Notas iniciais
Gente por favor tentem ler até o fim. Eu juro que tento postar duas vezes por semana mas não ta dando, me desculpem, viu? Eu espero que vcs gostem do cap e não deixem de comunicar os eros dessa criatura lerda aqui. Muitíssimo obrigada pelos reviews vcs nem imaginam como eu fico feliz como eu comemoro a cada um que vejo, muito obrigada. Boa leitura

Freddie aguardava as garotas no sótão. Eles haviam marcado a gravação para as cinco, mas ele havia mandado uma mensagem (que ela não respondeu) para que ela chegasse antes, para conversarem. Não ficou nem um pouco surpreso quando ela chegou as cinco e meia. Com um semblante tranquilo e sem olhar pra ele, foi logo se dirigindo a Carly:

–Eu fiz a cabeça dos camelos. Arruma duas vassouras e vamos começar logo.

–Sam, o Freddie quer falar com você.

–Problema dele. Vamos gravar logo, mais tarde tenho uma apresentação.

–Eu vou descer, e vocês tem quinze minutos. –Disse a garota pacientemente.

–Pode descer por quinze, quarenta, ou mil minutos. Só vamos estar perdendo tempo.

Carly saiu suspirando, deixando-a arrumar as coias sobre o tapete que elas fingiriam tratar-se de um deserto. Seria um Conexão Seattle sobre o deserto e alguns filmes que foram retratados em tais ambientes. A ideia foi de Carly após assistir um filme no desses.

–Sam, pode olhar pra mim, por favor? –Pediu Freddie esfregando a têmpora.

Silencio.

–Sam, ontem, eu não sabia que a minha mãe iria convidar a família Robinson. Eu só fui por que não queria que ela passasse vergonha.

Desta vez Sam saltou um riso sarcástico, mas não respondeu nada. Continuou arrumando o cenário. Freddie levantou do puff onde estava e se aproximou fazendo Sam recuar alguns passos. Ela lançou um olhar ameaçador, mas ele não se afastou. Ela continuou onde estava, olhando-o desafiadoramente.

–Se encostar em mim, apanha.

–Ai terá que me pagar trezentos dólares. É tão difícil assim me ouvir?

–Eu não quero te ouvir! É tão difícil entender?

–Você é covarde, sabia?

–É o que?

–Se acha muito durona, mas tem medo de lutar pelo que quer.

–E quem disse que eu te quero? –Disse rindo sarcasticamente.

–Ah não? Então por que essa tromba toda? Eu to aqui tentando me explicar, o que mais você quer?

–Distancia.

–E por que? Será que sou um namorado tão ruim assim?

–Foi. O pior que eu já tive. –Respondeu sem encara-lo.

–Diz olhando pra mim, Sam. –Respondeu se aproximando. –Diz olhando nos meus olhos que não quer mais nada comigo, que eu fui o pior namorado que já teve.

Eles já estavam a poucos centímetros um do outro. Sam jurava que podia ouvir a respiração acelerada dele, e assim sendo, ele também devia ouvir a sua. Freddie a virou pelos braços fazendo-a encara-lo de frente. Quando seus olhos se cruzaram, Sam sentiu suas forças esvaindo-se. Lentamente, Freddie foi soltando seus braços, enquanto os alisava. Ela se arrepiou com os toques, virando o rosto e quando se voltou novamente, percebeu que ele havia se aproximado ainda mais.

–Estou esperando, Sam diz.

A voz e o cheiro dele eram para ela como um forte entorpecente. E havia o olhar penetrante dele, que a impedia de pensar. Num ato impulsivo, ela puxou rosto de Freddie para si e o beijou. Ele prontamente a abraçou pela cintura e correspondeu ao beijo que tanta falta lhe fazia. Um beijo no qual a principio, seus lábios sugavam desesperadamente os lábios do outro e depois suas línguas se entrelaçaram numa dança lenta e acelerada ao mesmo tempo. Freddie apertava a cintura de Sam contra si colando os seus corpos tanto quanto fosse possível. Era mágico para ele sentir o toque selvagem dela afagando seus cabelos.

Após alguns segundos, Sam se afastou empurrando-o. Sentiu ódio de si por ter sido tão fraca, mas sabia que se ele se aproximasse não resistiria novamente. Sentia as pernas fraquejarem.

–Sam, posso saber por que esta fugindo de mim?

–Não estou fugindo de você! Apenas quero distancia!

–Então por que me beijou?

–Por que... Por que... Ah Freddie, quer saber? Minha mãe trocou o vinagre da salada por vodka, é isso, eu não to legal

–Quer mesmo que eu acredite?

–E você quer que eu acredite em você? Depois de ter saído com aquele espantalho la?

–Que inferno, eu não sai com ninguém.

–Saiu, sim e eu quero distancia de você! Agora me deixa!

Sam se afastou e voltou a fazer os acabamentos nas cabeças de camelo de papel. Freddie cruzou os braços, fitando-a por um tempo. Era impossível que ela não percebesse que as coisas haviam mudado, que ele gostava dela. Ela não o encarava de forma alguma. Aborrecido, Freddie começou:

–Sabe o que eu acho? Que esta procurando uma desculpa.

–Como é?

–No fundo é você quem se envergonha de mim!

–Nunca disse isso! –Ela arregalou os olhos.

–Mas eu sei! A roqueira valentona não pode admitir algo que acabaria com a sua reputação, certo?

–Não, não, não! Não inventa Benson!

–Então por que essa teimosia em acreditar em mim? Se não é de propósito, é o que?

–Ok, já que é lento, eu tento explicar. Por que foi jantar com aquelas pessoas ontem?

–Não queria que minha mãe passasse vergonha. –Disse dando de ombros. –É o que ocorreria se eu não fosse.

–Há! Acredito que também não vai querer que ela passe a vergonha do filho namorar alguém como eu!

–É diferente.

–Será? Eu tenho duvidas.

–Esta misturando as coisas...

– Mas é o que eu penso. –Disse rispidamente. –Agora me deixa em paz, eu ainda só não te bati por causa da grana!

–Não precisa se preocupar, eu não vou mais te incomodar. Já entendi o que esta acontecendo.

–O que quer dizer?

Dessa vez Freddie é quem não respondeu. Sam deu de ombros magoada e continuou ajeitando o cenário.

Quando Carly voltou, encontrou Freddie em uma cadeira, digitando em seu notebook, de costas pra Sam, e a garota, também de costas pra ele, debruçada na janela. Imperava o mais absoluto silencio no ambiente. Carly não conseguia acreditar na teimosia dos dois. Pigarreou alto fazendo os dois se voltarem para ela:

–Eu acho que não da pra gravar um vídeo de humor nesse clima!

–Então eu to indo.

–Vocês vão mesmo ficar assim? Desculpa, eu odeio me meter, mas é que...

–Deixa ela, Carly. –Interveio Freddie sem tirar os olhos do notebook. –Já tentei conversar.

Sam lançou a Freddie um olhar que oscilava entre o triste e o irritado. Pegou a mochila bruscamente em cima da mesa, fazendo o computador do garoto voar longe. Se ele não o tivesse pego a tempo, teria espatifado no chão.

–Se quebrasse, você ia me pagar outro! Como eu não sei, mas ia!

A garota não respondeu, continuou seu trajeto murmurando um “até mais” a Carly. Bateu a porta com fúria e desceu as escadas como se quisesse afunda-las. Algum tempo depois dela ter saído, Freddie levantou destinado a ir pra sua própria casa. Carly o impediu, antes mesmo que ele se levantasse. A tristeza e a mágoa eram visíveis nos olhos do garoto, e Carly se perguntava o que Sam poderia ter dito para deixa-lo naquele estado.

–O que há de errado, heim? –Perguntou a garota sentando-se à mesa.

–Não sei. Acho que a Sam cansou de mim. Você disse que ela entenderia, mas você estava errada.

–Do que esta falando?

–Ela cansou, como eu sempre soube que cansaria. Deixou de ser divertido e ela esta saindo. Não ta nem ai pro que eu sinto. Mas o erro foi meu, não é?

–Como assim? O que ela disse?

–Nada, Carly, esse é o problema. Não a motivo algum pra ela estar daquele jeito, ela simplesmente quer acabar e como não tem coragem de dizer, põe a culpa em mim.

–Não pode ser. Freddie, eu acho que ela esta insegura e assustada.

–Com o que?

–Sei la talvez ela não acredite que você teria coragem de contrariar sua mãe... Sabe que ela surtaria se soubesse, não é?

–Foi o que a Sam disse...

–Então como pode dizer que ela não disse nada? Agora seja sincero, teria mesmo coragem de dizer?

–Mas é claro! Estive preparando o terreno primeiro, dizendo que a Sam mudou, que estamos nos dando melhor. Ela surta, diz que ainda tenho medo dela, mas já era um começo, não é?

–Entendo. –Carly rodou os olhos pelo estúdio buscando as palavras. –Eu acho que a Sam só ta brava por ontem. E não é pra menos não é?

–Não sei por que. Se eu quisesse ter alguma coisa com a Missy por que esperaria até esta gostando da Sam?

–Freddie tenta relaxar. A Sam só esta confusa, insegura, ela vai te procurar, ela gosta muito de você.

–Ai eu é que não sei se vou querer. –Disse após um longo suspiro.

–Para com isso, eu nunca vi você gostar tanto de alguém, não joga isso fora por nada!

–Ela esta jogando, não eu! Deixa pra la, isso ta me deixando muito mal. Quer ver TV?

–Não! Vamos chamar o Spencer e dar umas voltas?

–Vamos, sim. –Disse levantando. –Deixa só eu ir pegar um casaco.

Freddie foi até sua casa, e a encontrou vazia. Entrou no quarto, pegou um casaco no armário e vestiu-se. Ajeitou os cabelos na frente dos espelho e se dirigiu a porta do quarto. Antes de fecha-la, olhou o interior do quarto. Suspirou pesadamente e saiu.



Sem chegou a apresentação adiantada. Apenas Brad havia chegado para ajeitar as coisas. Instrumentos, bandas de apoio, e cuidar para que não fossem os últimos, e se apresentassem apenas quando uns já estivessem com a mente cheia de drogas, caindo de bêbados e outros, não suportando mais isso, fossem embora.

Assim que a viu, Brad percebeu que havia algo de errado com a garota. Ela caminhou lentamente até a área destinada as bandas e sentou-se num caixote. Brad se aproximou sorrindo gentil e sentou em outro caixote ao lado da menina.

–Brigou com o Benson de novo?

–Também. Mas estou chateada por que mais uma vez cancelamos a gravação. Estamos indo de mal a pior.

–Por que não demitem o Freddie?

–E quem trabalharia na parte técnica?

–Eu posso ajudar.

–Não. Você já trabalha muito, ele é um desocupado, deixa como esta.

–Mas se continuarem atrasando podem ser demitidas.

–Acho difícil. Somos uma das maiores audiências do site.

–Mas segundo o seu contrato...

–Quer saber? Talvez não seja tão ruim ser demitida. Eu sempre vivi sem o Conexão Seattle, posso voltar a viver! Vamos focar na Purple! Me diz, como estão as coisas por aqui?

Sam conversava com Brad tentando esquecer suas reais preocupações. Estava arrependida. Acreditava que havia deixado a magoa falar mais alto, as diferenças prevalecerem e havia acabado de perder algo que talvez não pudesse mais recuperar. A Ideia a assombrava, sufocava e a fazia ter necessidade de buscar ar constantemente em logos suspiros.

Quando o resto da banda chegou, e Shelby viu os dois sentados conversando, fechou a cara para Brad e assim permaneceu por um bom tempo. Sam não teve animo para tentar chamar a amiga a razão, preferindo rir das piadas dos outros dois garotos até chegarem a vez deles se apresentarem. Mas não foi suficiente, e ela levantou se pondo a caminhar pelo lugar tentando se distrair.

Sem ver pra onde ia, acabou entrando em um corredor que dava acesso ao palco da casa noturna. Logo quando chegou, havia entrado por outra porta, e ainda não havia reparado no ambiente em que cantaria. O bar ficava num bairro afastado, e era conhecido pelo difícil acesso, e procurado por quem desejava se esconder.Haviam ali, homens na faixa dos quarenta com amantes ou garotas de programa, e adolescentes, em sua maioria, viciados e/ou arruaceiros. O lugar era grande e decorado da maneira mais sombria possível. Um cheiro de álcool e drogas tomava o local. Um grupo se apresentava e Sam percebeu que ninguém lhes dava a mínima. Apenas se balançavam no ritmo do roque pesado, completamente entorpecidos por diversas substancias.

Sam reconheceu um rosto em meio às pessoas. Era o homem que vira outro dia, um homem com uma tatuagem. O suposto agiota. Conversava com outro homem de costas. Sam se perguntou quantos criminosos não deveriam haver ali, pensou que já não suportava mais cantar naqueles ambientes.

E ainda havia Freddie, atormentando sua mente, com sua voz doce, seu cheiro inebriante e o beijo. Tudo agora seria a apenas lembrança.

–Idiota! –Esbravejou baixo.

–Quem princesa?

Sam virou-se dando de cara com um rapaz alto e magro. Tinha o rosto puxado e o nariz vermelho de tanto usar drogas. Não fosse o desleixo seria muito bonito. Ele já avançava se insinuando, quando ela o empurrou-o rapidamente e saiu andando em direção aos outros.

–Brad da um jeito da gente cantar logo?

–Já falei, serão os próximos.

–Ótimo.

–Por que a pressa Sam?

–Sei la, esse lugar é horrível.

–Se tivéssemos assinado com a gravadora...

–Para Jonah. –Pediu Shelby.

–Não, ele tem razão. –Disse Sam. –Que importa se teríamos que cantar pop rock na maioria das vezes desde que tivéssemos segurança?

–Ah, mas quando eu falo...

–É por que você fala tanta besteira que não escutamos quando fala algo válido. –Respondeu Sam com um sorriso no canto da boca.

– Para gente. –Interveio Griffin. –Estão se deixando levar pela “magia” do lugar aqui. Aquilo la era roubada!

–E isso aqui é o que?

–Olha la estão chamando. –Alertou Brad –Vão, sigam pelo corredor e boa sorte.

Os quatro entraram no palco sob gritos descompassados e guturais, e piadas grosseiras por sorte, ocultadas pelos ruídos altos. Cantar foi difícil pra ela. Nunca havia sido tão difícil. As musicas energia uma energia da qual ela não dispunha. Ainda assim, cantou bem e chegou a obter mais atenção das pessoas do que as outras bandas. Suspeitou que só por causa dela e de Shelby.


Quando desceram do palco, um homem se apresentou deixando com eles um cartão de uma gravadora. Disse que ligassem no dia seguinte e marcassem um teste, pois com certeza estariam interessados neles.


–Espero que agora a gente faça a coisa certa! –Disse Jonah assim que o homem se foi.

–Se eles nos fizerem uma boa proposta. –Respondeu Griffin. –Olha, por exemplo, pegamos nossa grana e não vamos ter que dividir com ninguém!

–Trezentos dólares pra quatro pessoas?

–Jonah, se acalma. É por causa do seu jeito que a gente não te leva a serio. E você Sam, o que achou desse homem?

–Nada. –Sam sentia a cabeça latejar. –Quero ir pra casa. Cadê a Shelby e o Brad?

Jonah apontou para um canto ode se desenrolava a confusão. Os três observaram de longe os gestos nervosos de Shelby. Por algumas vezes ela tentou sair da conversa, mas o garoto a puxava de volta. Desviaram o olhar constrangidos com e cena e se afastaram para lhes dar privacidade. De perto, o clima era ainda mais tenso. Shelby acusava Brad de coisas das quais ele não tinha a menor culpa, empenhada em seu plano de vingança.

– Eu até entendo que seja difícil esquecer alguém, mas achei que você estivesse tentando.

–Ta falando da minha conversa com a Sam? Ela tava mal por que brigou...

–Nossa, você é tão sensível...

–Qual é? Eu estou com você gosto de você achei que estivesse deixando isso claro.

–É, mas não esta!

–Olha, em uma coisa você esta certa, eu sou uma pessoa sensível, percebei que a Sam estava mal e fui dar uma força.

–Sua sensibilidade não serviu pra perceber eu correndo atrás de você por todos esses anos!

Brad arregalou os olhos e Shelby fingiu se arrependeu no mesmo instante do que dissera. Tentou sair dali, mas o garoto a segurou pelos braços enquanto olhava absorto nos olhos da menina.

–Ta de brincadeira ou o que?

–Não, eu não estou. E você nunca percebeu. Ai vem me dizer que consegue captar as coisas no ar? Quando se trata da Sam, não é?

–E- eu nunca poderia imaginar que...

–Que eu pudesse amar? Relaxa, não é só você.

–Não, mas... Eu? Eu nunca fiz seu tipo, e...

Brad baixou os olhos envergonhado. Não tinha culpa de ignorar os sentimentos que desconhecia, mas mesmo depois dela ter dito que estava gostando dele, nunca deixara de pensar em Sam. E não se esforçava muito. De repente, era como se ele estivesse vendo Shelby pela primeira vez. Mesmo ela estando ali o tempo todo, ele percebeu que nunca havia visto de fato.

Brad a puxou para um abraço carinhoso e a garota sentiu uma onda de culpa lhe invadir. Ele acariciou sua face delicadamente e olhou fixamente nos olhos da garota. Duas lagrimas escaparam dos olhos de ambos.

–Eu gosto de você. A Sam é só uma amiga.

–Eu acredito. Me desculpa é que fiquei com ciúmes, e...

–Tudo bem. Vamos pra casa.

A garota sorriu assentindo. Shelby não se sentia bem em usar dos mais cruéis artifícios em sua vingança, mas não era só ele quem estava se machucando. Ao menos ele era a partir de agora, e ela havia sido durante anos. Ela acreditava estar fazendo justiça. A dor pela dor. Agora só faltava ele dar uma prova de que estava completamente envolvido, e então daria a cartada final.

Sam chegou em casa por volta das doze da noite ao lado de Shelby. Conversavam sobre os loucos que as assediavam enquanto cantavam, quando alguém chamou Sam. Um homem velho e carrancudo se aproximou com um ar mal humorado, e parou as duas no portão.

–Ola Karl, o que deseja? –Perguntou Sam.

–Soube que foi visitar o Juvenal.

Sam teve que estudar a situação rapidamente. Havia, Jonah, no meio da história. Tinha que ser convincente, se mostrar tranquila e desinteressada e não deixar pontas soltas para que Shelby ficasse desconfiada.

–Fui e daí? –Perguntou entediada.

–O que querem afinal? Você e seu amigo?

–Bom, naquele primeiro dia estávamos gravando um vídeo sobre a caixa. Mas depois minha mãe disse pra não postarmos , por que você não ia gostar.

–Certamente. –Respondeu o homem.

–E depois fui tirar pergunta com o Juvenal sobre o comentário que ele fez. E eu vou te dizer, aquele la ta cada dia pior, viu?

–O que ele disse? –Perguntou apreensivo.

–Que tinha uma amiga que ficou doente e não sei o que. Eu sai de la batida, esqueci até de perguntar se ele sabia do novo namorado da minha mãe!

O homem pareceu aliviado. Assentiu e se afastou sem se despedir. Shelby nem prestava atenção. Deu de ombros com ar sonolento quando Sam se voltou pra ela e as duas entraram em silencio. Quando entraram, tomaram se arrumaram e deitaram em silencio. Shelby adormeceu em poucos segundos.

Sam teve dificuldade de dormir aquela noite. Achava que havia feito uma bobagem. Não podia nem queria deixar Freddie disponível a nenhuma outra, mas não podia deixar de enxergar um muro entre eles.

Acordou com uma chuva fina batendo na janela fazendo-a ter vontade de dormir ainda mais. Ao invés disso, levantou, se arrumou e depois que já estava pronta e tomando café, Shelby acordou. Com a cara inchada de sono, surpreendeu-se ao ver a outra já de pé.

–Deu formiga na cama, Sam?

–Não, só estava pensando.

–Em que?

–Tenho que chegar mais cedo no colégio hoje.

–Ah, tudo bem espera só eu me arrumar aqui.

–Não, desculpa, eu já to indo. –Disse levantando da mesa. –Vai com o Jonah.

–Ah... Tudo bem –Disse decepcionada.

Quando entrou no Ridgeway aquela amanhã, a primeira coisa que Sam viu, foi Missy na porta da escola se gabando sobre o jantar para um monte de garotas. Sentiu uma raiva brotar de dentro dela que precisou apertar o passo para não ouvir a voz da garota.

Havia um grupo de garotos estudando sentados numa escada. Entre eles estava Gibby. Sam pensou que Freddie deveria estar ali, mas não estava. Certamente ainda não havia chegado. Ou estivesse com Carly em outro lugar. Carly havia contado a Sam sobre a declaração de Gibby, e Sam pensou que ela talvez estivesse querendo manter distancia. Subiu as escadas desviando-se dos garotos e foi procurar ela e Freddie na biblioteca.

A biblioteca era enorme. Haviam estantes abarrotas de livro, computadores e muitas mesas. Quadradas e redondas. Sam raramente entrava ali. E quando ia nunca ia sozinha. Ia fazer pesquisa com mais sete ou oito pessoas e acabavam por fazerem qualquer coisa menos estudar. Muitas vezes eram expulsos.

O local ainda estava vazio, ainda assim ela se sentou numa das mesas mais escondidas e pegou o celular na mochila. As mãos tremiam e isso a surpreendeu. Mesmo a vontade de falar com Freddie sendo grande, ela relutava. Por fim, acabou digitando uma mensagem pequena:


Freddie estou na biblioteca, preciso falar com você. Sam.

Pensou mil vezes se enviava ou não. Chegou a desistir deixando-a salva. Faltavam quinze minutos para o sinal tocar. Sam enviou a mensagem e aguardou. Ela poderia conversar com Freddie a tarde, no estúdio. Mas tinha urgência. E por mais que detestasse admitir, queria vê-lo. Não poderia adivinhar o que aquela simples mensagem causaria.

Freddie sentiu o celular vibrar. Pegou o aparelho na mochila e observou. Sentiu o coração palpitar e um sorriso escapou involuntariamente dos seus lábios. Após passar a noite numa fossa terrível ouvindo tudo o quanto era musica triste, recebia uma mensagem que com tão poucas palavras significava tanto.

–O que foi, querido?

–Nada. Pode ir mais rápido por favor?

–Por que se acabamos de chegar?

Freddie percebeu que já estava há alguns metros da escola. Assim que o carro estacionou, agradeceu a mãe e se despediu rapidamente. Entrou no prédio com o coração acelerado de emoção. Já imaginava mais uma semana na qual teria que ignorar Sam, e ser ignorado por ela. Não sabia o que doía mais. Mas talvez ela tivesse mudado de opinião, talvez quisesse que ficassem juntos. Talvez Carly estivesse certa o tempo todo.

Entrou na escola apressado e ignorou os chamados de Missy, deixando a garota constrangida em meio as amigas. Devia ter percebido que ela passara a segui-lo silenciosamente a certa distancia. Mas não notou. Estava pensando em como devia agir. Decidiu que seria mais frio com a loira, e não deixaria transparecer sua ansiedade. Ainda estava um pouco aborrecido, e queria que ela também sofresse um pouco da angustia que ele sofreu. Respirou fundo e entrou na biblioteca.



Notas finais
Adrenalina começa a subir agora. Não deixem de dar seus preciosos palpites, heim?? É isso gente eu to morrendo de sono dormi tarde acordei cedo e entrei pra postar mas vou dormir agora. Bjos amadinhos!! ♥♥♥