Conexões Ilícitas
15 Ardente
Notas iniciais
Capítulo catorze – Ardente
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“A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.”
– Luiz Fernando Veríssimo-
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Era estranho os sentimentos que tanto a jornalista Isabella Swan quanto o Senador Edward Cullen estavam sentido um pelo outro. O idealismo de novidade estava evidente entre ambos, era como se nenhum deles tivessem sentindo daquela forma antes: fazendo tudo o que se deve no início de um relacionamento. Passeios a lugares remotos, fins de semanas inteiros nus curtindo a companhia do outro da melhor forma que podiam – fazendo sexo, com beijos, carícias e promessas compartilhadas.
Eram como se os dois fossem jovens descobrindo todas as aventuras e desventuras que a paixão pode proporcionar.
Nos últimos meses Edward tratara Isabella com um esmero invejável, como se ela fosse uma peça rara de um museu, um cristal que qualquer toque mais forte poderia quebra-lo em milhões de pedacinhos, essa atenção que o Senador estava dando a morena era revigorante para ela. Isabella nunca se sentira especial – nem mesmo quando Jacob lhe fazia surpresas, talvez a sua única lembrança de se sentir especial fora a longínquos anos, ainda na sua infância, quando o seu pai a levou a um passeio em um parque em Seattle, contudo nem mesmo essa lembrança tão forte com seu falecido pai se comparava com o que Edward estava lhe proporcionando.
Os presentes caros continuaram vindo em abundância; inesperadas surpresas surgiam diariamente, apesar de toda a discrição, o político fazia com que todos esses momentos ao lado de sua futura esposa fossem memoráveis, sem contar que um feito inédito para o Senador era seus pedidos de desculpas pelo ocorrido em seu gabinete em meados de abril. E a jornalista adorava saber que Edward só estava agindo daquela maneira porque agora a respeitava.
Isabella ainda não conseguia classificar quais poderiam ser os sentimentos de Edward por ela, na realidade nem mesmo o político conseguia distinguir e nomear o que estava sentindo, afinal era algo tão forte e tão estrangeiro que por muitas vezes quando estava com a morena pensou que estava tendo um ataque do coração, tamanha era a velocidade que este palpitava em seu peito.
Amor não podia ser, Edward nunca acreditou nesta emoção. Nem mesmo por seus filhos ou seus pais ele conseguia sentir, o que normalmente chamam de amor; por seus filhos e pais o político sentia um carinho, uma responsabilidade incondicional, mas não amor. Por isso que ele não podia ter esse sentimento por Isabella. Não. Definitivamente não era amor que ele sentia por ela.
Edward Anthony Cullen não conhecia aquele sentimento.
Paixão... bem essa ideia é a que melhor se encaixa na sua concepção, mas mesmo assim, estaria Edward apaixonado? Não... paixão ainda se estabelece como algo irracional, algo que te move, e definitivamente o político não deixava que as suas emoções por Isabella Swan o deixasse ser irracional, incompreensivelmente atordoado. Mas se ele não estava deixando que o que quer que fosse que ele sentisse por Isabella o controlasse, então porque que depois do pedido de desculpas que ele deu a jornalista, Edward nunca mais procurou Heidi ou Leah, ou qualquer outra amante esporádica para satisfazer a sua ânsia por sexo?
Essa questão era fácil de responder: porque ao lado de Isabella Swan, Edward poderia ter tudo o que precisava. O sexo com a jornalista era sempre memorável e único. Mas desde a primeira vez fora assim, então porque ele continuou encontrando suas amantes russa e havaiana quando já conhecia Isabella? E o que havia mudado agora, que deixava todo o envolvimento sexual com Isabella Swan diferente? Esta era uma pergunta que só de considerar já deixava o político com dor de cabeça. Ele não conseguia compreender essa necessidade, essa fidelidade estrangeira que estava depositando na jornalista.
Isabella em contrapartida acreditava que sabia quais eram os seus sentimentos pelo Senador. Não era amor, não era paixão, não era dedicação, era tão somente o sentimento de gratidão. A jornalista acreditava que o político estava lhe dando uma oportunidade de vida que só estava presente em seus sonhos, e por isto que essa dedicação quase que exclusiva era apenas um agradecimento por o que ele estava lhe proporcionando.
Porém, ao mesmo tempo em que ficava agradecida por todas as coisas que ele fazia por ela, Isabella ainda continuava com a sua vida dupla de jornalista infiltrada. Depois de sua quase desistência do emprego, Riley Biers, o editor chefe do The Washington Post pediu para que Isabella escrevesse matérias sobre os bastidores do Senado usando um pseudônimo. O escolhido fora Royce King, um especialista político vindo da Inglaterra.
James Collins, obviamente, não sabia que Royce era Isabella, Riley insistia em dizer que King era apenas um freelance e que as suas matérias só estavam fazendo relativo sucesso por ter um ponto de vista novo. Mesmo a contragosto James concordou que o tal jornalista era um novo frescor e que ele estava ansioso para conhecê-lo, algo que Riley vinha postergando com desculpas cada vez mais esfarrapadas por semanas, deixando o jornalista extremamente aborrecido e desconfiado.
A outra ponta da vida que Isabella escondia de Edward que contava com Aro e Jacob, encontrava-se estranhamente complicada. Aro, apesar de por muitas vezes ter orientado a sua afilhada pelo caminho de que deveria se impor a família Cullen e ter um lugar de destaque, não estava muito animado com a reviravolta dos fatos, principalmente com a iminência de um casamento dela com Edward, além de considera-lo precipitado, principalmente para os seus planos, tinha certa insegurança de que a morena estaria baixando à guarda para o político. Possibilitando, assim, que situação que ele não gostaria que a própria sobrinha e qualquer Cullen descobrissem poderia vir à tona a qualquer instante. Esse casamento era uma bomba-relógio a seu ver.
Jacob, por sua vez, que voltara semanas antes, depois de uma longa estadia em Chicago, ficou completamente perturbado com o quanto às coisas haviam mudado em alguns meses, e percebendo que estava perdendo a única coisa que realmente valorizava, se refugiou nos confins do estado de Iowa, onde ainda era dono de uma minúscula propriedade.
Por mais que tudo aquilo que Isabella havia lutado nos últimos anos, utilizando-se de todas as suas armas para conquistar o que desejava, incluindo os aliados que fizera, estava ruindo a sua volta, ela, incrivelmente, não se importava. Ela estava em um estado de glória, êxtase que acreditava que nada pudesse atingi-la. Agora que conseguira a dedicação total do Senador acreditava que nada do seu passado seria revelado, por isso a morena começou a se descuidar de certas coisas.
O fim de seus dias de glória nublava com sua presença no horizonte, e Isabella Swan nem fazia ideia de quanto às coisas estavam ficando turvas em um futuro extremamente próximo.
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Mesmo controlando-se, Isabella ainda se deslumbrava quando via o avião particular de Edward, bem como ele vestindo o seu uniforme de Coronel da Força Aérea – algo que ele insistia em vestir sempre que voava. Isabella, sempre tão sedenta pelo político adoraria a oportunidade de poder fazer sexo na cabine de controle, enquanto o avião estava no ar, mas sabia que dificilmente aconteceria isto em algum momento da sua vida, seja pela a companhia do copiloto e da comissária de bordo, como também dos dois seguranças que ele insistia que deveriam acompanha-los naquela viagem a Las Vegas.
Sua desculpa fora que “nos desertos de Nevada, havia muitos escorpiões querendo picá-lo”, ela sabia que era uma referência a seus inimigos, tanto que seu instinto jornalístico se aguçou com a frase, porém como Edward estava desconfiado de Royce King – e suas inesgotáveis informações de dentro de seu Gabinete, Isabella manteve quieta, ela sabia que por mais que o poder que circundava Edward estava lhe alcançando, ainda faltava uma boa etapa para superá-la, e qualquer deslize poderia ser fatal.
O voo de um pouco mais de duas horas, transcorreu da mesma maneira que qualquer outro voo no avião de Edward Cullen, com Isabella sentada na confortável poltrona bebendo algum drink especial, enquanto os seguranças jogavam cartas e o político pilotava o avião. Não obstante cedo, pousaram em Las Vegas, a cidade do pecado, e imediatamente as luzes brilhantes e coloridas animaram o animo de Isabella.
Uma Mercedes preta elegante os esperava no aeroporto, levando-os para o Wynn, na Las Vegas Boulevard. Isabella já ouvira falar do hotel cassino que era um dos mais luxuosos da cidade do pecado, entretanto nenhum dos elogios que ouvira sobre o hotel lhe fazia justiça. O amplo espaço ricamente decorado com a temática hindu nas cores de creme, dourado e vermelho, davam ao hall uma originalidade e elegância impar. Enquanto o político fazia o check-in, a jornalista observava atentamente os corredores que levavam a área externa do hotel ou então a grande galeria com lojas de grandes marcas, como Hermès, Chanel, Rolex, Ferrari, entre outras. Isabella estava deslumbrada, quase que nem percebeu que Edward a guiava com a sua mão quente na base de suas costas ao elevador que os levaria até a cobertura.
A suíte que o casal passaria o fim de semana era enorme e mais uma vez belamente decorada, Com janelas que iam do chão ao teto proporcionando uma vista de 180° da cidade, onde as famosas luzes da cidade brilhavam em seus hotéis cassinos. O living room da suíte era composto por detalhes em madeira de bétula, com carpetes creme com detalhes geométricos em marrom e dourado, os sofás de poltronas em branco e creme. Detalhes decorativos nas cores predominantes e quadros ultra coloridos com azuis, vermelhos e verdes vivos compunham a imensa sala, que ainda continha uma área de jantar seguindo o mesmo padrão de cores e um bar.
O quarto era outro ambiente de deixar qualquer um de boca aberta, e com Isabella não era diferente. As paredes de vidro que davam para visualizar o brilho dourado e colorido das luzes da cidade eram impressionantes, fazendo um conjunto perfeito com os moveis de claros, com detalhes em madeira de bétula, pátina, palha e couro branco. A única parede do quarto era revestida de espelhos que com a iluminação adequada proporcionada pelo lustre de cristal dava um brilho dourado. A grande cama King size estava coberta com uma colcha branca. Uma ampla sacada deixava uma brisa suave adentrar no quarto que tinha uma pequena mesa ali. No banheiro mais uma vez as paredes de madeira de bétula com grandes espelhos e as outras com mármore crema marfim, davam o toque de suntuosidade, acompanhado dos moveis brancos e espelhos de molduras diferentes.
Depois de seu pequeno tour de deslumbramento, Isabella encarou Edward que a observava atentamente com um sorriso enviesado no rosto, vestindo apenas a camisa branca de seu uniforme de piloto. Os olhos castanhos da jornalista flamejaram no rosto do político, descendo por seu pescoço onde o pomo de adão subia e descia ritmicamente, para o filete do peito que se podia ver com os fios acobreados aparecendo ligeiramente. Viajando o seu olhar ao seu peito amplo e tonificado, descendo por seu abdômen trincado, as suas coxas torneadas, mas o que mais chamava a atenção era a sua evidente ereção sob sua calça azul marinho. A morena sorriu para o seu amante de maneira afetada, mas ainda assim sedutora.
– Então gostou dessa pequena surpresa? – perguntou Edward com a sua voz profunda e sedutora, enquanto seus olhos verdes queimavam pelo corpo cheio de curvas de sua assessora.
Isabella ampliou ainda mais o seu sorriso, começando a dar passos sensuais e pequenos até onde o político estava. Quando estava de frente para ele, suas mãos pequenas e suaves, com as unhas pintadas de preto deslizaram por seu peitoral, indo até seus ombros e massageando-os, retornando o caminho ao seu peitoral, deslizando por seu abdômen, até que suas mãos pudessem massagear a impressionante ereção de Edward, enquanto seus lábios deslizavam suavemente por seu pescoço e mandíbula, sugando levemente o lóbulo de sua orelha, a morena sussurrou:
– Você não faz ideia, Edward. – aproveitando para dar um suave aperto na ereção que segurava em sua mão. O ruivo gemeu de prazer, e sem esperar qualquer outro convite uma de suas mãos enroscou-se entre os longos cabelos castanhos puxando Isabella para um beijo sôfrego e urgente, enquanto a outra de suas mãos içava a jornalista que agilmente o abraçou com suas longas pernas, enquanto o político os levava para a imensa cama.
O sexo entre eles era sempre surpreendente, e naquela imensa cama, naquele luxuoso hotel em Las Vegas não seria diferente. Cada movimento, cada estocada, cada gemido, cada carícia, cada beijo que compartilhavam era cheio de luxuria, desejo e paixão. Uma paixão ardente que pouco a pouco ia os consumindo sem que soubessem. Após um jantar improvisado no quarto, do qual Edward desembolsou algumas centenas de dólares para esse deleite proporcionado por um dos seus restaurantes favoritos da cidade, o Botero, o casal mais uma vez deixou que a paixão e o desejo os consumissem.
Quando mais tarde na madrugada, Isabella dormia tranquilamente do seu lado da cama, completamente saciada, Edward completamente sem sono, arrumava-se para aventurar-se nos cassinos do Wynn. Seu terno negro, junto com a sua aparência exalavam poder, e quando o político se sentou a mesa com as apostas mais altas de Black Jack foi saudado por todos os participantes – lobistas e membros da alta sociedade estadunidense.
Edward estava com sorte, muita sorte, algo que ele atribuiu ao seu recente divorcio de Tanya e as maravilhosas horas de sexo com Isabella antes. Foram 6 rodadas, com Edward acumulando mais de 100 mil dólares em cima dos 10 mil que começara. Querendo desafios maiores o político seguiu para a mesa de pôquer e mais uma vez ganhando as 3 rodadas que jogou, acumulando mais de 200 mil dólares nessa brincadeira.
Animado com seus ganhos Edward retornou ao quarto, onde Isabella dormia profundamente, e ao vê-la nua, mais uma vez o seu desejo por aquela mulher o consumiu. Tirando as suas roupas com uma velocidade surpreendente, logo o político estava entre as pernas longas e torneadas da morena a penetrando com voracidade. Isabella gemeu em seu sono, antes de finalmente despertar e ser uma participante ativa em mais algumas rodadas de sexo com seu futuro marido.
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Quando o sol brilhoso e quente adentrou pelas janelas da suíte, Edward gemeu em desolação, enquanto Isabella gemia em contemplação. Ela queria poder desfrutar do sol nas piscinas do hotel. Sabendo que Edward estaria dormindo por boa parte da manhã, a jornalista ordenou para si um café da manhã continental completo – composto por chá, leite, café, suco, iogurte, croissants e frutas frescas, enquanto se arrumava para enfrentar o sol de Las Vegas.
Após o seu café da manhã, vestindo um biquíni preto tomara que caia com detalhes em dourado, Isabella seguiu para o amplo pátio onde ficava a belíssima piscina de Wynn. Ela relaxou sobre o sol quente tomando vez ou outra drinks frutados ou água, enquanto lia uma revista que lhe ofereceram. Sua beleza e sensualidade chamavam a atenção dos outros hospedes que estavam na área das piscinas, dos quais ela muito sensualmente sorria ou acenava, piscando seus grandes olhos castanhos, para o deleite da plateia masculina que a admirava.
No final da manhã, Edward se juntou a ela com seu tablet em mãos enquanto lia as noticias do país. O político rapidamente observou que a sua acompanhante despertava o interesse masculino, e decidindo marcar seu território ele a agilmente providenciou de beijá-la sofregamente e sensualmente, ondulando o seu corpo masculino ao feminino, praticamente fazendo sexo ali mesmo. Depois da demonstração de possessividade de Edward nenhum outro homem lançou um olhar cheio de flerte em direção à morena.
Almoçaram no elegante restaurante Country Club dentro do próprio hotel, com vista para o imenso campo de golfe da propriedade. Após a refeição, Isabella decidiu passar a sua tarde do SPA do hotel sendo mimada, enquanto Edward optou por jogar golfe.
Após a tarde de tratamentos e mimos Isabella estava preparada para a noite. Trajando um belíssimo vestido negro de um ombro só na altura dos joelhos e uma fenda que ia até o topo de suas coxas, com acessórios em dourado e negro. Seus cabelos castanhos estavam presos em um elegante coque frouxo em sua nuca, com alguns fios emoldurando seu rosto em forma de coração, do qual uma maquiagem escura emoldurava seus olhos castanhos. Edward por sua vez, usava terno cinza profundo, com uma gravata negra.
Os dois formavam um casal elegante, tanto que enquanto caminhavam para a área mais reservada do restaurante Bartolotta as margens de um lago repleto de carpas e decorado com bolas prateadas emparelhadas diversos olhares e múrmuros eram dirigidos a eles. Logo que se acomodaram na mesa, a jornalista observou que o anoitecer no deserto e as luzes douradas do ambiente davam uma aura sensual e única ao jantar.
– Está aproveitando o fim de semana, Isabella? – inquiriu Edward a morena enquanto saboreava o vinho que fora servido com a entrada de frutos do mar, a especialidade do restaurante.
– Não sei expressar em palavras o quanto, Edward. Obrigada por me proporcionar isto. – respondeu suavemente à morena, dando um leve aperto na coxa de seu amante.
O político sorriu suavemente, apertando a sua mão sobre a que Isabella havia posto em sua coxa, e deslizando até onde a sua ereção começava a crescer.
– Isto não é nada do que eu ainda lhe proporcionarei. – sussurrou o político no ouvido da jornalista, dando uma leve mordiscada no lóbulo de sua orelha. Isabella não perdera o duplo significado das palavras do político, e aproveitando a aura sensual e de flerte, passou seus lábios pela mandíbula de Edward dando suaves beijos, antes de responder com uma voz sensual e rouca que ainda estava afetada pelas palavras dele.
– Estou ansiosa por isto.
Com aquele sussurro sensual, Edward não suportou a distância que estava de Isabella, e com um movimento ágil de sua mão que estava nas costas da cadeira onde ela estava sentada, o político apertou seu pescoço, guiando seus lábios juntos. Como a maioria dos beijos que viam partilhando naquele fim de semana aquele também fora extremamente sensual e luxuriante. Suas línguas se enroscavam e acariciava uma a outra, sedentas por mais. Seus lábios eram participantes vividos e interessados, que no beijar transbordavam promessas e uma paixão avassaladora. Tiveram que interromper o beijo por causa do garçom que chegara com o prato principal.
Enquanto saboreavam os pratos da culinária mediterrânea, seus olhares encontravam-se cheios de luxuria e desejo. Aquela refeição era como uma longuíssima preliminar. Isabella sentia seu sexo úmido e pulsante por Edward. Ele sabia do desejo que a morena estava exalando, mas Edward decidira que aquela noite tudo seria mais lento. Hoje ele trataria Isabella com esmero. Como se fosse um ritual antes do gran finale.
Quando terminou a sua refeição, Edward continuou a observar Isabella enquanto esta ainda comia, o político que saboreava o seu vinho, estava ligeiramente curioso para saber o quanto sua acompanhante estava excitada. Em vista disto, colocou a sua grande mão na coxa desnuda pela fenda do vestido que Isabella usava e com um pequeno toque de seus dedos ele comandou para que ela abrisse suas pernas. Quando seus habilidosos e grandes dedos tocaram o seu centro inchado e coberto por uma renda agora molhada, Isabella soltou o garfo que ainda segurava em um baque, que tintilou por todo o restaurante. Seus olhos se fecharam enquanto ela saboreava o toque intimo e agradável de seu amante.
Fora quando um gemido estava prestes a se soltar por seus lábios, as ministrações de Edward pararam. Isabella estava prestes a protestar, mas quando Edward sorria satisfeito para ela, enquanto se inclinava para lhe sussurrar um “mais tarde”, a morena sabia que aquela noite seria uma adorável tortura.
– Você já frequentou algum cassino, Isabella? – questionou Edward quando o garçom lhes trouxera a sobremesa e o café.
A jornalista surpreendeu-se com a pergunta.
– Uh... uma vez. Quando fazia faculdade no Arizona. – deu de ombros saboreando uma colherada do doce escolhido, a famosa sinfonia doce. – Não sou boa jogadora, perdi um bom dinheiro aquela noite.
Edward sorriu com a observação da morena.
– Pois hoje irei ensiná-la como um cassino pode ser prazeroso. – sorriu enviesado. – E quanto uma mesa de Black Jack pode render. – Isabella sorriu afetada com a resposta de Edward, balbuciando um “não posso esperar”.
Depois de pagar pelo jantar, o casal fez um verdadeiro tour pelos cassinos de Las Vegas, jogaram um pouco no Wynn e no Encore, passaram pelo Bellagio, Caesars Palace e terminando a noite na suntuosidade do The Venetian. Os tetos abobadados em dourado e pinturas renascentistas eram de encher os olhos, assim como a sorte que Edward estava mais uma vez.
Edward já havia ganho mais de 200 mil dólares naquela noite, por isso optaram por encerrar a noite. Aproveitando-se da aura romântica do Venetian, que trazia a beleza exuberante de Veneza em sua decoração, o político e sua assessora optaram por dar uma volta por toda área. Isabella que sempre sonhara em conhecer a belíssima Veneza na Itália estava impressionada com a beleza reproduzida pelo resort. E quando Edward ofereceu para que ambos fizessem um passeio de Gondola à morena vibrou em alegria.
A aura romântica das luzes que iluminavam a piscina por onde as Gondolas passavam, o brilho dourado das luzes da cidade. A suave música que o Gondoleiro cantava, era um convite ao romantismo. Edward e Isabella que estavam abraçados na Gondola, onde beijavam-se como um casal apaixonado, longe de tramoias, das decisões, da aura política que os rodeava em Washington. Naquele momento era extremamente fácil esquecer que Edward era um Senador dos Estados Unidos da América, que um dia poderia ser presidente. Era fácil para Isabella esquecer que ela só estava junto de Edward para promover a sua carreira, que os dois se uniram apenas para satisfazer o desejo de vingança de seu padrinho Aro.
Tudo naquele romantismo forjado pelas luzes, pelo cantar e pelo balanço da Gondola era falso, mas nem Edward, muito menos Isabella preocupavam-se que tudo aquilo era apenas um ato da história de suas vidas. Não importava que nada daquilo era verdadeiro, e mesmo com essa mancha no inconsciente eles deixaram-se vender pela ilusão que aquele romantismo vendia.
Quando a Gondola parou próximo a replica da ponte Rialto para o casal descer, Edward ajudou Isabella com cuidado. E enquanto caminhavam em direção à rua onde deveriam seguir para um o hotel eles estavam abraçados como um casal qualquer divertindo-se em uma noite extremamente prazerosa na cidade do pecado. Seus olhos transmitiam uma paixão, um desejo, e mais alguma coisa que era difícil de identificar, mas que praticamente sufocava de tanta força.
Com esse desejo primitivo o dominando, Edward empurrou Isabella contra a parede da ponte, beijando a morena com sofreguidão, tudo mais uma vez fora esquecido. A volúpia, o desejo, a luxuria que estivera os rodeando por toda a noite havia se intensificado de uma maneira tão grande naquele momento que nenhum dos dois poderia se conter. Suas línguas acariciavam uma a outra. Guerreavam uma com a outra, em busca de dominância, onde nenhum dos dois estava disposto a ganhar. Suas mãos estavam ansiosas para deslizarem, tocarem os corpos um do outro.
Toda a necessidade havia se amplificado de uma maneira tão grande que estava deixando-os sedentos. Eles sabiam que precisavam voltar para o quarto em que estavam para continuar o que estavam fazendo, para poderem se dar no lugar onde melhor eles se entendiam, se completavam: na cama.
Fora Edward que interrompera o beijo, respirando profundamente e apoiando a sua testa com a de Isabella. Ambos respiravam rápido e ruidosamente. Quando seus olhos se encontraram o desejo estava mais uma vez refletido sobre as suas íris. Uma paixão inestimável queimava como a brasa de uma fogueira. Era crescente, necessitado, urgente.
– Bella... – murmurou reticente Edward. Isabella que estava distraída, ainda recuperando-se do beijo surpreendeu-se com o que ouviu, ou pensou ouvir Edward dizendo, e num reflexo se afastou do político.
– Do que você me chamou? – perguntou com a voz esganiçada e seus olhos desta vez, nadando com lágrimas.
– Bella. Minha Bella. – repetiu o político com mais segurança.
Os olhos castanhos de Isabella se arregalaram e lágrimas silenciosas escorreram de seus olhos. Somente seu pai a chamara de Bella, mas isso fora somente na infância, depois que ela fizera 7 anos, nunca mais Charlie a chamara de Bella.
– Você não gosta? – perguntou Edward estudando o rosto da morena. – Bella é...
– Linda, em italiano. Eu sei. – sussurrou a morena, com um suave e sincero sorriso em seus lábios. – É que faz muito tempo que alguém me chamava assim, eu tinha esquecido o quanto eu gostava. – respondeu tocando com a ponta de seus dedos o rosto anguloso e masculino de Edward.
– Posso chama-la assim? – perguntou o político com um toque de incerteza na voz.
Desta vez Isabella ampliou o sorriso.
– Claro, Edward. Eu adoraria que você me chamasse assim. – respondeu, sem deixar o político responder, capturando seus lábios em um novo beijo cheio de urgência.
Era difícil saber como eles fizeram o caminho até a suíte em que estavam hospedados no Wynn, pois a luxuria que estavam sentido um pelo outro era inestimável. Peças caíram de seus corpos como uma trilha ziguezagueante pela suíte. O desejo que os consumia quando se uniram carnalmente, exalava por seus poros. A cada estocada, a cada movimento, a cada gemido, a cada lamúria, a cada urro, a cada orgasmo, era uma promessa nova que era feita. Que seus corpos faziam sem a anuência de seus participantes.
Quando os dois caíram esgotados na cama, Isabella dormiu quase que instantaneamente, enquanto Edward ficou observando as luzes da cidade pela janela do quarto em que estavam. O político estava distraído com seus pensamentos quando ouviu o seu celular vibrando onde a sua calça havia ficado próximo à cama. Ele sabia então que deveria ir para o encontro que justificava toda aquela visita a Las Vegas.
Após um banho rápido, Edward vestiu roupas casuais – algo que ele odiava -, calça jeans, camiseta polo e um boné e sem olhar para trás deixou mais uma vez uma Isabella nua adormecida. Os seguranças que o haviam acompanhado já o esperavam no hall de entrada, ambos com também roupas casuais e uma Hummer preta, diferente do que estavam usando para a mobilidade na cidade.
O caminho até o Four Seasons onde seria o seu encontro, foi sem interferências e como fora instruído aos seguranças pararam o carro na entrada de serviço do hotel, assim não chamando a atenção para o político. Logo que Edward passou pela porta de acesso um novo segurança, desta vez de braços largos e estrutura muscular imensa os atendeu. Seus olhos verdes esquadrinharam Edward de cima abaixo.
– Edward Cullen? – a sua voz grossa exigiu. O político acenou com a cabeça.
– Estou aqui para ver Liam Klotz. – respondeu Edward. O segurança acenou com a cabeça.
– O senhor Klotz está te esperando. – retribuiu o segurança, deixando Edward e seus seguranças passar.
Edward odiava pedir qualquer coisa a Liam Klotz, preferindo sempre Jason Jenks para qualquer trabalho investigativo, mas visto que Jenks parecia incapaz de localizar algo sobre Isabella Swan, Edward optou por Klotz, um alemão refugiado nos Estados Unidos por ser partidário dos ideais nazistas. Edward sabia que Klotz era um homem cruel, mas era muito mais eficiente que qualquer outro investigador da América, achando qualquer coisa que se procurava, independente de quem fosse.
Quando adentrou a sua sala elegantemente decorada no Four Seasons, Liam um homem alto e magro, cabelos ruivos com sardas em seu rosto, e cavanhaque no mesmo tom vermelho de seus cabelos. Liam vestia-se com esmero, calça social cinza, camisa verde escuro, colete no mesmo tom de cinza da calça e uma gravata de um verde mais claro, que realçava suas sardas e seus olhos verdes. O homem estava sentado em sua imponente mesa feita de mármore negro, onde fumava um charuto despreocupadamente, tanto que mal reconheceu Edward quando este entrou em sua sala.
O cheiro forte do charuto inebriou os sentidos de Edward, que sentiu uma vontade inestimável de fumar um cigarro, mas não querendo de impor diante de Klotz, deixou para satisfazer a sua vontade quando já estivesse longe dali. Depois de longos minutos em que Edward continuou em pé esperando o reconhecimento de Liam, o alemão enfim se pronunciou.
– Ora, ora Senador Cullen. – sorriu em diversão. – Sente-se.
– Boa noite, Sr. Klotz. – respondeu Edward enquanto sentava-se na cadeira em frente ao alemão.
Liam Klotz, que fizer parte do exército alemão antes da queda do muro de Berlim estudou Edward com cautela. Edward já havia requisitado seu trabalho anteriormente, mas com a sua atitude arrogante e prepotente a relação durou apenas aquele trabalho – o de sumir com provas que envolviam Edward em um escândalo de corrupção que poderia caçar os direitos políticos do Senador para todo o sempre, manchando a sua reputação como nenhuma outra já vista em toda América. Klotz sabia que antes de procura-lo Edward havia tentado com Jason Jenks limpar o seu nome, mas nem mesmo Jenks com a sua parceria com o crime organizado conseguira tal feito.
O investigador de Chicago, naquela situação, tentou atrapalhar o caminho do alemão, mas sendo um homem frio e calculista, treinado pelos últimos membros do exército nazista alemão, Liam não se intimidou, resolvendo a situação de maneira rápida e certeira, causando certa indisposição com Jenks, do qual Edward prontamente ficou ao lado de seu fiel escudeiro. Liam era um homem espero, sabia que mais dia, menos dia Edward iria precisar dele novamente, e quando isto acontecesse, ele finalmente poderia desmascarar Jenks, um homem que vire e mexe atrapalhava seus negócios.
E parecia que aquele dia finalmente chegara.
– Senador Cullen, acredito que o motivo da sua visita seja nobre. – divertiu-se o alemão. – Será que J. Jenks não está sendo tão fiel mais?
Edward fechou seus olhos em fenda, ele sabia que não podia retrucar o que Klotz dizia, desde seu alerta a mais de uma década o político tinha observado mais atentamente Jenks, mas nada até o mistério Isabella Swan havia despertado a sua duvida sobre seu associado.
– Eu acredito que Jenks ou está sendo pago por alguém, ou não é mais capaz de localizar algo de qualquer natureza sobre determinada pessoa. – respondeu Edward sem emoção. Liam arqueou suas sobrancelhas surpreso.
– E quem seria esta pessoa? – inquiriu o alemão.
– Isabella Marie Swan.
Liam tornou a arquear mais suas sobrancelhas, afinal Swan não era um nome muito comum e ele conhecia outra pessoa no mundo dos negócios escusos, pessoa essa que era empregador de Jenks com esse sobrenome.
– E quem seria Isabella Swan, Senador? Não pode ser uma simples mulher com quem o senhor se diverte, não é mesmo? – riu enviesado. – Ela deve ser de suma importância.
Edward ponderou a sua resposta. Por fim se deu como derrotado, o melhor era ser sincero com Liam Klotz.
– Atualmente pode-se dizer que ela é minha namorada, apesar de achar o título inapropriado para a nossa situação. – ponderou Edward. Liam o estudava com atenção. – E... bem... pretendo pedir para que ela se case comigo amanhã.
– Oh! – exclamou Liam, ainda não completamente satisfeito com a resposta do político, e Edward sabia disto.
– Acredito que nosso casamento ocorrerá logo, uma vez que se pretendo lançar uma campanha para presidência, já no próximo ano tenho que ter uma primeira dama a altura para corresponder ao posto. – concluiu Edward.
– E o senhor acha que a senhorita Swan, é esta mulher Senador? – questionou com um arquear de sobrancelha. – Porque Senador são poucas as primeiras damas que tem algo a ser escondido pelo crime organizado.
– Crime organizado? – Edward repetiu confuso. Liam sorriu vitorioso.
– O senhor já ouviu falar de Aro Volturi, Senador?
– Aro Volturi? Claro que já ouvi, esqueceu que fui prefeito de Chicago e que sou Senador do estado de Illinois? Esse homem é uma pedra no nosso sapato com seus negócios em todo estado, ele deve ter infiltrados no FBI, porque nunca conseguimos nada que prove que ele é um criminoso. – declamou Edward.
– Então Senador, acredito que o senhor não sabia que o seu nome é Aro Swan Volturi, e que Jason Jenks é um de seus funcionários mais dedicados? – divertiu-se Liam.
– Você... você acha que Isabella está de alguma maneira envolvida com Aro... Volturi? – perguntou exacerbado Edward.
– Talvez sim, talvez não Senador. Swan não é um nome muito comum, mas também não é um nome extremamente popular, e se Jenks não está conseguindo nada sobre... sua futura esposa, pode indicar que o senhor Volturi esteja impedindo tal ação. – contemplou o investigador alemão.
Edward ponderou as palavras de Liam Klotz por alguns segundos. Seria isto que Jenks estaria escondendo? Essa relação entre Isabella e Aro Volturi? Era por causa da força e do poder de Aro Volturi que nem ele, nem Seth estava conseguindo chegar a lugar nenhum em relação ao mistério Isabella Swan?
– Como eu posso ter certeza que você não irá falhar, Klotz? Se o crime organizado está ajudando a encobrir os rastros dela, como você irá conseguir tal feito? – pontuou o político.
– Senador Cullen, eu já te provei a minha eficiência antes. Aro Volturi é apenas um homem acima de tudo, não Deus. Se algo está sendo escondido, e acredito que esteja, há outros métodos, pessoas que podem me auxiliar nesse aspecto. – sorriu Liam.
– E quanto isto iria me custar Klotz?
– Ora Senador, se estivermos falando realmente de Aro Volturi, barato não sairá.
– Quanto? – perguntou sem inflexão na voz. Liam sorriu finalmente notando a falta de paciência tão característica do político.
– Acredito que 2 milhões e meio, mais as eventuais despesas. – deu de ombros o alemão.
– Um milhão para começar está bom? – pediu o político agarrando a pasta que um de seus seguranças carregava.
– Mais do que excelente, Senador. – sorriu satisfeito Liam.
– Klotz, eu preciso que isto seja feito com rapidez. Dê preferencia a este caso, ok? – o alemão assentiu. – E eu quero tudo o que você possa encontrar, horários, com quem anda, o que come, tudo, nada deve passar, inclusive tudo sobre o passado dela, estamos entendidos?
– Senador Cullen, eu sou um profissional não faço o meu trabalho pela metade, e também não traio nenhum dos meus empregadores. Se o senhor quer tudo, o senhor terá tudo. – advertiu o investigador.
Os dois homens trocaram mais algumas palavras antes de um adeus da parte do político. Para Edward ele já havia ficado mais do que o necessário ali, naquela claustrofóbica sala.
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Em seu último dia de estadia em Las Vegas, Edward e Isabella passaram uma manhã preguiçosa na cama no quarto onde estavam hospedados. À tarde optaram pela piscina, onde aproveitaram para beber alguns drinks e curtirem um ao outro como um casal enamorado. Apesar da informação de Liam Klotz havia dado a Edward sobre uma possível ligação de Isabella Swan e Aro Volturi tirou o seu ânimo, que estava curtindo a companhia de sua futura esposa com esmero.
No final da tarde, Isabella retornou ao salão de beleza do hotel – a pedido de Edward. Seus cabelos nesta noite estavam soltos e lisos formando cachos largos na ponta. Sua maquiagem era novamente com os olhos marcados, porém mais clara em suas pálpebras. O vestido que ela havia escolhido para vestir era verde de paetês, com recortes estratégicos que modelavam o seu corpo escultural. Uma sandália preta de tiras compunha todo o visual.
Isabella sentia uma ansiedade impar acerca daquela noite.
Para a aquela grande noite, Edward vestiu um terno cinza claro com uma camisa clara e gravata verde escuro, muito similar com o tom do vestido de Isabella. A pequena caixa negra da Tiffany’s pesava em seu bolso.
Quando chegaram ao suntuoso restaurante Lakeside, Edward e Isabella foram levados para uma área extremamente reservada, onde ninguém podiam vê-los. E com a aura romântica do restaurante, bem como a paixão que fervia pelo simples olhar do casal o jantar passou-se de maneira extremamente agradável.
Beijos, caricias e promessas não ditas mais uma vez eram parte do jantar. E quando na hora da sobremesa o garçom trouxe uma garrafa de champanhe Don Perignon, Isabella sabia que Edward estava tramando alguma coisa. Servindo as duas taças estilo flauta, o político entregou uma à morena que recebeu de bom grado enquanto tomava uma para si. Com um sorriso enviesado no rosto e seus olhos fixos nos grandes olhos castanhos de Isabella ele murmurou:
– Brindemos?
Isabella sorriu inconscientemente.
– A quê?
– A nós, minha Bella. – sorriu o político.
– A nós? – concordou em forma de pergunta. Edward sorriu amplamente.
– A nós. – concordou, retirando a pequena caixa preta com o logo da Tiffany’s de seu bolso e colocando a frente de Isabella. A morena encarou confusa da pequena caixa ao político, com um sorriso Edward incentivou ela abrir.
Adornada pela maciez do veludo negro havia um belíssimo anel de diamante. A pedra no centro era grande, provavelmente 3 quilates, onde era envolvida por uma coroa de diamantes, bem como em todo o anel pequenos pontos de diamantes estavam entalhados no ouro branco. O anel era lindo. Suntuoso. Luxuoso. Isabella estava atordoada com a beleza inexplicável da joia.
Edward observava atentamente o olhar da morena ao anel. Quando ela finalmente o encarou, sorrindo torto ele perguntou:
– Você me dará a honra de ser seu marido, Isabella Swan? – o olhar da morena se ampliou e lágrimas de surpresa brilhavam em seus olhos. Sua boca estava seca, seu coração palpitava ruidosamente em seu peito. Suas pernas começaram a tremer. E possivelmente ela começou a hiperventilar.
Ela sabia que eventualmente o pedido aconteceria, Edward já havia dado dicas que a queria como a sua esposa, mas nunca, nem nos seus sonhos de criança Isabella imaginou um pedido tão singelo, tão romântico, tão incaracterístico para a situação em que estava. Por um breve segundo ela considerou jogar tudo para o alto e viver o romance que lhe era destinado com aquele belo homem a sua frente. Mas ela sabia em seu imo que romances não existem, tudo era um jogo de interesses. De repente aquele pedido tinha um gosto amargo, e as suas lágrimas não eram mais de felicidade, mas sim de realização. A realização de seu plano.
Ela suspirou pesadamente. Aproveitando o ensejo Edward insistiu:
– Você aceita se casar comigo?
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