Notas iniciais
Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!
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Playlist

“Use Somebody” Kings Of Leon
“Private Investigations” Dire Straits
“The Hollow” A Perfect Circle
“Citizen Erased” Muse
“Sympathy for the Devil” Rolling Stones
“I Want You Now” Depeche Mode
“I Want You (She’s So Heavy)” The Beatles
“Yes Boss” Hess Is More

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Capítulo dois – Entrevista

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“Os homens distinguem-se pelo que fazem,
as mulheres pelo que levam os homens a fazer.”
-Carlos Drummond de Andrade-

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O Senador Edward Cullen entrou marchando pesado em seu Gabinete no início da noite de quinta-feira. Ele estava completamente exausto, não porque não gostava da rotina tão movimentada de seu cargo, mas por não suportar ter que presidir por quase oito horas uma seção bicameral sobre um assunto tão incansavelmente debatido que vire e mexe voltava aos holofotes da mídia e da política naquele país.

Tudo por que mais um jovem revoltado e sem instrução ou atenção dos pais resolvera bancar um dos personagens do vídeo game que estava viciado e matar com tiros a queima roupa vinte e duas pessoas em sua escola. Esta história já havia sido reprisada tantas e tantas vezes que o Senador acreditava ser banal discutir mais uma vez a proibição da comercialização de tais jogos, ou então a instalação de um sistema de segurança igual aos aplicados nos aeroportos depois dos Ataques Terroristas de 2001, só que nas escolas públicas.

Nada daquilo até agora surtiu algum efeito e não seria agora que o faria, mas com a algazarra que a imprensa do estado de Ohio, onde o fato ocorreu, e do país inteiro fizeram com que ONGs de Proteção a Criança e ao Adolescente, os Sindicatos de Professores e Pais mobilizassem céus e terra para conseguir uma atitude dos governantes e que aquele maldito projeto de lei fosse elevado ao título de urgência exigindo uma seção especial para sua votação.

Seus colegas das duas casas – Deputados e Senadores – estavam alvoroçados para poder votar mais uma vez no projeto constitucional aprovado já em primeira instância por ambas as casas, que acabou passando por algumas reformas modificadoras desde a primeira votação; tudo isso por causa da pressão que a mídia e a sociedade faziam sobre eles para a providência de uma atitude que os exigiu acrescentar alguns parágrafos e artigos a mais.

Como se fosse culpa dos políticos que os pais destes desgraçados desequilibrados não percebessem que seus filhos estavam se tornando sociopatas, e compravam na internet armas de magnitude letal para acabar com vidas de inocentes, que o único erro que um dia cometeram foi praticar algum tipo de bullying contra o infeliz.

A cabeça de Edward latejava. Uma pontada contínua entre seus olhos o incomodava terrivelmente quando se sentou pesadamente em sua poltrona de couro negro que exalava poder.

Ouvir os debates das seções, posições contra e a favor, manifestos sobre a repercussão da nova lei, toda a balburdia que se instalava nas seções bicamerais era enervante. E sobre aquele assunto era ainda mais, se possível.

Necessitando de nicotina em seu sangue, algo que ele havia se privado pelas últimas oito horas. Edward retirou a cartela de cigarros prateada com o brasão de sua família, que havia herdado de seu avô, o falecido mais ainda poderoso Senador Anthony Cullen do bolso interno de seu blazer, pegando um cigarro tão bem embalado em alguma fábrica no interior do estado de Nova Iorque. Assim que acendeu a porção de tabaco que levara aos seus lábios, o composto químico do mesmo era como um relaxante muscular em suas veias.

O ruivo jogou sua cabeça para trás e fechou seus olhos, deixando que a nicotina contida no cigarro de filtro vermelho da Marlboro fizesse com que o estresse daquele dia esvaísse lentamente. Porém sua sessão de relaxamento durou apenas três tragadas, uma vez que o barulho irritante de saltos altos contra o piso líneo de sua sala o tirou de sua tão breve paz.

- Desculpe a intromissão, Senador. – a voz anasalada e fina de Victoria Collins, chefe de gabinete do Senador Cullen, preencheu de maneira irritante os ouvidos do mesmo. – Precisamos discutir a sua agenda de amanhã.

Com os olhos fechados Edward grunhiu em concordância, enquanto a mulher de cabelos vermelhos como fogo se sentava sensualmente na poltrona de frente para o homem, que não percebeu a tentativa de sedução de sua funcionária por ainda estar de olhos fechados, entretanto, Edward não precisava estar com os olhos abertos, ou encarando Victoria para saber que ela tentava mais uma vez dar em cima dele, aquela cena já era algo completamente rotineiro naquele Gabinete.

- Amanhã não haverá sessões parlamentares, e como já havíamos discutido no início da semana, entretanto amanhã precisaremos entrevistar os candidatos à vaga de assessor de imprensa que desde a demissão do Carter há três meses está vago. – explicou a mulher. Edward, que ainda apreciava seu cigarro, prestava meia atenção no que lhe era dito.

- Quantos candidatos? – questionou rudemente o político interrompendo a tagarelice da funcionária dando uma última tragada em seu cigarro.

Victoria estreitou seus olhos cor de âmbar endurecido, puxando uma respiração. Ela odiava ser interrompida quando falava, mesmo que a pessoa que a interrompesse fosse o Senador Edward Cullen.

- São cinco candidatos. – respondeu concisamente a ruiva, controlando seus nervos para não dizer algo inapropriado que estava na ponta de sua língua.

- Não eram quatro? – questionou o Senador, virando-se enfim para encarar o rosto pálido de maçãs altas, lábios finos, nariz longo e arrebitado de Victoria Collins, sua Chefe de Gabinete.

A ruiva encarou com determinado encantamento os olhos verdes como esmeraldas líquidas, a pele branca aveludada, os lábios voluptuosos, o maxilar quadrado, firme e masculino, como a vasta cabeleira bronze de seu chefe. O Senador Edward Cullen era um espécime belíssimo de homem, um verdadeiro Adônis e não existia uma pessoa sequer no mundo que não concordaria com aquela afirmação.

- Sim. Eram. – confirmou a ruiva lentamente, recebendo um olhar gélido do Senador. – Mas surgiu um currículo interessantíssimo que atende todos os quesitos que procuramos para o cargo de assessor de imprensa e eu tive que colocá-lo entre os selecionados, Senhor. – explicou, estendendo a Edward uma pasta contendo os cinco currículos que tinha estampado o selo do Senado estadudiniense.

O homem que ainda ostentava o título de Coronel da Força Aérea Norte-Americana pegou com aspereza a pasta que lhe era estendida, analisando demoradamente os papéis que estavam dentro dela.

- Senhora Collins. – começou com uma voz suave, porém extremamente fria e calculista. – Qual foi a principal e única instrução que lhe dei quando permiti que você selecionasse os candidatos a essa vaga? – inquiriu com aspereza.

- Que não fossem mulheres, Senador, eu me recordo. – respondeu submissa.

- Então me responda, por que têm duas mulheres entre os cinco candidatos? – perguntou friamente.

- Senhor, elas são...

Começou argumentativa a ruiva, mas com uma arrogância exorbitante o político levantou sua mão para que a mulher se calasse. Assim que notou o gesto, Victoria Collins selou seus lábios, contudo mordendo a sua língua para não continuar se explicando, assim evitando que fosse humilhada por aquele homem.

- Será que a senhora esqueceu-se do imenso problema que tivemos com aquela secretária no meio da minha eleição o ano passado me processando por assédio sexual? – inquiriu fria e sarcasticamente o político, se curvando para frente sobre sua mesa.

Victoria Collins mordeu o interior da sua bochecha para controlar a vontade de rebater aquela sentença porque sabia o que uma insubordinação àquele homem lhe causaria, todavia, seus pensamentos não conseguiram se controlar:

“Quem manda não conseguir deixar seu pau dentro das calças? Basta ver um rabo de saia que tenta enfiar esse pau maravilhosamente delicioso em qualquer boceta!”

Edward Cullen estreitou seus olhos cor de jade, analisando cuidadosamente a expressão rancorosa de sua funcionária. Ele esperava que ela dissesse alguma coisa, na realidade, ele gostaria muito que ela dissesse algo que o ofendesse e assim forçaria que a demitisse, mas a desgraçada da ruiva era extremamente ardilosa, e se ela estava pensando algo ou quisesse rebater as palavras do Senador – como de fato queria – se controlou muito bem.

- Me responda, senhora Collins – voltou a dizer o político quando a mulher não rebateu a sua sentença durante os dois longos minutos que se passaram. – porque tem selecionado o currículo de duas mulheres, que com certeza devem estar nas suas respectivas casas se preparando para a bateria de entrevistas que ocorrerá amanhã? – indagou exacerbado.

- Senador – começou a voz esganiçada da Chefe de Gabinete, controlando-se para não mostrar os seus verdadeiros sentimentos na voz. – tenho pleno conhecimento de sua ordem sobre os candidatos, mas ambas são as que mais se destacam, tem um vasto currículo e sinceramente parecem muito competentes para o cargo do que qualquer outro candidato.

- Mas são mulheres. – contrapôs Edward sorrindo torto.

- Sim, senhor. – confirmou submissa a mulher. – Mas uma delas é uma senhora que é bisavó, e a outra me parece ser daquele tipo celibatária. Eu pesquisei sobre os candidatos; não temos que nos preocupar com um eventual processo, ou problemas.

Edward contemplou por longos minutos os dois currículos que pertenciam ao sexo feminino. Por fim decidiu que Victoria nunca falhara com ele antes na contratação de funcionários ou possíveis funcionários e não seria hoje que ela cometeria um erro que poderia custar não só o cargo dele, como também a função dela.

- Tudo bem – concordou o Senador do Estado de Illinois. – vou aceitar o seu julgamento. Espero que ele não esteja equivocado. – esticou a pasta com os currículos a sua funcionária.

Ele tornou a abrir sua cigarreira e tirou um novo cigarro desta, que levou aos seus lábios e o acendeu tragando profundamente, fazendo com que a nicotina mais uma vez entrasse em contato com sua corrente sanguínea.

- Além destas entrevistas, que irão ocupar todo o meu dia amanhã, o que mais está previsto em minha agenda? – questionou Edward.

- O senhor tem uma reunião na hora do almoço com seu cunhado, o Senador do Texas, Jasper Whitlock. – respondeu agilmente a Chefe de Gabinete. – E a noite um Baile de Gala onde o senhor e sua família são convidados de honra na Galeria Nacional de Arte. – recitou.

- Jane e Alec já confirmaram? – perguntou o político lançando um olhar orgulhoso para a fotografia dele com os filhos, um casal de gêmeos, que se encontrava sobre sua mesa, dando mais uma longa tragada em sua comercializável droga.

- Sim, a senhorita Jane telefonou informando que seu voo sai de Boston ao meio-dia. – respondeu prontamente Victoria.

- Mande Harry buscá-la no aeroporto. E quanto a Alec? – tornou a questionar.

- O senhor Alec tentou falar com o Senhor a tarde toda, e como não conseguiu pediu para que lhe desse este recado. Pediu-lhe para informar que virá de carro de Princeton e chegará em casa a tempo de ir com todos ao Baile. – informou.

- Certo. Providencie que a limusine esteja em minha casa as oito em ponto. – ordenou o Senador. – Mais algo para amanhã, ou para o final de semana?

- Nada, Senador. – respondeu prontamente e profissionalmente Victoria Collins. – Seu fim de semana está livre para passar um tempo com a família. Senhor. – completou a mulher sorrindo sensualmente.

Edward tornou a tragar profundamente sua porção de tabaco. Seus pensamentos por apenas alguns segundos ficaram vazios, enquanto admirava pela janela de seu gabinete todo o National Mall que se estendia por três quilômetros até o obelisco do Washington Monument.

Como não ouviu o som irritante dos saltos da Chefe de Gabinete baterem contra o piso líneo da sala, informando que ela já deveria ter saído da mesma, voltou seus olhos para onde a ruiva estava sentada anteriormente constatando que ela ainda estava ali, piscando languidamente para ele, com um sorriso sedutor em seus lábios tingidos de vermelho vivo.

Astuto e bom leitor das pessoas Edward arqueou suas grossas sobrancelhas bem desenhadas, tragando mais uma vez seu cigarro de filtro vermelho.

- A senhora está dispensada. – informou sem nenhuma emoção ou pesar, porém divertindo-se por dentro ao ver a mulher estreitar em fendas seus olhos cor de âmbar endurecido.

Deixando sua pasta azul marinho com o selo do senado na poltrona ao lado em que estava sentada, a ruiva se pôs de pé alisando o tecido de seu vestido negro, retirou o blazer cinza de corte moderno o colocando sobre a cadeira em que estava e caminhou sensualmente em torno da mesa do Senador parando exatamente atrás dele. Com um sorriso manhoso estampado em seu rosto inclinou-se para frente para poder sussurrar no ouvido de seu empregador, enquanto suas mãos com unhas bem feitas de um vermelho intenso apertavam os ombros.

- O senhor parece tão tenso, Senador. – ronronou, enquanto suas mãos femininas com unhas que pareciam garras massageavam lenta e sensualmente os ombros do homem.

Edward fechou seus olhos verdes e aproveitou por alguns longos minutos a massagem relaxante que sua funcionária e amante ocasional lhe proporcionava. Fora só quando ela desceu suas mãos femininas e muito hábeis para o peitoral do Senador que este abriu seus olhos e sorriu torto divertido, segurando os pulsos da mulher com rudeza.

- Vá para sua casa, Victoria. – ordenou afastando as mãos femininas de si. – James deve estar lhe esperando.

A ruiva que recolheu suas mãos para o lado de seu corpo as apertou com força, fincando suas unhas afiadas na carne de sua palma. Ela se segurou para não bufar audivelmente, contudo, suas narinas se inflaram em indignação por conta da rejeição.

- James não se importa, ele sabe que eu trabalho até tarde. – tentou mais uma vez a ruiva com a voz ligeiramente estridente, levando outra vez suas mãos aos ombros do político.

Desta vez Edward não sorriu torto, ele gargalhou, fazendo sua risada grave ecoar por todo o ambiente enquanto se colocava em pé. O corte feito sobre medida do terno de um designer italiano no tom de azul marinho profundo, sobre uma camisa de linho branco como papel e uma gravata de seda azul com detalhes vermelhos, mostrava a imponência daquele homem. Seu corpo era bem desenhado, com músculos esguios e definidos, resultado dos anos na Força Aérea e dos treinos diários com personal trainer.

- Mas eu quero que você vá para casa, Victoria. – devolveu friamente o homem que caminhou até a imensa janela de seu gabinete e olhou sem realmente ver as luzes dos monumentos que cercavam o Capitólio dos Estados Unidos.

- Edward...

Iniciou a mulher, mas o Senador arregalou seus olhos diante da informalidade que ela o tratava ali, antes de levantar suas mãos e sentenciar.

- Chega, Victoria! Saia imediatamente de meu Gabinete. Amanhã nós iremos conversar sobre essa sua insubordinação. – comandou cheio de autoridade o político.

A ruiva apertou seus dentes, escutando estes rangendo em sua boca, enquanto seu pescoço e rosto ficavam rubros por conta da rejeição. Bufando, Victoria pegou seu blazer e a pasta com os currículos e saiu marchando apressada do Gabinete, sob o olhar atento de Edward que se divertia com a ira da funcionária.

Quando Victoria Collins enfim fechou a porta da sala, o Senador Cullen caminhou até um armário que ficava em meio aos livros de sua biblioteca particular e retirou um copo onde o preencheu com uma generosa dose de Macallan 12 anos single malte.

Com os músculos dos ombros doloridos, Edward retornou a sua mesa, onde repousou o copo para poder despir o blazer de seu terno onde o colocou cuidadosamente sobre a cadeira que antes sua Chefe de Gabinete ocupara, desafrouxou sua gravata de seda, dobrou as mangas de sua camisa e tornou a ocupar a sua enorme cadeira.

Saboreou um gole de sua bebida, antes de retirar um novo cigarro de sua cartela e tragá-lo profundamente depois de aceso. O homem com uma vasta e desorganizada cabeleira ruiva de um tom singular cerrou seus olhos verdes intensos.

Estava cedo para ir para casa, principalmente porque teria que ficar ouvindo Tanya, sua esposa, reclamando de tudo e todos, e quando ele fosse sequer tentar algo sexual com ela, esta recusaria veemente dizendo que estava com dor de cabeça ou então começaria um longo falatório sobre a sua vida social, espantando o desejo sexual de qualquer pessoa viva.

Não. Ele não estava com paciência ou espírito para ouvir a voz aguda e estridente de Tanya hoje. Aquela maldita sessão no Congresso havia acabado com sua paciência e querendo ou não, sua cabeça ainda doía devido aos protestos de seus colegas deputados e senadores.

Ele poderia ir ao Dernier Plaisir, onde tomaria algumas generosas doses de uísque na companhia de Emmett, seu amigo de longa data acompanhado de uma conversa leve, e depois Leah o levaria até seu apartamento ao lado da casa de strip-tease e ele poderia fodê-la. Mas havia um enorme problema: Leah era muito vocal, falava a mesma língua dele, sem contar que ela reclamaria muito pelo fato dele não presenteá-la logo com um apartamento. Se ele não estava com espírito de ouvir sua esposa reclamando, porque ele estaria disposto a ouvir uma prostituta que ele paga caro para meter quando bem quer?

Não. Não. Ele teria que avaliar outra opção. E foi com um sorriso no rosto que ele apreciou a outra opção que desenrolava em sua mente.

Ele poderia facilmente ter um sexo espetacular, sem ter que ouvir um suspiro sequer de reclamação. A única coisa que ele ouviria seriam gemidos maravilhados e luxuriantes. Sorriu enviesado tragando mais uma vez o seu cigarro e depois, quando havia liberado a fumaça de seus pulmões, bebeu um longo gole de seu uísque.

Por que outra razão ele sustentava uma amante estrangeira? Para não ouvir reclamações, e se essa reclamasse, ele não compreenderia uma palavra sequer.

Sorriu para consigo mesmo, deliciando-se do resto das duas drogas legalizadas que se dava o luxo de saborear, gozando do tão raro tempo que ficava sozinho, antes de ir enfim aproveitar-se dos prazeres da carne que lhe seriam proporcionados.

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O trajeto do Capitólio até o quadrante noroeste, onde se concentrava boa parte das universidades da cidade, foi feito com agilidade pelo Senador em seu Volvo XC60 de um tom peculiar de chumbo reluzente, que dependendo da incidência solar poderia parecer até mesmo prata, mas que na penumbra daquela noite pelas ruas do Distrito de Columbia era extremamente escuro. Irreconhecível.

Edward, quando chegou em frente ao The Washington House – edifício onde mantinha a residência para a sua amante Heidi – não parou o automóvel no estacionamento de visitantes, seguiu diretamente para a garagem, para que assim não chamasse a atenção sobre si mesmo.

Como se fosse realmente necessário.

Os moradores daquele complexo de apartamentos pouco ligavam se Edward Cullen fosse um Senador ou um Zé Ninguém, para todos ali era absolutamente comum que um homem pagasse – caro – para uma mulher que lhe desse prazer incondicionalmente morasse com demasiado conforto.

Estacionou o veículo na vaga que era destinada ao apartamento 602 e sem delongas pegou seus objetos pessoais, saindo do carro e caminhando a passadas largas na garagem rumo ao elevador. Edward vinha aquele endereço no quadrante noroeste com bastante frequência para alguém que morava no quadrante nordeste e que concentrava o seu trabalho no circuito do Capitol Hill.

Mas o motivo para ele frequentar aquele lado da cidade era o belíssimo exemplar feminino que lhe proporcionava, a mais de quatro anos, um dos melhores sexos que o Senador já havia experimentado, e olha que nessa conta se podem colocar muitos. Muitas centenas.

Contudo uma das principais vantagens dele vir até ali, além do sexo absurdamente satisfatório, era que Heidi – uma jovem extremamente linda, de origem russa – não falava sequer uma dúzia de palavras em inglês e que também esta não chamava a atenção para si, ou para o homem que a sustentava, já que ela entrara e permanecera ilegalmente nos Estados Unidos, por conta do mercado de prostituição desenfreado que enganava jovens especialmente para aquela finalidade.

Edward deu duas batidas suaves na porta de madeira escura, e antes que ele ficasse impaciente pela demora uma estonteante jovem de vinte e poucos anos lhe abriu a porta. Os cabelos cor de mogno, olhos de gata em um tom claríssimo e impactante de azul, rosto fino e pontudo, com maças altas, que tinham um brilho leve de pêssego e queixo triangular. Seu nariz era pequeno e arredondado em sua ponta. Era fácil notar a sua origem.

Heidi Nureyev rapidamente aprendeu os gostos de seu amante. Apesar de não dizer quase nada em inglês, tinha pleno conhecimento que ele era um homem importante e extremamente rico, que mesmo sabendo da sua permanência ilegal no país a mantinha sem pesar. Por conta disso que a jovem todo o dia se preparava para esperá-lo – mesmo sabendo que era possível que ele não viesse -, mas para ela ficar a sua espera era somente um modo de indicar o quanto ela estava agradecida por ele acolhe-la.

E naquela quinta-feira não era diferente.

Com os cabelos meticulosamente penteados, soltos e lisos sobre seus ombros. O rosto com uma maquiagem suave, que ressaltava a sua beleza natural, sapato de salto alto e fino em seus pés, meias de seda 7/8 negras até suas coxas e completando o conjunto um robe de seda também negro, que ia até o início de suas coxas, frouxamente fechado indicando que ela estava completamente nua por baixo. Da maneira que ele gostava.

Senador Edward Cullen sorriu satisfeito com a imagem. Heidi era a amante perfeita. Sempre pronta e a disposição para servi-lo. Sem um convite, já que não era necessário, o político entrou no apartamento, dando um sereno beijo na têmpora da morena que lhe abria a porta. Colocou os objetos que estavam em seu bolso sobre a mesa de dois lugares, despindo em seguida seu blazer e gravata, abrindo os primeiros botões da camisa branca que usava.

Lentamente como uma felina, a russa caminhou até onde o único homem para que ela dava e recebia prazer estava. Suas mãos com unhas perfeitas, pintadas com um esmalte claro, foram aos ombros largos e rígidos, onde ela passou a massageá-los. Edward gostava daquelas mãos. Eram suaves e pareciam saber perfeitamente onde apertar. Fechou seus olhos esmeraldinos e aproveitou a sensação, fazendo um gemido abafado escapar por seus lábios. Ele estava começando a ficar relaxado, mas não menos atento, uma vez que virou seu imponente corpo para ficar de frente ao pequeno e delicado da mulher e demandou, usando as poucas palavras que havia se disposto a aprender no idioma dela.

- Eu quero silêncio. – e com essa ordem soltou o frouxo nó do robe de seda, que deslizou sobre o corpo da morena acumulando-se no chão, ao redor de seus pés. Admirou sem pudores o corpo escultural, com uma cintura fina e seios pequenos. Os mamilos róseos escuros já estavam eriçados, prevendo o eminente prazer.

E ele veio. Rápido e agradável, pelas mãos grandes e masculinas de Edward que massageavam seus seios, em seguida deslizando-as sobre seu corpo indo de encontro com seu sexo úmido e pulsante. Foi impossível para a russa não ronronar, estimulando assim o instinto de predador sexual de seu amante que com agilidade desafivelou seu cinto e abriu o botão de sua calça a abaixando junto com sua roupa íntima, para em seguida elevar a mulher apoiando suas costas contra a parede marfim e a penetrando lubricamente com seu membro ereto.

Ele estava como sempre insaciável. Suas mãos pareciam estar em todas as partes do corpo feminino, explorando seus seios, apertando sua cintura, estimulando o seu clitóris. Heidi gemia roucamente, deliciada com o prazer que lhe era proporcionado e que ela proporcionava ao homem. O ar selvagem que o dominava, o deixava arrojado e faminto, era uma espécie de estímulo a russa que se segurava nos ombros fortes, se impulsionando para cima e para baixo no membro grosso que entrava e saia dela.

De alguma maneira, o Senador que fodia sua amante contra a parede da sala teve o bom senso de mudar de lugar, indo para um dos quartos – o quarto em que normalmente era preparado pela a morena para recebê-lo, com lençóis de seda cinza claríssimo. Seu membro continuava mergulhado no calor úmido da mulher, o que o estimulava a continuar seus movimentos incessantes.

Ela, com as mãos ágeis, retirou a camisa que ele usava, revelando o seu peitoral definido onde arranhou suavemente com suas unhas bem feitas, arrancando um urro de Edward, que intensificou suas investidas enquanto massageava freneticamente o ponto pulsante da russa a levando ao seu primeiro orgasmo. Ele ainda estava longe de sua liberação, por isso continuou seu ato no mesmo ritmo incessante de antes, levando a morena a mais um orgasmo minutos depois do primeiro.

Percebendo por fim que não conseguiria a libertação apenas com o ato sexual em si, Edward retirou seu membro coberto pela grossa camada de gozo de sua amante da feminilidade quente, úmida, aprazível dela, deitando-se sobre a cama com sua ereção ainda rígida. A morena notou que seu dono ainda não havia conseguido alcançar seu ápice e por conta disso, ela tinha que estimulá-lo de outra maneira. Com a sua boca.

Ela arrastou seus dentes por todo o corpo dele e foi descendo, os seus músculos tonificados começaram a tremer, indefesos. Seus olhos rolaram para trás quando as mãos quentes dela acariciaram a sua extensão, mas fora só quando ela o tomou na boca, trabalhando com força e rapidez que sua visão embaçou. Edward lutava com todos os seus instintos de macho dominante para não explodir. Contudo a sua luta foi em vão, ele liberou em uma rajada todo o seu gozo na boca pequena e feminina que a ainda estava em torno de seu pau.

Quando já não existia vestígio algum do prazer no membro de seu amante, Heidi o soltou de sua boca, recebendo um sorriso agradecido do homem. Ela deu o seu a ele, antes de se levantar da cama para trazer a Edward um cigarro e um copo de seu uísque puro malte preferido. Retornou ao quarto somente para entregar ao Senador suas drogas legalizadas que tanto ele gostava de apreciar, para então se refugiar no outro quarto do apartamento para se limpar e descansar. Era de praxe que depois do sexo o ruivo de cabelos desgrenhados gostasse de ficar sozinho aproveitando a tranquilidade que só o sexo poderia dar a ele.

Edward poderia ter dormido ou ficado semi-inconsciente, não importava. Pela diminuição do som, o homem supôs que deveria ser de madrugada. Hora de voltar para a casa. Saiu da cama revestida de lençóis de seda e se espreguiçou, sentindo seus músculos e ossos relaxados e revigorados por conta do sexo a horas atrás estalarem gostosamente. Sorriu satisfeito, antes de ir ao banheiro do quarto e tomar uma ducha rápida, para tirar o cheiro de sexo que estava impregnado em sua pele.

Tornou a vestir a mesma roupa que estava antes, e aproveitou para fumar mais um cigarro antes de deixar o apartamento. Heidi havia feito um excelente trabalho, ele tinha que concordar. Ficara quieta, a não ser pelos gemidos de sexo que ele tanto adorava ouvir, mas principalmente fizera com que ele relaxasse. Ela precisava ser recompensada. E por conta disso retirou de sua carteira uma dezena de notas de cem dólares as deixando sobre a mesa, antes de enfim vestir o seu blazer, recolher a suas coisas e deixar o apartamento.

As ruas de Washington as quatro da madrugada estavam vazias, a não ser por um ou outro carro andando em alta velocidade pelas ruas. O trajeto que durante o dia ele não faria em menos de quarenta minutos, foi feito em apenas dez por conta das ruas desertas.

Na residência que dividia com Tanya e, que juntos haviam criado seus dois filhos, ficava em um condomínio fechado – um dos pioneiros de Washington – no North Brentwood, um bairro conhecido por suas casas de alto padrão, e por ser o lar da maioria dos políticos. Sua casa em questão fora construída pelo seu avô, o falecido Senador Cullen, que presenteou o neto alguns meses antes de sua morte prematura causada por um câncer na próstata, como demonstração do orgulho que sentia por ele continuar o seu legado.

A mansão era suntuosa. Trazia o ar senhorial, renascentista francês. Com colunas trabalhadas, e pedras lapidadas manualmente em sua fachada. Um verdadeiro palacete, ou como fora apelidada pela filha do Senador: Chateau des Reves, Castelo dos Sonhos.

Edward não podia negar que a casa era extremamente vistosa, mas vivendo dez anos nela, se adaptou rapidamente ao conforto que ela dispunha às margens do Rio Anacostia.

Parou o seu automóvel na garagem, onde também eram guardados o Aston Martin Vanquish –um luxo que ele havia se dado há um ano, mas que raramente usava -, a BMW de sua esposa Tanya e o Audi de sua filha Jane. Decidiu por fumar mais um cigarro antes de dormir algumas horas, admirando a vista que tinha para os parques estaduais, na outra margem do rio. Assim que terminou a sua porção de tabaco, Edward enfim entrou em sua casa que se encontrava escura, a não ser por algumas luzes precárias dos abajures.

Ele evitou fazer barulho, não que fosse uma preocupação, enquanto ia para o foyer onde ficavam as escadas que o levaria para o segundo andar. Entretanto, ao notar as luzes da biblioteca acesas, seguiu o caminho oposto as escadas para averiguar o motivo de seu ocasional escritório estar aceso.

Por mais que quisesse admitir que fosse uma surpresa, não foi nenhum pouco para o Senador encontrar a sua esposa Tanya profundamente adormecida sobre uma das poltronas de tom areia que adornavam a sala. Edward admirou a mulher com quem casara há mais de vinte anos.

Tanya era linda, ele não podia negar. Seus longos cabelos louros acobreados eram sedosos e brilhavam como ouro avermelhado em qualquer luz. Sua pele era reluzente e sedosa, como uma pétala de rosa. Os olhos eram azuis acinzentados enormes e impactantes. Tanya, que é filha de um magnata da beleza em potes da Califórnia, tinha um corpo escultural, que mesmo com trinta e nove anos, mantinha as formas de quando aos dezoito anos foi eleita miss de seu Estado. Era um corpo tão perfeito, tão bem esculpido por cirurgiões plásticos que nem mesmo aparentava que um dia tinha gerado um casal de gêmeos em seu ventre.

O político silenciosamente aproximou-se de sua esposa, onde suavemente retirou uma mecha dos seus cabelos que lhe caiam aos olhos. Tanya mexeu-se inquieta diante do toque inesperado, abrindo preguiçosamente seus olhos espetaculares, demorando em focalizar o rosto do marido.

- Edward? – perguntou acima de um sussurro com a voz rouca por conta do sono. – Que horas são?

- Tanya, o que você faz aqui? – inquiriu Edward entediado. – É tarde.

- Estava te esperando. – ronronou Tanya que esticou seu braço e acariciou o rosto do marido com as mãos suaves, com unhas pintadas de branco semitransparentes.

- Você sabe o que o cargo que ocupo exige de mim, Tanya. Já te disse para você parar de ficar me esperando para o jantar, ou para conversarmos, tenho reuniões nos horários mais loucos e inimagináveis do mundo. – mentiu sem remorso algum o Senador pegando sua esposa no colo para levá-la para o quarto do casal.

- Deveríamos passar mais tempo juntos. – murmurou à loira, enterrando o rosto na curva do pescoço do cônjuge absorvendo o perfume masculino natural que se misturava com o de sabonete. – Você bem que poderia tirar um fim de semana de folga para que pudéssemos ir viajar, só nos dois. – implorou a mulher, algo que ela sempre fazia quando começava a sentir que a distância entre os dois cresciam e pareciam que eram simples estranhos co-habitando a mesma casa.

- Na próxima semana, querida. Não digo nessa porque as crianças estão vindo para cá. Mas na próxima fugiremos para a região dos Grandes Lagos. Vou pedir a Alice emprestada a Casa de Campo. – murmurou contra os cabelos loiros avermelhados.

- Ok. – assentiu sonolenta a mulher, para em seguida a se render mais uma vez ao mundo dos sonhos nos braços do marido.

Como pesava como uma pena, o ruivo não sofreu para carregá-la até o andar superior da casa, e quando chegou ao quarto principal, Edward depositou uma Tanya profundamente adormecida sobre na enorme cama de casal que partilhavam na suíte master. Felizmente a ex-miss Califórnia já estava vestida com a sua camisola de seda champanhe, não precisando assim ser desperta novamente para trocar de roupa.

O ruivo admirou sua esposa. Ele tinha um grande carinho por ela. Ela lhe dera as duas maiores felicidades que ele poderia sequer imaginar: os filhos. E era ai que começava e terminava a sua gratidão por Tanya. Boa mãe ela não havia sido, ele nem precisava gastar muito tempo considerando isto porque se fosse para somar o tempo que a mulher havia ficado com os filhos quando estes eram recém-nascidos ou até mesmo crianças seriam muito pouco.

Nem mesmo fotografias espontâneas com eles e a mãe existiam naquela casa, já que Tanya, depois do nascimento de Alec e Jane, se refugiou em um resorts/SPA que seu pai é sócio no sul da Califórnia onde ficou por quase um ano tratando de seu corpo que havia se desfigurado – como ela dizia – na gravidez; e quando retornou para casa queria mesmo era se apresentar perfeita e deslumbrante em jantares da alta sociedade por estar casada com um, naquela época, Coronel da Força Aérea, que era neto de um Senador e filho do Vice-Presidente, que era uma grande esperança na continuidade do legado político da família.

Era de se questionar, e até mesmo Edward se questionava, do porque ele não havia se divorciado de Tanya ainda, já que tinha motivos mais do que suficientes para isto. Entretanto, o ruivo aprendera cedo quais eram os ofícios da profissão que escolhera, do cargo que ocupara, e se quisesse ainda continuar conquistando a massa de eleitores e um dia se tornar Presidente tinha que se mostrar um marido perfeito, um pai perfeito. Aparentar para toda a sociedade que tinha uma família perfeita.

Balançou a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos. Só mesmo um milagre o separaria de Tanya; e Edward sabia muito bem que milagres não existiam ou aconteciam. Que destino não era algo previsível, cada homem fazia o seu. E ele fez o seu há muito tempo.

O político foi até enorme closet que ficava ao lado do quarto principal e se despiu; como já havia tomado banho no apartamento de Heidi retornou a enorme cama onde sua esposa dormia profundamente e deitou ao seu lado, vestindo somente a sua cueca boxer branca, e em poucos segundos a inconsciência já havia o tomado.

.

Duas horas de sono foi que Edward teve na cama king size forrada com lençóis de algodão egípcio ao lado de sua esposa. Não era muito, obviamente, mas o Senador já havia descansado pelo menos umas quatro horas no apartamento da amante russa.

Quando levantou para ir para a academia que tinha em sua própria casa Edward observou a sua mulher profundamente adormecida. Suspirou cansado. Ela dormiria pelo menos até o meio dia; nunca foi uma pessoa matutina, nem mesmo quando era necessário.

Voltou ao quarto de se vestir e colocou uma roupa confortável para a prática de atividades físicas para exercitar e tonificar seus músculos. No caminho encontrou o suplemento preparado por uma das muitas empregadas da casa, que bebeu em um gole só, para ter disposição para enfrentar a bateria de exercícios que o personal trainer lhe submeteria.

Quarenta e cinco minutos depois de malhação pesada, Edward se encontrava com os fartos cabelos bronzes molhados, e a camiseta cinza que usava ensopada de suor. Contudo, era aquele estímulo de endorfina nas primeiras horas da manhã que o ajudava aguentar a rotina exaustiva de Senador. Bebeu mais um suplemento, desta vez, preparado por seu orientador de exercícios, fumou o seu primeiro cigarro do dia, antes de retornar aos seus aposentos para se arrumar para mais um dia extremamente longo em seu Gabinete.

Optando por um terno cinza claro de um estilista alemão, camisa branca, gravata e sapatos negros, em questão de alguns minutos, Edward estava devidamente pronto. Como já havia feito sua higiene pessoal antes do banho saiu de seu dormitório sem sequer lançar um olhar ao corpo adormecido de sua esposa, já teria que passar a porra do final de semana inteiro em sua companhia, e sabia muito bem que não demoraria a ela começar a perturbá-lo com assuntos fúteis, como sempre fazia.

Deus permita que Alec, seu filho, queira longas reuniões com o pai sobre a sua campanha a prefeito do Distrito de Columbia. Edward parou tempo suficiente na sala de jantar para tomar uma xícara de café antes de seguir rumo à garagem e de lá ir para o complexo de prédios que compunham o Senado Americano.

As ruas de Washington, ao contrário de como estavam de madrugada, se encontravam apinhadas de gente. Carros, ônibus e motociclistas brigavam por um espaço nas largas avenidas da Capital Federal, atrás de uma maneira de chegarem com mais rapidez em seu destino, contudo e felizmente, pegando alguns atalhos, Edward chegou ao Russell Senate Office Building um pouco depois das nove da manhã.

Conhecedor daquele edifício há muitos anos, o Senador Cullen não se admirava com a beleza enervante da arquitetura ou da decoração suntuosa, seguindo com agilidade para o complexo de salas que faziam parte de seu gabinete no terceiro andar.

Não era surpresa encontrar aquele lugar cheio de gente. Estagiários e funcionários andavam de lá para cá lendo e redigindo relatórios, falando ao telefone, interpretando notícias, criando projetos de lei para o Senador levar a votação em alguma sessão parlamentar. Aquela loucura diária era revigorante para Edward. Ele gostava daquilo.

Entretanto, mesmo sendo uma pessoa arrogante e prepotente, Edward Cullen não dispensou um olhar, ou um bom dia a qualquer pessoa que encontrou enquanto caminhava a passadas largas, esbanjando poder e elegância no caminho até seu Gabinete. Ele não precisava esbanjar simpatia a meros subordinados, ele sempre fora um excelente empregador, não tinha o que discutir.

Mal Edward se sentou em sua enorme cadeira, Victoria, sua chefe de gabinete, invadiu a sua sala batendo seus saltos finos contra o piso. Edward a encarou sem emoção. O vestido vermelho somado com a cor de fogo dos cabelos a faziam parecer que estava perigosamente em chamas.

- Bom dia, Senador. – saudou a ruiva sem cerimônia. Edward abaixou seu rosto e voltou a ler as reportagens do Washington Post do dia, algo que iniciara no caminho de sua casa até ali. Observando que não receberia a saudação de volta ou a devida atenção proferiu para o que veio. – Podemos iniciar a seleção dos assessores? Acredito que quando mais cedo começarmos, mais cedo terminará essas baterias de entrevistas. – ponderou energicamente.

Edward suspirou pesadamente abrindo o único botão fechado de seu blazer, e acomodando-se mais despreocupadamente em sua cadeira.

- E tenho escolha? – replicou sarcasticamente. – Traga logo os candidatos. – ordenou arrogante, voltando o seu olhar para a tela do Blackberry em que lia as principais notícias da manhã.

Victoria contraiu seus lábios para não dizer poucas e boas ao Senador, mas se conteve e foi até a recepção chamar os candidatos a vaga de assessor de imprensa.

Foi terrivelmente irritante para os ouvidos do político o som de vários passos contra o piso de seu Gabinete, ou a voz dos candidatos a possível assessor de imprensa despejando palavras graciosas a Victoria e até mesmo ele que se mostrava totalmente desinteressado em sequer levantar os olhos para ver quem havia invadido o seu espaço. Sua fortaleza.

Pelo silêncio fúnebre que recaiu sobre a sala, depois que todos os cinco candidatos e Victoria entraram e se acomodaram nas cadeiras ali dispostas, Edward sabia que estavam esperando que ele iniciasse as apresentações, porém, sua prepotência e arrogância exorbitante deixou que todos o esperassem, fazendo com que os nervos destes aumentassem enquanto ele lia uma reportagem sobre o assassinato de um turista brasileiro na Times Square pelo The New York Times. Não era um assunto importante para ele, contudo Edward gostava de mostrar que ali quem mandava era ele, e tudo seria feito no seu tempo.

Por fim, longos minutos depois, Edward fechou a página do The New York Times em seu celular, guardando o aparelho no bolso interno de seu blazer para enfim encarar o rosto de todas as pessoas que ali estavam. Não se admirou em encontrar ex-assessores de seus adversários ou parceiros políticos, naquele mundo ou era a continuidade de legados ou os mesmos figurões tentando conquistar o seu espaço perto daqueles que tinha mais poder, contudo, o que mais perturbou o Senador Cullen era a desconhecida jovem portadora de uma beleza enervante que ali estava.

Ele nunca a tinha visto no ambiente político, porque se tivesse visto antes aquele espécime feminino nunca teria esquecido já que era belíssima.

Seus longos cabelos castanhos caiam em uma cascata ondulada por seus ombros femininos, eles tinham um brilho avermelhado como de um vinho tinto francês de uma safra raríssima que eram armazenados por longos anos para aprimorar o seu sabor e coloração. Os olhos eram grandes e brilhosos, de uma cor comum de castanho, mas algo neles fazia com que a boca de Edward se enchesse d’água, talvez fosse o tom de chocolate derretido que possuíam. Eles se encontravam discretamente maquiados os deixando ainda mais intensos e misteriosos.

O rosto em formato de coração era emoldurado pelos cabelos, contrastando com a pele branca como a neve que reluzia diante da luz solar que entrava pela janela. As maçãs do rosto da mulher continham um tom róseo natural e transmitiam um ar de inocência, como se ela tivesse com vergonha de algo. Extremamente encantador. Os lábios eram voluptuosos e perfeitamente desenhados – talvez o superior fosse um pouco maior que o inferior, mas era tão mínima a diferença que Edward não podia ter certeza -, eles estavam pintados de um tom de vermelho natural, extremamente discretos.

O pescoço alvo era parcialmente coberto pela gola de laço da blusa preta semitransparente que a belíssima morena usava, porém como esta lhe era justa ao corpo Edward conseguia visualizar com clareza o contorno de seus seios relativamente fartos e arredondados cobertos por um sutiã preto, como corretamente supôs.

Sua boca aguçou ainda mais de desejo, enquanto seus olhos continuavam a admirar o corpo da mulher.

A cintura era fina e estava marcada por um cinto de couro nego. O tecido da saia era colado ao seu corpo e abraçava todas as suas curvas, pelo menos as das coxas, que eram grossas e bem torneadas como o Senador constatou, mesmo sem vê-las desnudas. Assim que terminava o tecido cinza da saia, na altura de seus joelhos, as pernas da encantadora mulher estavam cobertas por meias de seda negras. Edward se viu perguntando se elas terminavam na altura de suas coxas, como ele adorava. E em seus pés saltos stilettos também negros.

Edward fechou seus olhos e suspirou discretamente. Ela usava seus dois pequenos fetiches, e isso o deixou imensamente inquieto. Movimentou-se em sua cadeira ajeitando o seu membro que começava a ficar rígido sob sua calça tão bem cortada somente com a visão daquela candidata a assessora.

Depois de terminar a avaliação por partes, o Coronel da Força Aérea admirou o conjunto. Era simplesmente encantadora. A visão do paraíso.

Sem retirar os olhos da envolvente herdeira de Eva, Edward levantou-se de sua cadeira fechando um dos três botões de seu blazer e andou pela sala, indo até a única poltrona vazia, ao lado de Victoria e de frente para a mulher que agora lhe sorria timidamente.

Inocência, pensou Edward, ela era inocente ou se fazia de inocente. Ele estava louco para descobrir qual assertiva estava correta.

Tentando disfarçar o encantamento por aquela mulher, enquanto sentava Edward conversou algo com Victoria, mas sua visão periférica estava atenta aos movimentos da morena, que revolveu escolher justo aquele momento para descruzar as suas pernas.

O Senador Edward Cullen teve que engolir em seco. Inocência, tornou a pensar debochando de si mesmo, aquela mulher não tinha absolutamente nada de inocente. Era um demônio disfarçado de mulher, que escolheu vir para aquela entrevista não usando nada por debaixo de sua saia.

Ah, sim. Edward tivera a visão perfeita de seu sexo nu, gritando para ele.

O político disfarçou um sorriso, enquanto encarava o rosto da sensual morena que passava sua língua pelos seus lábios voluptuosos atraindo a atenção do ruivo para eles, imaginando como seria tê-los envolta de seu membro fazendo movimentos de sucção, o chupando com fervor de joelhos. Completamente submissa a ele.

Tornou a se movimentar inquieto ajeitando o seu membro em suas calças, fazendo uma promessa a si mesmo que não iria pensar com a cabeça de baixo, por mais que ela estivesse criando vida e ansiando, como um viciado em heroína anseia pela droga, para encontrar com aquele calor úmido que se encontrava entre aquelas pernas.

A bateria de entrevistas começou com cada um dos candidatos dizendo sobre as perspectivas de trabalho, o que esperavam deste, entre outras perguntas de praxe. Victoria fazia anotações fervorosas em seu bloco de notas, enquanto Edward fingia prestar a atenção, mas ainda com a sua memória no sexo desnudo daquela sensual candidata a sua frente.

Quando foi a vez da última candidata falar, a morena, o Senador enfim resolveu prestar a atenção. Ele necessitava saber quem era aquela mulher e talvez tentar decifrar porque ela mexia com seu instinto.

- Senhorita Swan, por favor, se apresente. – instruiu uma entediada Victoria.

- Bom dia a todos. – sorriu candidamente. – Primeiramente é um prazer imenso estar nesta seleção, concorrendo com pessoas com muito mais experiência do que eu, como também estar presente com um político do calibre do Senador Cullen. Eu me sinto lisonjeada somente por estar nesta sala. – expressou humildemente, com um sorriso tímido no rosto. – Contudo – a sua expressão imediatamente mudou, ainda mantinha aquela postura terna, mas um brilho de ambição e arrogância tomou o seu olhar. -, acredito que sou mais capaz do que aparento ou que diz o meu currículo para esse cargo. Eu trago uma visão diferente, perdão aos meus colegas – ela lançou um sorriso fingido aos seus oponentes. -, mais clara, objetiva e menos maculada dos bastidores políticos. E acredito diante de uma figura tão importante no Senado, o Senhor – seus olhos castanhos perfuraram com intensidade os verdes dele. – precise de uma assessora de imprensa que entenda e saiba instruí-lo a dar as respostas corretas aos jornalistas, sem desagradar seus eleitores, fazendo com que eles continuem votando no Senhor nas eleições.

Edward admirou com curiosidade a mulher. Ela era linda, sensual, sedutora, isso ele já não podia mais negar; bastou olhar para ela, que ele já identificara tudo aquilo, porém em nenhum momento ele sequer imaginou que aquela morena iria dizer as palavras exatas que ele queria ouvir. Era como se ela soubesse dos seus planos mais secretos. Que partilhava uma cumplicidade com ele.

- Desculpe-me, mas a senhorita não disse o seu nome. – interrompeu Edward ligeiramente curioso.

- Perdoe-me Senador, me chamo Isabella Swan. – sorriu amplamente e sensualmente em direção a Edward. – Me formei em Jornalismo pela Northen Arizona University em Flagstaff, cursei MBA em Direito Público na Universidade de Washington em Seattle e atualmente estou em fase de finalização do meu PhD em Ciências Políticas pela The George Washington University. – recitou orgulhosa.

Edward sorriu torto, acenando com a cabeça para que Isabella continuasse sua apresentação. Ela lhe retornou o sorriso, fazendo com que suas bochechas se tingissem de vermelho. Novamente a falsa inocência, pensou o político se questionando se ela fazia aquilo involuntariamente ou de caso pensando.

- Apesar de ser mais nova que os meus oponentes – sorriu mais uma vez com fragilidade e meiguice. -, tenho apenas trinta e três anos – suas bochechas intensificaram o tom rubro, enquanto naturalmente a morena disfarçava mexendo em seus longos cabelos castanhos avermelhados. – e aparentemente nenhuma experiência como assessora de imprensa, trabalhei em jornais independentes como redatora-chefe, sempre puxando as minhas reportagens de campo para o lado sócio-político, esta interação da sociedade com a imprensa, com os políticos e com a própria política, sempre procurei analisar os dois lados, somar as propostas dos governantes com o que os cidadãos querem, mostrando pontos de vista pessoais e sociais. Em nenhum momento, devo acrescentar, tive algum tipo de problema com as autoridades políticas nas cidades em que atuei como jornalista.

- Sim, nós observamos isto nas suas três cartas de recomendação. – explanou Victoria centrada, ainda anotando fervorosamente em seu bloco de notas. – Os seus últimos empregos, ou melhor, estágios, Senhorita Swan, foram em grandes jornais do país, o Seattle Post e o Washington Post, em ambos, segundo o seu currículo, a senhora se concentrou na área de assuntos políticos, podendo acompanhar pessoalmente como funciona o dia a dia de Congressistas, uma campanha política, um candidato concorrente que usa meios ilícitos para conseguir vantagens entre outros aspectos, quais são as funções exercidas, as obrigações pertinentes, e o que é uma eleição em si e como o candidato eleito deve agir depois desta. A senhorita acha que somente com essa visão primária é capaz de auxiliar um Senador dos Estados Unidos nas suas funções diárias, de enfrentar a mídia, preparar discursos para os eleitores e colegas políticos, e até mesmo o auxiliar durante entrevistas?

- Com toda a certeza. – concordou Isabella com um olhar atento e um sorriso desafiador. – Sei que sou capaz de auxiliar e fornecer todos os meios necessários e esperados de uma assessora de imprensa para o Senador Cullen.

- Certo. – concordou Victoria, anotando algo em seu bloco. – Iremos fazer uma pausa para o almoço e retomaremos as entrevistas, desta vez, pessoais, entre vocês candidatos e o Senador, depois das duas da tarde. – informou a ruiva. – Seguiremos a mesma ordem que usamos aqui. Iniciando pelo senhor Jensen, seguido pela senhora Meyer, passando pelos senhores Robinson e Brown, encerrando na senhorita Swan. Ok? – questionou retoricamente Victoria se colocando de pé, alisando o tecido de seu vestido vermelho.

A ruiva foi a primeira a abrir caminho entre as pessoas da sala, abrindo a porta do Gabinete para que os candidatos saíssem. Isabella que propositalmente ficou para trás para guardar algo em sua bolsa, era admirada sem pudores pelo Senador Cullen que ainda fantasiava com o sexo nu da candidata a vaga de assessora.

Evitando postergar mais sua saída, Isabella calculou com exatidão o momento que todos estariam distraídos com a saída para o almoço, menos Edward que ainda estava sentado na poltrona a sua frente, para descruzar suas pernas, escorregando propositalmente um pouco para frente no acento de couro negro, fazendo com que sua saia subisse o suficiente para que os olhos do homem defronte a ela captassem o elástico grosso e negro que conectava a cinta liga de renda também preta em torno de sua cintura ao meio de suas coxas onde as meias de seda negras que ela usava terminavam, e aproveitando a oportunidade pudessem revelar ao Senador, mais uma vez, a visão do sexo desnudo de roupa íntima e de pêlos pubianos da linda e sedutora jornalista.

Desta vez Edward não foi nenhum pouco discreto em ajeitar o seu membro já duro em suas calças, o massageando descaradamente para que Isabella pudesse ver o quanto estava afetando-o, ou pelo menos com os instintos sexuais dele. As bochechas femininas ficaram novamente rubras, fazendo com que o ruivo se deliciasse da visão sorrindo torto diante da atitude de falsa inocência daquela mulher, que lhe retribuiu o sorriso timidamente, saindo enfim a passos lentos do Gabinete enquanto rebolava o seu traseiro arredondado e arrebitado para o espectador atento, que a admirava entorpecido.

O Presidente do Senado jogou a sua cabeça para trás no encosto da poltrona fechando os seus olhos que ainda guardavam perfeitamente memorizadas as dobras de veludo que aquele sexo que ele tanto almejava naquela ocasião possuía. Sobressaltou-se quando bateram na porta de seu Gabinete.

- Senador, desculpe a intromissão, mas seu cunhado o Senador Whitlock está a sua espera. – informou um dos muitos estagiários que trabalhavam no escritório do Senador de Illinois.

- Diga a Jasper que já estou indo. – informou Edward concisamente, verificando que o seu membro ainda estava semiereto. – Por favor, hum... Cortez – forçou o Senador a se recordar o nome do estagiário. – encoste a porta.

O jovem de cabelos louros encardidos que temia aquele homem, como uma zebra teme um leão na selva africana, sequer encarou os olhos do empregador, por isso não tinha noção do motivo do pedido, mas o atendeu prontamente.

Edward, por sua vez, assim que se encontrou sozinho na imensidão luxuosa de seu Gabinete bufou irritado. Ele não suportava se encontrar naquele estado: duro, sem previsão para liberação e com uma reunião a sua espera, tendo que recorrer a sua mão como um adolescente hormonal, o que a muito ele não era. Suspirou pesadamente se pondo em pé e indo em direção ao banheiro que ficava em sua sala.

Felizmente foi mais fácil e mais rápido do que ele imaginava conseguir aliviar a sua tensão. Bastou que ele recordasse mais uma vez aquela boceta deliciosamente lisa que teve o prazer de admirar, ou então, imaginar aqueles lábios avermelhados e voluptuosos em torno de seu pau, com ele batendo fundo em sua garganta embrenhando seus dedos grossos e grandes entre aquelas cabelos castanhos forçando para foder aquela boca pequenina e deliciosa, enquanto as mãos femininas com unhas pintadas de um esmalte escuro, preto provavelmente, massageavam com fulgor suas bolas.

Excepcionalmente prazeroso foi imaginar aquilo e conseguir alguma espécie de alívio, porém algo ainda deixava Edward inquieto, ele precisava ser acolhido pelo calor do sexo feminino para conseguir tranquilizar seus instintos e amenizar a sua fome, contudo, isto teria que esperar para mais tarde. Agora ele teria uma reunião um pouco séria com seu cunhado e aliado político o Senador do Texas, Jasper Whitlock.

Não aparentando abatimento, ou qualquer ruga em seu terno que indicasse o que a pouco o Senador Cullen tivesse feito, este saiu de sua sala caminhando orgulhoso e arrogantemente por entre alguns funcionários e estagiários retardatários que ainda não haviam saído para o almoço, não dispensando um olhar a qualquer um deles, encontrando com Jasper andando impaciente no corredor onde ficava o complexo de salas que pertenciam ao Senador Cullen.

Edward conhecera Jasper há muitos anos, mais exatamente durante o alistamento e envio de tropas para a Guerra do Golfo. O loiro de corpo atlético e gentis olhos azuis, atual Senador do Texas, fora condecorado com a mesma patente que o Senador Cullen naquela ocasião, em maio de 1990. Ambos lutaram lado a lado. Edward como Coronel da Força Aérea e Jasper como Coronel do Exército, para combater a invasão do Kuwait por tropas Iraquianas lideradas por Saddam Hussein.

Infelizmente naquele conflito o jovem Jasper Whitlock com seus vinte e três anos de idade fora gravemente ferido em um embate corpo a corpo, e trazido de volta aos Estados Unidos, onde depois de uma recuperação lenta e dolorida tornou-se um dos muitos pupilos do Senador Anthony Cullen para ingressar na política. Novamente os dois companheiros de batalha voltaram a se encontrar, mas uma ligação que acreditavam que ficaria somente no âmbito político mudou drasticamente quando Jasper conheceu Alice Cullen, a irmã mais nova de Edward.

Foi arrebatadora e intensa a paixão que o rapaz humilde do Texas e a moça refinada de Chicago partilharam, mas esta paixão só se tornou algo real anos depois, quando Alice concluiu sua graduação em Psicologia em Dartmouth. Foram poucos meses de namoro, antes de acontecer o casamento. Uma cerimônia simples, intimista, mas cheia de amor e cumplicidade.

Jasper amava Alice e faria qualquer coisa para ela, e isso era uma das coisas que Edward mais admirava no amigo. Que mesmo sendo um excepcional político, um visionário dentro de seu partido e do Congresso, se Alice lhe pedisse para abandonar tudo e começar outra profissão, ele faria, somente para agradá-la, ao contrário de Edward que nunca se destituiria do poder que tinha por causa de uma mulher, principalmente por causa de Tanya, a esposa que tinha.

- Jasper. – cumprimentou saudosamente Edward apertando a mão do cunhado.

- Olá, Edward. – retribuiu o gesto o nobre cavaleiro do sul. – Vejo que você finalmente está fazendo a seleção para um novo assessor de imprensa.

- Era necessário, meu amigo. – concordou Edward com um sorriso simpático. – Vamos? – ofereceu, convidando o loiro para deixarem aquele corredor de paredes brancas e carpete azul com detalhes mínimos vermelhos, simbolizando o patriotismo tão fervoroso daquela nação.

Os Senadores do Texas e de Illinois optaram por almoçar e também conversarem no restaurante que ficava no andar superior do Capitólio que era pouco utilizado pelos Deputados e Senadores que preferiam ir a restaurantes mais elegantes e públicos do que aquele. Sabendo das escolhas do cunhado, Jasper reservou uma mesa para os dois na ala dos fumantes, o que se mostrou uma ótima escolha, pois bastou que os dois estivessem sentados para Edward retirar um cigarro e começar a saboreá-lo.

- Como está Alice? – inquiriu Edward entre uma tragada e outra. Jasper sorriu amplamente só de pensar na esposa.

- Está engajada em um novo projeto de psicologia infantil. – respondeu orgulhoso. – Você conhece a sua irmã, Edward, sempre procurando ajudar os outros. – o ruivo sorriu ao recordar-se da alma benevolente e pura de sua irmã Alice.

- E como andam os tratamentos? – questionou Edward sem rodeios, sabendo que aquele era um assunto delicado para sua família, sua irmã, mas principalmente para o amigo.

- Já perdi as esperanças, Edward. – confessou com ar cansado Jasper, brincando despreocupadamente com os talheres de prata que estavam sobre a mesa. – Já disse a Alice, assim como os médicos já informaram também que a minha esterilidade é irreversível, mas ela é incansável em procurar respostas – suspirou pesadamente. -, se eu pudesse voltar no tempo nunca teria hesitado em atirar naquele iraquiano que fez isso comigo. Nunca. – confessou o Senador texano, que apesar de não ter sofrido nenhum dano físico visível durante a Guerra do Golfo, fora atingido em seu baixo ventre quando oferecia asilo para um soldado da tropa do ex-ditador iraquiano.

- Essa nunca foi a sua natureza Coronel Whitlock – replicou compreensivo Edward. -, se você tivesse matado aquele homem sem antes lhe oferecer a chance de se arrepender de seus erros, e ajudar as Forças de Coalizão, você não seria este homem honesto, perseverante e forte que eu conheço, e que convenhamos, não existe um melhor para a minha irmã. – contemplou Edward com um sorriso enviesado, dando mais uma tragada em seu cigarro.

Jasper sorriu torto com as palavras do amigo.

- Alice é uma das poucas coisas boas que aconteceram em toda essa desgraça.

Os dois homens, amigos de longa data, fizeram os pedidos de seus pratos deixando de lado os assuntos pessoais e familiares, para tratar, enfim, da finalidade daquele almoço. Edward após terminar o primeiro cigarro, buscou outro em sua cartela, saboreando junto com uma dose de uísque para lhe abrir o apetite e fazer com que ele relaxasse um pouco.

- Edward – iniciou Jasper profissionalmente quando os pratos foram trazidos a mesa. -, nosso partido está passando por problemas.

- Eu sei. Perder o controle da Câmara foi um golpe baixo para o Presidente, mas felizmente ainda somos maioria no Senado. – respondeu prontamente regando o seu macarrão piamontese com azeite de oliva.

- Sim Edward, mas se nós democratas não trabalharmos juntos com os republicanos e mudar nossa postura diante do povo essa diferença vai durar pouco tempo. A população que apoiou o Presidente na eleição está ficando insatisfeito com a crise que estamos passando, e corre o bochicho que eles preferiam um país em guerra, mas com a economia em ordem, do que um país retirando aos poucos as tropas do Afeganistão e do Iraque, mas caindo no limbo da crise econômica. Nossa moeda vem caindo dia a pós dia nas bolsas de todo o mundo.

O Senador Cullen suspirou pesado. Ele sabia que aquela crise econômica era passageira, mas com a velocidade das informações na era digital, com toda a população sabendo o que acontecia no mundo a partir de um clique, fazia com que a histeria se instalasse. O medo de ficarem desempregados e sofrerem necessidades econômicas se espalhavam como rastilho de pólvora.

- Nunca ninguém está satisfeito. Quando os republicanos mandavam no país todos criticavam abertamente as decisões do Presidente afirmando que um democrata saberia lidar melhor com a pressão. Quando um democrata assume, as críticas voltam a atacar dizendo que o que falta é um punho forte em nós. O que eles querem? Um ditador controlador? Um Presidente semi-analfabeto? Monarquia? Não tem o que fazer para agradá-los. – esbravejou o ruivo batendo o seu pulso na mesa fazendo com que os talheres tintilassem uns contra os outros e com a porcelana dos pratos.

- Não adianta se revoltar, Edward. É o povo que nos elege, eles querem segurança, perspectiva de vida, dinheiro, emprego, casa para morar sem ter que pagar hipotecas altíssimas ou taxas de juros em empréstimos bancários, ou ainda tributos de urgência impostos pelo governo para aumentar o PIB. Mas a economia do jeito que está... – Jasper suspirou pesado, enquanto cortava o suculento bife em seu prato. – Precisamos injetar um pouco de ânimo aos eleitores.

Edward que levava um pouco de massa enrolada em seu garfo até a sua boca parou no meio do gesto.

- Como assim ‘injetar um pouco de ânimo aos eleitores’? – inquiriu ligeiramente curioso e inquieto.

- Se você se preocupasse menos com os prazeres carnais e fosse a reuniões de família teria ouvido a solução que seu pai e o Presidente querem de nós, Senadores. – repreendeu Jasper.

- Quando foi esse jantar? Por que não fiquei sabendo que o Presidente iria também? Por que não me avisaram? – questionou sem pausa Edward.

- Edward, se acalme. – exigiu o Senador Whitlock. – Foi um pouco de surpresa a chegada do Presidente. Seu pai esteve com ele a tarde toda em uma reunião sobre o partido, e sua mãe o convidou para se juntar a nós no jantar. Na ocasião você tinha ido a Chicago resolver um problema com os investidores da sua campanha. – ponderou calmamente.

- Isso foi há duas semanas Jasper, porque está me informando disto somente agora? Por que não me mandou um memorando, exigiu uma reunião? E porque meu pai não entrou em contato comigo? Carlisle parece estar perdendo a mão. – protestou irritadiço por ser o último informado sobre aquela reunião.

- Foi um pedido do Presidente. – expôs Jasper saboreando sua carne. – Não se esqueça, Edward, que você é um representante do Senado, do partido do Presidente e também do Estado dele. Ele precisava avaliar com os republicanos a chance de seu colega unir-se a nós em alguns projetos.

- O partido quer que eu me una com o desgraçado do McConnell? – perguntou estarrecido Edward.

- É uma boa jogada política, Edward. E se você quer mesmo que sua ambição de ser Presidente se concretize em 2016 é melhor aceitar estas alianças políticas com o partido republicano. McConnell tem muito mais poder diante da Presidência do partido do que supomos. – contrapôs o humilde Senador do Texas.

- Terei que pensar e analisar os prós e os contras antes de fazer uma aliança política com alguém como Marcus McConnell. – sentenciou o ruivo dando mais uma garfada em seu almoço.

- Independente do que você for decidir, tome esta decisão para no mais tardar semana que vem Edward, as críticas da imprensa e principalmente os comentários ácidos de James Collins estão derrubando a sua popularidade e a do partido. – comentou despreocupadamente Jasper terminando o seu almoço.

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Edward Cullen bufou irritadiço.

- Maldito Collins. Preciso acabar com esse desgraçado! – proferiu, abandonando o prato meio comido e virando com fervor o resto do uísque.

Jasper Whitlock se absteve de comentar, era uma das poucas ideias que partilhava com Edward, que James Collins mexia com fogo ao ridicularizá-los e colocá-los como palhaços.

O almoço entre os dois amigos terminou leve da mesma maneira que iniciou. Jasper sabiamente mudou drasticamente o assunto não retornando a falar nos assuntos do partido ou em alianças políticas que deveriam fazer, desta vez optou por falar dos sobrinhos, Jane e Alec, que eram o orgulho não só de Edward, mas como também de toda a família Cullen. Logo o assunto se guiou pela futura campanha de Alec Cullen a Prefeitura do Distrito de Columbia.

Não foi uma conversa muito longa, já que ambos tinham inúmeros compromissos durante a tarde; Edward chamou Jasper para um brunch em sua casa no dia seguinte para que junto de Alec e de Carlisle, seu pai, pudessem avaliar como partiriam para o ataque contra os republicanos na briga pelo comando da Capital Federal.

Edward retornou ao seu gabinete no complexo de salas Russell Senate Office Building, para as longas horas de entrevista que teria pela frente. E como ele previu, foram maçantes e iguais, ou pelo menos foram às quatro primeiras.

Caminhando sensualmente e mantendo a imagem de inocência que estava disposta que todos acreditassem, Isabella Swan entrou sorrindo no Gabinete do Senador Edward Cullen, contudo, a morena surpreendeu-se ao não ver o político ocupando a sua enorme cadeira de couro negro, atrás da imensa mesa de carvalho. Atordoada a mulher procurou com seus olhos vagamente pelo homem, porém não o encontrou, deliberadamente decidiu se sentar em uma das cadeiras em frente à mesa e aguardá-lo, porém antes que pudesse sequer pensar em se preparar em sentar uma voz rompeu o silêncio da sala.

- Gostaria que se mantivesse em pé, senhorita Swan. – ordenou com a voz profunda e grave do ainda Coronel da Força Aérea.

- Sim senhor, Senador. – obedeceu com subordinação Isabella, começando a virar o seu corpo para a origem da voz.

- Uh-huh, continue do jeito que está; olhando para frente. – instruiu o imponente ruivo.

Isabella mesmo a contra gosto, por não gostar de ser ordenada a fazer nada, se controlou para continuar olhando para frente, para a janela do Gabinete do Senador Cullen admirando toda a extensão do Capitol Hill.

Edward se encontrava parado a alguns metros atrás em meio às sombras dos nichos cheios que livros que compunham a sua biblioteca particular. Admirou o corpo daquela morena, mais uma vez. Ela não era alta como uma modelo, mas também não era baixinha como uma pré-adolescente, tinha a altura perfeita para uma mulher. O seu corpo era torneado e voluptuoso, cheio de curvas nos lugares certos; os músculos eram esguios e suavemente tonificados.

As pernas, mesmo cobertas por meias de seda negras aparentavam ser lisas, sensuais e firmes assim como a sua bunda perfeitamente arredondada e arrebitada. O ruivo teve que apertar suas mãos em nós, sentindo o seu membro se constringir dolorido em suas calças. Ele estava louco de desejo de apertar rudemente, luxuriosamente, voluptuosamente aquele traseiro.

Os ruídos das respirações arfantes do político e da jornalista ecoavam pelas paredes de madeira escura que compunham a decoração tão antiga do Gabinete. A temperatura dentro daquela sala contrastava quase que doentiamente com a de fora daquelas paredes, que ainda mantinham os resquícios do inverno rigoroso.

Ali naquela sala o calor era tão sufocante que parecia o próprio inferno em chamas.

Filetes finos e imperceptíveis de suor escorriam pela nunca de Isabella, impossibilitados de continuar o trajeto pelas costas femininas por causa da blusa preta que ela usava. Em contrapartida, o Senador Cullen parecia indiferente ao calor que fazia, não derramando uma gota de suor sequer sob seu terno bem cortado.

O político andou discretamente entre as sombras da sala, indo em direção a porta do escritório e a trancando. Edward não gostaria de ser incomodando em meio a uma entrevista como aquela.

- Por que a senhorita quer ser minha assessora de imprensa? – inquiriu Edward, caminhando sorrateiramente pela sala, se aproximando derradeiramente do corpo feminino.

Uma ansiedade estrangeira tomou conta de Isabella deixando o seu corpo quente e cheio de expectativa. Notando que o Senador Cullen aguardava a sua resposta, ela manteve seu nervosismo sobre sua supervisão, engolindo em seco antes de responder.

- Acredito que por ser jovem, posso trazer a visão correta do que o Senhor deve passar para seus eleitores e para a mídia através de suas entrevistas e pronunciamentos. – respondeu prontamente sem gaguejar.

- Resposta errada, senhorita Swan. – recitou Edward, aproximando-se matreiramente da morena de olhos avelãs. – Por que eu devo contratar a senhorita como minha assessora? O que você irá me fornecer se eu lhe der este emprego?

Mais uma vez, Isabella tentou controlar o seu nervosismo mordiscando com força seu lábio inferior o deixando sensível e avermelhado, contudo, ditosamente Edward não os vislumbrou.

- Acredito que ajudarei o Senhor a conquistar uma massa de ouvintes divulgando suas ideias e ideais e o ajudarei a se reeleger nas próximas eleições. – explanou Isabella com a voz tremida, ligeiramente perturbada pela primeira vez desde que pisara naquele Gabinete para a sua entrevista de emprego. Sentiu-se terrivelmente incerta sobre o que o Senador Edward Cullen gostaria que ela respondesse, ou se ela realmente conseguiria executar o seu plano tão meticulosamente traçado.

- Novamente a resposta está errada, senhorita Swan. – divertiu-se o político, aproximando-se mais da mulher, que tão distraída com seus próprios pensamentos não percebeu que ele havia postando-se exatamente atrás dela, aproveitando-se do calor que irradiava de seu corpo em ondas de um desejo primitivo.

“O que a senhorita pode oferecer para mim?” – perguntou cheio de autoridade.

Desta vez, entretanto, Edward não esperou uma resposta. Suas mãos grandes e masculinas sem pestanejar espalmaram-se nas laterais das coxas de Isabella levantando lentamente o tecido cinza da saia que ela usava. O ruivo permitiu que o seu corpo cola-se ao dela e que a sua ereção crescente e rígida pressionasse entre suas nádegas. Isabella segurou uma respiração surpresa, enquanto as mãos furiosas e desejosas daquele homem entravam por debaixo de sua saia – conseguindo acumular todo o tecido em torno de sua cintura – tocando possessivamente à pele quente de suas coxas, ignorando as meias de seda, ou até mesmo os elásticos que prendiam sua cinta liga as meias, indo em direção ao seu ponto pulsante.

- O que você pode oferecer para mim, senhorita Swan? – repetiu o político, desta vez no ouvido da jornalista, mordiscando-o no final de sua sentença e espalhando aquela centelha de fogo por todo o corpo feminino como se fosse um incêndio incontrolável, enquanto tocava quase que imperceptivelmente o sexo da morena.

A jornalista fechou seus olhos cabalmente rendida. Estava ansiosa pelo toque masculino que a incitava de maneira lúbrica. E aceitou, internamente, que para tê-lo faria qualquer coisa.

- Tudo. – respondeu arfante Isabella, prestes a se desmoronar na onda de prazer que tomava o seu corpo como um Tsunami devastador.

Edward sorriu ruidosamente contra a orelha da mulher.

- Agora sim a resposta correta. – informou a empurrando sem delicadeza alguma contra sua imensa mesa de carvalho, estendendo os braços finos e femininos para frente, possibilitando que ela se segurasse na madeira do outro lado e que também não tentasse se esquivar do que ele lhe proporcionaria.

Os seios tão perfeitos e naturais mesmo ainda cobertos pela sua roupa foram pressionados contra a madeira fria. Sua bunda magistralmente arredondada e agora completamente nua se arrebitou para o ar, o presenteando com a visão total de seu objeto de desejo por todo aquele dia.

Sem conseguir mais conter as suas mãos para si mesmo, Edward alisou delicadamente a pele clara e suave como uma pétala de rosa, que era marcada pelos elásticos negros da cinta liga que ela usava. Isabella gemeu ruidosamente, tremendo com o gentil toque, ansiando por mais. Ele sabia o que ela queria, pois o político escorregou lentamente seus dedos longos e grossos pelo vão entre as bochechas de seu bumbum, insinuando-se por todo o seu períneo, para no fim encontrar a fonte de prazer que estava pingando de excitação, totalmente inchada e pulsante.

Isabella se contorceu com o toque masculino em sua feminilidade. Algo naqueles dedos, naquele homem, fazia com que ela padecesse e o seu desejo fosse rapidamente saciado e possivelmente de maneiras inimagináveis para ela. O simples toque suave daqueles dedos em sua carne nua disparava pequenos choques elétricos por seu corpo. Algo que ela nunca antes havia sentido.

Edward como um bom caçador, um leão faminto que cercava a sua vítima – neste caso um cordeiro indefeso, rendido a ele antes de dar o bote –, se aproveitou da sensação de vulnerabilidade que dominava o corpo feminino, e, a onda de poder sexual que se espalhava pelo seu próprio corpo, indicando que era ele quem comandava aquele ato, que tudo seria feito ao seu comando, quando ele quisesse e por conta exatamente disso optou por brincar com a sua ‘comida’. Deleitando-se com a frustração que tomava o corpo da mulher.

- Realmente senhorita Swan, você acha que pode vir para uma entrevista de emprego no meu Gabinete não usando absolutamente nada por debaixo de sua roupa? Então não satisfeita de se insinuar descaradamente, usando trejeitos de menina tímida e sair tranquilamente, como se nada tivesse feito? – questionou o Senador entre os dentes, beliscando com força o clitóris inchado, fazendo a morena gritar de surpresa pelo gesto inesperado.

“Me diga, senhorita Swan, o que você queria com isso?” – provocou mais uma vez, por fim a penetrando com dois de seus longos dedos movimentando-os freneticamente, entrando e saindo em um ritmo mal coreografado, tirando toda a capacidade de concentração de Isabella em dizer qualquer coisa. Todavia ela tentou arduamente responder aquela questão.

- Eu... eu... – gaguejou a morena, que estava tão deliciada com o toque que os dedos mágicos do Senador proporcionavam em seu clitóris e em sua entrada que não percebeu que ele desabotoava a sua calça, liberando o seu membro e suas bolas da prisão incomoda e forçada que antes era submetida pelos tecidos de suas roupas, já que, de alguma maneira inesperada ele alcançou certeiramente o seu ponto G, o estimulando energicamente com seus longos dedos, causando que uma súplica fraca e rouca saísse pelos lábios voluptuosos e sem cor da jornalista.

- Você o quê, senhorita Swan? – brandiu autoritariamente o homem contra a sua orelha, retirando propositalmente seus dedos da intimidade quente, pulsante e úmida que estava a sua disposição, que ele estava conseguindo com maestria deixar a dona enlouquecida de desejo. Invés de uma resposta ele recebeu um longo gemido de protesto por interromper aquela massagem sexual que proporcionava a ela, entretanto ele mal se importou com o que ela sentia ou queria. A única coisa que ele se importava era aplacar a sua sede. Sua própria fome.

“O que senhorita quer?” – insistiu Edward com a respiração arfante contra a orelha de Isabella, mordiscando desta vez com um pouco mais de força seu lóbulo.

— Eu queria... – começou fracamente. – Oh meu Deus! – exclamou surpresa a mulher em um gemido rouco, quando o membro grosso e ereto de Edward a invadiu, preenchendo todos os lugares possíveis de sua feminilidade.

- Era isso que você queria, não era, senhorita Swan? – provocou o Senador penetrando com mais força, fazendo com que todo o seu membro estivesse dentro dela. – Você queria o meu pau dentro de você deste o começo, não queria, senhorita Swan? – insistiu o homem, segurando os cabelos de Isabella para alavancar a sua penetração, aproveitando para exibir quem mandava naquele momento, erguendo violentamente como um arco o corpo do qual ele obtinha prazer com o acinte mudo da morena.

A jornalista tentou responder, mas o prazer não a deixava pronunciar qualquer palavra fazendo com que somente grunhidos saíssem por seus lábios, que, afortunadamente acabou servindo como um estímulo para que o político continuasse investir nela com a mesma fúria e desejo.

- Sim, você queria que eu sentisse a porra de sua boceta mastigando o meu pau enquanto eu te fodesse, não queria? – desafiou para a morena, puxando seus cabelos, e fazendo com que sua masculinidade acertasse no ponto exato que fez com que Isabella se desfalecesse em seu primeiro orgasmo, apertando seu membro com seu sexo. Sem interromper os movimentos ele observou o salto estupendo da morena na piscina do prazer. Aquilo era tão erótico que o incentivou a continuar suas investidas.

Os movimentos eram intensos e contínuos. Não eram controlados ou premeditados. Um vai e vem frenético e desenfreado. Os olhos verdes esmeraldinos de Edward estavam escuros e selvagens atentos somente na visão de seu pau lambuzado com o gozo dela, deslizando para dentro e para fora da intimidade feminina. O som produzido pelo encontro de seus quadris eram oco e envolvente, estimulando mais ainda as suas investidas violentas.

Somente com o torso deitado sobre a madeira polida e lisa da mesa do Senador, o tecido fino de sua blusa atritava com a renda de seu sutiã, deixando os seus seios sensíveis, os mamilos eriçados a cada deslizar veloz, desejando veemente que tivessem o mínimo de atenção, mandando ondas sexuais por todo o seu corpo, tudo por conta do simples contato de tecidos.

As mãos femininas, bem tratadas e com unhas pintadas de um esmalte escuro, seguravam com firmeza as laterais da mesa, fazendo com que os nós de seus dedos ficassem brancos evitando que ela desfalecesse. Ela nunca havia se sentido tão completa sexualmente, como se sentia ao ter aquele magnânimo e voluptuoso pau dentro de si. A cada estocada profunda e sem cuidado a morena gemia deliciada, inebriada pelo prazer crescente a arrastando mais uma vez para a onda do orgasmo.

O Senador tornou a puxar firmemente seus imensos cabelos castanhos avermelhados, estimulando as sensações eróticas em todo o seu corpo, retirando todo o seu membro de dentro dela, e metendo brutalmente em seguida. Ela tentou uma, duas, cinco vezes apoiar-se com suas mãos, mas estas não suportavam a força e a rudeza do corpo muito mais forte que a penetrava sem hesitação. As mãos grandes de Edward apertaram com força a cintura fina coberta com o tecido cinza da saia que ela usava, aproveitando para alavancar ainda mais suas investidas levando toda a feminilidade a engolir sua rigidez voluptuosa.

Isabella escolheu aquele momento para apertar seu pau dentro de sua boceta. Um aperto tão forte que foi quase dolorido para Edward se movimentar, mas mesmo que ferisse ele ou ela, ele não iria interromper seus movimentos. Ele necessitava daquela endorfina liberada durante o ato sexual para acalmar seu âmago, adormecer por um tempo o instinto sexual aflorado que tinha.

Foi espetacular a ver cair em terra por mais um orgasmo. Seus gemidos roucos e estimulantes faziam com o que monstro dentro de Edward grunhisse e urrasse, em uma fúria violenta de se movimentar e sentir o aperto quente em torno de si. Era inevitável se controlar, o instinto não o permitia fazer aquilo, por isso seus movimentos eram tão intensos, tão profundos, tão rudes. A cada estocada instigadora, mais ela arrebitava seus quadris, possibilitando que ele deslizasse com mais facilidade para dentro dela.

Os ruídos da madeira preenchiam toda a sala, e se juntavam a sinfonia de gemidos, lamúrias, súplicas, urros e grunhidos dos dois participantes daquele ato inesperado, mas tão antigo quanto o mundo. Ela segurava firmemente as bordas da mesa, evitando que seu corpo escorregasse ou caísse diante dos impulsos ásperos que ele dava. A cada estocada o desejo era crescente. Ele precisava sentir tudo dentro dela, e ela precisava tê-lo completamente dentro dela. Era um desejo carnal inigualável.

Edward arrastou um de seus dedos ao encontro do clitóris inchado, sentindo seu voluptuoso membro rígido a preenchendo incessantemente, começou a massageá-lo, mandando novos estímulos para o corpo da mulher, que imediatamente tornou a apertá-lo por dentro de suas dobras femininas, tornando impossível o deslizar daquela masculinidade toda.

No entanto, o dono dela era perseverante, e escolheu aquele exato momento para se afundar completamente dentro dela, movimentando seu quadril para que o membro preenchesse todos os lugares do sexo feminino. Involuntariamente os músculos da perna de Isabella tremeram como se tivessem tomado um choque de alta voltagem, fazendo a cair mole sobre a mesa arrastando-a para o seu terceiro orgasmo, em poucos minutos. Mesmo com o relaxamento de sua onda orgástica, o sexo da jornalista conseguiu mais uma vez estreitar suas paredes, causando uma nova pressão no membro, que desta vez não suportou a força da compressão e explodiu todo o seu prazer.

O prazer de Edward foi tão grande que o seu gozo lambuzou não só a parte interna do sexo de Isabella, como também deixou o seu rastro branco por seus grandes lábios, seu períneo e sua bunda. E retirando o seu pau de dentro dela, visualizando a intensidade que havia conseguindo alcançar no seu desejo e no seu prazer, o fez ficar mais do que satisfeito consigo mesmo. O fez se sentir completamente saciado de sua fome, pelo menos por enquanto.

Afastando-se do corpo ainda desfalecido sobre a mesa, Edward pegou uma toalha que havia em uma das gavetas de sua estante e limpou seu membro, guardando-o novamente dentro de suas calças, em seguida jogando a toalha ao lado de onde estava a cabeça de Isabella, que ainda mantinha a respiração arfante pegando tremulamente o objeto e se limpou.

Inabalável e saciado como nunca antes esteve, o político caminhou até o armário de sua estante e lhe preparou uma dose de seu uísque preferido. Retornando a sua mesa e sentando-se preguiçosamente sobre sua cadeira, acendendo um cigarro, dando-se o luxo de saborear aqueles dois pequenos prazeres: álcool e nicotina.

A mulher arfante e seminua a sua frente era completamente ignorada, o que fez a astuta e sensual morena morder com força seus lábios e estreitar seus olhos indignada, enquanto ressabida terminava de se limpar e se ajeitava para não mostrar o que havia acabado de acontecer naquela sala.

Fora só depois que consumiu toda a nicotina contida no cigarro, e deliciou-se de todo o líquido âmbar do uísque 12 anos, que Edward pronunciou algo a Isabella.

- Segunda-feira eu tenho que fazer um pronunciamento para a imprensa sobre a lei que estamos votando no Congresso sobre a proibição de videogames violentos no mercado e a instalação de sistemas de detector de metais nas escolas. Preciso disto em minha mesa até às onze da manhã. Peça a Victoria as atas sobre as reuniões bicamerais para fazê-lo. – ordenou impassivelmente o Senador, nenhum pouco abalado pelo que tinha acontecido há alguns minutos.

A jornalista que ainda estava estupefata pelo ato sexual que fora submetida prazerosamente encarou o rosto daquele homem. Seu semblante arrogante sempre presente estava lá, assim como seus cabelos tão perfeitamente desalinhados de um tom singular de bronze. Sua pele pálida não tinha traços de que fizera algum esforço físico, ou no caso, sexual, há apenas alguns minutos. Na realidade nem mesmo em seu terno tão bem cortado e perfeito em seu corpo havia uma ruguinha sequer que indicava o que tinha acontecido.

Enquanto ela tinha os cabelos cheios de nós e a roupa completamente amarrotada. Suas bochechas traziam um intenso tom de vermelho, que indicava que fora submetida a algum tipo de esforço. Isabella estreitou os olhos em fendas e mordeu o interior de sua bochecha. Ela estava em briga com seus próprios instintos para dizer poucas e boas para aquele homem, que se achava o dono do mundo, mas antes que suas ideias sequer fossem processadas por seu cérebro a voz grossa e profunda do Senador ordenou:

- Está dispensada, senhorita Swan.

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Notas finais
N/A: Algum sobrevivente depois de 29 páginas?! *HUAHUAHUAHUA* Sério, eu não sei o que me acontece nessa fic e que simplesmente eu não consigo parar de escrever. Este capítulo era para ter no máximo 20 páginas, mas né... dedinhos frenéticos não deixam. Me perdoem por escrever tanto, e acreditem ainda foi complicado concluir esse capítulo.
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Senaward seduziu a todas?! Esse homem é um perigo para a sanidade de qualquer mulher, veja o que elas fazem para ter um pouquinho dele: se humilham, rastejam, imploram, se vendem por uma lasca da atenção do político, mas ele sabe que pode por isso as esnoba desse jeito. Tsc tsc. Já conseguiram avaliar um pouco a personalidade desse homem? Ainda não?! Aos poucos entenderemos.
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E me digam, o que foi esse primeiro contato íntimo, e põe íntimo nisso do Senaward e da Bellorra?! Foi uma foda, extremamente foda, não?! *HUAHUAHUHAU* Mas teremos muito mais, e muito mais intensas, eu garanto. Ah... alguém sentiu falta de algo nas relações extra-conjugais do Senador?!
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Ah... não esqueçam de acessar o tumblr da fic para ver as novidades, fotos, spoilers, ou se tiverem alguma dúvida fiquem a vontade para perguntar. O endereço é: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ , ou quem quiser usar o formspring para me perguntar o que quiser, fiquem a vontade também: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio prometo que irei responder todas as perguntas da maneira que puder, ok? Só lembrando que para acessar qualquer um dos dois basta trocar a palavra (PONTO) pelo símbolo, ok?
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Obrigada a todos que estão lendo, comentando e ansiando os próximos capítulos desta fic. Isto é um estímulo imenso. Tod, obrigada por betar tudo isto baby.
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Nos vemos no próximo capítulo.
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Beijos,
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Carol.
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N/B: SEGURA NA MÃO DE DEUS, MINHA GENTE! SEGURA E ORA, PORQUE ISSO AQUI TÁ UM PECADO SÓ! *sai direto pra ajoelhar no milho*
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Ufa, que dose de calor extra foi essa lemon? Extremamente LASCIVO e diferente de todo e qualquer lemon que a Carol já conduziu. É bom quando a gente vê um macho como o Senaward fazendo bonito desse jeito, hein! As calcinhas voaram pela cabeça de vocês, meninas? A minha já nem existe mais! AI, SENHOR! ABANA EU! Tá, ... menos, Tod.
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Não tenho palavras pra dizer como esse capítulo está perfeito em toda sua magnitude.
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Porque senta e analisa comigo: em Inexplicavelmente amor tivemos uma visão do mundo das drogas e do mundo investigativo de uma forma abrangente e envolvente, que só a Carol conseguiu transmitir ao longo da história. Daí veio Just Justice. Outra long fic da Dramaqueen que, não contente por arrebatar nossos corações com IA, nos deixa a par de todo o mundo da Máfia Italiana, a Camorra, assim como o funcionamento da segurança americana e do trabalho no mano-a-mano do FBI. E agora o que falta mesmo? Enfiar a gente com a cara e a coragem no cenário político... SÓ ISSO. Daí ela nos apresenta ninguém mais, ninguém menos, que uma jornalista ciente de suas ambições (e que sem calcinha é melhor ainda! AI, BELLORRA! SUA MALDITA! #InvejaFeelings de vc!) e um Senador inescrupuloso, arrogante e mais ciente AINDA de que é ele que manda.
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Pras Bewards de plantão parece que só isso faz sentido, mas já perceberam como a Carol consegue arquitetar um romance (por mais sofrível que ele seja até chegar ao final feliz ou final felizmente realista como em Just Justice ) com um pano de fundo incrivelmente grande e tão bem estruturado? E será que sou só eu que reparei em como a narrativa dela, independente de ser em primeira, terceira ou vigésima pessoa *exagerada nem XD*, não importando qual POV é, se apresenta mais maduro, cheio de si e extremamente natural? Então, acho que talento natural e uma boa história faz isso com as pessoas. E as pessoas certas, claro.
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Não é a toa que eu basicamente só leio as fics dessa mulher, viu! *cai de quatro pela chefe!*
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Mas fora minha rasgação de seda e desculpe a todos que param pra ler minhas N/B, mas dessa vez eu precisava comentar isso, MESMO), e o lemon perfeito, e a Bellorra finalmente conseguindo o cargo que ela tanto almeja, acho que só me resta dizer que o capítulo 3 vai ser TENSO. Não sei nada do que vai acontecer (ainda) mas nossa querida ficwriter tem a incrível habilidade de jogar informações aos poucos e tô sentindo que vem algumas delas por ai!
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Obrigada a quem está acompanhando e elogiando, comentando e ACREDITANDO no potencial de CONEXÕES ILÍCITAS. Senaward e Bellorra não existiria sem vocês!
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Nos vemos em alguns dias!
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Bjos,
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Tod.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!