda e me deparo com uma mansão esplendorosa. Ela é de uma cor creme e possui um jardim discreto, porém bonito a sua frente. Há várias janelas em sua fachada e uma porta pequena, se comparada com a grandiosidade de todo o resto.
– Vamos? – Logan pergunta.
– Vamos! – exclamo e abro a porta do carro. O chão é forrado por pequenos cascalhos e mais a frente há uma pequena estradinha de cimento, caminho até ela seguindo Logan.
Andamos lentamente por esta, Logan parece estar me dando um tempo para me preparar para o que vem a seguir. Aparentemente minha teoria de que a maioria das pessoas são ruins só se aplica a terra, já que até agora não encontrei nenhuma ruim aqui em ARGOS.
A porta da mansão se abre e dela sai uma garota que aparenta ser pouco mais nova que eu. Ela sorri amplamente, um sorriso muito similar ao de Logan, esta deve ser Tessa.
– Meu Deus! Olhe só pra você! – ela exclama, corre até mim e me abraça fortemente.
– Oi... – eu murmuro sem saber exatamente o que fazer.
– Acho que nós duas mudamos muito! – ela diz e sorri enquanto me liberta de seu abraço e me analisa de cima a baixo – Que eu me lembre eu costumava ser a mais alta! – ela ri e segura minhas mãos com delicadeza.
– Ah... Tessa! – Logan começa – Rach ainda não se lembra de muita coisa...
– Ah... É claro... Acho que fui rápida demais! Desculpe! – ela se censura educadamente.
– Tudo bem! – digo realmente não me irritando.
Ao contrário de Logan, Tessa não me irritou em nosso primeiro contato, isso provavelmente deve ter algo a ver com essa força invisível que ela exerce. É como se não gostar dela fosse impossível. Além do mais, seu nome me remete a algo, como se eu já a conhecesse...
– Nós deveríamos entrar! O jantar já vai ser servido! – Tessa diz e puxa minhas mãos guiando-me suavemente em direção a porta.
Olho de relance para Logan e ele sorri suavemente de uma forma encantadora enquanto nos observa, como se estivesse preso em alguma espécie de dejavú.
– Eles estão ansiosos pra te ver! – Tessa diz me fazendo desviar a atenção de volta para ela.
– Eles? – questiono-a enquanto observo o ambiente que me cerca procurando absorver cada detalhe.
Se trata de um salão nas cores creme e branco, há uma escada gigantesca a nossa frente, mas Tessa me guia em direção a uma espécie de corredor que fica a nossa direita.
– Meus pais, Jared e Monica! – ela responde e adentramos uma enorme sala de jantar na qual há uma gigantesca mesa em cor mogno.
Sentado em sua cabeceira encontra-se um homem careca de feições amigáveis, ele tem os mesmos olhos castanhos mel de Logan, e estes são cheios de alegria como os verde escuros de Tessa. Ao lado direito do homem, que presumo ser Jared, há uma mulher, provavelmente Monica, esta possui cabelo Chanel e loiro escuro, mesma cor do de Tessa, ela parece igualmente amigável.
– Bem vinda de volta! – ambos me cumprimentam em conjunto.
Eu sorrio suavemente enquanto eles se levantam e vem em minha direção. Eles me abraçam calorosamente e guiam-me até o lugar ao lado esquerdo do de Jared. Logan se senta a meu lado e Tessa ao lado de sua mãe. Instantes após isso dois garçons adentram o ambiente e começam a nos servir.
A refeição é regada a muita animação e bom humor, afinal, isto parece ser algo hereditário nesta família. Os Forbs vão me fazendo sentir-me em casa pouco a pouco, fazendo-me ficar feliz em estar com eles, confortada. Pela primeira vez desde a morte de meu irmão, eu consigo passar uma hora inteira sem me martirizar por isso, na verdade, sem sequer pensar nele. Todos riem e explicam para mim como as coisas mudaram desde que eu entrei em coma, eles parecem ter uma afeição profunda por minha personagem, e apesar de isto ser difícil, tento não me deixar ser abalada por tanto aconchego, devo lembrar-me que a razão de eu estar aqui não é para ser confortada em meu luto, e sim para vingar meu irmão.
Me ancorar a realidade acaba se tornando mais fácil quando adentramos o assunto de como a família Hale e a Forbs se conheceram.
– Eu e seu pai, Grant, éramos engenheiros em uma zona segura! – Jared explica.
– Zona segura? – finjo não saber do que se trata.
– São mini cidades que ficam na terra, elas são uma espécie de abrigo, pra entrar nela só sendo de alguma forma relevante para os estudos e experimentos que eram realizados lá! – Monica responde – Seu pai e Jared se uniram em um projeto de fontes de energia!
– Exatamente! – Jared exclama e então uma onda de pesar invade sua feição – Apesar de, teoricamente as zonas seguras serem totalmente dedicadas em resolverem problemas que a humanidade enfrentava, a verdade é que de todos os departamentos o único que realmente se dedicava a isso era o NP... O restante de nós só estava interessado em criar um projeto bom o suficiente para sermos chamados aqui para ARGOS... A verdade é que o bem que fizemos para o restante das pessoas, as que estavam no mundo sem proteção e inundado com a praga, não passou de um efeito colateral de nossos esforços de salvar a nós mesmos...
Um ódio fervente invade meu íntimo. Enquanto a humanidade definhava eles estavam apenas interessados em auto promoção. Eu entendo o instinto de sobrevivência que os movia, mas como eles puderam permanecer estáticos com relação as outras pessoas, as que não possuíam o mesmo conforto e segurança que eles? Acho que nem eu seria capaz de tal coisa.
– Mas isso é passado, o que importa é que eu e seu pai nos envolvemos em um projeto conjunto de fontes de energia, que agora são os painéis que você viu ali fora! Eu não era exatamente um gênio na minha área, mas seu pai era, e apesar de a maior parte do projeto só ter funcionado por causa de sua inteligência, ele dividiu os créditos finais igualmente entre nós dois, para que assim ambos pudéssemos vir para cá! Tudo que eu tenho e sei, eu devo a ele! – Jared finaliza o discurso e me sinto cada vez mais enojada.
– E quanto as pessoas da terra? – não me contenho.
Um pesado silêncio se instaura no ambiente e Jared engole em seco desconfortável.
– Não há nada que possamos fazer para salva-los! – ele simplesmente diz, agora com voz amarga.
– E toda esta tecnologia? Não iria melhorar as condições de vida deles? – pergunto deixando parte de minha indignação escapar – Isto poderia salvá-los!
– Não, não poderia! O maior problema de todos é a Praga, nada do que temos aqui pode cura-la! As pessoas continuariam em miséria mesmo com todos estes recursos! – Monica responde com olhar raivoso e eu serro meus punhos tentando me conter – As pessoas que estão lá em baixo não passam de um bando de selvagens! Não há como salva-los, acho que nem a cura poderia fazer isso considerando o estado de anarquia em que aquele lugar se encontra! – ela pausa e eu trinco a mandíbula segurando meus instintos de prolongar a discussão – Nós somos a humanidade agora, e nós fizemos por merecer tudo o que temos aqui! – aparentemente as pessoas não são apenas aquilo que parecem em primeira instância.
– É... Você tem razão! – finalizo a conversa carregando minha voz com uma falsa compreensão dos fatos e com concordância quanto a sua opinião.
Sorrio suavemente e tento parecer sem graça enquanto todas as partes de meu corpo gritam contra minhas ações.
– Bom... – Jared ri incomodado – Por que não mostra a Rachel o quarto onde ela ficará Tessa?
– É uma ótima ideia! – ela se levanta rapidamente e faz sinal para que eu a siga. Parece desesperada em acalmar os ânimos.
– Ah, amanhã de noite daremos uma festa em sua homenagem Rach! – Logan diz tranquilamente como se não estivesse sentindo o clima pesado que paira sobre nós.
– Obrigada! – digo portando falsa gratidão — Boa noite! – digo educadamente enquanto resisto a vontade de xinga-los.
– Boa noite querida! – Monica diz e eu sinto uma pontada de falsidade embutida em sua voz. Ignoro-a e me detenho aos boa noite sinceros de Logan e Jared enquanto me levanto e sigo Tessa.
Afinal, eu estava errada, minha teoria de que a maioria das pessoas são ruins se aplica a ARGOS, na verdade, se aplica principalmente aqui. Sei que não sou a pessoa mais altruísta do universo, mas eu não seria capaz de ignorar o clamor por ajuda que a terra emite todos os dias. Agora mais do que nunca tenho certeza de que não devo confiar em ninguém, pois eles podem não ser o que parecem, assim como Monica e Jared... No fundo todos têm opiniões egoístas e ignorantes, passados vergonhosos, são todos iguais. Não passam de lobos disfarçados em pele de cordeiro.
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