Conexões Ilícitas
21 Verdades
Notas iniciais
Capítulo vinte – Verdades
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“Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.”
– Friedrich Nietzsche -
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Elizabeth Lily Swan Cullen chorava a plenos pulmões. O hospital onde nascera, uma clínica particular próximo à residência de seus pais estava vazia, mas cheia de expectativa pelos membros da família Cullen que ali estavam. O pequeno bebê tinha nascido há algumas horas, e apesar de ser prematura a pequenininha, Elizabeth veio com uma saúde abençoada. Sua pele era tão pálida quanto à de seus pais, seus cabelos apesar de ralos, era notável o tom avermelhado, seus olhos, ainda nebulosos pela descoberta do novo mundo, aparentava serem amendoados, castanhos com pequenos pontos verdes.
Porém, não era a claridade, a esterilidade do hospital/clínica que perturbava a pequena Elizabeth, era como se a pequena menina soubesse que havia algo errado com a sua mãe Isabella. A jornalista, apesar de jovem e com uma boa saúde, tivera uma gravidez marcada por problemas.
No terceiro mês foi identificado um quadro anêmico, logo depois, no quinto mês de gestação, foi diagnosticada com hipertensão, esta específica de gestação. Contudo, o pior problema ocorrera mais cedo aquele dia, que acabara trazendo a pequenina Elizabeth, fora o deslocamento prematuro da placenta. Eram problemas demasiados para uma mulher tão jovem como Isabella, e principalmente na sua primeira gravidez.
Edward que já experimentara a muitos anos o que era ser pai, estava dividido em suas emoções. De um lado feliz pelo nascimento da sua mais nova princesinha, mas desesperadamente preocupado com a saúde de sua esposa.
Era confuso, complexo e complicado, o sentimento que o político sentia por sua esposa. Havia cumplicidade, mas também havia desconfianças. Havia fidelidade, mas também havia traições. Mas havia algo na relação entre eles que superava as adversidades, era inexplicável, irracional, atordoante, paralisante.
E era justamente este misto de sentimentos, de reações que parecia deixar Edward ainda mais inquieto. De calças jeans e camiseta – roupas tão destoante de sua personalidade e postura, que emanava poder e segurança -, o político andava de um lado para o outro no pequeno espaço da área de espera da clínica, sob o olhar atento de sua família.
Esme, não era o tipo de mulher muito religiosa, mas frequentava a igreja e participava de grupos da mesma, rezava baixinho com o seu terço de madrepérola e ouro. Jane, que sempre fora muito apegada ao pai, e tinha uma relação estreita com a madrasta estava com seus olhos vidrados em seu tablet lendo tudo o que podia sobre a situação da jornalista. Alec, que deixara a prefeitura para ficar ao lado de sua família, estava sentado em um canto com Angela em silêncio. Carlisle que para todos os efeitos era médico acompanhava cada detalhe do que acontecia com a sua nora.
Alice que tivera bebê há poucos meses, e que também fora cheia de complexidade, estava ali para apoiar o seu irmão.
– Calma, Edward. – pedia constantemente a mulher ao seu irmão. – Vai dar tudo certo. A Isa é uma lutadora, ela vai passar por isto. – dizia enquanto esfregava carinhosamente as costas do irmão.
Alice e Edward, apesar da diferença de quatro anos entre eles, os dois eram muito próximos. Eles se conheciam apenas por um olhar; e como psicóloga Alice conseguia ler ainda mais o seu irmão. Óbvio que ela não tinha plena consciência da relação entre Edward e Isabella, mas ela tinha uma ideia. Ela desconfiava, corretamente, da infidelidade dos dois, contudo, ela conseguia vislumbrar traços de um relacionamento saudável entre eles algo que ela tinha há anos com Jasper.
A preocupação genuína, algo que ele nunca demonstrara a Tanya, um carinho, um respeito atípico, com certeza, mas ainda assim presente e constante era atordoante para Alice, que já vira o seu irmão encantado por diversas mulheres, mas nunca verdadeiramente apaixonado. Desde que ele e Isabella assumiram o seu relacionamento, Alice vem observando o seu irmão, no começo ela achava que fosse só um encantamento, o casamento um belo ato, mas ali no momento da adversidade, de um risco de vida, ela notou algo surpreendente e principalmente inquietante, especialmente para Edward.
Alice notou que havia amor nas atitudes dele, um amor diferente, egoísta, se comparada com o que Jasper sentia por ela, mas ainda assim era amor. E notar que seu irmão sentia isso, irradiou em Alice uma esperança, talvez, ainda existia solução para Edward.
Quem chegara à mesma conclusão, mas ainda com o pé um pouco atrás, principalmente com relação à Isabella, era Carlisle, que reconhecia a si mesmo na preocupação do bem estar da esposa no filho. Carlisle, já reconhecera que Isabella era uma espécie de contrapeso de Edward, quase sua versão feminina, e era justamente por se parecerem tanto que o loiro temia o futuro dos dois, em destaque para Isabella, que facilmente podia usar seu charme e convicção contra Edward. Carlisle pedia aos céus que não. Que juntos eles conseguissem tudo.
O céu era o limite para Edward e Isabella.
– Porra! Eu preciso de um cigarro! – exclamou o político já se retirando para o pátio do hospital. Apesar de odiar o cheiro de cigarro, Alice seguiu seu irmão.
– Edward! Espera! – pediu.
O político suspirou pesadamente.
– Alice, por favor. – implorou derrotado, sendo abarrotado pela brisa fria em seu rosto, quando alcançou o pátio externo.
– Edward. – começou calmamente Alice. – Eu sei, não é fácil esse momento. Jazz me disse como ficou no dia em que Matthew nasceu. Você, inclusive, estava lá, você viu! – exclamou. – Minha situação ainda era pior: eu não podia ter filhos, tudo na minha gestação deu errado, e não venci? Isabella também vai conseguir, eu sei disso! Isso tudo é só... – levantou seus pequenos ombros. – tinha que acontecer.
Edward fechou seus olhos, resistindo à vontade de protestar contra a sua irmã.
– Obrigado Al. – falou afastando-se enquanto retirava um cigarro do maço. Alice que notara que aquela era a sua deixa, sorriu melancolicamente e deixou Edward sozinho. O político sabia que estava sendo irracional, que Isabella sairia daquela situação. Mas essa insegurança, essa inconstância era nauseante. Edward odiava não ter controle da situação.
Um. Dois. Três. Cinco cigarros, Edward fumara no prazo de 30 minutos. A nicotina não era suficiente para tranquiliza-lo. Na verdade ele não queria mais fumar, ele também não queria entrar na clínica e sentir a esterilidade do ar. Ele queria estar na sua casa, possivelmente sobre os lençóis de algodão egípcio com a sua Bella, nua, consumindo pelo desejo, tendo aquele sexo desenfreado e único que sempre faziam.
Pela primeira vez em sua vida Edward, sentiu vergonha, nojo do seu desejo sexual, da ânsia por intimidade. Afinal, como podia ele naquela situação em que sua esposa, sua Bella, estava quase morrendo pensar somente em si. Seria ele assim tão egoísta? Um arrepio o atravessou, um inquietante pensamento acompanhou: será que ele precisava tratar sua necessidade, ânsia por sexo? Será que ele precisava de mudança? Será que ele era o problema?
Edward estava tão perdido em seus próprios pensamentos, em sua própria miséria que não notou Alec aproximando-se dele.
– Pai? – chamou baixinho o rapaz. O Senador lentamente levantou a cabeça em reconhecimento. – A Dra. Hills e o Dr. Johnson querem falar com você. – falou calmamente. Edward assentiu. – Parece ser boas notícias. – completou com um sorriso, mais uma vez Edward assentiu em reconhecimento.
Apesar do tom leve das palavras de Alec, os passos do Senador eram pesados e arrastados, o político andava como se tivesse indo para a forca. A sua própria execução.
Sua mãe, Esme, que interrompera a sua oração sorria amorosamente. Seu pai também tinha um semblante de alívio, muito parecido com o de Jane, Angela e Alice que estavam juntas em um canto conversando. Porém, mesmo com o clima leve Edward não se deixou contagiar. Os médicos que acompanharam a situação de Isabella desde o inicio, apesar de aparentarem cansaço, pareciam satisfeitos, o que de fato conseguiu tranquilizar o político. Pelo menos momentaneamente.
– Senhor Cullen, por favor. – disse a Dra. Hills indicando a saleta onde os três teriam mais discrição.
Edward limitou-se a assentir em resposta. Cada um dos médicos sentou em uma das poltronas marrons, deixando o político com o sofá, do qual ele não gostou, sentiu-se vulnerável ali, algo que ele definitivamente odiava. Tomando uma respiração profunda o político aguardou o que os médicos tinham a dizer.
Megan Hills, a obstetra de Isabella começou:
– Senhor Cullen, sei que o dia hoje foi cheio de surpresas agradáveis e outras nem tanto. Sei também que tanto o Senhor, quanto Isabella, não esperavam a pequena Elizabeth tão cedo, mas ela veio para nos encher de alegria. – disse cheia de gracejos.
– Doutora, me perdoe, mas não quero saber isso. Sei que a minha filha está bem, quero saber da minha esposa. Como está Isabella? – exigiu o político.
– Agora ela está estável. – respondeu o Dr. Daniel Johnson. – Mas ela deve ficar em observação por alguns dias, Senador. Isabella teve diversos problemas ao longo da gestação, e diante do deslocamento precoce da placenta, devemos ficar atentos para que não apareça nenhuma infecção, o que no estado atual dela pode vir a ser fatal. – completou sem meias palavras o médico.
– E isto é boas notícias? – inquiriu ironicamente Edward.
– São as melhores que podemos dar. Ainda mais diante dos acontecimentos durante a cirurgia. – ponderou o cardiologista.
– Acontecimentos? Que acontecimentos? – vociferou o político levantando-se de seu lugar no sofá e começando a caminhar de um lado para outro na sala.
Os dois médicos trocaram um olhar.
– Senador, Isabella teve uma parada cardiorrespiratória...
– O quê? Por que estou sabendo disto só agora? Mais de 12 horas depois que a minha filha nasceu? – questionou cheio de fúria.
Novamente os dois médicos trocaram um olhar.
– O Dr. Carlisle... – iniciou a Dra. Hills.
Edward bufou.
– O Dr. Carlisle – começou cheio de ironia. – não é marido, ou pai de Isabella, a única pessoa que tem autoridade para definir o que acontece a Isabella, sou eu! Marido dela. Não o Dr. Carlisle! – vociferou. – Portanto, que fique claro se algo acontecer a Isabella, seja uma sequela ou uma cicatriz que ela não goste eu vou fazer de tudo para acabar com essa clínica e com a carreira de vocês! Sequer vocês chegaram perto de um corpo humano na vida de vocês. Nunca mais! – ameaçou com propriedade.
Os médicos limitaram a assentir a cabeça em concordância.
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Felizmente a recuperação de Isabella ocorreu sem intervenções. Sua pressão estava estabilizando e nenhuma infecção fora detectada. Seu problema anêmico estava sendo monitorado. Depois de quinze dias cheios de reviravoltas, tristezas, preocupações e alegrias, Isabella e Elizabeth foram para casa.
Edward que apesar do seu cargo, ficou ausente do Capitólio nas últimas duas semanas, contudo com as eleições aproximando-se, havia algumas coisas em sua agenda que ele deveria cumprir. O topo de suas obrigações estava uma nova reunião – a portas fechadas com o presidente.
Instruindo uma enfermeira, uma babá e a sua própria mãe, Esme, para assumir todas as responsabilidades que poderia ocorrer em sua casa, Edward seguiu primeiramente para o seu Gabinete no Russell Senate Office Building.
A ausência de Edward nos últimos dias não cessou a atividade em seu Gabinete, e Victoria, chefe do mesmo, ficou incumbida a cuidar de tudo, seja relacionado às atividades senatoriais de Edward, quanto as possíveis alianças para a eleição.
A seriedade de Edward era um grande alivio para todos os funcionários, que estavam sofrendo com o mau-humor e a ruindade de Victoria, que a cada dia ficava mais e mais recalcada por se ver cada dia mais distante do objetivo de estar ao lado de Edward, como sua mulher. A ruiva já odiava a pequena Elizabeth antes mesmo de nascer, e seria uma mentira se dissesse que ela não desejou a morte de Isabella durante todo o período que ela ficou internada.
Outra coisa que não estava nada bom para a ruiva era o seu casamento com James Collins. Se antes eles tinham uma cumplicidade, uma maneira de conviverem pensando no interesse individual, mas de forma mútua, agora não existia mais isso. James estava focado, quase alucinado em conseguir qualquer coisa que fosse contra Edward. Ele estava tão obcecado em acabar com o Senador que até mesmo seu rendimento no The Washington Post havia caído consideravelmente. Riley que conhecia James o suficiente temia os próximos passos do jornalista.
Edward cumprimentara a todos com frieza, e sem qualquer palavra de Victoria que falava algo que ele não prestava atenção, o político entrou em seu escritório que para a sua surpresa estavam ali, o aguardando: seu pai, Carlisle, seus filhos Alec e Jane, e seu cunhado Jasper.
– Wow! – exclamou ligeiramente atordoado. – Qual o motivo desta comitiva? – questionou desabotoando o único botão de seu blazer cinza escuro e ocupando o seu lugar atrás da mesa de madeira de lei.
– Você sabe o motivo Edward. – divertiu-se Jasper. – Você pode ignorar os rumores, e até mesmo fingir que não sabe de nada, mas não para nós. – ponderou o Senador do Texas.
– Vocês sabem que não tenho certeza de nada. O presidente não deu nada a entender. E rumores, vocês sabem, são apenas rumores. – provocou Edward.
Carlisle fechou seus olhos em fenda e estudou o filho.
– Ele já te fez a proposta. – disse sem nenhuma surpresa Carlisle.
Edward encarou os orbes azuis de seu pai. Apesar de serem tão diferentes Carlisle e Edward se entendiam muito bem, era nestes momentos de silêncio que pai e filho melhor se compreendiam.
– Não formalmente. – concordou o político. – Ele mandou o Brown no hospital há uma semana com um bilhete, e depois nos falamos por telefone brevemente, onde ele indicou o interesse de me ter como vice nas próximas eleições.
– E você disse o quê? – pediu impaciente Alec.
– Nada. – respondeu Jane. – Você espera que ele peça de maneira mais incisiva.
– Que implore! – divertiu-se Jasper. – Por que tudo isso Edward? Qual a razão? – questionou.
– Você ainda não tem certeza. – pontuou Carlisle, não era uma pergunta, era somente uma contestação de algo que ele, Carlisle, já desconfiava.
– Jane, Alec eu quero que vocês saiam. – pediu Edward. Jasper que conhecia muito bem as razões da hesitação de Edward levantou-se de sua poltrona.
– Eu irei deixar vocês dois conversarem. – ponderou já encaminhando para a porta. Alec e Jane que conheciam muito bem o seu pai, limitaram-se a trocar um olhar, antes de enfim seguir o marido de sua tia Alice.
Mesmo depois que os três deixaram a sala, o silêncio ainda era grande entre Carlisle e Edward, e assim ficou por um bom tempo, até que Carlisle enfim falou:
– Você não sou eu, e muito menos o seu avô, Edward. – declarou o médico, recordando-se de uma longínqua conversa que tivera naquele mesmo Gabinete com o seu pai, da qual Edward, infelizmente presenciara.
Edward riu sem humor, retirando um cigarro do maço que estava em seu bolso.
– A situação era diferente Edward, o governo estava passando por problemas, os escândalos sexuais que rondava a Casa Branca. Tudo era diferente! – exclamou inconformado.
– Mas você ouviu Anthony naquela situação, que um vice sempre será um vice, nunca, jamais o presidente! – vociferou Edward entre uma tragada e outra.
– Edward, Anthony não está aqui! Não é a vontade dele é a sua! – declamou. – Você quer isto, mas fica com aquela maldita conversa em mente! – exclamou inconformado. — Meu filho deixe-me te lembrar duma coisa: eu nunca quis ser político. Presidente, então, jamais. Não foi uma decisão do partido não apoiar a minha campanha, eu que não quis concorrer! Ao contrário de você, você quer isto! Você vive isto e para isto desde quando assumiu esta cadeira.
“Então sim, se você quer, você poderá ser vice e presidente! Mas a escolha não é minha, muito menos de Anthony, é sua. Só você pode decidir isto. Se você está com dúvidas, cancele esta reunião com o presidente, mas não tome uma decisão que amanhã você vai se arrepender!”
Com o término do seu discurso inflamado Edward ponderou as palavras do seu pai. Anthony de fato havia sido o seu mentor, muitas de suas decisões nos últimos anos fora pensando no que Anthony faria, e pouquíssimas no que ele próprio faria, ou no que Carlisle faria.
Carlisle fora muito popular na sua carreira política, até hoje em dia muitos lamentavam por ele não ter se candidato a presidência, simpático, confiável, adorado pelo povo, ao contrário de Anthony, que conseguira muito mais o seu espaço se impondo do que conquistando a simpatia popular. Edward notara nos últimos anos que o povo não seguia cegamente mais ninguém, preferindo muito mais a humildade, a simpatia, a versatilidade, do que a rigidez, a inflexão, a empatia.
Pela primeira vez em sua carreira política Edward compreendeu que era preferível ele ser como Carlisle, a ser como Anthony. Sendo mais parecido com Carlisle o resultado de sucesso era muito mais garantido e satisfatório.
Com um movimento rápido, Edward sacou o telefone de sua mesa.
– Jéssica, eu preciso falar com Thomas Brown imediatamente. – exigiu. A secretária compreendeu a urgência de seu empregador.
– Já repasso a ligação, Senador.
Carlisle observou as ações do seu filho, enquanto este atendia a chamada.
– Tom? Cullen, tudo bom? – questionou em tom amigável. – Sim, sim, felizmente as duas estão excelentes. – o político esperou um pouco. – Sim, obrigado. De qualquer forma estou ligando para cancelar a reunião com o presidente hoje à tarde. – esperou mais um pouco. – Ainda não consegui pensar a respeito. – esperou novamente. – Sim, claro, após o recesso de Ação de Graças será excelente! – exclamou animadamente. – Mais uma vez obrigado. – aguardou. – Para você também. Até mais. – disse enfim finalizando a ligação.
Mais uma vez o silêncio imperou na sala. Depois de algum tempo Carlisle disse:
– Estes próximos 20 dias vão ser definitivo para você Edward. Não tome decisões por mim ou por seu avô, mas sim para você. – pediu. – Lembre-se Edward, você é o senhor do seu destino. Você que escolhe o que quer para si. Não é ninguém a não ser você, e só você! – exclamou o presidente do partido dos democratas levantando-se de sua poltrona e caminhando em direção à porta.
– Pai? – chamou Edward. Carlisle encarou seu filho. – Obrigado. Eu me inspiro tanto em Anthony, que às vezes eu me esqueço de você, e você tem tanta noção de política quanto ele. – riu sem humor. – Eu deveria me inspirar mais em você. – Carlisle deu um sorriso amplo a seu filho.
– Se inspire mais em você, Edward. Você é muito mais capaz que eu ou ele, você é o melhor de nós dois. – refletiu com outro sorriso, antes de enfim deixar o gabinete de seu filho.
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Edward poderia ter tomado a sua decisão com relação à vice-presidência, contudo havia outra questão: as revelações de Aro Volturi. Liam Klotz havia passado ao Senador as gravações feitas na casa de Renée um dia antes do nascimento de Elizabeth, o que não fez o político demandar muito pensamento sobre o assunto. Até aquele momento pelo menos.
Ali na fortaleza, na calma de seu gabinete Edward assistiu mais uma vez aquela asquerosa gravação. Aro Volturi era um homem frio, malicioso, perigoso, traiçoeiro, e esta última característica era a que ele, Edward, mais deveria tomar cuidado. Pois, qualquer passo em falso que ele desse com relação àquele homem poderia ser fatal para si mesmo.
Tendo isto em mente, Edward ponderou suas opções. Quais os próximos passos que ele deveria tomar sem colocar em risco o seu futuro político. Liam já havia incumbido dois de seus melhores homens para ficar em cima de Jacob Black e Leah Jones. Pelas informações dúbias de Aro um ataque daquele lado era eminente. Outra preocupação de Edward e Liam, era a ressalva que Aro dizia ter, que tanto o político, quanto o investigador não faziam ideia do que poderia ser, o que incumbiu a Klotz investigar minuciosamente todas as pessoas ao redor de Edward.
Outro ponto que necessitava atenção era o passado de seus pais, em destaque para o de sua mãe com relação a Aro. Edward ainda estava atordoado com as palavras do criminoso a sua sogra. Teria mesmo Carlisle forçado Esme a casar com ele? Ou mais urgente, teria Esme se comprometido com Aro Volturi? Edward tinha a necessidade de saber sobre isto, mas era uma questão tão delicada e tão complexa que ele gostaria de perguntar para uma só pessoa: Esme, mas que infelizmente ainda não tivera nem a oportunidade, nem o momento adequado.
Sua última preocupação era averiguar o passado criminoso de seu avô que Aro afirmava com tamanha convicção. E era este o seu plano, um encontro com Caius Winter. Porém, este encontro teria que ocorrer de maneira o mais discreta possível, sem chamar muita atenção para si. Pois, se qualquer coisa relacionada a um criminoso aparecesse todas as suas ambições políticas ficariam comprometidas.
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Caius Winter, não era um homem fácil de achar. Suas atividades criminosas limitavam-se há alguns cassinos ilegais, sonegação de impostos e uma minúscula parte do tráfico de drogas, nas regiões ao redor de Chicago. Cabelos grisalhos, profundos olhos castanhos, pele demasiadamente enrugada, se alguém visse o homem andando na rua nunca iria imaginar que fosse um criminoso. Ao contrário de Aro Volturi que tinha no olhar um quê de fora da lei, Caius aparentava ser um policial aposentado.
Numa ação extremamente discreta e calculada por Liam Klotz e Edward, o político conseguiu encontrar-se com Caius Winter no seu escritório, em um armazém que ele tinha numa região afastada e relativamente abandonada de Chicago.
– Eu nunca esperaria um dia encontra-lo pessoalmente Senador Cullen. – ponderou o homem logo após de cumprimentar efusivamente Edward. – Sua família é tão significativa para o nosso Estado, que nunca esperaria que o senhor fosse encontrar com um simples microempresário para conversar. – falou de maneira leve, mas extremamente desconfiado com os motivos que levariam um Senador dos EUA ali.
Edward estudou suas palavras antes de dizê-las:
– Esta não é uma visita política, é uma visita de caráter pessoal, Sr. Winter.
Caius estudou a postura do Senador, enquanto suas palavras faziam coro em sua mente.
– O que de pessoal teria um Senador dos EUA para tratar comigo, senhor Cullen? Minha atividade empresarial não significa absolutamente nada na balança comercial do nosso Estado.
Edward abriu um sorriso torto. Caius era cuidadoso, comedido e principalmente atento às coisas a sua volta. Ele claramente não dava um passo sem ter certeza de onde está pisando.
– Recentemente descobri que o senhor era próximo ao meu avô, Sr. Winter. – disse lentamente o ruivo. – Anthony Cullen, recorda-se dele? – pediu.
Fora a vez de o homem estudar o político. Caius sempre se interessou por política, afinal, para ele políticos eram o exemplo máximo de astúcia, poder e determinação. E neste caso, Edward Cullen era um exemplar fascinante dessa profissão, tendo todas as características que um político deveria ter: determinação, inteligência, esperteza, astúcia, carisma e principalmente transmitia segurança e confiança, algo que para ele era além de essencial, era fundamental. Vital.
– Anthony Cullen? – perguntou retoricamente o homem. – Cullen. Cullen, A., oh sim! Anthony Cullen foi meu comandante no exército quando comecei. Ele era alguns anos mais velho do que eu, mas um homem fantástico. Lembrando agora, acho que ele foi um dos únicos políticos quando prefeito que ajudou a melhorar este lado da cidade. – ponderou pensativo.
Edward fechou seus olhos em fenda. Estava extremamente óbvio que Caius Winter não entregaria nada facilmente, o homem era esperto, sabia reverter qualquer situação em sua vantagem. Era de se surpreender que Aro Volturi conseguira domínio de Chicago contra o Sr. Winter.
– O senhor é esperto, Sr. Winter. – refletiu Edward. – O senhor ainda não confia em mim e por isto fica neste joguinho de “não sei nada sobre isto ou aquilo”. – ponderou fazendo aspas na última frase.
– Desculpe Senador, eu não sei o que você quer dizer. – replicou Caius com falso tom de inocência.
Edward sorriu enviesado, porém por dentro o político estava ficando irritado com esse chove não molha.
– Acredito que temos os mesmos interesses, Sr. Winter.
– E que interesses seriam estes, Senador? – replicou ironicamente.
– Eu sei das suas atividades “empresariais”, Sr, Winter, sei que esta transportadora que o senhor disse ser uma microempresa, que não faz nenhuma diferença na balança comercial do Estado. – sorriu torto, mas sem qualquer emoção transparecendo. – Mas olha que interessante, o que a Receita diria de uma denúncia de sonegação de impostos? Ou o que o FBI faria com o cassino que está funcionando abaixo de onde estamos? Ou talvez, o que a polícia de Chicago falaria dos traficantes que virão daqui a algumas horas buscar a mercadoria para revender? – enumerou Edward, se curvando sobre a mesa, onde Caius Winter estava a sua frente. – Será que isto chamaria a sua atenção?
Caius estudou o rosto do político tentando entender o que ele queria dele. Aquilo não era uma simples ameaça tinha algo a mais, tinha uma urgência, uma ânsia de descobrir alguma coisa.
Instantaneamente Caius recordou-se de um encontro com Anthony Cullen há muitos anos. O pequeno menino de pele clara, cabelos acobreados e grandes e curiosos olhos verdes, que parecia interessado em descobrir o mundo, mas ainda ingênuo demais para esta descoberta que acompanhara naquela situação, em nada se parecia com o homem agora a sua frente, um homem determinado, insensível, cínico, muito parecido com o seu avô Anthony Cullen.
– Em que posso ajuda-lo, Edward? – questionou Caius, abandonando todas as formalidades. – Vir aqui trazendo o nome do seu avô e me ameaçando por causa das... – ele olhou em volta de sua sala. – das minhas atividades, algum motivo deve ter, qual é?
Edward sorriu vitorioso.
– Preciso de duas coisas de você, Sr. Winter. – refletiu o político. Caius assentiu em concordância. – Recentemente chegou ao meu conhecimento que o senhor e meu avô foram “sócios” em suas atividades empresariais, seria verdade? – questionou. Caius notou uma pequena hesitação nas palavras finais de Edward, ali ele notou um vislumbre daquele garotinho que viera com Anthony ali há tantos anos.
– Eu não sei como isto vai alterar alguma coisa Edward, faz muito anos; mas de fato Anthony foi um investidor nos meus negócios, ele não participava ativamente de nenhuma atividade, se é isto que você iria me perguntar. – completou Caius vendo o olhar de Edward. – Anthony era mais um membro da diretoria, ele recebia uma participação nos lucros, mas quando ele tornou-se prefeito de Chicago, ele deixou nossa sociedade. – Edward fechou seus olhos em fenda. – Claro que Anthony ajudou em algumas situações quando precisei, mas era isto. Nem toda a influência de Anthony foi suficiente para me manter “soberano” na cidade. – riu sem humor Caius.
– Aro Volturi. – falou Edward reflexivamente.
– Sim, Aro Volturi, aquele desgraçado. – concordou Caius. – Chegou de mansinho e do dia para noite tomou tudo o que por anos lutei para conquistar. Até hoje não compreendo como aquele bastardo conseguiu tudo com tanta facilidade! Como tive tantos traidores ao meu lado. – bufou inconformado.
Edward estudou o homem, era evidente que existia uma mágoa bem definida com relação a Aro Volturi, e era essa mágoa que ele iria explorar.
– O que me leva a outro ponto que preciso de você, Sr. Winter. – pontuou.
– Que outro ponto? – questionou Caius desconfiado.
– Você quer o domínio da cidade. E eu quero destruir Aro Volturi, isso leva a crer que temos um interesse em comum. – ponderou o político.
Caius surpreendeu com as palavras de Edward.
– Como você pretende destruir Aro, Edward? – bufou com uma risada incrédula. – Acredite, eu tento retomar o poder de Chicago há anos e não consigo, o que te faz crer que você conseguirá? – questionou ligeiramente curioso.
Edward sorriu enviesado.
– Eu tenho alguns meios, mas eu preciso de você para assumir algumas responsabilidades quando estas forem necessárias, será que posso contar com você, Sr. Winter? – questionou o político.
– Isto significa que você não me dará nada agora, mas quando você precisar vou ter que fazer o trabalho sujo. – refletiu o criminoso.
Edward sorriu enviesado.
– Você trabalhou com o meu avô, Sr. Winter, e eu tento fazer como ele. Tento armar todas as peças no tabuleiro para no momento certo usá-las. Contudo, Sr. Winter, eu sou um homem de palavra, depois que o senhor tiver o poder de Chicago, não farei absolutamente nada para atrapalhar a sua força, mas para isto acontecer o senhor tem que estar 100% dentro do que estou propondo. Ambos, sabemos que Aro Volturi é um homem esperto e ardiloso, um passo em falso para nós, poderá ser fatal. – refletiu Edward.
Caius admirou a vitalidade e a paixão nas palavras do político. Edward tinha muito de Anthony, por mais que o último não era claro em suas intenções, sempre abrindo a chance para diversas interpretações. Edward parecia ter muito mais palavra e veracidade em seus atos que jamais Anthony teve.
– Estarei a sua disposição Edward. – disse sem pensar. – E também sei que a sua participação nesse acordo deve ser mantida no mais absoluto sigilo, pelo bem de seu futuro político. – enumerou Caius.
Edward sorriu vitorioso.
– Obrigado, Sr. Winter. – agradeceu o político levantando-se da poltrona onde estava sentado e apertando a mão do homem.
Com despedidas simples o político começou a caminhar para a saída da sala. Caius que tinha um pouco mais de conhecimento sobre o passado dos Cullen do que obviamente Edward tinha, começou a considerar um fato de tantos anos, que parecia sempre tão vivo quando havia um Cullen e Aro Volturi envolvido, e quase sem pensar, como se fosse um pensamento externalizado no momento errado Caius disse uma frase tão vaga, mas o suficiente para fazer Edward parar:
– Muito altruísta da sua parte Edward. Seus pais merecem esta paz. Aro atrapalhou muito a vida dos dois.
– Como Sr. Winter? O que você sabe sobre meus pais? – inquiriu Edward virando para encarar o homem.
Caius sorriu ironicamente. Sem querer Edward acabara de responder a sua dúvida interna.
– Isto, eu deixarei para você descobrir sozinho Edward. Parece que descobrir que vínculo existe entre Carlisle, Esme e Aro, é a sua próxima pauta. – sorriu Caius misterioso. – Todas as suas ações terão ainda mais sentido. Boa sorte, Edward. Espero que nosso acordo ocorra sem qualquer problema. – falou, já se retirando de sua sala por uma porta lateral, não permitindo qualquer palavra do político.
Dizer que as últimas palavras de Caius Winter não ficaram rondando a sua cabeça, seria uma grande mentira. O político optou por inclusive não pilotar o sue avião no retorno a Washington, para ficar pensando no que havia ouvido, e o que já sabia sobre esta misteriosa relação entre seus pais e Aro Volturi.
O político sabia que não podia mais adiar o confronto com sua mãe. Esme teria que dar todas as respostas que ele queria e precisava. Estas respostas eram fundamentais.
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Edward chegou a sua casa de madrugada, e apesar da hora, encontrou a sua esposa, Isabella, velando o sono da pequena Elizabeth, com um sorriso singelo no rosto, não diferente da mulher decidida, determinada e cheia de ânsia de poder que ela era. Por mais que a ainda estivesse se recuperando do susto que passara no parto de Elizabeth, e apesar de nunca ter se imaginado mãe, Isabella ainda não conseguia parar de admirar a pequena criatura que dormia profundamente em seu berço. Seus filhos acobreados contrastavam com sua pele claríssima. O macacão vermelho que ela usava arrematava toda a sua beleza e ingenuidade.
Elizabeth era uma mistura perfeita dela e de Edward. Possivelmente o melhor de cada um deles.
– Você está bem Bella? – pediu o político entrando no quarto da pequena.
– Oi, Edward. – respondeu distraidamente. – Estou ótima, apenas admirando o que sem dúvida é a melhor coisa que já fizemos. – completou suavemente.
– Sim, ela é linda. – concordou admirando mais sua esposa do que a filha.
Edward sempre achara Isabella linda, mas parecia que depois que ela havia dado a luz a Elizabeth ela parecia ainda mais linda as vistas do esposo, e sendo quem era Edward, tinha um desejo latente por sua mulher, por sexo, mas ele não podia satisfazer aquele desejo, não com Isabella pelo menos, e não naquele momento. Contudo, a jornalista conhecia o seu marido, ou pelos menos a parte do seu desejo, e mesmo que ainda tivesse se recuperando do baque dos dias internada, ela gostaria de retribuir Edward por tudo o que ele estava fazendo. Todos os momentos que estavam juntos ele fazia tudo por ela, afinal, Isabella não era boba em achar que Edward não continuava a encontrar com suas amantes, ela sabia que ele não abandonaria suas práticas, mas o fato dele estar ali, para ela e Elizabeth, era algo surpreendente e apaixonante.
Isabella tinha absoluta certeza que ela não se encantaria; se apaixonaria por simples atitudes, como as que Edward nos últimos dias, mas lá estava ela: apaixonando-se pelo lado simples, sensível de um dos homens mais importante e poderoso dos EUA.
– Edward, vamos, você parece exausto! – disse a morena enlaçando seus dedos aos do marido.
Apesar do seu desejo, Edward estava exausto e por isto deixou-se levar por sua esposa. Quando alcançaram o quarto a morena ajudou o marido a despir-se, e ardilosamente a jornalista iniciou uma massagem nos ombros de Edward, que fechou seus olhos e deixou-se relaxar pelo toque suave e cheio de carinho de Isabella.
Evidente que pouco a pouco o político começou a sentir os reflexos tranquilizantes da massagem, que de relaxante passou a ser sensual. Isabella sabia que as suas ações estavam despertando o marido, e por isto não se incomodou e aproveitou o momento deixando ainda mais Edward excitado.
Foi uma consequência natural ver Isabella de joelhos entre as pernas de Edward, trabalhando a combinação sexual entre suas mãos e boca. Lambidas, sugadas, chupadas, beijos eram distribuídos ao longo de toda a suntuosa ereção de Edward, que gemia de prazer. Seus olhos rolavam a cada sugada de Isabella, que mesmo estando vestida, transmitia uma segurança, um desejo inexplicável. Seus olhos castanhos o encarando sobre os seus cílios longos, enquanto o seu membro preenchia os lábios de sua esposa.
Edward, logo começou a sentir os efeitos do desejo que Isabella lhe proporcionava, e por isto que instintivamente começou a movimentar sua pélvis em direção à boca de sua Bella, que como uma participante ativa sugava, chupava com vigor, enquanto manuseava as bolas dele.
As mãos do político se enlaçavam entre os cabelos castanhos de Isabella. O aperto em seu estômago se intensificava, seus batimentos cardíacos estavam rápidos, sua pulsação, pulsava no mesmo ritmo que a sua ereção, e com um urro de desejo o político explodiu seu desejo na boca de sua esposa, que vigorosamente engoliu tudo com satisfação.
Edward ficou hipnotizado com a ação de Isabella, de limpar os cantos da boca com os dedos, mas sem perder a graciosidade e a delicadeza. Somente o vislumbre daquela cena fez mais uma vez o desejo de Edward ampliar-se, contudo o político resistiu de fazer algo além do que ela podia e limitou-se em puxar Isabella para si e capturar os lábios da morena com os seus.
O político sempre considerou beijos a maior forma de intimidade, muito maior do que o próprio sexo. Para ele naquele ato tão simples chamado beijo, era onde todas as defesas caiam, onde a vulnerabilidade tomava conta, e todos os sentimentos que mais desprezava, que ficavam escondidos, se revelavam.
Línguas dançavam, se enrolavam, se seduziam. Lábios sugavam, acariciavam, encantavam. Era sensual, apaixonado, profundo, sôfrego, desejável. Dedos enrolavam-se, trançavam-se entre os cabelos. Seus corpos cada vez mais próximos, acalentando-se, aquecendo-se, desejando. Toques, beijos, carinhos, suaves arranhões, pequenos chupões, uma sinfonia de desejo e ânsia. A sensualidade estava presente em cada mínimo ato. Isabella ardia por mais. Edward queimava para um contato mais íntimo.
Mãos deslizavam pelo peito, abdômen e enfim agarrando a ereção de Edward. As dele massageavam com um cuidado surreal os seios de Isabella, inchados pela amamentação de Elizabeth, e encontrava com mais delicadeza ainda seu centro quente e úmido.
O desejo era latente, mas proibido, e ambos sabiam disso, mas ninguém conseguia se afastar.
A distância era grande, incomoda. As roupas obstáculos intransponíveis. Era atordoante o desejo, Edward e Isabella pareciam adolescentes esfregando-se para satisfazer um desejo tão adulto, tão voraz. Ambos suspiravam, ansiavam, queriam. Toques que eram contidos e relaxados, passavam a ficar ousados e firmes.
Isabella queria sentir Edward, e ela odiou o fato de que não podia. Edward também odiava isto, tanto que em uma ação surpreendente o político afastou o rosto da esposa de perto do seu e colocou-o entre as pernas dela, e o dele entre as suas. Num clássico 69.
A jornalista compreendeu as ações do marido, e mais uma vez com uma vigorosa ação capturou o suntuoso membro de Edward com a boca.
Sugadas de um lado, lambidas de outro, chupadas distribuídas, suaves mordidinhas retribuídas. Movimentos da parte dela de cima e para baixo. Dedos entrando e saindo da parte dele. Ela sugava a glande, ele massageava o clitóris. Pouco a pouco a edificação do desejo aumentava. Apertos no estômago sinalizando o orgasmo vindo. Vigorosas ações, a ânsia para a explosão.
Pulsação acelerada. Batimentos rápidos. Respirações entrecortadas. Todos os sintomas do momento decisivo. Mais uma sugada de cada lado, uma chupada, uma mordida. Isabella chegou ao seu ápice primeiro, Edward ao sentir o sabor de sua esposa em seus lábios, não conseguiu segurar e pela segunda vez naquela noite o político explodiu o seu desejo na boca de Isabella, que mesmo ainda curtindo o seu orgasmo conseguiu engolir tudo o que ele lhe dava.
Depois do ápice do desejo, o casal caiu exaustos um ao lado do outro na cama. As suas respirações pesadas ecoavam pelas paredes do quarto. A onda de desejo que os havia consumindo pouco a pouco diminuía.
– Bella? – chamou Edward depois de um tempo, quando já estava recuperado.
– Hm... – resmungou cansada a morena. Imediatamente o político sentou-se preocupado com a esposa.
– Você está bem? Foi muito esforço? Se machucou? – perguntou em um rompante.
– Eu estou bem Edward. – tranquilizou a mulher. – Não sou tão frágil assim. – divertiu-se com um sorriso compassivo.
– Eu sei que sim. – concordou, deslizando os dedos pelos cabelos castanhos da morena. – O que você acha de um banho de banheira para relaxarmos? – questionou baixinho com um sorriso enviesado.
– Hm... acho que vou ter que aceitar esse convite. – sorriu a jornalista.
Edward preparou o banho para os dois, e com a água quente ambos curtiram o momento de tranquilidade, com uma conversa leve e suave. Risos, carinhos, beijos. Edward e Isabella pareciam um casal comum, compartilhando um momento de tranquilidade, felicidade, paixão.
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A manhã seguinte veio rápido. Edward acordou cedo e passou longos minutos admirando a beleza de sua esposa adormecida, contudo os seus pensamentos estavam longe. Refletindo sobre todos os eventos ocorridos nas últimas semanas. Aro Volturi era um perigo que precisava ser contido, mas por enquanto ele tinha que saber outro lado de uma história que ainda lhe era perturbadora.
Deixando a morena adormecida o político trocou-se e seguiu para a academia que tinha em sua casa. Por uma hora o político correu na esteira, levantou alguns pesos, suou, mas seus pensamentos não deixavam seus pais e Aro Volturi.
Desistindo o político voltou ao seu quarto, tomou um longo banho, e depois de vestir um bem cortado terno negro, pareado com uma camisa roxa e gravata lilás seguiu para a casa de seus pais. Ele sabia que não encontraria Carlisle naquele horário, somente sua mãe Esme, que era justamente quem ele gostaria de encontrar, que ele encontraria na casa onde passou boa parte de sua infância.
Com calças jeans, uma camisa de estampa florida, e luvas de jardinagem a mulher estava concentradíssima cuidando de seu jardim, porém ao ver seu filho se aproximando largou sua atividade.
– Edward, querido, o que você faz aqui há esta hora? Aconteceu alguma coisa com Isabella? Elizabeth? – preocupou-se a elegante mulher enquanto retirava às pressas as luvas de jardinagem.
– Bom dia, mãe. Tanto Isabella, quanto Elizabeth, estão bem eu vim até aqui para conversar com você. – disse o político.
– Isto parece sério. Vamos entrar, tenho certeza que você ainda não comeu nada, não é mesmo? – provocou a mulher.
Edward sorriu enviesado, com a assertiva de sua mãe.
Na ampla cozinha Esme preparou um café para o filho, colocando pães e outros quitutes. Enquanto tinham um conversa leve, mãe e filho partilhavam um tempo que há muito não tinham, com uma leveza estrangeira para a conversa que teriam logo, e Esme conhecendo o seu filho tão bem sabia que a urgência que ele apresentava ao chegar à sua casa, e em suas ações. Quando enfim Edward terminou de comer, Esme sabia que não podia mais adiar o assunto que o levara ali.
– Edward, eu sei que não foi o meu café que o trouxe aqui. Você disse que gostaria de conversar. O que seria? – questionou a mulher lhe servindo mais uma xícara de café.
O Senador sorriu enviesado. Sua mãe era muito direta, assim como ele.
– Como você conheceu meu pai? Nunca soube a verdadeira história de vocês. – disse o político.
Esme fechou seus olhos em fenda, desconfiada da pergunta do filho.
– O que isto significa agora? Por que você quer saber disto nesse momento? – replicou Esme. – Se fosse Alice, eu iria apostar que ela estaria preparando nossa boda de ouro, mas você, Edward, você não é Alice, qual o motivo da pergunta? Que interesse você tem sobre isso? – questionou a mulher ardilosamente.
– E por que você está fugindo da pergunta mãe? Que segredo tem esse conhecer seu e de Carlisle? Por que tanto mistério? – rebateu Edward, descruzando suas pernas e curvando-se para frente para ficar mais próximo de sua mãe.
– Eu questionei você primeiro Edward. – contestou Esme, tão inflexível quanto o seu filho em tantas situações de pressão. – Por que este interesse repentino?
Edward estudou o rosto de sua mãe. Ele sabia que se ele não fosse direto e claro, Esme nunca daria o que ele queria.
– Que história existe entre você, Carlisle e Aro Volturi? – perguntou sem rodeios, mas o político antes de Esme protestar emendou: — E não venha com esta de que não há nada, que eu tenho provas de que houve e há alguma coisa. Eu preciso da sua sinceridade mãe. – pediu cheio de urgência.
– Eu não faço ideia do motivo de você está revirando o passado Edward, ou trazendo o nome desse homem numa conversa, mas te garanto que não houve nada! – rebateu sem ressalvas Esme.
Edward suspirou pesadamente, apoiando seus cotovelos sobre seus joelhos. Esme estava rígida em sua cadeira observando as reações do filho.
– Esme. Mãe, eu preciso saber! – exclamou. – Esse homem que você tanto se recusa a falar planeja foder com a minha vida. Ele está colocando pessoas próximas a ele no meu círculo pessoal. Ele esta decidido em acabar com nossa família, eu preciso saber o porquê, e pelo que eu entendo deve ter alguma coisa envolvendo você! Por favor, mãe seja sincera! – implorou.
– Círculo pessoal? – questionou Esme, recordando-se que no casamento de Isabella e Edward por um breve momento ela achou que tinha visto Aro Volturi. – O que você quer dizer com círculo pessoal? Teria Isabella alguma relação com Aro? – pediu afastando toda e qualquer rigidez que apresentara anteriormente.
Naquele momento Edward sabia que teria que dar uma pequena grande verdade a sua mãe, verdade que claramente mudaria os rumos daquela conversa.
– Bella é filha de Aro Volturi, mãe. – disse lentamente, mas antes que a mulher exclamasse sua surpresa completou: — Mas ela não sabe. Nunca soube. – completou.
Esme abriu sua boca, mas não emitiu nenhum som. A mulher estava embasbacada, atordoada. A veracidade daquela sentença era atordoante, paralisante. Instantaneamente ela pensou em como Renée, uma mulher que parecia tão séria, tão agradável seria capaz de fazer algo assim com a própria filha, como ela poderia se deixar envolver com Aro, mas imediatamente ela se reprendeu por este pensamento, porque ela também se envolveu com Aro, se envolveu de uma maneira tão profunda que até hoje, pelo jeito, carregava as consequências.
Depois de alguns minutos, Esme enfim disse:
– E você acha que Isabella irá lhe prejudicar? Se ela tem uma relação...
– De sobrinha. – falou reflexivamente o político.
– De sobrinha com Aro, poderá ser usado contra você? – perguntou Esme preocupada com o filho.
– Não, eu não acredito nisso. Ela já me confessou a algum tempo que se aproximou de mim por interesses profissionais, e um pequeno incentivo de Aro, mas que já não era mais assim. – afirmou Edward.
– Você tem 100% de certeza disso? Edward... – começou Esme, mas o político interrompeu:
– Mãe, eu confio em Isabella, ela não vai me causar um problema, mas Aro vai. Não é só a minha esposa que tem uma relação com ele, tem mais alguém, só que para compreender os motivos eu preciso saber o que aconteceu com você e ele, mãe. Eu sei que tem alguma coisa, e eu preciso saber o que foi, e que raiva é esse que ele sente por nós! – enumerou com urgência.
Esme estudou o rosto de seu filho. Ela sabia que Edward tinha o direito de saber a história por trás daquela perseguição, mas ela temia que espécie de julgamento seu filho poderia fazer.
– Edward, antes de lhe dizer esta maldita história, apenas me prometa que não vá julgar a mim ou seu pai. Éramos jovens, um pouco afobados e principalmente apaixonados, e com todas essas constantes nossas ações são sempre estúpidas, inconsequentes, e claramente as nossas também foram. Afinal, somos apenas humanos. – discursou a mulher relativamente emocionada.
– Eu não irei julgá-la mãe, mas eu preciso saber o motivo. Eu preciso compreender os motivos mãe, para me preparar para um golpe, que com certeza virá!
Esme fechou seus olhos e respirou profundamente.
– Bom, a família de Aro era vizinha da minha quando nos mudamos para Chicago. Era difícil se envolver com outras pessoas, quando você passou muito tempo em uma cidade pequena onde todo mundo se conhece. Os Volturis também tinham vindo de uma cidade pequena, o que acabou aproximando nossas famílias. – iniciou a história.
“Eu tinha 14 anos, Aro 15, ele era um menino” – riu sem humor presa em lembranças do passado. – “ele era tímido, introspectivo, quieto, quase não falava e se envolvia com qualquer coisa menos ainda. Mas ele do jeito dele era gentil, atencioso, cuidadoso. E foi justamente isto que me aproximou dele.” – sorriu lembrando-se daquele momento tão passado. – “Eu voltava da escola chateada com umas meninas, quando passei por uma pedra com a bicicleta, na hora fui ao chão, me machuquei toda, mas o pior era o corte que havia feito na cabeça. Sangrando ali sozinha entrei em desespero, mas então, Aro apareceu.”
Esme fechou seus olhos, recordando-se com detalhes daquela tarde, tarde que fez mudar tudo, mesmo depois de mais de 50 anos.
– Ele fez uma força surreal para me levar a um hospital, ficou ali comigo, mesmo depois que meus pais chegaram. Foi então que começamos uma amizade, que apesar de tudo era sincera. – ponderou. – Não olhe assim, Edward. – repreendeu a mulher. – Nem sempre ele foi um criminoso, uma pessoa terrível, ele era uma boa pessoa. – reafirmou.
– Mas de alguma forma ele mudou mãe, continue, isso não parece ser o suficiente para esse ódio. – completou ligeiramente entediado.
– Sim. – sorriu Esme sem humor. – Eu e Aro nos tornamos amigos, andávamos sempre juntos, éramos vizinhos, passávamos muitos dias, horas, noites conversando. Foi meio natural que as nossas famílias começassem a pensar no nosso casamento. E tanto eu, quanto Aro, aceitamos isso, para nós era algo natural, afinal quer algo melhor do que casar com seu melhor amigo? – questionou retoricamente.
“Quando tínhamos 17 e 18 anos começamos a namorar. Naquela época era diferente, mas saíamos juntos, estávamos planejando o nosso casamento. Tudo corria bem. Aro começou a trabalhar num armazém, que inclusive,” – riu sem humor. – “Anthony era sócio.” – Edward rapidamente compreendeu que o tal armazém era onde Caius Winter mantinha suas atividades ilegais.
“Eu estava nos meus últimos dias de aula no colégio, animada para o baile, e para poder ir com Aro. Tanto que naquela tarde fui até o armazém para encontra-lo para alugarmos o seu smoking, foi então que pela primeira vez eu vi seu pai, Carlisle.” – Esme sorriu saudosa. – “Ele estava lá, encostado em seu carro azul escuro fumando um cigarro despreocupado, com uma jaqueta de couro e óculos escuros. A juventude para Carlisle era generosa. Ele parecia um ator de Hollywood, uma mistura de Marlon Brando e James Dean, chamava a atenção, e chamou a minha atenção, tanto que enquanto esperava Aro, eu olhava para Carlisle, mais inconscientemente do que conscientemente, e Carlisle também olhava, ele era mais discreto, mas olhava.” – sorriu saudosa.
“Aro era esperto, ele percebeu nossos olhares e ficou um pouco irritado. Assumo que até aquele momento eu nunca tinha dado motivos a ele para temer nosso compromisso, mas quando eu vi Carlisle, Aro passou a temer.” – ela deu de ombros. – “Aro tornou-se obsessivo em conseguir dinheiro, ser rico. Passou a trabalhar em horários inóspitos, começou a parecer com roupas caras, carros também, me dava presentes caríssimos.”
– E você não desconfiou? Não percebeu que isto era fruto do crime? – questionou Edward indignado.
– Não querido, eu era um pouco sonhadora, estava animada com a universidade, e para mim Aro estava cuidando do nosso futuro, ele estava planejando um futuro confortável para a família que iriamos montar em breve. – deu de ombros. – Mas ele nunca estava lá quando eu precisava, e faculdade vai ser sempre igual, festas, fraternidades, irmandades, bebedeiras, você sabe como faculdade é, Edward. – gargalhou a mulher, visivelmente lembrando-se de algum momento especifico daquele tempo.
“Seu pai era da ΩΣβ (ômega sigma beta) e eu da ΦΖΨ (phi zeta psi), e todas as festas eram juntas, eu estava chateada porque Aro não ia comemorar meu aniversário naquele dia, e então as minhas amigas me convenceram a ir naquela noite numa festa, era uma festa chamada “Glamour em Hollywood”, se não me engano, e adivinha? Lá estava Carlisle no seu estilo usual Marlon Brando/James Dean, e eu – Esme gargalhou. – de Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo”.”
– Existe uma fotografia de vocês dois assim, não têm? – perguntou Edward, envolvido, finalmente na história.
– Sim, tem, nossa primeira foto juntos. – concordou Esme. – De qualquer maneira, eu e Carlisle passamos a noite toda conversando, rindo, nos divertindo. O jeito arrogante que Carlisle tinha era só uma fachada, ele era agradável, amigável, pouco a pouco eu me via entretida e encantada por ele, Carlisle era diferente de Aro, jovial, brincalhão.
“Carlisle se tornou um amigo, sempre que me encontrava com ele no campus conversamos, brincávamos, riamos. Era fácil, leve da mesma forma que era com Aro no começo.” – deu de ombros. – “Meu namoro com Aro estava cansado, fatigado, e novamente em uma festa, eu conversando com seu pai, acabei me envolvendo e nós nos beijamos. Era errado, não vou negar Edward, mas eu queria experimentar o outro lado da vida, isto não vai ser muito interessante para você, mas de alguma maneira naquela noite eu fui parar no apartamento de Carlisle próximo a universidade.” – sorriu tímida.
“Na manhã seguinte eu sabia o que tinha que fazer, eu precisava terminar com Aro, eu estava apaixonada por Carlisle, e eu sabia disso. Mas eu não sei o que aconteceu naquele dia, quando encontrei Aro ele estava diferente, com um anel. Um anel de noivado, Edward. Eu não consegui dizer nada, apenas aceitei o pedido. Meu coração já era de Carlisle, mas como dizer para o seu melhor amigo que você estava apaixonada por outro? Eu simplesmente não conseguia!” – afirmou derrotada. – “Carlisle me pressionava para assumirmos nosso namoro, Aro com seus planos de casamento, e no meio de tudo isso eu descobri que estava grávida de você.”
“Carlisle sempre fora o único homem que eu tive, então eu sabia que era dele, só que o que eu iria fazer? Eu era noiva de outro! Era uma confusão sem tamanho. Nesse momento eu agi de maneira infantil, errada, invés de ser sincera com Aro e conversado como adulto, eu apenas mandei uma carta explicando que tudo tinha acabado, que havia conhecido outra pessoa e estava apaixonada. Eu e seu pai nos casamos pouco tempo depois, antes que a minha barriga começasse a parecer.” – completou.
– Aro aceitou facilmente esse término? Por que não me parece que ele aceitaria com facilidade. – comentou o político.
– Ele não aceitou. Aro foi difícil, mas como estava grávida, Carlisle resolveu esse assunto, mas tudo só acalmou quando Anthony se envolveu. Nunca soube o que Anthony fez, mas de alguma maneira Aro nunca mais nos perturbou, pelo menos assim eu pensava. – ponderou Esme.
O silêncio reinou entre mãe e filho, ambos presos em seus próprios pensamentos. Edward que havia ouvido de Aro na gravação de Renée ficou preso numa sentença.
– E o anel? – questionou o político. – Você devolveu o anel de noivado que Aro havia lhe dado?
Esme ficou pensativa por um minuto inteiro.
– Não. Não que eu me lembre. – disse pensativa. – Não devolvi, mantive-o, era tão...
– Porra! – exclamou o político. – É por causa dessa merda mãe! É esse o motivo dele achar que você foi forçada a casar com Carlisle. Como você nunca percebeu isso? – perguntou irritado Edward.
– Edward, querido isto é um absurdo! – exclamou Esme, contudo Edward sabia que se precisasse mostrar a sua mãe a fala de Aro naquele vídeo, por conta disso o trouxe pronto em seu telefone celular.
– Você tem certeza, mãe? – questionou o Senador entregando o telefone a sua mãe.
Esme assistiu com atenção a filmagem na minúscula tela. A ruiva ouvia o que Aro falava a Renée sobre ela com uma cara horrorizada. Quando enfim acabou a imagem, a mulher ficou estática.
Edward instigou:
– O anel mãe? Por quê?
– Eu nunca imaginei que um anel tão simples geraria tanta confusão. – replicou Esme na defensiva. – Eu jurava que era um presente de amigo. De fato usei ao longo dos últimos anos, mas porque eu sempre gostei, até tinha esquecido que foi Aro quem me dera! – exclamou atordoada.
– Nos últimos 45 anos você alimentou a esperança dele mãe, e mesmo que você devolva a maldição desse anel, de nada vai adiantar! – pontuou derrotado Edward.
– Edward, eu não vou devolver este anel. – declarou Esme. – Eu não vou deixar Aro me assustar e você também não deveria. Você é um Senador dos EUA, em breve vice-presidente, Aro nunca faria algo contra você. – declamou Esme.
– Como você tem tanta certeza mãe? Ele com certeza está determinado ou não colocaria tanta gente do seu meio, próximo a mim. – pontuou.
– Confie em mim, Edward, nada vai acontecer. – falou finalizando a discussão.
O Senador notou o tom de sua mãe, e por ele, Edward sabia que não tinha nada mais a dizer. Não podia se negar a frustração do político, Edward encarava essa atitude passiva de sua mãe como um mau presságio.
Esme, porém, tentou se portar o mais calma possível, mas ela estava uma pilha de nervos por dentro. Sem envolver Edward ou Carlisle ela precisava cuidar desta situação por si própria, algo que ela deveria ter feito quando ela terminou com Aro, não com um bilhete covarde como ela fez, mas com uma conversa definitiva, uma conversa com quase meio século de atraso, mas não menos decisiva, importante.
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Os meses passaram com rapidez. Isabella estava recuperada do susto que fora o parto de Elizabeth. Como esposa de um Senador dos EUA, e em breve candidato a vice-presidente, a morena teve que retornar as suas funções publicitárias de aparecer em eventos de todos os tipos e espécies. Algo que também retornara fora seus encontros com Jacob.
O moreno apesar de receber a jornalista de braços abertos, estava ligeiramente diferente para ela, ela que tinha que procura-lo para iniciar o sexo, algo que nunca fora assim. A pressa que Jake sempre tinha era outra coisa que a incomodava, assim como os constantes telefonemas sussurrados, e os compromissos inesperados.
Diversas vezes a morena o desafiou perguntando o que estava acontecendo, e todas às vezes Jacob fugia da resposta, sempre a distraindo com sexo. Contudo, Isabella tinha um pressentimento ruim dessa evasão de Jacob, para ela algo estava muito, mas muito errado.
Outra pessoa que estava com um comportamento suspeito era Esme. Nos últimos 6 meses a mulher parecia sempre estressada e falando no telefone. Carlisle lhe questionava o que estava acontecendo, mas a mulher continuava afirmar que não era nada, que ela estava cuidando dos detalhes de um baile beneficente.
Contudo, quando uma semana antes do tal baile beneficente ela resolvera visitar a irmã em Chicago, Carlisle ficou encucado, porém não deu muita importância.
Os constantes telefonemas, o estresse de Esme era tudo resultado de uma busca, uma forma de ter a conversa definitiva com Aro. Foi muito tempo, muita conversa, muitos favores, até que finalmente ela conseguiu o endereço de Aro. Com o endereço em mão, ela tinha um plano.
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Era um dia nebuloso, chuvoso, frio em Chicago, Esme como sempre estava elegantíssima com um vestido preto de mangas, meias escuras, scarpins pretos e um trench-coat nude. Seus passos eram firmes no hall de entrada do edifício de Aro vivia. Com alguns dólares ao porteiro e a faxineira do criminoso, Esme conseguiu adentrar o apartamento com facilidade.
Apesar da elegância, Esme sentia-se sufocada naquela ampla sala em tons de preto, creme e dourado. O fato de ter uma fotografia sua em uma mesinha de canto era outro motivo para o nervosismo. Estava bem claro o porquê a empregada a deixara entrar sem contestar. A empregada, inclusive, oferecia toda hora alguma coisa a Esme, que sempre tão elegante recusava com educação.
O sol há muito já havia se posto quando Esme que admirava as luzes da cidade, da cobertura de Aro ouviu o barulho de chave na porta. Tomando uma respiração profunda a mulher se virou para ficar encarando a mesma.
Esme encarava rigidamente a soleira, esperando aquele que há muito tempo fora seu melhor amigo. Aro assim que abriu a porta, distraído pelo seu dia, notou a mulher que por anos ele imaginava ali o esperando. Sua beleza ainda era impactante, sua elegância era nova, para ele, mas lhe cabia tão bem.
– Esme? – perguntou completamente surpreso.
– Boa noite, Aro.
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