Conexão Seattle
2 A caixa preta
Notas iniciais
O garoto de cabelos castanhos caminhava tranquilamente pelos corredores da escola quando a avistou do alto da escada. A pior e mais assustadora pessoa que ele conhecia na face da terra. Loira, enfezada sempre trajando preto. Sentada no pátio tocando violão com um bando de garotos. Passou pelo grupo desviando o olhar fazendo uma careta.
Chegou ao armário da amiga que empilhava livros e a cumprimentou.
–Oi, Carly!
–Oi, Freddie. –Ela arrumava os livros pelas cores.
–Oi, tava indo pra próxima aula, lembrei que é a mesma da sua resolvi te esperar.
–Legal. Deixa só acabar aqui que nos vamos. Onde você tava na hora do almoço?
–No clube Av. –Ele fez uma careta. –E você não imagina quem esta la agora.
–Quem?
Ele parou de falar subitamente e sinalizou para a amiga com o olhar que havia gente de mais ali quando a loira se aproximou dos armários. O armário de Carly e Sam ficavam separados por apenas uma porta, o que Freddie considerava um insulto a amiga.
–O Spencer vai deixar a gente da a festa no sábado? –Freddie mudou de assunto rapidamente.
–Ah, sim! –Carly pareceu bem mais animada. — já preparei tudo, decoração, música, comida, bebida vai ter um globo de luz...
Enquanto Carly falava, Freddie oscilava o olhar entre ela e a loira logo atrás empilhando cacarecos no armário em silencio. Freddie sempre se pegava admirando horrorizado e intrigado aquela figura. A pele clara e bem tratada, os olhos azuis cristalinos e os cabelos loiros, compridos e cacheados sempre soltos, formavam um intrigante contraste com a personalidade rebelde da garota e com suas roupas escuras.
Em um ato instintivo, a loira correspondeu a uma das olhadas do garoto que sentiu a pele queimar nesse momento.
Sam terminou o serviço, e bateu a porta do armário com violência. Encarou Freddie com um olhar assassino e saiu satisfeita em ter conseguido amedrontar o garoto.
– Nossa que sujeita medonha!–Freddie interrompeu Carly que ainda tagarelava assim que a loira se distanciou.
–Quem? A Samantha? Até que com uma boa consultoria de moda ela tinha jeito...
–Não to falando de roupas, to falando da pessoa dela. Devia estar presa!
Carly riu.
–Ainda tem medo da Sam?
–Não é medo. É preocupação com sua segurança! De todos nós.
–Sei la. Deixa a Sam pra la, ela e os outros encrenqueiros não são nosso problema.
–Como não? O armário daquela coisa é quase do seu lado, pode ter até droga la dentro!
–E o que você quer que eu faça? Ela tem tanto direito de estudar aqui quanto nos e até agora tem dado certo mantermos distancia, eles não se metem conosco!
–Não diretamente, e todas as sabotagens nas feiras de conhecimentos?
Uma garota ruiva se aproximou sorrindo.
–Do que estão falando com essas expressões tão serias?
–Oi Missy. –Cumprimentou Freddie.
–O Freddie acha que a Sam é perigosa. –Respondeu Carly. -Eu discordo. Pra mim é só uma adolescente pobre, rebelde e cafona.
–Concordo. –A ruiva ria. – Mas soube que um dos amiguinhos dela entrou no seu clube não foi Freddie?
–Ah, sim o Brad, acredita? Agora terei que aguentar o filho... De vocês sabem quem no clube AV!!
–Vamos pra aula, o sinal já bateu. –Sugeriu Missy. –Freddie meu pai ta querendo falar como você.
–Se for sobre a loja diz pra ele que muito obrigada, mas dispenso. Minha mãe e eu não vamos nos desfazer da Playback.
–Freddie aquela loja enorme fechada a anos, pensem direitinho. Ele não vai nem mudar nome...
–Sem chances. Pede desculpas a ele, mas a Playback vai ficar la até eu poder reabri-la. Só faltam dois anos.
–Ok. Desculpe é que ele pediu pra avisar.
–Sem problemas. Vamos andando.
Carly olhava calada a conversa. O Pai de Missin, Steven Robinson, um ambicioso empresário da cidade, tinha uma companhia de lojas de eletrônicos espalhadas pela cidade, e a anos desejava comprar a do pai de Freddie que era superior as suas três lojas juntas. Quando o dono da Playback morreu, sua esposa Marissa Benson conseguiu manter as portas abertas por mais cinco anos, mas as dificuldade foram muitas e ela a fechou. Choveram propostas de compradores, mas ela se recusa a vender. Pensou em transformar o lugar em um memorial, mas Freddie, na época com sete anos deixou claro seu desejo de dar continuidade aos negócios da família quando tivesse idade. Mudaram-se para um apartamento mais simples e passaram então a viver da nada modesta pensão que Frederick deixou e do salário de enfermeira de Marissa.
Sam entrou na sala com um riso divertido no rosto. Griffin, Jonah e, Shelby conversavam sobre algo relacionado a atirar ovos em alguém. Brad lia no canto em silencio. Era um rapaz taciturno.
–Ei, vocês três. –Chamou a loira sentando sorridente. –Precisavam ver a cara do Benson agora a pouco. Aquela anta se assusta até com minha respiração!
–O que você fez? –Perguntou Griffin
–Nada! Ele tava la com sua ex magrela percebi que mudaram de assunto quando eu cheguei, e pra variar ele ficou me olhando como quem espiona um bandido não aguentei e fiz uma cena digna de Oscar! Não bastasse a batida estrondo sa no armário, lancei um olhar que nem a Samara Morgan lançaria!
Os três explodiram em risos. Conheciam bem as caras de mal que Sam sabia fazer.
–Ele não molhou as calças? –Perguntou Jonah segurando o riso ao ver a senhorita Brigs entrar.
–Não tive tempo de ver. –Respondeu a loira com os olhos lacrimejando de rir.
–Silencio! –Pediu a professora.
Freddie Carly e Missin entraram pouco depois, e tendo a professora concedido a entrada deles sem autorização, Shelby provocou:
–Será que se fosse eu que chegasse atrasada entrava na aula, Sam?
–Depende do que você andasse fazendo para a professora, amiga.
A senhorita Brigs não ouviu. Ou fingiu não ouvir. Mas Carly não aturou aquilo:
–O que estão insinuando? –Ela se pôs de pé com as mãos na cintura.
–Deixa, Carly –Pediu Freddie evitando olhar os quatro desordeiros no fundo.
–Cara se você é um marica deixa pelo menos a garota ter atitude! –Rosnou Jonah fazendo a sala explodir em risos.
–Antes ser um marica como o Freddie do que um sequelado como vocês. –Disse Carly apontando o dedo para eles.
Os quatro riram alto da defesa tosca. Freddie ficou sem graça e se voltou para a professora que havia sumido.
–A pró saiu Benson. –A loira tinha uma voz fria e assustadora. -Mas antes de irmos queríamos te dar uma coisa.
O garoto sentiu as mãos gelar.
A loira pegou uma caixa preta na mochila e levantou se dirigindo ao colega. O garoto tremia o lábio inferior sem ação, o resto da sala olhava em expectativa e os amigos de Sam vigiavam Carly e Missy, mas essas também olhavam amedrontadas e curiosas.
Sam se aproximou de Freddie com a caixa preta nas mãos e a aproximou do seu rosto. Freddie sentiu as mãos suar, e achou que sua vida terminaria ali. A garota tinha uma expressão fria, cruel e vazia. Seus amigos seguravam o riso como podiam fazendo poses de gangster.
Quando a caixa estava a míseros centímetros do tosto do garoto a loira fez menção de abrir, mas hesitou. Fez um suspense olhando séria para o resto da sala que de repente prendeu a respiração, e abriu a caixa fazendo o estampido ressoar alto. Não mais que o grito de susto de Freddie.
A sala toda ria vendo o palhaço que pulava da caixa sorrindo espalhando confetes pra todos os lados com uma musiquinha com som de sanfona. Freddie estava com o rosto entre as mãos e ao ver a piada ridícula na qual caíra. Sam mantinha a mesma expressão fria, Carly estava imóvel sem entender nada e Missy havia sumido.
Sam pegou a mochila e saiu da sala sabendo o que viria a seguir. Antes de ir se baixou e sussurrou no ouvido do garoto:
–Se contar pra alguém amanhã seu apartamento e da sua mamãezinha explodem de verdade.
Pouco depois a professora voltou com Missy e dois funcionários para expulsar a turma do fundo da sala.
–O que aconteceu? –Perguntou a professora vendo os confetes pelo chão.
–Nada. –Respondeu Freddie encerrando o assunto. –Foi só uma brincadeira estúpida que me fizeram.
–Quer ir fazer queixa senhor Benson? –Perguntou um dos funcionários.
–Não. –Disse segurando a fúria olhando a caixa sobre a mesa.
Na volta pra casa, Carly e Freddie discutiam nervosos.
–Eu não entendo, Freddie você disse que queria dar um jeito neles e por que não falou o que houve?
–Por que isso não iria fazê-los serem expulsos.
–Isso não, mas ia juntando fatos, de suspensão em suspensão nos livramos deles.
–A Samantha sabe onde eu moro, me ameaçou a mim e minha mãe!
–Freddie tem que parar de ter medo deles. Sabe por que a Sam pega no seu pé? Por que ela sabe que você tem medo dela, tem que enfrenta-la.
–Não vou arriscar. Minha mãe e eu já perdemos de mais por causa dessa gente.
–Freddie a Sam é só uma garota...
–Não é! Ela é má! Viu o jeito que ela me olhava segurando aquela caixa? Ela é capaz de tudo!Sei disso! Não se esqueça de tudo de ruim que ela já fez... Que ela já me fez!
Carly suspirou.
–Ta, Freddie, ela é tão perigosa que soltou confetes na sua cara.
Carly entrou no apartamento vencida. Sentou no sofá e encontrando o irmão desabafou:
–O Freddie não supera a morte do pai.
–Claro com repórteres enchendo o saco dele pra falar disso... –Falou o jovem que estava no sofá tomando uma sopa esquisita.
–E você precisava ver a piada ridícula que a Sam fez com ele hoje... Aquela idiota!
–A loirinha? Outro dia vi ela no mercado com a mãe. Meio louca, mas legal.
–Falou com ela?
–Claro! Até a convidei para almoçar aqui qualquer dia!
–Você não fez isso...
–Por que não?
–Ela é uma rebelde, vive arrumando encrenca, não pode bota-la aqui. Sabia que ela ameaçou o Freddie hoje?
–Nossa! Vou falar com a mãe dela!
–Spencer fica longe dessa história ta? Ela já zoa o Freddie o suficiente, ta bem?
–Ela parece ser legal, muito engraçada.
Carly riu do irmão e subiu as escadas triste. Nada a machucava mais do que ver Griffin contra ela.
Durante o ensaio da banda, Sam mal conseguia parar de rir com sua piada triunfal. Nem ela esperava aquilo tudo.
–Serio, o garoto achou que eu ia matar ele na frente da sala toda.
–Acho que você pegou pesado. –Disse Brad que lia um livro sentado em um puff. –E ainda correu risco de levar suspensão.
–Pegou pesado? –Perguntou Griffin. –E o balde de sangue de galinha que jogamos nele e no Gibby na sétima serie? Aquilo sim é que foi de mais, o Gibby gritando, o Freddie tremendo de raiva. (risos)
–Não, e no ano passado que a gente sabotou o composteira dele e as minhocas saíram voando pela sala -Lembrou Jonah. -A Carly gritando feito louca “Tem minhoca na minha cabeça” Achei que ia morrer de rir.
–Ah, mas nada se compara quando a Sam disse que ia fazer um ato de caridade, — Shelby engasgava com os risos. — e beijou ele na frente de todo mundo depois de falar que ele era bv!
Eles gargalharam alto como loucos. Quem os visse diria que estavam sobre efeito de entorpecentes. Brad se deixou levar pelos risos.
–Essa eu tenho que agradecer ao Griffin que descobriu isso com a monte de ossos da Carly e me contou!
–Tem um vídeo na net, não tem? –Perguntou Brad rindo discretamente.
–Tem sim! -confirmou Shelby -A cara de nada dele! Impagável!
–Não sei como teve coragem de beijar ele! –Jonah fez uma careta. -Eca!
–Eu tinha doze anos, comia até barro naquela época, beijar aquele animal não foi grande coisa. Hoje eu não faria isso.
–Menos mal. –Murmurou Brad.
–Brad você hoje ta mais chato do que nunca. – Falou a loira se pondo na frente do amigo. –Escolhe uma musica pra gente cantar pra você, vai.
–Não o rock de vocês é pesado de mais.
–Nesse caso escolho por você. –Falou Griffin se levantando. -Vai ser Numb, Likin Park
–Perfeito! –Exclamou a garota pulando para o palco improvisado.
–Vamo detonar loirainha! – Berrou Jonah sentando atas da bateria.
A letra tinha tudo a ver com eles. Eram amigos a muito tempo, mas o motivo que os unia estava longe de ser só amizade.
Eles tocavam e cantavam bem. Sam tinha uma voz perfeita, e muita técnica. Ela cantava desde os quatro anos na Igreja, e passou a tomar aula de música no centro comunitário com os amigos.
Juntou-se com os amigos aos 12 anos e criou a banda Purple. O nome é uma referencia as roupas que usavam quando cantaram juntos pela primeira vez. Estavam todos coincidentemente de roxo.
Shelby era baixista da banda e Griffin o guitarrista. A falta de um tecladista os fazia ter que usar um músico pago nas pequenas apresentações que faziam.
Acabado o ensaio eles foram estudar, e por volta das nove horas retornaram cada um as suas casas.
Sam saiu do banho, pôs o pijama e sentou com um notebock nas mãos ao lado da amiga que assistia TVsentada no sofá. Shelby morava com Sam desde os 10 anos quando o pai foi preso e a família passou a despreza-la. A mãe de Sam concordou em ficar com a garota já que eram muito amigas.
–Shelby, tira uma foto minha vou postar no Face pra assustar! –Pediu a garota entregando o celular.
–Claro! –a morena riu e tirou a foto. –Puxa, você é tão fotogênica... –Podia ser modelo...
–Eu não sou essas coisas todas. –Disse pegando o celular. -E ainda que fosse, não venderia minha imagem pro capitalismo alienador!
–Deixa de exagero, por dinheiro eu vendo até meu pai. O problema é que ele de graça já ta caro!
Sam riu um pouco triste abrindo o notebook.
–Shelby, sua tia me ligou ontem e disse que se você quiser voltar a morar com ela, está de portas abertas. –Sam postava a foto evitando olhar a amiga.
–Ela se separou do marido. É sempre assim. Ai eles voltam e eu tenho que sair. Mas não se preocupa não amiga, ano que vem eu faço 18, e vou morar sozinha.
–Não fala bobagem, sabe que gosto de ter você aqui. Mas tinha que te dar o recado!
–Sei, mas eu não me sinto bem. Quero ter meu canto. Já juntei uma grana e ano que vem eu to vazando de Seattle.
–E a escola?
–Não preciso dessa droga. Vou pra Espanha, tem uma mulher que disse que eu poderia ser modelo la e...
–Isso é cilada. –a loira sobressaltou-se -Você fica aqui e esta decidido, ouviu? Quando acabarmos a escola vamos pra uma faculdade e mostrar pra toda essa gente que nos olha torto que também podemos ir longe!
–E será que podemos Sam? Com tanto preconceito. Ontem fui fazer um cadastro na biblioteca e quando dei o endereço daqui o cara inventou que o sistema tava travando e me mandou voltar no mês que vem!
–Pois vamos la amanhã. Todos juntos. Se ele não fizer seu cadastro por bem, faz por mal.
As duas riram.
–Olha só a atualização do Benson no face... “A natureza as vezes esconde as mais podres maçãs nas mais belas cascas.” –Sam ria enquanto lia. -Deve ter comido alguma fruta estragada e agora está com diarreia!
A garota gargalhou.
–Ele não te bloqueou? –Perguntou Shelby
–Não. Acho que por medo. –A loira ria olhando a página. -Como alguém postar algo assim?
–Então ele tem mais medo de você mesmo, pois a mim e aos garotos ele bloqueou.
–Olha o comentário do Gibby: “Pode crer” Ai meu Deus que pessoas imbecis. Cinco loucos curtiram!
–Ele até que ta ficando gatinho. A Missin ta doida pra dar pra ele.
–Argh –Sam fez uma careta. -Gatinho? O Benson? Amiga fica longe das drogas, ta? A Missin é uma desesperada.
–Ele saiu do clube de esgrima de regata e ficou tirando fotos com os amigos... Nada mal...Da uma olhada ai, se é que não é isso que você ta fazendo...
–Com certeza, eu que já fui namorada do Michael vou agora ficar olhando fotos daquilo ali. Sonhe!
–Não ta olhando as atualizações dele?-Shelby ergueu a sobrancelha.
–Por que aparece na página inicial... –Sam riu jogando uma almofada na amiga. – Muda de assunto agora! To ficando com nojo! Eca!
–Ta, foi mal... –A morena ria da cara de asco da amiga. –Agora sério, e o Griffin, não rola nada entre vocês?
–Que isso, ele é só meu amigo.
–Mas bem gatinho... –A morena cutucou a amiga com o pé.
–Ah sei la mas não faz meu tipo. É aquele cara tirado a revoltado, mas que toma leite com biscoito servido pela mãe a noite, sabe?
–(Risos) Parece que sim.
–E alem disso acho que ele ainda gosta e muito da Carly. Toda vez que xingo ela ele fecha a cara, vou até parar com isso...
–É bom mesmo ele é legal.
–E você? Quando é que se declara pro Brad?
–Nunca. Aquele lerdo não percebe nem um boi dançando Macarena na frente dele, que saco!
–Me deixa falar com ele...
–Não, eu já to em outra, o cara da lan house me chamou pro cinema amanhã e eu vou!
–Vai mesmo de encalhada já basta eu!
–Você ainda pensa no Michael, não é?
–Claro, mas como amigo. Ele ta mal. Ta morando em NY e parece que virou criminoso perigoso mesmo. Sinto muito por ele...
As duas foram dormir logo depois que Pam chegou do trabalho e ir lhes da boa noite. A mãe de Sam trabalhava numa churrascaria das três as dez da noite. O pai de Sam contribuía mandando um bom dinheiro, mas o mais importante não dava, amor. Morava no Canadá e trabalhava de contador.
Freddie estava sentado aos pés da cama de Carly com um notebook, e em cima da cama estava Missy com outro notebook nas mãos. Carly estava deitada no sofá que tinha no meio do quarto com um Tablet enorme no colo. Estavam estudando no quarto da morena ao som de “This is me” de Demi Lovato, quando Spencer os lembrou de que já estava ficando tarde.
–A Missy vai dormir aqui, e o Freddie mora ai na frente, relaxa maninho! –Respondeu a morena sorrindo.
–Ok, mas nesse caso vão dormir que já é tarde! –Pediu o rapaz devorando uma rosquinha.
–Ok. –Carly observou o irmão sair.
–Freddie, que frase bonita que você postou... –Disse a ruiva deitada de bruços. -Ontem mesmo comprei uma comprei umas maçãs no mercado e uma delas estava estragada. E estava mesmo com ótima aparência, sabia?
–É... –Freddie tentou não rir.
–É uma metáfora, Missy. –Corrigiu Carly. Fala de pessoas que aparentam ser uma coisa, mas são outras.
Freddie afirmou com a cabeça.
–Vi num site, achei interessante... –Murmurou o garoto.
Freddie olhava distraído sua página. As atualizações eram as mais hilárias possíveis. Gibby escovando os dentes do gatos, as unhas de Carly pintadas de rosa e Wendy e Jeremy se beijando. E uma foto de uma loira de pijama. Com um rosto de anjo fazendo expressões demoníacas.
–A idiota da Samantha mora numa choupana, é? –Perguntou Missin espiando por cima do ombro de Freddie.
–Missin não gosto de gente atrás de mim quando estou no PC. –Disse o moreno num tom aborrecido e gentil.
–Foi mal. Mas por que não bloqueia esse animal?
–Sei la. –O garoto fechou o computador e se levantou. –Vou indo garotas, até amanhã.
–Precisava ver a foto da menina, Carly... Com um pijama vagabundo devia ter vergonha de postar aquilo...
–Eu vi. Tenho todos daquela escola no Face.-Respondeu a morena sorrindo gentilmente. -Missin se você quer ser popular, tem que começar aceitando qualquer pessoa que você conheça no face. Amigo ou inimigo.
–Vou escovar meus dentes. –A ruiva levantou com a expressão vazia. “Se você quer ser popular” Pensou. “Metida”.
Freddie entrou no seu quarto e ficou olhando o porta-retratos com a foto do pai. Parecia muito com ele. Sorriu involuntariamente. Ao lado da foto, a caixa preta que ela não fazia ideia do por que havia trazido. Abriu a caixa. O palhaço pulou novamente ao som da musica que durava alguns segundos. Os confetes era necessário repor.
–Quem te deu isso, Freddie?
Ele se virou para a mulher que o encarava sonolenta da porta.
–Um amigo, mãe.
–Que amigo?
–O Jeremy...
–Que presente de mau gosto. Aqueles ratos do subúrbio fabricam isso. –Disse a mulher com expressão fria. -Seu pai recebeu um desses pouco antes do acontecido. Uma cobra pulou da caixa espalhando tinta vermelha na cara dele. Joga isso fora. Boa noite, meu bem.
Ela sorriu e saiu do quarto do garoto tão silenciosamente quanto entrou.
Freddie estremeceu. Guardou a caixa numa gaveta e enviou um torpedo ara Carly:
“Me encontra amanhã cedo na porta do sala do Franklin”
Notas finais
No próximo capitulo, nasce o conexão Seattle e surgem pistas ocultas do caso PlayBack! bjos
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