Conexão Seattle

25 O vencedor leva tudo


Notas iniciais
Ola! Então eu queria dizer que esse capítulo é curtinho mas ele será uma das poucas exceções ta?. Não tinha mais nada a ser incluso nele ficaria longo e maçante extender. Queria agradecer os reviews, e a recomendação da
Éwilla Santana la na fic Meu mundo é você.Brigada.Muito feliz!! La no roda pé eu explico o nome do cap e a gente conversa mais um pouco. Boa leitura, bjs!!

Carly saiu assustada com os gritos, sendo seguida pelo irmão. Assim que abriu aporta deu de cara com Marissa tentando atacar Sam, enquanto Freddie a segurava pelos braços. Spencer correu para ajuda-lo, já que a mulher começava a se mostrar persistente demais. Sam, encostada na parede no fim do corredor assistia a cena, sem mover um único músculo. Estava assuada, absorta com o desenrolar dos acontecimentos. O corredor foi se enchendo aos poucos conforme as pessoas iam ouvindo os gritos da mulher. Quando ela finalmente parou de se debater e de ameaçar,Freddie e Spencer puderam respirara aliviado.

Ela observou os rostos a sua volta, tomada de um súbito constrangimento. Quando seu olhar cruzou com o de Olivia, ela retomou sua postura entrou em casa batendo a porta. Freddie, após lançar a Sam um olhar longo e aflito, foi atrás da mãe tornando a bater a porta. Carly sinalizou para que Sam entrasse em seu apartamento, e após sorrir para as cinco pessoas que foram atraídas pelos gritos, esperou que Sam entrasse e fechou a porta.

–Mãe, não precisava fazer aquele escândalo todo! –Dizia Freddie.

–Não precisava? Eu chego em casa e encontro você, e aquela... –Ela andava de um lado pro outro sacudindo as mãos. –Aquela garota, meu Deus, Freddie tem noção do tamanho da minha decepção?

–Eu contei pra senhora ontem! Se me levasse a sério...

–Te levar a sério? Como eu ia imaginar que você tivesse a coragem de... Va se arrumar. Vou te levar um médico para te desinfetar!

–Não, mãe.

–Não discuta comigo, va tomar seu banho, vou ligar para o doutor! E não se atreva a se aproximar dessa garota novamente, esqueça esse maldito web show, Freddie esta de castigo!

–Mãe...

–Um mês. Sem sair, sem passear, da escola pra casa. Sei que essas garotas parecem um parque de diversões, com elas é tudo muito fácil, eu sei!

–MÃE!

A mulher voltou-se surpresa com o grito do garoto e o olhou esperando que ele caísse no choro, demonstrando todo o arrependimento por ter se misturado com uma garota que não merecia se quer um bom dia de pessoas como ele.

–A Sam e eu estamos namorando. –Disse com a voz ligeiramente tremula. –É melhor que a senhora se acostume, não estamos cometendo crime algum.

–O que? –Perguntou ameaçadoramente.

–Eu peço que a senhora a respeite. Por favor. Nunca gostei tanto de alguém como gosto dela, ela não esse tipo de garota que a senhora esta pensando. Quando conhecê-la melhor, vai ver como estava enganada.

Marissa o observava ainda esperançosa de que ele anunciasse a piada em qualquer momento em sua fala. Ele estava sério e convicto de suas palavras, além de demonstrar uma paciência digna de quem quer convencer alguém sobre algo difícil de digerir. De repente a sala começou a rodar, uma voz feminina ria na sua cabeça. Ela via o rosto de Sam, mas a voz pertencia a outra pessoa. A voz de Freddie, aflita se distanciava, e a ultima coisa ela que viu foi o garoto correr em sua direção tentando evitar que ela colidisse com o chão.



As grades de ferro da prisão abriram-se dando passagem ao adolescente. Brad sempre sentia uma terrível angustia ao entrar ali. Olhou para baixo evitando o contato visual com as paredes e as celas por que passava. Vários homens amontoados o olhavam com curiosidade, alguns diziam piadas que ele se quer entendia, mas logo se calava repreendido por outro(s). O pai devia ser uma figura digna de respeito entre eles e embora isso, de certa forma o deixasse mais tranquilo, uma vez que dessa forma o homem provavelmente sofria menos ali, também o deixava triste. Era filho de um criminoso, e isso o acompanharia pelo resto da vida.

Quando entrou na sala de visitas, sentou numa cadeira e aguardou. Alguns minutos depois, estava de pé, indo de encontro aos braços do pai. O homem sempre demonstrava alegria ao vê-lo. Era alto, parecido com ele, tinha um corpo atlético par os seus quarenta e tantos anos, e olhos claros como os do filho. Eram extremamente parecidos.

–O que faz aqui, filho? Achei que só visse no Natal...

–Eu precisava conversar com você. Queria vir aqui mais vezes sim, mas me falta tempo!

–Como vai a namorada?

–Terminamos.

–Eu sinto muito. –O sorriso sumiu do rosto do homem. –Vamos sentar.

Os dois sentaram-se à mesa, ficando de frente um para o outro. Brad observou que o pai parecia inquieto, ansioso. Geralmente ele estava tranquilo, e seus olhos demonstravam apenas resignação. Após conversarem um tempo sobre trivialidades, esquecendo-se momentaneamente que aquilo nem de longe lembrava uma sala de estar, Brad perguntou:

–Pai, o que faria se duas pessoas de quem você gosta muito se juntassem e tentassem te punir por algo de ruim que elas apenas acham que você fez?

–Mas não foi o que fizeram comigo? Estou aguardando que a justiça seja feita, por que uma hora será. Esta mais perto o que todos pensam...

–Como assim?

–Conte-me o que aconteceu, Brad.

–Antes eu gostava da Sam. A Shelby gostava de mim, e eu não sabia. Ai começamos a namorar, pra fazer ciúme a Sam, ela mesma sugeriu.

–E você acreditou? Que garota se prestaria a um papel desses a troco de nada? Vou pedir um teste de DNA, seu tonto!

–Ainda não acabou. –Ele riu fracamente. –Era tudo uma vingança. Eu me apaixonei por ela, e quando ela descobriu isso, me deu o fora. Era tudo um plano, e a Sam sabia de tudo, estavam juntas!

–E o que a Sam ganhou com isso?

–Não sei...

–Enquanto estava com a Shelby a Sam demonstrou ciúmes?

–Nem um pouco.

–Então qual a participação dela nisso tudo?

–Ah... Sei la são amigas... De repente só o apoio moral!

–Mas a Sam é sua amiga também.

–Pensei que fosse.

–Como ficou sabendo disso?

–Uma garota me contou...

–Como é a relação dela com vocês?

–Pode-se dizer que é nossa inimiga... Espere! Ela sabia que o Benson e a Sam estavam juntos e então talvez, só quisesse me por contra a Sam, por que... Queria a minha ajuda. Será?

– A Sam e o Benson?

–É. Estão juntos, da pra acreditar?

–Da sim. Sabe, eu lembro da senhora Benson no meu julgamento. Em outras ocasiões também. Sempre posando de boa mulher. Uma hipócrita! Adoraria ver a cara dela quando descobrir.

–Pois é. –Disse tristemente.

–Sabe o que eu acho Brad? Que desde o principio, você sabia que a Sam não tinha nada a ver com isso. Eu vejo isso em você, o que te incomoda é o fato dela estar com o Benson não é?

–Não sei. Eu não entendo. Se ela mentiu sobre isso não podia mentir sobre mais coisas?

–É diferente, e você sabe.

–Por que defende ela?

–Não é defesa, é a realidade. Esta agindo como um fraco. Procure as duas converse. Esclareça tudo de uma vez e siga em frente!

–Por que deveria ser sincero com elas se elas não forma comigo?

–Ir pelo mesmo caminho que outros já foram não vai te levar a um lugar diferente do que eles estão. Veja isso. Elas duas, ao que parecem, perderam um amigo, e estão prestes a ganhar um inimigo. Onde esta a vantagem nisso?

–Não pretendo me tornar um inimigo, só...

–Veio me perguntar se sei de um modo atingi-las. É claro que sei. Vários. E nenhum deles vai ser mais eficaz que a sinceridade.

–Pai desculpa, mas que tipo de bandido você é?

–Um que não tenta infectar o próprio filho! Acha que vai chegar muito longe semeando intrigas e guardando rancor?

–Não é isso, é que...

–Brad você veio conversar com seu pai ou com um ladrão?

–Não da na mesma?

–Não, não dá. Pode ser a mesma coisa pra você, mas pra mim não! Você e sua mãe sã as únicas alegrias que eu tenho, quero vocês bem longe do mundo em que eu vivo! Quer meu conselho? Converse com as duas. Se eu pudesse voltar atrás, tentaria resolver as coisas mais no diálogo e menos na marra.

–Pai, me escuta, por favor...

–Brad, você gosta da Sam ou da Shelby?

–De nehuma das duas. Mas tenho ódio da Shelby!

–E o que pretende fazer em relação as duas?

–Quero que a Shelby pense que nunca senti nada apor ela. Pra isso, eu pretendo separar a Sam do Benson e “consolar” ela.

–Cruel e e infantil. Mas vamos lá, qual a sua vantagem?

–Faço os três sofrerem...

–Quis dizer os quatro. Sim, por que de todos você é quem mais vai sofrer, sabe disso não é?

–É um preço justo.

–Va em frente. Mas não conte comigo.

–Pai, preciso da sua ajuda. Não tenho ideia de como vou fazer isso.

– E acha que eu sou algum tipo de gênio do mal? Apenas digo que você precisaria de ajuda. Eu já vi um caso desses. Dois jovens namoravam. Um grupo inteiro se juntou para separa-los e conseguiu. A moça definhou até morrer.

–Meu Deus! Mas, mas...

–Va pra casa, Brad. Pense. Mas pense bem, por que depois não tem volta.

Um guarda abriu a porta anunciando o fim do tempo da visita. Ronald Crawelt levantou, deu um longo abraço no filho e depois de fita-lo nos olhos por alguns segundos, sorriu e se afastou. A posta se fechou com um ruído que pareceu a Brad uma trovoada, chegando até a doer-lhe os tímpanos. Saiu dali com muitas duvidas e nenhuma decisão tomada.



Sam estava sentada no sofá, bebendo o terceiro copo de água. O susto fora grande o suficiente para deixa-la num estado de nervos de que ela não lembrava ter estado antes. O jeito como a mulher gritava, a olhava como se quisesse mata-la... Jamais imaginara que ela reagiria de forma tão exagerada. A única coisa que a deixava tão aliviada quanto feliz foi Freddie ter dito que já havia falado com ela e ela não quisera acreditar. Ele havia enfrentado a mãe por ela, por eles dois. Não percebeu quando um riso se desenhou nos seus lábios.

–Qual a graça, Sam? –Perguntou Carly.

–Não é nada. Acho que já vou, já me sinto melhor.

–Não, espera o Freddie voltar. Tinham mesmo que se beijar no corredor?

–A gente não esperava que ela fosse chegar. Você mesmo disse que ela chegar ás dez, ainda são nove horas!

–Não importa, agora não tem mais volta.

As duas silenciaram ao ouvirem batidas na porta. Freddie entrou logo depois, com uma expressão cansada. Carly, que estava em pé, sentou-se no sofá ao lado de Sam esperando que ele contasse como foi. Não que precisasse dizer.

–Ela teve certa dificuldade pra entender.

–Sem eufemismo Freddie. –Disse Sam levantando. – Como ela esta?

–Bem. –Freddie não conseguiu disfarçar a surpresa pela pergunta. –Agora esta bem. Vem, quero que conversem.

–Freddie, não acha que é cedo? –Perguntou Carly. –Desculpem, mas ouvimos os gritos daqui.

–Eu sei, mas ela duvida que eu esteja falando sério. E alem disso já adiamos demais! Olha só no que deu, as coisas fugiram do nosso controle!

–Tudo bem. Eu vou.

Freddie abriu a porta e os dois saíram. Trocaram um breve olhar no corredor e quando Freddie finalmente abriu a porta, la estava a mulher. Sentada numa poltrona, com os olhos em chamas. Sam sentiu ímpetos de voltar. Mas Freddie, como que prevendo, segurou sua mão. Os dois encaram a mulher que permaneceu sentada.

–Ola, senhora Benson.

–Ola. –Disse com a voz embargada enquanto levantava.. –Samantha. Pode me dizer o que pretende com isso?

–Mãe...

–Deixe que ela responda, Freddie. Diga, menina. O que quer com meu filho? Engravidar e dar o golpe?

–Mãe!

–Espera. –Pediu Sam calmamente. – Não senhora Benson. Não pretendo dar golpe algum em ninguém. Eu gosto do Freddie, e por isso estou aqui na sua casa, tentando de uma forma civilizada...

–Forma civilizada? Você? Não foi o que me pareceu no corredor, quando estava agarrando o meu filho!

–Ele não se incomodou.

–Escute aqui sua pilantra...

–Já chega, mãe por favor! Prometeu que ia nos ouvir! Nós não sabíamos que a senhora chegaria mais cedo! O que tem de errado no que fizemos se já disse que estamos juntos?

–Olhe para essa garota, Freddie! –Pediu suplicante. – É a mesma que já te bateu, te humilhou, riu de você diversas vezes, e ainda por cima é...

–Suburbana? Eu sei que seu problema comigo é sobretudo isso. E sinto em informar que quanto a isso não há nada que eu possa fazer. –A voz da garota foi baixando revelando a dificuldade em continuar falando– Mas eu peço desculpas pelas coisas que eu fiz, eu sinto muito mesmo. Eu... Mudei minhas atitudes, eu cresci...

–Quer mesmo que eu acredite nisso? –Perguntou a mulher.

–Para mãe. Ela ta se desculpando. Ela sabe que por mim não precisa de nada disso, então por favor, tenta ser mais compreensiva!

–Eu preciso descansar Freddie. Ponha essa garota pra fora da minha casa de uma vez.

–Mãe...

–Tudo bem, Freddie. –Interveio Sam. –Deixa ela descansar. Podemos conversar depois.

–Tudo bem. –Freddie assentiu contrafeito. –Mais tarde eu te ligo.

Sam lançou um ultimo olhar a Marissa, mas ela permanecia impassível, fulminando-a com o olhar. Pensou em como o mundo dava voltas. Nunca imaginou que um dia estaria na casa daquela mulher tentando fazê-la aceitar o namoro com o filho dela. Antes de cruzar a porta, Freddie a surpreendeu com um beijo rápido sobre os lábios. Sam não ousou olhar para a mãe dele.

Ela caminhava pelo corredor com passos apressados, já prevendo o atraso ao ensaio. E isso não era o que mais lhe preocupava. Temia pelo que poderia vir dali em diante. A senhora Benson havia deixado bem claro que não iria aceitá-la, e levando em conta o quanto Freddie e a mãe eram próximos e unidos, não era totalmente impossível que ela acabasse conseguindo envenenar Freddie. Era difícil pra ela admitir que estava mais apaixonada por Freddie do que gostaria, e pra isso, estava disposta a até mesmo a aturar sua mãe.

Quando se aproximava do corredor, ouviu um barulho. Parecia um piano distante, tocando uma algo triste e melancólico. Olhou em volta e viu, perto das escadas, um celular lilás. Sem reconhecer, deduziu que alguém devia ter deixado cair e agora ligava para localiza-lo. Aproximou-se e pegou o celular atendendo rapidamente.

–Alô.

–Ola, senhora Benson? –Uma voz masculina.

–Hã... Se puder aguardar na linha um instante ou mesmo ligar em três minutos, eu posso passar para ela.

–Ah eu agradeço, mas já estou de saída. Volto a ligar depois. Você é parente dela?

–Vizinha. –Mentiu.

–Tudo bem, obrigado. Entraremos em contato mais tarde. Bom dia.

–Bom dia.

Sam desligou e observou que o numero estava salvo no celular. Mas não havia um nome especifico, apenas uma sigla: CPS. Deduziu que deveria ser algum namorado da senhora Benson que disfarçara o tom, tentando parecer formal quando ela havia dito que era uma vizinha.

Deu meia volta e e se encaminou novamente ao 8=D. Bateu e aguardou. A porta se abriu revelando um garoto com a feição passando de exausta para surpresa. A mãe do mesmo não se encontrava mais na sala, e Sam deu graças a Deus por isso.

–Sam?

–Sua mãe deixou o celular cair. Provavelmente na mesma hora em que os pães.

–Obrigado. –Disse pegando o objeto e pondo o objeto no bolso. –Desculpa pelo que ela te disse, eu não sabia...

–Eu não esperava menos. Vamos dar tempo a ela. Eu tenho que ir.

–Tudo bem. Até mais.

–Até. Nerd.

Freddie sorriu e avançou até ela abraçando-a pela cintura. Percorreu um caminho de beijos pelo pescoço macio e perfumado fazendo-a gargalhar e depois a deixou ir. Não pode evitar uma olhada mais atenta ao belo corpo da garota que talvez por ter saído apressada, havia vestido algo mais justo sem perceber. Freddie tinha a impressão de que ela ficava a cada dia mais linda. E de que ele ficava a cada dia mais apaixonado.



Notas finais
O nome do cap é a musica do toque do celular da mãe do Freddie. The Winner Takes It All do ABBA. Sugestivo não é? Não? Ok.
Então. Queria dizer pra vcs não deixarem de comentar. Reviews são muito importantes, são contribuições em diversos aspectos e me incentivam a continuar! Mesmo que não tenha gostado, pode dizer o que ficou sobrando ou faltando, não tem problema se você leu, deve ter formado alguma opinião e eu gostaria muito de saber.
Eu vou tentar voltar aqui o mais rápido possível espero que o cap tenha ficado bom eu fiz com muito carinho, como sempre. Bjos gente até mais!