Notas iniciais
Ola! Como vão??? Desculpem a demora, e deixem-me explicar, o que houve. Esse cap precisava de atenção. Não quero deixar pontas soltas, ainda assim não sei se não vou conseguir fechar tudo por que é difícil, né? Então me desculpem eu ia postar ontem mas tava muito ocupada ai qd eu cheguei achei melhor da a ultima revisada hj, mais tranquilamente e tal. Ainda assim, não ta 100% .
Quero agradecer as lindas recomendações que a fic recebeu, muito perfeitas fiquei super emocionada, obrigada! Brunny Marynne e MayaNatsume não sabe o qt me deixaram feliz, espero que continuem gostando da fic!! Vcs são muito fofas, brigada de coração ♥
Brigada a todas que recomendaram e comentam, vcs alegram meus dias!!!
Em fim, vamos ao cap!! Espero que vcs gostem dele, eu particularmente gosto! Bjos e boa leitura!!

A biblioteca estava praticamente vazia. Exceto por três meninas nos computadores e uma loira numa mesa afastada. Ela estava de costas, com a cabeça baixa sendo sustentada pelas mãos. Havia um livro sobre a mesa, ela parecia ler, mas seus pensamentos vagueavam longe. Freddie aproximou-se com passos contidos e silenciosos. Mas ela percebeu sua presença. Levantou a cabeça e mirou o nada aguçando a audição.

Mesmo ansioso por fazer as pazes com a loira, Freddie estava destinado a ser frio, não era justo que ela lhe enxotasse depois chamasse como se ele fosse um cachorro. Mas foi só ver os olhos azuis da garota fitando-o com tanta doçura que ele abrandou a expressão e arriscou um sorriso torto.

–Oi. –Disse o garoto sentando ao seu lado.

–Oi. –Ela sorriu timidamente.

–Queria falar comigo?

–Sim. Pedir desculpas. Por ontem.

–Tudo bem.

–Não, Freddie, me escuta. –Ela segurou firme as duas mãos do garoto sobre a mesa. –Eu não devia ter dito aquelas coisas.

–Eu entendo que estava nervosa. –“Seja frio, imbecil”.

–Estava certo, tinha que ter ido com a sua mãe, ela é importante pra você, e você pra ela.

–Você também é importante pra mim.

–E você pra mim. Por isso que estamos aqui.

–Sam, eu queria que você soubesse que eu pretendo falar de nos dois pra ela, e...

–Eu sei, eu confio em você. Eu só fiquei muito nervosa, e com medo de... De você me trocar pela Missy pra agradar sua mãe.

–Nunca. –Disse com convicção. –Eu vou falar com ela, eu...

–Vamos deixar isso pra la. Tudo ao seu tempo, não é?

–Então... Nós voltamos?

–Eu não sei... Você ainda quer ficar comigo?

Freddie deu uma rápida olhada em volta e percebeu que as garotas nos computadores estavam de costas e havia outros dois meninos que chegaram depois dele, do primeiro ano atrás das estantes,procurando algum livro, completamente alheios ao que se passava. Se aproximou e o que era pra ser um selinho rápido transformou-se num beijo quente e demorado. Apenas quando a bibliotecária pigarreou discretamente eles se afastaram.

–Eu vou pra sala. –Disse Freddie controlando a respiração.

–Não eu vou primeiro já fiquei aqui muito tempo. O ambiente não me agrada.

Freddie riu do comentário e a deixou ir primeiro. A garota levantou da mesa dando um ultimo beijo cúmplice no garoto. Ele sorriu observando-a se afastar. Estava feliz. Não havia conseguido ser duro com ela, mas já não dava tanta importância a isso.

Freddie levantou da mesa com um sorriso discreto no rosto e saiu. Havia sido tão fácil que ele tinha até receio do que estava por vir. Quando dobrava o corredor em direção as escadas, esbarrou em alguém.

–Oi, Missy. –Cumprimentou tentando passar.

–Oi Freddie. –Seu tom era diferente.

–Pode me deixar passar?

–Esta ficando com a Sam? Como tem a coragem?

O rosto do garoto foi perdendo a cor devido ao susto. Mas ele tratou de se recompor vendo que não havia mais como voltar atrás.

–Coragem de que?

–Ela é uma suburbana! Da mesma gente que matou seu pai!

–Por favor não me faz perder a paciência.

–Andou bebendo, Freddie?

–Me deixa. Por favor, preciso ir pra aula.

–Pode ficar com aquela la...

–Olha como fala!

–Mas vai ter que me ajudar. Depois do que você disse sobre aquela foto, todos estão debochando de mim.

–E é pra menos? –Freddie sorria discretamente.

–Engraçado não é? Pois bem. Vai ter que se declarar pra mim na frente de todos. Ai eu digo que não te quero e você pode ficar com a aquela la.

–Thau Missy.

–Tem até o fim da semana pra se decidir. Se não sua mãe vai saber de vocês dois. Imagina a decepção.

Freddie desceu as escadas calado e sem expressão facial alguma, ignorando as ameaças da garota que parecia acreditar numa eminente vitória sobre ele. Preferiu deixar que ela, fundamentada no silencio dele, acreditasse que de fato estava vencendo. Quando na verdade estava ganhando tempo.

A garota ruiva desceu as escadas inconformada com a falta de reação de Freddie frente as suas palavras. Estava chocada por Freddie ter preferido Sam a ela. E destinada a por um fim naquilo, não devia ser difícil. Mesmo ele não sendo do tipo que usava garotas, não era possível que ele sentisse por ela algo tão forte a ponto de enfrentar a mãe.

Passou a aula pensando numa forma de abalar o envolvimento dos dois. Mal prestava atenção aos professores. Tinhas os olhos perdidos, mirando o nada, e por vezes olhava de soslaio para Freddie que parecia muito atento a aula.

Durante o almoço, Missy comia silenciosamente numa mesa observando Sam de longe. Missy acreditava que ela, de alguma forma era a responsável pela fragmentação do seu grupo, pela situação em que estava agora e principalmente pela rejeição de Freddie. Ele e Carly, estavam sentados numa mesa cheia, ainda encabeçando a elite CDF da escola. Sam estava sentada com os amigos encrenqueiros, que provavelmente desconheciam o envolvimento da amiga com Freddie. Missy e Jeremy estavam sentados em outra, uma mesa sozinhos e comendo em silencio.

–Posso sentar aqui? –Perguntou uma voz.

–Pode. –Respondeu dando de ombros até ver de quem se tratava. –Gibby?

–Oi. Como vão?

–Bem. –Ela o olhava sem entender. –Por que não foi sentar com a Carly e o Freddie?

–A mesa esta cheia. –Disse olhando pro seu prato. –E como vocês estão?

–Bem. –Respondeu Jeremy. –A Missy levou outro fora do Freddie.

–Não é verdade! –Ela protestou. –Ele só estava com pressa hoje de manhã, mas depois a gente se falou, sabia?

–Ah, sei. –O garoto tinha muita amargura na voz. –E a Carly ta super a fim do Gibby. Essa é definitivamente a mesa dos rejeitados, deve ser até contagioso!

–Se toca meu filho, eu sou ruiva natural, sabe como isso é raro? Eu tenho o cara que eu quiser na hora que eu quiser!

Jeremy soltou uma gargalhada baixa e já ia responder quando Gibby se interpôs tentando iniciar uma conversa saudável:

–Gente, vocês já tem projeto pra feira de ciências?

Para o alivio de Gibby, ele aderiram ao assunto e passaram o resto do almoço falando sobre seus projetos.

Quando terminaram de almoçar, Missy disse que eles podiam ir para a sala na primeiro, pois ela tinha assuntos a resolver. Quando todos saíram do refeitório, ela esperou que o grupo de Sam (que sempre era o ultimo a deixar o local) passasse e os interpelou. Sentiu uma certa repulsa ao vê-los de perto, falavam sobre alguma peça que planejavam pregar em alguém, e a olharam com desprezo quando perceberam a sua presença.

–Posso falar com você em particular, Sam? –Perguntou elevando a voz.

–Não. –Respondeu seca.

–Então vou falar na frente dos seus amigos, tudo bem?

Os amigos de Sam, que totalizavam seis pessoas, se calaram desconfiados. Missy regozijou-se pela situação que criou. Sam olhou para as pessoas que a acompanhavam pedindo que fossem pra sala sem ela. Relutantes, eles assentiram afastando-se.

–O que você quer?

–Te ajudar.

Sam não respondeu.

–Eu vi você e o Freddie na biblioteca.

–E daí? –Sam perguntou desafiadoramente escondendo a surpresa.

–E daí? Querida acha mesmo que ele um dia vai querer algo serio com você? Ele só quer se divertir.

–Eu sei. –Sam sorriu provocando. –A gente se diverte muito juntos.

–Quando ele se cansar vai dispensar você sem dó nem piedade e ficar com algo do nível dele. –O sorriso de Missy já havia se apagado e seu semblante revelava toda a raiva que tentava conter. –Acorda, minha filha.

–Acabou? –Sam sustentava o riso.

–Tudo bem, você não quer minha ajuda. Mas lembra do dia da festa? Lembra do lado de quem ele ficou? Ah e no sábado, lembra com quem ele e a mãe foram jantar? Pois é. Vai ser sempre assim.

–Lembro de tudo. –Sam ainda sorria da forma mais divertida. – Agente riu muito juntos depois, viu? Mais alguma coisa?

–Isso não é ficção. Na realidade, os príncipes transformam as suburbanas em casinhos e casam com as princesas.

Sam saltou uma gargalhada alta e contagiante. De fato viu muita graça no fato de Missy se sentir uma princesa. Era mais ridícula do que pensava. Depois encarou Missy com um olhar ainda mais desafiador no qual mesclava sarcasmo e piedade.

–Você é boa com piadas. Manda outra.

Missy a encarava tentando controlar a fúria e demonstrar sarcasmo. Não conseguia. Sam não parecia se abalar com nada do que ela dizia e de quebra ainda lhe dava medo. Apesar de serem da mesma altura, naquele momento Sam pareceu maior.Tinha um ar inatingível e um sorriso desafiador.Missy lembrou então por que Sam era uma das mais temidas da escola. Aquele sorriso era um aviso de “corra”, e no instante em que ele sumisse, ela passaria a dialogar com os punhos.

–Eu tentei ser legal-. –Disse a ruiva dando alguns passos para trás se afastando. –Tentei.

–Isso mesmo, corre! –Sam respondeu avançando o que fez Missy apertar dar as costas e apertar o passo.

Missy se afastou ainda mais aborrecida. Ouviu risos quando ganhava distancia e se perguntou por que não dizia de uma vez o que sabia na frente de todos. Mas sabia a resposta. Estava certa de que a guerra não estava vencida. Ainda tinha uma carta na manga.

O sorriso de Sam havia desaparecido assim que Missy havia dado as costas, mas foi só ao chegar em casa que se deu conta do que estava acontecendo. O inevitável. Chegou a desejar que a garota dissesse tudo de uma vez, só para poder esbofetea-la. Mas foi preciso entrar no jogo dela, que por sorte durou pouco, pois mais alguns instantes, ela não suportaria. Já tinha até escolhido o nariz como primeiro alvo. Mas precisava ganhar tempo.

Tomou banho, vestiu-se confortavelmente e ligou a Tv sentando-se no sofá. Shelby apareceu pouco depois, estava dormindo desde que chegara e agora se encontrava arrumada para sair. Sam evitou encara-la, mas ela sentou no sofá ao seu lado calçando os sapatos.

–Vai me dizer o que eu a outra la queria?

–Já disse. –Sam deu um longo suspiro. –Encher o saco.

–Sabe que por um momento eu pensei que... Deixa, esquece!

–Pensou o que?

–Nada, é bobagem. –Ela levantou se encaminhando para a porta. –Viajei alto.

–Então ta. Como ta você e o Brad?

–Bem. A gente vai no cinema mais tarde.

–Legal. Divirtam-se!

–Valeu! Thau.

–Thau.

Sam continuou assistindo um filme de terror o que passava na TV, mas a sua mente vagueava. Pensava nas palavras de Missy, que foram parecidas com a de Shelby. Abanou a cabeça afastando a ideia, e continuou prestando atenção no filme. Confiava em Freddie, e isso bastava. Aproximadamente meia hora depois de Shelby sair, uma mensagem de texto a fez trocar de roupa rapidamente e sair.

Quando chegou ao Bushwell, certificou-se por meio de um telefonema, que o caminho estava livre e subiu ao apartamento onde era aguardada. Pensava em como diria a Freddie que foram descobertos e pouco depois do elevador parar no terceiro andar, passou a temer a reação dele. Tocou a campainha e aguardou. Não demorou para que ele atendesse com um enorme sorriso no rosto.

–Há quanto tempo! –Disse de forma galante.

–A gente precisa conversar.

Sam entrou sem conseguir corresponder ao sorriso de Freddie. Sentou no sofá tentando manter a expressão mais tranquila possível, mas não conseguiu. Freddie sentou ao seu lado e passou lentamente a mão em nos cabelos loiros e compridos da garota.

–O que houve? –Perguntou ele com um ar preocupado.

–A Missy viu a gente na biblioteca.

–Eu sei.

–Sabe?

–Sim. Mas o que foi que ela te disse, heim?

–Deixa pra la. O que vamos fazer?

–Abrir pra todo mundo antes que ela faça isso.

–Não sei, Freddie. Imagina como vai ser difícil explicar...

–Não estamos cometendo nenhum crime, Sam. Vai ser difícil, mas não impossível.

–Mas acho que ainda é cedo.

–E é. Mas é isso ou cedemos a ameaça dela.

–O que ela quer?

–Que eu me declare pra ela ma frente de todo mundo! Disse que depois me dispensa e nos deixa em paz.

–E VOCE ACREDITA NISSO? –Sam levantou do sofá com os olhos arregalados.

–Claro que não.

–Eu vou matar ela! –Sam andava de um lado pro outro com as mãos tremulas. –Eu to dizendo, eu vou quebrar a cara dela. Quem ela pensa que é pra se meter entre a gente?

–O que ela te disse, Sam?

–Que diferença faz? Logo ela vai estar morta mesmo! E você, ainda disse que a pobrezinha só te agarrou por que não sabia da gente. Eu não posso com isso!

–Sam, por favor fica calma! Senta aqui.

Sam tentou sentar no sofá, mas Freddie desviou sua trajetória fazendo ela sentar em seu colo. Ela estava tão aborrecida que não deu importância. Freddie, delicadamente voltou seu rosto de encontro ao seu olhando nos olhos dela.

–Esquece ela. Por favor, temos que ser mais fortes. A Missy é o menor dos empecilhos que temos pela frente se a gente se deixar abalar por ela, como a gente vai aguentar o resto?

–Você tem razão. Mas é que eu fico com muita raiva, eu preciso bater nela!

–Eu sei que você precisa bater nas pessoas. Mas temos que jogar com ela. Ela disse que eu tenho até a semana que vem. É o tempo em que a gente conta pra todo mundo.

–Tudo bem. Mas depois eu bato nela. Muito.

Freddie riu apertando o braço em torno da cintura de Sam que na mesa hora sorriu passando os braços em torno do pescoço do garoto. Havia muito carinho nos olhos um do outro e uma enorme preocupação com o futuro deles.

Estavam com os rostos muitos próximos e seus olhos se fechavam lentamente enquanto seus lábios iam de encontro um com outro. Queriam aproveitar cada segundo daqueles últimos dias de namoro secreto, e quando seus lábios finalmente se encontraram, a campainha tocou. Sam soltou um ruído baixo de frustração e Freddie foi ver quem era.

Pelo olho mágico, viu o tio do outro lado aguardando a porta ser aberta. Fez um gesto com a mão sinalizando para Sam ir por quarto, e assim que ela pegou a mochila e desapareceu, ele abriu a porta tentando parecer natural.

– Tio Arthur! Que surpresa!

–Não vai me deixar entrar?

–Ah, claro, desculpe. –Disse abrindo caminho. –Entra!

O homem entrou lentamente estudando toda a situação. Haviam um perfume feminino no ar. Pra completar, Freddie tinha um ar impaciente e incomodado, por mais que estivesse tentando ser educado.

–Espero que tenha um tempo para mim, Freddie. –Disse ele com um sorriso misterioso.

–Tenho sim, senta ai. –Freddie sorriu gentilmente. –Quer alguma coisa? Água, café...

–Não, obrigada, — O homem sentou demoradamente. -quero apenas falar com você. Um assunto extremamente sério. Esta sozinho, não esta?

–Ah claro, estou sozinho sim. Pode dizer. –Freddie sentou ao seu lado com uma ruga se formando na testa.

–Preciso que preste atenção. Eu só devia dizer isso quando você tivesse idade, mas com tudo o que vem acontecendo...

–Tio, por favor, va direto ao ponto.

–Existe uma empresa de segurança da informática na Alemanha. Mesmo com pouco mais de vinte anos, possui um sistema tão bom que conseguiu abarcar clientes por todo o mundo e hoje é uma empresa milionária.

–Legal... –Freddie sorriu sem entender.

–Ela é sua. Benson Security.

–Que tipo de brincadeira é essa? –Ele ainda tinha um sorriso divertido.

–Esta diretamente vinculada a Play e back. Que alias é só uma fachada,que seu pai usava até poder assumir a verdadeira. Hoje venho usando o pet shop pra administra-la secretamente, mas ela continua sendo “parte” da Play e back.

–Tio eu não estou entendendo. –Freddie começava a perceber que ele falava serio. –Por que o senhor nunca nos disse nada, que empresa é essa...

–Se me deixar falar talvez entenda. Veja bem, eu só fiquei sabendo quando o Fred morreu, ele me deixou administrando, mas deixou claro em testamento que eu só poderia te dizer quando você fizesse 21 anos, e pudesse assumir. Segundo a carta que ele deixou, não queria que sua mãe ficasse sabendo, pois ela ia querer assumir e ela nunca teve jeito para negócios. Eu respeitei a vontade dele.

–Por que nunca gostou da minha mãe... –Respondeu com amargura.

–E por que ela faliu a Play Back em dois anos! –Retrucou severamente.

–Tio, escuta...

–Escuta você, filho. Depois do que você me contou, sobre suas suspeitas em relação a morte do seu pai, eu contratei um detetive, e ele descobriu que essa empresa do seu pai trabalha com um sistema muito inteligente que ele não criou sozinho.

“Eu não sei de onde vocês ouviram esse nome, mas Conexão Seattle era um grupo que ele tinha na adolescência. Eles criaram esse sistema. Seu pai, Douglas Roger, Charles Shay, Michael Cartney e Steven Robinson. Começaram como invasores e depois criaram esses sistemas. Mas seu pai era o melhor deles. E pouco depois de saírem do colegial começou a trabalhar sozinho nessa empresa. Ai entrou na justiça, comprou os direitos do grupo e proibiu os outros de usarem. Eles aparentemente não se importaram por que nunca ficaram sabendo da empresa secreta e também, por que passaram para outro ramo.”

“O fato é que quem for o dono da Play back, torna-se, automaticamente o dono da Benson Security. Seu pai só poderia assumi-la vinte anos após o fim do Conexão Seattle, que chegou a ser registrado numa feira de tecnologia da escola. Ele temeu que os outros revindicassem algum direito. Até então ele mentia usar os sistemas apenas na administração da Play e back, que como eu disse, nunca passou de mera fachada. A Benson Security conta com uma equipe excelente, e eu só tenho que administrar, mediar relações e assinar termos que sejam favoráveis aos seus interesses.Não vou mentir, ganho bem mas os lucros principais são repassados a sua conta na Suíça.”

–E-eu. –Freddie mal conseguia falar. –Eu ....

–Você estava certo. Não tenho certeza de nada, mas desconfio de muitas coisas, filho. Um dos amigos do seu pai pode ter descoberto e se de fato tiverem envolvimento na morte do seu pai, você pode esta em perigo.

–Eu já tinha dito isso. –Freddie levantou impaciente. –A caixa, o vídeo... É pouco, mas eu sei que tem algo errado nisso tudo!

–Fique atento, e evite sair a noite. Sinto muito, farei o possível para tentar descobrir tudo. Mas ano que vem, faz vinte anos do fim do Conexão Seattle, e você poderá assumir sua fortuna sem dever nada a ninguém. Isso te põe em risco.

– Minha cabeça esta doendo. –Freddie caiu sentado no sofá segurando a testa. A sala parecia girar.

–Tudo bem, eu já ia encerrar, Apenas saiba que não está bem acompanhado, Freddie. –O homem pôs a mãos sobre a cabeça do sobrinho afagando os cabelos do garoto. – Tome cuidado.

–T-ta. -Balbuciou.

–Cuidado também com sua amiga do cachorrinho, ela é do subúrbio, não é?

–A Sam é minha namorada. –Disse erguendo rosto e falando com convicção. –Ainda é segredo, mas confio nela como em mais ninguém.

–Meus parabéns, ela é muito linda – O homem se levantou sorrindo entregando um cordão a Freddie. –Ela usava esse mesmo colar quando foi comprar ração ontem. E o mesmo perfume que esta aqui dentro agora.

–Não, é que ela acabou de sair... E... –Freddie se atrapalhava em meio a confusão em sua mente. –Só veio buscar um livro...

–Ora Freddie até parece que não me conhece. Contanto que me poupe de ser tio avô tão cedo...

O homem saltou uma breve gargalhada ao ver o desconcerto no rosto de Freddie. Não conseguiu descontrair o clima, e nem sabia se essa era de fato a sua intenção. Dirigiu-se até a porta e quando Freddie educadamente fez menção de acompanha-lo, ele dispensou bondosamente, lançando-lhe uma piscadela que mesclava cumplicidade, dó e solidariedade.

Freddie ficou ali sentado por quase meia hora, pensando em tudo o que acabara de ouvir. Sua mente vagueava, latejando com todas aquelas informações. Estava com medo. Não sabia se podia confiar na mãe, nem mesmo no tio. Não sabia o quanto daquela história era verdade. Mas estava convicto de que a Benson Security era real, e foi por causa dela que o pai morreu. E que não havia a menor possibilidade de Crawelt saber da existência dela.

Não soube dizer quanto tempo fico ali sentado, pensando em todas aquelas coisas. Arquitetando sem sucesso que medida tomar. Lembrou-se de Sam que provavelmente ainda estava sozinha no quarto.

Freddie pensou no quão incrível era a quantidade de problemas que passaram a surgir em sua vida depois que começou a se envolver com Sam. Mas o fato é que esses problemas sempre estiveram ali, quietos, e ocultos, e agora estavam apenas vindo à tona. E essa, era com toda a certeza, a única forma de aniquila-los.

Freddie levantou com dificuldades, zonzo com toda aquela situação. Um vento frio entrava pela janela da sala intensificando os arrepios que percorriam seu corpo. Entrou no quarto que tinha a porta entreaberta e parou com a mão na maçaneta ao ver a garota ali dentro.

Ela estava sentada na cama, encostada aos travesseiros, com o olhar perdido, e no instante em que os seus olhos se encontraram ele só conseguiu ver uma coisa em seu semblante: Medo. Era certo que ela tinha ouvido tudo. Freddie temeu que ela levantasse e saísse correndo assustada com toda aquela história. No fim das contas, era a família dele que parecia suspeita. Freddie se aproximou com cautela, e sentou na frente dela.

A intensa troca de olhares dispensou as palavras, que sequer tiveram força de sair. Havia amor, carinho, compreensão e diversos outros sentimentos naquela entre eles. Ela estendeu os braços convidando-o a um abraço que pareceu a ele, naquele momento, a coisa mais importante que possuía. Ela apertou os braços em torno do pescoço dele demonstrando o medo que tinha de perdê-lo. Aquele ato o levou a um sorriso involuntário e triste. Sabia que não estava sozinho, mas não sabia o quanto isso era bom. Temeu que pudessem usa-la para atingi-lo. Nada doeria mais.



Notas finais
É isso gente... espero que vcs tenham gostado do cap, se não gostaram podem dizer, sem problemas. E deixem reviews, pfv e claro palpites poxa tem tanta pista agora né? Mais uma vez me desculpem pela demora nem posso prometer ir mais depressa agora pq é uma coisa que não depende só de mim, mas vou tentar... Bjos e até a prx!!