Notas iniciais
Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!
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Capítulo oito – Interesses

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“A identidade de interesses é o mais seguro dos vínculos,
seja entre Estados, seja entre indivíduos.”
- Tucídides –

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Seth encarou o seu amigo de longa data e cliente permanente atrás de sua imponente mesa de carvalho. Sua grande cadeira de couro parecia um trono, como todo aquele ambiente que exalava poder, fazia com que Edward parecesse um rei. Rei de um reino extremamente poderoso, manipulador e corrupto.

Contudo, não foi o ar aristocrático ou político que seu amigo possuía que atraía a atenção minuciosa de Seth, com essa atitude ele já havia se acostumado há quase 20 anos, na realidade, o que atraia a sua atenção ao Senador era o olhar vago, perdido em pensamentos e o singelo sorriso torto que tinha nos lábios, ignorando o copo de seu uísque preferido, e o cigarro que queimava lentamente entre seus dedos.

O advogado conhecia Edward bem o suficiente para saber que somente mulher, e uma mulher que o desafiasse, seria capaz de deixá-lo assim atônico, esquecendo-se até mesmo de consumir suas drogas comercializáveis essenciais. Fora assim quando Maria Rodriguez foi um enigma praticamente insolúvel, e também foi assim quando Leah Jones apertou os botões de Edward, a ponto de quase fazê-lo agredi-la. Entretanto, pelo seu olhar muito mais vago e postura quase descontraída, Seth supôs que era por causa de Isabella Swan, a nova assessora de imprensa que estava fazendo-o perder a cabeça.

- Quando eu irei conhecê-la? – questionou Seth Clearwater tomando um gole de sua bebida maltada.

As palavras ditas por Seth fizeram com que Edward despertasse de seu sonho acordado. Tragando o seu cigarro profundamente e depois de expelir a fumaça, bebendo um gole de seu uísque.

Seus intensos e astutos olhos esmeraldinos estudaram o rosto do advogado. Cabelos castanhos e ligeiramente cumpridos penteados para trás de maneira propositalmente desleixada, lhe davam um ar profissional, assim como seus expressivos olhos castanhos. Seth Clearwater era um homem que impunha respeito por sua postura rígida e centrada, tanto no campo profissional quanto não, porém, a sua vida íntima era algo que ele não gostava de fazer muito alarde, e que o Senador Cullen respeitava.

Edward soube da orientação sexual de seu amigo nas primeiras semanas da faculdade de Direito. E por mais que considerassem o Senador um homem ignorante, arrogante e até mesmo intolerante e preconceituoso, o fato de Seth ser homossexual não interferiu no relacionamento amistoso de ambos, e, pouco a pouco mesmo sendo completamente diferentes em tantas coisas, Seth e Edward tornaram-se grandes amigos.

- Conhecer quem? – replicou Edward com um sorriso enviesado tragando seu cigarro.

Seth arqueou uma sobrancelha.

Quando Isabella Swan veio trabalhar com Edward, Seth seguindo mais os seus instintos do que ordens de seu amigo; buscou informações sobre a jornalista, e para a sua surpresa tal empreitada mostrou-se frustrante.

Nada era encontrado a respeito de Isabella, nem uma multa de trânsito, nem uma conta atrasada; e sendo uma pessoa extremamente desconfiada, Seth não conseguia confiar nesse diagnóstico, ninguém era tão santa, tão impune as diversidades do mundo, quanto a Isabella Swan parecia ser, algo que definitivamente ela não era. Não com os diversos prazeres que proporcionava a Edward, sem qualquer timidez ou escrúpulos.

Fora por causa dessa desconfiança extrema na jornalista, que Seth por conta própria iniciou uma busca de informações sobre ela, contudo, nem mesmo os três detetives particulares que contratara foram capazes de encontrar uma linha sobre ela, ou alguma atitude suspeita. Era como se ela não tivesse passado, não tivesse um ex-namorado antes, nunca tivesse feito qualquer coisa seja contra ou a favor da lei.

Era como se Isabella Swan não existisse; a única evidência de sua existência, na realidade, era o seu registro de nascimento, seus históricos escolares e o número de seu seguro social, tirando os quesitos básicos para todas as pessoas, Isabella não tinha mais nada. E isso perturbava Seth.

Obviamente que ele não declarou suas desconfianças a Edward, o advogado conhecia muito bem o seu amigo, sabendo como ele era obstinado em algo, às vezes tornando-se até mesmo obtuso a ponto de ignorar as evidências mais claras que estão debaixo do seu nariz. E pelo que parecia, qualquer coisa envolvendo Isabella Swan era passível da ignorância de Edward, que estava encantado, deslumbrado, e decidido em transformá-la em sua submissa, e nada que Seth pudesse dizer seria favorável para ele.

- Quando irei conhecer a famosa senhorita Swan? – perguntou com um sorriso. Edward sorriu torto, bebendo o seu uísque.

- Amanhã. – fez uma pausa, estudando o rosto de Seth que havia arqueado uma sobrancelha. – Ela irá conosco à Chicago. – pontuou.

- Você está louco, Edward? Levá-la à Chicago? Ainda mais com o que iremos fazer na cidade, definitivamente não é uma boa ideia levá-la conosco. Sei que você articulou mil e um encontros políticos, com imprensas e tudo o que se tem direito, mas Edward... porra! Você irá se encontrar com Jason Jenks! – exclamou, batendo seus punhos no braço de sua cadeira.

Assim que Seth Clearwater explodiu em seu discurso de indignação, o sorriso que Edward sustentava em seu rosto se esvaiu e um carranca mal humorada tomou o seu lugar. O Senador Cullen odiava que agiam contra seus ideais. Seth sabia disso, mas toda a cautela naquele momento seria extinta, Edward estava maluco em levar Isabella Swan
à Chicago, perto de Jason Jenks, uma pessoa capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro e poder, até mesmo trair o poderoso Senador Edward Cullen.

Jason Jenks era o maior vigarista que podia se conhecer, que tinha meios de fazer qualquer pessoa desaparecer, qualquer dado pessoal sumir em um piscar de olhos e principalmente saber tudo sobre uma pessoa que um simples detetive particular jamais conseguiria.

Se uma pessoa estava escondendo algo, ou sendo protegida tanto pela polícia quanto pelo crime organizado, a pessoa certa para descobrir isto era Jason Jenks, que com a fachada de um escritório de advocacia administrava seus negócios escusos. Nem Seth, muito menos Edward, sabia com certeza a vastidão de seu envolvimento com o crime, contudo, se buscava uma simples informação de um cidadão americano seja em qualquer cidade – interior ou megalópole -, Jenks conseguia.

Edward e Seth, o conhecera por intermédio do avô do político, Anthony Cullen. Na ocasião o falecido Senador informou o neto e o advogado sobre em que situações deveriam procurar o vigarista, e que quando se tratava de esconder esqueletos no armário ou descobrir algo sobre alguém sem alarde, Jenks era o homem para isso.

E como um bom vigarista com relações com o crime organizado, o advogado conseguira limpar o nome de Edward em 3 diferentes situações.

A primeira foi quando necessitava apagar alguns dados no seu registro sobre a guerra do Vietnã; a segunda foi quando precisou esconder os escândalos de corrupção quando Edward era prefeito de Chicago, e o desfalque que ele deu nas contas da prefeitura foi o maior rombo que já se viu, mas com o jeito de Jenks, ficou comprovado que o prefeito não tinha nada a ver com isso, atribuindo o escândalo de corrupção ao assessor de Edward, que depois de ser condenado pela justiça de Illinois se suicidou, e com a sua morte, acabou ocasionou a morte dos escândalos salvaguardando assim o político. A terceira e ultima vez que Edward recorreu a Jenks fora há pouco mais de 2 anos, quando um grupo de extremistas de Springfield, ameaçavam a sua candidatura ao Senado.

Nestas 3 situações Jason Jenks fora implacável, cortara o mal pela raiz e não fazia qualquer ligação com Edward, o que era o principal para o político.

Contudo, desta vez ele precisava de dois favores de Jenks. Eram favores simples, mas isso não significava que o pagamento ou o valor destas (de acordo com o vigarista) era algo preocupante. Jenks não aceitava negociar com outra pessoa que não fosse Edward em pessoa. O Senador odiava isso, por isso se limitava a negociar com Jenks o mínimo possível, pois se a imprensa tivesse qualquer sinal do envolvimento dos dois, o político passaria por maus bocados. Por conta disso que a presença de Seth era sempre requerida nestes encontros, como uma segurança e até mesmo uma fonte de ameaça ao advogado trambiqueiro se necessário.

- Eu preciso da senhorita Swan em Chicago comigo, Seth. – informou o Senador sem emoção. – Ela é minha assessora de imprensa e preciso dela ao meu lado, principalmente se tiver qualquer empecilho na entrevista que terei com o Tribune, você sabe muito bem Seth, que Siobhan Howell é atrevida e extremamente ardilosa, eu preciso de Isabella ao meu lado quando aquela puta me entrevistar, para que eu não me exceda. – explicou paulatinamente.

Seth arqueou uma sobrancelha em descrença.

- E você só precisa dela em Chicago para ajudá-lo a lidar com Siobhan Howell? – questionou com sarcasmo.

Edward sorriu enviesado. Seth o conhecia bem demais para o seu próprio bem.

- Eu preciso dela na minha cama, Seth. É isso que você quer ouvir?! – perguntou irritado. – Eu quero foder ela de uma forma que ela não possa andar no dia seguinte, eu necessito descobrir se ela está favorável ao que eu quero fazer com ela, com ela sendo a minha submissa. – clamou erguendo-se de sua cadeira e andando por seu escritório a ponto de ficar de costas ao advogado e amigo, admirando o Capitol Hill da janela de seu escritório.

Era evidente o estresse que estava sentindo, passando seus dedos longos por seus cabelos acobreados, a ponto de quase puxá-los. Bem como a necessidade de fumar um cigarro, fazendo-o revirar os seus bolsos como um homem sedento por água em um deserto.

- Edward... – começou Seth, mas o político o interrompeu.

- Seth, não! – ordenou com vigor. – Não precisa me pedir desculpas ou me alertar sobre os perigos de tudo isso. Eu sei de tudo isso. É só que...

- Eu sei, Edward. Essa mulher tem mexido completamente com o seu mundo. E o enigma que ela representa é que te deixa inquieto, combinado com a obstinação de Jane, Esme e Alice em uni-lo a ela, como o medo aterrorizador de Tanya pela simples presença de Isabella Swan. Eu sei que tudo isso parece excitante, mas Edward, cuidado, você ouviu a entonação de voz e a expressão de Jenks quando você disse o nome dela. – Seth suspirou pesadamente. – Edward, é só...

- Sim... preocupante. É obvio que ela esconde alguma coisa, eu já percebi isso no momento que a conheci, mas Seth, não é algo tão terrível ou grave como você faz parecer. Eu sei que a falta de informações básicas te perturba, mas às vezes ela só é uma cidadã que age conforme as leis. – deu de ombros. Pela primeira vez Seth viu seu amigo com uma ligeira sombra de insegurança. – Muitas pessoas fazem isso. – completou cheio de sarcasmo.

Seth contemplou as palavras de seu amigo. Deus sabia que ele tinha uma dezena de argumentos para refutar as palavras de Edward, mas ele também tinha plena consciência de qualquer coisa que diria não seria suficiente para mudar a opinião de seu amigo, por conta disto Seth preferiu abstrair seus pensamentos.

A reunião entre os dois amigos prosseguiu bem mais amistosa quando o assunto discutido entre eles fora longe da falta de informações sobre Isabella Swan, optando por discutir situações jurídicas das quais a campanha à prefeitura de Alec sofria. O encontro dos dois homens e amigos de longa data encerrou-se por volta das 10 da noite, e por mais que Edward odiasse a premissa de que iria para a casa, ele seguiu esse rumo.

Jane, que estava preambulando pela sala de estar, justamente a espera de seu pai, ficou surpresa ao vê-lo chegar tão cedo em casa, talvez a viagem de sua mãe à tarde para Los Angeles para visitar seus avôs era um ponto motivador para o pai chegar mais cedo; e como a queridinha do papai, Jane e Edward passaram horas conversando sobre coisas aleatórias na ampla varanda de frente para a piscina do imponente Chateau des Reves, aproveitando o clima quente que avançava.

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A terça-feira chegou e passou voando, entre últimos detalhes para a viagem à Chicago e dezenas de questões senatoriais para resolver, o Senador e sua assessora limitaram-se a confirmar a viagem a noite para a maior cidade do estado de Illinois, e depois seguiram para os seus compromissos pessoais.

Isabella chegou ao hangar sete do aeroporto Ronald Reagan um pouco depois das nove da noite, pelas informações do Senador Cullen o avião partiria às 10 horas e 15 minutos. Vestindo uma blusa linha de lã de manga 7/8 marrom claro e gola boba, uma saia no meio de suas coxas de um padrão de listras de diversas cores sobreas, meias de seda opacas negras, botas de salto e cano longo pretas. Deslizando a sua pequena mala pelo hangar, com seus cabelos soltos esvoaçando com o vento.

Edward que vestia o seu uniforme de Coronel da Força Aérea conversava com Seth próximo ao avião, enquanto o seu copiloto verificava todos os ajustes com os funcionários do aeroporto para a decolagem. Seth, que olhava em direção aonde todos chegavam, foi o primeiro a ver Isabella Swan à caminho do hangar.

Imediatamente Seth sentiu uma má impressão de Isabella. Ela tinha um olhar arrogante, invejoso e até mesmo mesquinho nublando os intensos olhos castanhos. Sua postura equiparava-se a de Anna Bolena quando esta começou a frequentar a corte de Henry VIII como sua amante e futura esposa, cheia de arrogância e superioridade; e mesmo que seus instintos lhe dissessem que Isabella não era confiável, Seth não pode deixar de concordar com as mulheres Cullen. Isabella Swan era a mulher perfeita para estar ao lado de Edward na sua luta para a presidência.

Edward notou a distração do amigo e virou-se para onde este encarava fixamente. Sorriu para consigo mesmo ao notar que o olhar fixo de Seth estava em Isabella. Por mais que fosse gay, o advogado conseguia reconhecer uma bela mulher, e a forma como a senhorita Swan olhava era extremamente agradável.

- Agora entendo o que sua mãe, irmã e filha dizem. – murmurou com uma pitada de sarcasmo.

- Espere para conhecê-la pessoalmente. Falar com ela. – rebateu Edward ignorando o sarcasmo do amigo.

Seth suspirou pesadamente. Se não conhecesse Edward, poderia dizer que o amigo estava apaixonado pela morena, mas era Edward que estava na equação, e ele não se apaixonava por ninguém, a não ser ele mesmo ou o poder que detinha.

- Ora senhorita Swan, vejo que você chegou cedo. – refletiu com a sua voz profunda e arrogante admirando o seu relógio de pulso, para verificar a hora.

- O trânsito estava tranquilo. – sorriu timidamente

- Iremos embarcar em uma hora, enquanto isso deixe-me apresentá-la ao meu advogado e grande amigo Seth Clearwater, ele estará nos acompanhando em Chicago. – introduziu a morena ao seu amigo.

- Prazer em conhecê-lo Sr. Clearwater. – disse polidamente, estendendo a sua mão para cumprimentar o advogado.

- O prazer é meu, senhorita Swan. – replicou Seth, que ao tocar a pele branca da mulher sentiu um calafrio, um desconforto inarrável estender por todo o seu corpo. Ele sorriu nervosamente quando separaram as mãos, colocando com rapidez a sua em seu bolso, para não fazer algum gesto que pudesse ofender Edward ou até mesmo Isabella.

Edward muito astuto e perceptivo notou o desconforto entre os dois, e como se tivesse sendo auxiliado pelos deuses, seu copiloto veio até onde os 3 estavam reunidos para informar ao Senador que haviam antecipado o voo deles para as 9:30, ou seja, em 20 minutos. Sob a ordem do político, o copiloto levou a bagagem de Isabella ao avião enquanto, acompanhado de seu advogado e assessora, seguiram para a aeronave particular.

O ar pesado e pouco amistoso que preenchia a cabine de passageiros do avião era insuportável para os presentes. Tanto Seth quanto Isabella sentiram um no outro a insegurança e o mal estar, e qualquer indicio de conversa fiada, era recebido como um mau agouro para o outro. Foram as 3 piores horas de voo para os dois. Quando Chicago brilhava sob eles, foi um enorme alívio.

Apesar de dividirem o mesmo carro, Seth e Isabella continuavam com aquela animosidade. Edward logo percebeu, mas crendo que fosse por conta da atitude nada amigável de seu advogado, o Senador preferiu abstrair suas opiniões, dizendo que optaria por pedir o seu jantar no quarto.

Não foi nenhuma surpresa, pelo menos não para Seth, que Edward escolhera para ele e sua assessora de imprensa a suíte presidencial, da qual além de uma ampla sala de estar, possuía dois quartos – um principal e outro secundário. Ficou óbvio para Isabella que Edward tinha outras ideias do que simplesmente profissionais quando a trouxe para Chicago. Ela estava ansiosa para isso.

O quarto em que Seth Clearwater passaria as duas próximas noites também era no mesmo andar, por conta disto o desconforto gerado entre a presença da jornalista e do advogado seguiu por todo o elevador até quando caminhavam pelo longo corredor que os levaria as suas suítes. Em frente ao quarto em que Seth se hospedaria, o advogado, usando toda a sua educação – e até mesmo um pouco de sua falsidade – desejou boa noite a morena e ao ruivo, que devolveram as gentilezas e continuaram a caminhada pelo corredor, contudo, Edward e Isabella mal haviam dado meia dúzia de passos, o advogado e amigo do Senador o chamou:

- Edward? – o político que estava ansioso para partilhar os desejos da carne com a sua assessora bufou irritadiço antes de se virar para encarar o seu amigo.

- O quê? – vociferou entre os dentes.

Seth sorriu torto diante da impaciência tão característica do Senador Cullen.

- Não se esqueça. – falou misteriosamente apontando para o relógio em seu pulso. Edward arqueou suas grossas sobrancelhas.

- Não esqueci, e não esquecerei. – replicou tão misteriosamente quanto o seu amigo. – Boa noite, Seth.

O advogado limitou-se a sorrir enviesado antes de adentrar a sua suíte. Edward e Isabella continuaram a caminhar lado a lado em direção à suíte presidencial, enquanto o político ansiava por sentir a pele nua da morena contra a sua, o seu sexo liso, quente e úmido, apertando a ponto de quase sufocar o seu, ou até mesmo aquele lugar ainda inexplorado em seu corpo entre as suas nádegas perfeitas do qual ele ansiava ser o primeiro a tomar. A jornalista, todavia, tentava decifrar a misteriosa troca de informações do Senador e seu advogado, contudo não chegando a nenhuma resolução.

Quando adentraram o amplo quarto, Edward rapidamente deu instruções ao carregador para levar as bagagens dele e de sua assessora em seus respectivos quartos, enquanto Isabella, que fora completamente distraída pelo ambiente luxuoso e amplo da suíte presidencial, esqueceu-se até mesmo de continuar remoendo o que o Senador e seu advogado diziam minutos antes.

Bem treinado para ser extremamente silencioso e ágil, o carregador fez o que foi demandado pelo Senador Cullen, e saiu da ampla sala de estar da suíte como se nunca tivesse passado por ali; Isabella ainda estava admirada pelo charme contemporâneo, mais elegante do Four Seasons de Chicago. Edward a observou a distância, ele gostava muito quando Isabella demonstrava-se completamente deslumbrada pelos privilégios que o seu poder e dinheiro poderiam dar, e era por causa deste fácil deslumbramento, que ele sabia que ela aceitaria qualquer proposta que fizesse.

Sorrateiramente o Senador despiu-se de seu blazer da força aérea norte-americana, colocando sobre uma cadeira na mesa de jantar, onde o seu quepe azul marinho já repousava. Afrouxou a sua gravata e como um leão preparando para dar o bote em sua presa caminhou em direção a Senhorita Swan que observava pelas imensas janelas o brilho da cidade onde viveu boa parte de sua vida, com um ar saudoso.

Isabella sentiu a presença de Edward antes mesmo que ele a tocasse. A eletricidade que corria por seu corpo quando ele estava próximo. O ar pesado e difícil de respirar, como uma antecipação do que aconteceria. O calor que se alastrava como fogo nos campos em meio à seca, fazendo com que uma umidade prazerosa fizesse uma poça em sua lingerie. Seus batimentos cardíacos e respiração que aceleravam a cada milésimo de segundo. Edward, como um bom caçador pressentia as reações de sua presa, e mesmo que ela soubesse de sua proximidade, foi pega completamente de surpresa quando ele agarrou a sua cintura e a puxou contra o seu corpo, para sentir a sua imensa ereção pulsando em seu traseiro; local este que Edward ansiava em reivindicar.

- Precisamos ter uma reunião urgente, senhorita Swan. – demandou deslizando suas grandes mãos por baixo da saia que ela usava a procura do ponto sensível, quente e úmido. – Vejo que a senhorita está com tudo pronto para a nossa reunião. – sorriu enviesado provocando o seu polegar no lugar que a jornalista mais desejava atenção.

- Sim. – gemeu rouca Isabella. – Sempre pronta, Senador. – Edward sorriu satisfeito com a resposta de sua assessora. Sempre tão apropriada. Isabella Swan era uma submissa natural. A submissa ideal para ele.

Tentando ao máximo conter seus instintos quase animalescos Edward virou Isabella para si, e, com uma perícia impressionante começou a lhe despir, enquanto de uma maneira praticamente multifuncional levava a bela mulher que ele iria usar para os seus desejos sexuais nas próximas duas noites para a cama que ela dormiria.

A morena não apresentou nenhuma resistência. Ela não queria. Ela ansiava por esse encontro sexual com seu amante tão ativo e viril. Tudo o que ele exigia do seu corpo, Isabella dava mais do que de bom grado para ele. Ela queria que o Senador Cullen a possuísse, a reivindicasse, a marcasse, a tomasse para ele da maneira mais enlouquecedora que se possa esperar. Esse pensamento de completa submissão aos desejos daquele homem a deixava temerosa e vitoriosa em par de igualdade.

Contudo, Isabella Swan queria ser consumida por Edward Cullen de uma maneira tão irracional que até mesmo seus planos de destruí-lo em prol de sua carreira pareciam ridículos, idiotas e insignificantes diante do prazer imensurável que era tê-lo dentro de si. A jornalista não se incomodava que o político não agisse de maneira gentil, cavalheiresca e amorosa, ela na realidade adorava o fato dele ser cruel, rude, grosseiro, animalesco com ela. Era a prova de que, o que acontecia com eles era simplesmente para satisfazer o desejo mais básico de seus corpos, a necessidade essencial do prazer, a busca de infringir mais uma vez o pecado capital da luxúria.

Quando a morena finalmente estava nua, o político não se preocupou com preliminares ou acariciar o corpo escultural da mulher, ou retirar suas próprias roupas. Não. Edward Cullen estava vertiginosamente na necessidade de sexo. Quatro dias sem desfrutar deste prazer imensurável que era fazer sexo, era enlouquecedor para ele.

Cheio de vitalidade e necessidade o Senador penetrou seu grosso membro no sexo de Isabella sem nenhuma cautela. A jornalista assobiou por entre seus dentes, surpresa; entretanto, o seu corpo já estava preparado para receber Edward, por isso que a surpresa durou menos de um segundo, já que logo ela gemia e rebolava para intensificar a penetração.

Sexo era algo extremamente necessário na vida do Senador Edward Cullen, e, ele já havia experimentado todas as formas de obter esse prazer. Algumas vezes de forma mais tradicional e outras de forma peculiar. Contudo, com Isabella Swan qualquer forma de sexo era inexplicável. Toda a experiência com a jornalista era única e memorável; e a veemência de tornar a relação ainda mais memorável Edward decidiu começar a inserir as suas vontades durante o ato.

Primeiro foi um tapa forte e ardido no começo da coxa esquerda da morena, que apesar de ser surpreendida com o gesto, gritou o nome do político em deleite. O Senador se sentiu motivado com aclamação de sua amante, por isso o próximo ato ligeiramente sadomasoquista que ele executou foi apertar os seios da jornalista com força, puxando a sua gravata e os amarrando em um claro gesto de dominância. Mais uma vez Isabella gritou em puro prazer, deixando Edward ainda mais extasiado, já que assim como previra, a assessora não apresentava nenhuma resistência a suas vontades sexuais.

Depois de se dedicar um bom tempo nos seios presos com a gravata de seda – sem cessar os movimentos de seu membro no sexo da jornalista; Edward foi para o gran finale deste primeiro round, que fora levar suas mãos ao pescoço alvo e longo dela e os apertar, quase como se estivesse a estrangulando, contudo com uma força contida.

Imediatamente, diante da ação, os olhos de Isabella se arregalaram em medo, mas quando encarou o rosto do homem que a consumia como nenhum outro a consumiu, e viu que ele não faria nada para prejudica-la fisicamente, a jornalista relaxou e deixou ser consumida mais uma vez pelo prazer, pelo desejo, pela luxúria que Edward Cullen evocava em seu corpo, experimentando a sensação de todos os seus sentidos em alerta por causa do estrangulamento sexual.

Quando o ruivo apertou com mais força suas mãos em torno de seu pescoço e intensificou seus movimentos a um ritmo veloz, encarando-a com fervor e com determinada rudez, Isabella não conseguiu conter o orgasmo que a atravessou, levando a cair no precipício imensurável do prazer.

O grito que rompeu o quarto ecoou por toda a suíte presidencial, se duvidar até mesmo por todo o andar, deixando o político completamente satisfeito em mostrar a quem pudesse ouvir que era ele, e somente ele, que fazia uma mulher gritar completamente rendida pelo o prazer que ele proporcionava.

Enquanto Isabella se recuperava de seu orgasmo, Edward retirou o seu membro do calor de seu sexo, virando o seu corpo de bruços e com um rosnado ordenou que a morena ficasse de quatro. Os movimentos lentos e contidos irritaram o político que agarrou a sua cintura com apenas um braço, forçando que ela ficasse apoiada em seus joelhos e cotovelos, e com um novo golpe forte, de sua mão em no traseiro feminino, o suntuoso membro do ruivo estava mais uma vez envolto ao calor úmido e sufocante do sexo de Isabella, do qual ele se movimentava com demasiada intensidade.

A jornalista lamuriava, gemia, gritava de prazer, enquanto o Senador continuava investindo contra o seu sexo. Notando que ela já recuperara a sua força Edward tirou o braço que envolvia a pequena cintura e levou a sua mão aos cabelos castanhos longos e sedosos da amante, que enrolou os seus fios em seu punho e o puxou com violência, fazendo Isabella arquear a sua coluna, proporcionando uma penetração mais profunda e um urro de prazer dela.

Edward sorriu vitorioso.

- Você gosta de sexo violento, não é mesmo, senhorita Swan? – questionou com um sorriso enviesado cheio de orgulho. Isabella tão apenas gemeu em concordância, fazendo o ruivo puxar seu cabelo mais uma vez com força, ocasionando sua coluna arquear mais uma vez.

Sentindo que o seu próprio orgasmo estava próximo, o político diminuiu a intensidade de suas investidas, mas mantendo os cabelos castanhos em torno de seu punho. Com a outra mão ele a levou para a junção entre as coxas femininas, onde o seu membro entrava e saia em um ritmo cadenciado. Seus longos dedos pressionaram o clitóris, fazendo com que Isabella contraísse o seu sexo, dando um aperto sufocante na masculinidade de Edward, que urrou em desejo.

Percebendo que não aguentaria muito, molhou seus dedos com os sulcos de Isabella, e de maneira inacreditavelmente lenta circulou o ânus da morena, que se arrepiou surpresa ocasionando a sua coluna a arquear mais uma vez, e desta, resultando que o pulsante e rígido membro deixasse a sua feminilidade.

O Senador tomou isso como um sinal, e notando que seu membro estava totalmente revestido dos fluidos sexuais da assessora, provocou o acalentador lugar entre as suas nádegas, ocasionando mais uma vez a morena assobiar entre os dentes em surpresa e arquear sua coluna.

- Shii... relaxa. – pediu com uma voz autoritária e tranquilizadora.

Diante do pedido de seu amante, Isabella relaxou consideravelmente, enquanto Edward provocava o seu ânus, com a ponta de seu membro, fazendo com que a morena gemesse deliciada com o imensurável prazer.

- É bom, não é? – perguntou Edward, recebendo um gemido de resposta. – Imagine quando te foder aqui? – completou sensualmente.

Isabella mais uma vez gemeu deliciada.

- Responda, senhorita Swan! – exigiu o político penetrando seus longos dedos em seu sexo, e com o polegar circulando o seu clitóris.

- Sim... oh Deus! Sim! – proferiu confusamente. Edward sorriu mais uma vez vitorioso, retirando seus dedos de dentro de seu sexo, e cessando a provocação de seu membro no espaço entre as suas nádegas, e com um único movimento fluido tornou a penetrá-la em sua feminilidade com seu membro.

Com seus dedos completamente lambuzados com os fluidos de sua amante, Edward deslizou a mão até a bunda dela, entre as nádegas macias, e sem um segundo pensamento penetrou um dedo em seu ânus. Isabella uivou de surpresa, Edward sorriu mais uma vez cantando vitória. E por mais que ele não pudesse ver os olhos de sua assessora, suas pupilas se dilataram e um suspiro a tomou, no mesmo tempo em que seu sexo se contraía, apertando cada vez mais o pênis já extremamente dolorido.

Logo o Senador a penetrou com mais um dedo, sentindo cada sentimento de necessidade passando por aquele anel de músculos. Isabella estava tão excitada, e os dedos de Edward estavam tão lubrificados que não houve dificuldade. Seu corpo se abriu, o sexo se estreitou, os quadris resistiram. Edward penetrou mais profundo o seu grande rígido membro, enterrando-o no sexo feminino.

O pulsante membro e os dedos entrando e saindo de seu sexo e ânus respectivamente, intensificavam e misturavam as sensações. Porém, foi com mais uma investida profunda do político que o corpo de Isabella se retesou quando ela gozou mais uma vez. Um prazer imenso percorrendo-a: vagina, ânus, barriga e seios. Ele continuou o vai-e-vem a sentindo gozando em seu membro. Edward logo notou que podia tocar, através da fina membrana, aqueles dedos em seu próprio pênis, enterrando bem fundo nela; e essa constatação fora demais para ele, e num golpe de pura sincronia entre seu membro e seus dedos que ele explodiu dentro da jornalista. E mesmo derramando tudo o que podia, conseguiu continuar pulsando dentro dela.

- Como é bom foder você, senhorita Swan! – exclamou com a respiração entrecortada. – Foder assim, sem se preocupar em ser interrompido. Te foder sem sentido. Você gosta quando eu te fodo sem sentido? – exigiu Edward, sentindo toda a adrenalina do ato se esquivar de seu corpo, deixando apenas o cheiro de sexo se espalhando pelo ambiente e seus corpos que eram puro suor.

- Si-sim. – suspirou com a voz fraca a resposta que ele tanto ansiava. Isabella já tinha feito sexo de tantas formas e de tantos jeitos que era difícil enumerar, contudo, nenhuma de suas experiências anteriores fora como aquilo, mesmo depois de ultrapassar 2, 3, 4, infinitos orgasmos ela continuava tremendo, seus membros que a sustentavam na sua posição doggy style, só se mantinham no lugar por causa do poderoso membro e dos dedos mágicos do político que continuavam dentro dela.

Percebendo que a sua assessora estava prestes a desfalecer, Edward retirou seu membro e seus dedos dos seus pontos acalentadores sem nenhum aviso, fazendo com que Isabella, com o gesto brusco, caísse como um peso morto sobre o colchão. Sua respiração saia entrecortada, seus batimentos cardíacos ainda estavam acelerados e sua pulsação correndo como se estivesse em uma corrida automobilística. Ela estava exausta, mas completamente satisfeita sexualmente; a dominância que Edward exercia sobre ela era algo que nunca imaginou sendo submetida, mas agora que fora, não conseguia se imaginar sem.

O político soltou os cabelos que ainda estavam em torno de seu pulso, e desceu da cama retirando as peças de roupa que ainda lhe eram um empecilho. A jornalista viu o belo homem, com músculos esguios e tonificados, andando com a sua imponência pela imensa suíte que dividiam, mas como estava sonolenta não conseguiu prestar muito atenção onde ele foi, contudo, no que pareceu tão apenas 2 segundos, Edward retornou onde ela estava chamando a sua atenção, obrigando-a a abrir seus olhos o máximo que podia.

- Senhorita Swan, acredito que tenha ficado extremamente claro que a minha intensão é foder o seu rabo, certo? – a morena deu um assente incoerente. – Bom. Ainda o seu cu é extremamente apertado, e como não tenho a intenção de feri-la, quero que a senhorita passe a usar este plug anal pelo menos 5 horas por dia, ok? Para que quando for foder essa sua bunda, não haja qualquer incomodo, estamos entendidos? – pediu com ferocidade.

A morena novamente assentiu.

- Responda em alto e bom som, senhorita Swan!

- Sim, senhor, Senador. – murmurou silenciosamente e sonolenta. Edward sorriu pela milésima vez naquela noite, o seu melhor sorriso vitorioso, deixando o plug anal sobre a mesa de cabeceira e seguiu para o quarto onde ele passaria a noite.

A adrenalina do ato sexual era mais que estimulante para Edward, era revigorante. Fazia com que ele se sentisse quase 20 anos mais jovem, mas pela primeira vez um ato sexual o deixou mentalmente exausto. Talvez fosse aquilo que Maria tantas vezes o disse que a dominância sugava as energias do dominante, da mesma forma, ou até mesmo mais intensamente do que a submissão. Contudo, ele não poderia se deixar vencer pelo um cansaço mítico, ele tinha assuntos escusos a tratar em algumas horas.

Primeiramente, Edward fumou um cigarro preguiçosamente, admirando a sua cidade natal, depois tomou um longo banho para tirar esse cansaço atordoante que sentia, optando por ficar um bom tempo debaixo da água morna do chuveiro, então o político retornou ao quarto que deveria passar a noite e deitou-se na cama, completamente nu. Ele não tinha intenção de dormir.

Na verdade, ele apenas teve a vontade de se deitar na cama e ficar relaxado por alguns minutos, e de fato o fez, por mais que a sua cabeça viajava por inúmeros cenários que ele nunca esperou visitar. Aqueles cenários o surpreenderam um pouco. Talvez a conversa que tivera com sua mãe, irmã e filha no dia anterior tinha feito mais efeito do que ele inicialmente supôs.

Edward se irritou consigo mesmo com o seu pensamento, e não suportando mais ficar deitado naquela cama, levantou-se em um rompante optando por primeiramente fumar um cigarro, antes de começar a se vestir para o encontro que teria com Jason Jenks.

O político odiava se vestir como alguém comum. Calça jeans escura, tênis preto, camiseta de mangas longas cinza escuro, jaqueta de couro preta e boné preto, era uma afronta pessoal a si mesmo. Para ele, um homem que nasceu, vive e sempre conviverá no luxo e nos prazeres da vida que o poder e a riqueza podem proporcionar, vestir-se como um homem comum, saindo para ir a um bar beber com os amigos era imensuravelmente ridículo, todavia, ele sabia que se vestisse com mais esmero atrairia uma atenção desnecessária para si no clube onde Jenks tratava seus negócios.

Sentindo-se como um ser insignificante naquelas roupas, Edward seguiu para a antessala da imensa suíte presidencial para aguardar Seth, que o acompanharia a reunião com o advogado vigarista. Fumando mais um cigarro preguiçosamente, o ruivo notou que do sofá em que estava sentado podia ver Isabella deitada ainda de bruços e completamente nua dormindo profundamente. O político sorriu orgulhoso de si mesmo, fazendo com que a sua mente mais uma vez fosse para o desejo de sua família, entretanto, antes que a sua mente se aprofundasse no pensamento uma batida na porta o tirou desse caminho.

Seth adentrou o apartamento em que Edward estava instalado com um olhar surpreso, por encontrar o seu amigo devidamente pronto. Imediatamente uma curiosidade o tomou, mas assim que viu o corpo nu da assessora de imprensa do Senador de Illinois sobre a cama de linho branco, completamente adormecido, ele compreendeu tudo.

- Você deu alguma droga para ela, Edward? – perguntou divertido o advogado. O político rosnou ligeiramente.

- Não preciso de drogas para cansar uma mulher. – replicou convencidamente. Seth arqueou suas sobrancelhas.

- Será que ela aceitou a sua proposta? – questionou sem rodeios.

- Claro que sim. Era impossível ela negar. A partir de hoje Isabella Swan é minha submissa. – mentiu com arrogância.

- Você dará uma coleira para ela? Ou algo que a marque como sua? – provocou Seth.

- Isso não é do seu interesse! – vociferou. – Você está com a maleta de dinheiro? E o envelope do serviço? – pediu com urgência.

- Tudo pronto, Edward. Eu só espero que a informação que ele tem a dar sobre... ela – sussurrou. – valha esses 500 mil dólares. Edward preteriu ignorar o seu amigo.

Isabella, que havia acordado com a chegada de Seth, lutava para apurar seus ouvidos sonolentos, contudo ela não conseguia ouvir com clareza o que o Senador e o seu advogado conversavam, e quanto mais ela tentava prestar a atenção na conversa, mais difícil se tornava por causa do seu sono, que depois de muito esforço acabou vencendo-a.

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Os encontros com Jason Jenks sempre deixava Edward com os nervos a flor da pele, nem todo o relaxamento que sentia pelas atividades sexuais com a senhorita Swan eram suficientes para tranquiliza-lo, na realidade, ele já ansiava por uma nova rodada de sexo sem sentido com sua assessora assim que voltasse para o hotel.

O caminho do Four Seasons ao clube em que Jenks administrava o seu negócio era de um pouco mais de 20 minutos, no trânsito calmo da madrugada de Chicago. O lugar considerado um dos mais nobres da cena noturna da cidade ficava na North Milwaukee Avenue, porém, como já se passava das 3 da madrugada, ninguém incomodou Edward e Seth por entrarem de boné na casa, item de vestuário proibido. Os porteiros sabiam que os dois não vieram ali para se divertir, mas sim para tratarem de negócios com o seu chefe.

De pele amarelada, com grandes bolsas sobre seus olhos azuis envelhecidos e dentes grandes e rosto desencarnado, Jason Jenks era um homem não muito grande, de 60 e poucos anos que aparentava ter mais de 70, devido ao consumo de álcool e drogas em excesso. O sorriso cheio de dentes amarelados estava plantado em seu rosto, como sempre esteve, quando Edward e Seth adentraram a sala escura de moveis luxuosos, mas com um forte cheiro de fumaça e álcool. Jenks tinha um charuto em seus dedos, algo que imediatamente despertou a vontade em Edward de fumar, o que ele é fez procurando a cartela de cigarros e seu isqueiro no bolso de sua jaqueta.

- Ora, ora Senador Cullen, isso ainda irá mata-lo. – provocou o vigarista com a sua voz esganiçada dando uma profunda tragada em seu charuto.

- Vaso ruim não quebra tão fácil, Jenks. – replicou o político com um sorriso falso. – Como vai?

- Bem, e você? Olá Seth. – cumprimentou polidamente o seu colega de profissão.

- Jenks. – disse com rudeza o advogado. – Não estamos aqui para papo furado, temos negócios a tratar! – exclamou com urgência, ansiando sair daquele antro o mais rápido possível.

Jason riu em escarnio.

- Sempre prático Dr. Clearwater, parece que você teme ficar mais do que o necessário aqui, mas, por favor, sentem-se. – pediu o trambiqueiro indicando duas cadeiras em frente a sua mesa abarrotada de papeis.

- Preciso que você elimine Erick Yorkie. – ponderou Edward sem rodeios.

- O traficante? De nova Iorque? Por quê? – pediu com um sorriso enviesado de escarnio, arqueando suas sobrancelhas em ligeira surpresa.

- Porque ele está ameaçando a campanha à prefeitura do meu filho! – exclamou o Senador.

- E por que o jovem Alec Cullen não veio negociar esse detalhe da campanha eleitoral? – perguntou mais uma vez com diversão.

- Não é da sua conta... – começou Seth, mas rapidamente Jason o interrompeu afastando o sorriso de escarnio de seu rosto.

- Se terei que acabar com a vida de alguém, por mais miserável que seja, eu preciso saber todos os detalhes. Vocês sabem como funcionam as coisas por aqui. Informação completa igual serviço feito, informação incompleta igual serviço não feito. – clarificou suas regras mais uma vez para a dupla de amigos.

Seth rolou seus olhos, enquanto Edward bufava.

- Alec não veio, porque ele não sabe da sua existência. Isso serve, Jenks? – vociferou o político. Mais uma vez o vigarista exibiu seus dentes amarelados.

- Edward, Edward... ainda me lembro quando o seu avó Anthony te apresentou a mim, você tinha o que?! 21 anos?! Se o seu filho quer tirar alguém do seu caminho político ele que terá que ser o contratante. – expôs com calma, fazendo com que Edward fechasse suas mãos em punho em puro reflexo. – Contudo, pela nossa longa história, aceitarei esse único serviço em nome do jovem Alec, mas lembre-se que será o primeiro e o último, ok? – falou com uma voz suave como se estivesse explicando algo para uma criança.

- Cristalino. – provocou. – De qualquer forma, Erick Yorkie tem que ser morto, de uma forma que a culpa caia sobre Benjamin Cheney.

- Ben Cheney está morto há mais de um mês. – respondeu sem emoção Jenks.

- Foda-se! – exclamou Edward. – Então alguém da quadrilha dele. Eles não eram rivais?

- Sim, foi o próprio Erick que embalou o presunto.

- Pronto, simples assim. Apagar um traficantezinho e a coisa mais fácil para você Jenks. Nós três sabemos disso. – pontuou Edward.

- Sim, é fácil. Mas por que você quer tirar o Yorkie da jogada, Cullen?

- O mesmo de sempre, sabe – deu de ombros. -, o filho da puta está querendo ganhar uma diminuição da pena para entregar alguém do esquema concorrente. – rolou seus olhos.

- Considere feito. Sobre o outro assunto, será que você trouxe o que eu pedi? – questionou o advogado de Chicago.

- Como vamos saber que as informações que você tem são verdadeiras? – exigiu Seth.

- Não tem como vocês saberem, mas a vida é assim, vocês terão que me dar um voto de confiança. Agora cadê o meu dinheiro? – pediu com os seus olhos mais arregalados ainda, mostrando uma grossa pasta preta para os seus interlocutores.

- Aqui. – disse Seth entregando-lhe a pasta. – 500 mil dólares em notas de 50 não sequenciais, e sem rastreamento da receita federal.

- Sempre com perfeição. – vangloriou-se o vigarista pegando a maleta para si e entregando o arquivo para Edward. O ruivo entregou a pasta a Seth, que analisou satisfeito o conteúdo.

- Seu trabalho mais uma vez foi feito com cuidado, Jason. – provocou Seth.

- É meu ganha pão, Seth querido. – provocou.

Com os assuntos que deveriam tratar com Jenks resolvidos, Edward e Seth despediram-se do advogado, e começaram a deixar o escritório do trambiqueiro, com o advogado na frente analisando os arquivos em sua mão e Edward atrás. Fora quando os dois estavam passando a soleira da porta que Jenks fez seu último comentário direcionado ao Senador aquela noite:

- Sabe, Edward, se você está pensando em se casar com Isabella Swan como sua filha quer, esses arquivos só te darão mais certeza que ela é a mulher certa para ajuda-lo a chegar na casa branca. – pontuou enigmaticamente. Edward sorriu nervoso e assentiu com a cabeça, deixando o mais rápido possível o clube.

Pela janela de sua sala, Jason Jenks observou o Senador Edward Cullen e seu advogado Seth Clearwater deixando o seu estabelecimento, pelas ruas ligeiramente úmidas de Chicago, percebendo que os dois estavam longe, o advogado pegou o seu próprio celular e discou o primeiro número que tinha na chamada rápida.

- Sim? – uma voz grossa respondeu do outro lado no terceiro toque.

- Senhor White, o trabalho está feito. O Senador Cullen acabou de sair daqui com os dados falsificados sobre a senhorita Isabella Swan. – explicitou Jason.

- Ótimo. Estou fazendo a transferência neste momento. – disse a voz encerrando a ligação sem nenhum outro comentário.

Jenks sorriu satisfeito. Alguns papeis falsificados lhe haviam rendido 1 milhão de dólares.

Sim, o dia de hoje havia sido extremamente produtivo. Era sempre bom fazer negócios com a família Cullen.

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Com o assunto prioritário resolvido, o restante foi extremamente fácil para o político; que mesmo estando cansado não desistiu de acordar Isabella quando chegou do escritório de Jenks para consumi-la mais uma vez sexualmente.

Os encontros políticos e midiáticos que estavam na agenda do Senador Cullen transcorreram tranquilamente. Nem mesmo Siobhan Howell lhe deu um tempo difícil durante a entrevista, ela fora excepcionalmente educada e polida.

Os momentos com Isabella Swan eram sempre satisfatórios. A cada toque de Edward, que acreditava ele estava a introduzindo para o mundo que sempre quis fazer parte, era recebido de maneira magnânima. O corpo feminino parecia aceitar tudo o que ele fazia com ela. O seu corpo cantava para ela. Cada conjunção carnal que partilhavam provava ao Senador que por todo o tempo, todas as fracassadas tentativas de ser um dominante pleno somente fracassaram porque só existia uma pessoa que ele era capaz de tal atitude, e essa pessoa era Isabella.

Fora mais de uma vez que Edward refletiu a conversa que tivera com as mulheres de sua família, que insistiam em dizer que a bela assessora de imprensa seria a única capaz de dar o status político que ele tanto ansiava.

Até mesmo Randall Moore, um grande amigo da família Cullen e patrocinador recorrente das campanhas de Edward; comentou no jantar em que partilharam algumas horas antes de voltarem à Washington, no momento em que a jornalista se retirou para ir ao banheiro, que Isabella era a personificação de tudo o que o avô de Edward, Anthony, sempre quis na política. Ele afirmou pela simples observação da morena que ela a primeira dama perfeita para ele.

Seth, por mais que não gostasse muito de Isabella, teve que dar o braço a torcer e aceitar que Randall estava com a razão. Enquanto Edward absteve-se de sorrir e acenar com a cabeça. O político odiava se sentir dividido. Odiava que a razão submetesse as suas decisões motivadas, principalmente por causa da sua necessidade de prejudicar o primo, Eleazar Masen.

Edward mantinha-se casado com Tanya só porque sabia que a esposa era a paixão do seu primo, que ao primeiro sinal do divórcio ele estaria em cima da loira morango da mesma maneira que urubu fica em cima de carniça. Assim, a necessidade de manter-se infeliz em um casamento desde seu início fadado ao fim, era por simples motivações egoístas. Motivações emocionais.

Entretanto, a veemência de todos em dizer a ele que Isabella Swan seria a esposa que Tanya nunca fora, que seria parceira e tomaria frentes políticas, inspirando mulheres de todo mundo, o deixava animado. Edward sabia que o principal requisito para que um presidente tenha os votos da população feminina no país, é uma primeira dama que as motive, as inspire, que as façam querer ser ela. Como Jacqueline Kennedy foi, e como Michelle Obama tem sido um alicerce indiscutível para a política de Barack Obama.

Sua razão lhe dava inúmeros motivos para entrar com o pedido de divórcio, e mergulhar em uma relação que visava o seu futuro, do que uma que o puxava para a estagnação. Tanya já se sentia ameaçada por Isabella Swan. Esme, Alice e Jane, as mulheres que ele mais confiava, já haviam lhe dito que a jornalista era o seu ponto chave num futuro eleitoral. Randall, que foi conhecido por muito tempo como o melhor lobista e analista político dos EUA, também o havia dito que a morena era o seu melhor. Até mesmo Seth, com demasiada relutância havia concordado com isso.

Mas porque ele não conseguia pedir o divórcio, liberando Tanya da prisão do casamento a qual viviam por 21 anos, e focava-se somente na sua carreira que sempre fora a sua principal motivação? O lado emotivo não deixava. O lado que dominava completamente a sua razão e que o cegava de uma maneira tão vil que era incompreendido. A necessidade de sempre prejudicar Eleazar mais uma vez tomava a frente, como tomara muitas vezes na infância e na adolescência. O fato de estar vinculado com Tanya e o primo não, é que o satisfazia.

Era uma satisfação doentia, e sem nexo. Contudo, era a forma como Edward gostava de mostrar ao primo que era superior a ele. Mas que essa superioridade o prejudicaria no mundo político? Até o momento, nunca havia sido um empecilho. Mas antes ele não conhecia Isabella Swan, e a facilidade com que ela conquistava a todos e amedrontava os adversários era hipnotizante.

Sim. Isabella Swan era o melhor para o seu futuro.

Fora com esse insight enquanto seguia-se em seu carro para a sua casa no quadrante noroeste depois do voo de 3 horas de Chicago ao distrito de Columbia, que Edward decidiu conversar com Seth acerca do seu divórcio, e uma próxima união com Isabella o mais breve possível.

Edward enfim decidiu deixar de lado seus interesses emocionais, e seguir os interesses de sua razão. Deixar de ser egoísta por causa de um ser insignificante como o seu primo Eleazar, e ser egoísta – ou mais egoísta – com a sua carreira, com a sua ambição de alcançar o patamar mais alto da política norte-americana e mundial, Edward Cullen queria e seria presidente dos Estados Unidos da América, e ninguém o impediria.

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Contudo na manhã de sexta-feira, onde ele estava 100% focado em marcar uma reunião com Seth para aquele dia ainda, sua filha, Jane, o lembrou de um evento que ele havia esquecido completamente.

- Você quer que eu seja a sua acompanhante no baile dos democratas amanhã, ou prefere, não sei... ir acompanhado com Isabella, já que... – fez uma cara de desgosto. – minha mãe está na Califórnia? – pediu tirando o foco da agenda em seu celular para encarar o rosto de seu pai, que conduzia o seu carro para o prédio do senado.

- É amanhã o baile anual? – perguntou Edward surpreso, desviando a sua atenção do transito para sua filha.

- Sim... – respondeu Jane lentamente. – Você esqueceu? Pai! Você sabe o quanto é importante esse baile para fazer alianças, acolher interesses políticos e também começar a projetar a sua campanha eleitoral para 2016! – exclamou.

Edward sorriu internamente. Ele havia ensinado bem a Jane à importância de determinados eventos sociais, e era melhor ainda saber que a filha estava feliz com a ausência da mãe em um evento de tamanho porte. Imediatamente o político refletiu sobre o insight que tivera na noite anterior, e se ele quisesse começar a projetar Isabella como uma futura primeira dama, o baile seria um bom começo.

- Peça a senhorita Swan para me acompanhar.

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Notas finais
N/A: Oie! Vocês estão aqui comigo ainda?! Olha lá dessa vez eu nem demorei tanto!
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Como vocês estão?! Eu estou relativamente bem. Aquele que me seguem no twitter ([arroba]sophiequeen_) sabem que a minha real life está uma loucura. E quando eu digo loucura, quero dizer: sem tempo até de comer. Mas com muito esforço, ocupando meu tempo livre fui escrevendo pouco a pouco esse capítulo. Acredito que ele tenha ficado bom, quero dizer, ele é o preâmbulo para os dois próximos capítulos, que são os que mais quero escrever em toda a fic!!! São os dois capítulos mais importantes da trama. Conseguem imaginar o que acontece?! Algum chute, apenas pelos fatos deste capítulo?!
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Tenho certeza que muitos de vocês ficaram inspirados/animados/ansiosos! Prometo que com as minhas férias (míseros 30 dias) eu evolua na escrita e tenha pelo menos uns 4 capítulos prontos, assim eu me desafogo e não fico dando essas longas pausas por aqui, que muitos acham que eu abandonei a fic, algo que todo mundo tá careca de saber que só farei em caso de morte. Então se acalmem e entendam: minha vida não é só escrever fic, infelizmente.
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Nem sei muito que dizer, quero pedir desculpas pela lemon fraquinha desse capítulo. Faz muito tempo que não escrevo uma cena de sexo, e com o tempo limitado tive que ser meio vaga. Desculpem-me por isso.
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Quero agradecê-los mais uma vez por continuarem acompanhando a história, comentando, cobrando, fazendo tudo o que vocês fazem. Como também quero agradecê-los pela compreensão acerca da demora. É a vida, infelizmente. Tod, sua linda. Obrigada mais uma vez por betar isso aqui na excelência de sempre. Te amo ruiva!
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Como sempre quem tiver dúvidas, curiosidades, ou o que for, podem me questionar tanto no tumblr da fic: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ ou no meu formspring: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio.
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Obrigada mais uma vez pelo carinho.
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Até mais!
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Beijos,
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Carol.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!