Conexão Seattle
6 Mais uma brincadeira?
Notas iniciais
Uma chuva forte castigou a cidade de Seattle durante toda a manhã impelindo os estudantes a permanecerem na sala de aula. Durante o intervalo, quando cederam aos roncos do estomago e se dirigiram a cantina, os rostos conhecidos sorriram para o rapazinho de cabelos castanhos sorridente que sentou na mesa onde seus amigos o aguardavam.
–Onde estão as meninas?
–No banheiro. –Respondeu Gibby.
–O que pode levar algumas horas. –Completou Jeremy sorrindo.
–Freddie, agora que estamos só nós, nos diga, por que aceitou ajudar a Carly com o Conexão Seattle?
–Ela é minha amiga, amigos servem pra isso...
–Mas e a outra la?
–Temos um acordo. Se ela me ofende, me paga 300 dólares.
–De onde aquela morta de fome vai tirar esse dinheiro? –Perguntou Jeremy rindo.
–Sei la. O fato é que eu é quem estou devendo 600 pratas a ela.
–Serio? Vai me dizer que bateu nela?
–Não! Ainda é uma garota.
–Tenho minhas duvidas. A quem diga que ela é lésbica, mora até com uma amiga... Suspeito.
–Jeremy esta terrível hoje. –Observou Gibby. –Ela já namorou, esqueceu? O Michael.
–Uma única vez, e depois nada... E ninguém nunca viu eles se beijando. Pra mim ela gosta da mesma fruta que a gente.
–Ok. –Murmurou Freddie meio constrangido. –Não estou interessado nas preferências dela, apenas em como vou pagá-la.
Risos altos e assustadores foram ouvidos do fundo da cantina, e lá estava ela, no meio de um bando de garotos. Pareciam urubus, todos de preto, comendo o lanche que traziam de casa, por que comprar na cantina custava caro para eles.
Alguém ousava encara-los? Nem mesmo viravam a cabeça ou uma almôndega voaria do prato dela direto na cabeça do curioso. Mas Freddie estava de Frente para o grupo e um olhar discreto não lhe colocaria na linha de tiro. De fato o modo como agia, lhe tirava toda a feminilidade, mas não deixava de ser a mais bela naquela cantina. Mesmo sem maquiagem, com joias masculinas e roupas de motoqueiro, tinha uma beleza comparável a uma princesa de contos de fada.
Mas ainda era Sam Puckett, perversa, perigosa e sem sentimentos.
–Freddie! –Gritou Carly impaciente.
As meninas tinham voltado.
–O que?
–Nada.
–Desculpa, tava distraído, fala!
–Vamos, a gente ta indo pra sala..
Ele se levantou rapidamente e acompanhou os amigos. Se dirigisse um ultimo olhar ao canto da cantina veria um par de olhos azuis pregados em suas costas.
–Sam! –Jonah chamou batendo uma palma forte em frente ao seu rosto.
–Eu estou segurando um garfo. –Ameaçou sem tirar os olhos do observado que se retirava do local.
–Desculpa. Olha pra mim!
O garoto equilibrava dois garfos entre o lábio superior e o nariz. Sam olhou a cena distraída e sorriu distante. A mente estava longe.
–Sam, você ta ai? –Perguntou Griffin.
–Não, e você ta ficando louco por falar com alguém que não esta bem na sua frente!
O garoto já havia reparado o motivo de sua distração, mas preferiu acreditar que tudo não passava de sua imaginação tentando lhe pregar uma peça. Não havia falado a Sam que a viu com Freddie, esperou que ela falasse algo referente, mas não, nada.
–Sam, como ta indo com os nerds?
–Bem. Mais ou menos, rola muita briga e agora mesmo o Benson ta me devendo uma grana. E acho que não quer pagar.
–AAAhh...
–Por que “aaaahhh”? –Disse sarcástica o olhando desconfiada.
–Nada não. Só tive a impressão de ver ele olhar pra ca. Deviam ta falando de você.
–E por que não foi la tirar pergunta?
–Como eu disse foi só impressão. Vai ensaiar hoje com a gente?
–Com certeza. A Carly vai receber o pai num jantar la e cancelou a gravação. Pra ela é só um passatempo, mas cada vídeo que a gente deixa de mandar, é menos dinheiro, claro que quem se ferra nessa sou eu, né?
Ele concordou com a cabeça e continuou comendo. Griffin podia pagar pela refeição da escola, mas gostava de se sentir como os outros.
Seis adolescentes se sentaram na sala montando um circulo com as cadeiras, desfazendo a ordem normal das cadeiras.
–Não sei como aguenta isso, Freddie. –Dizia Wendy. –Eu com seu dinheiro, nem estudaria aqui, que dirá aguentar Sam ou qualquer outro rato suburbano.
–Não sou tão afortunado assim. E eu ajudo a Carly pela nossa amizade, ela não me paga.
–Claro, a necessitada é a Puckette. –Disse Missy baixinho.
Mas Carly tinha a cabeça em outras coisas.
–Estão todos convidados pro mega jantar do meu pai hoje, não pode faltar ninguém. Pensei em convidar a Sam...
–“NÃO”. –Foi um uníssono.
–Gente, ela é minha colega agora, não posso da uma festa e excluí-la.
–Se ela for, sinto muito to fora. –Sentenciou Gibby.
–Vai sim. –Disse Carly sorrindo. –Olha la vem ela.
Todos se surpreenderam com a atitude de Carly que acenou sorridente para o grupo que entrava, ou melhor para uma das duas garotas desse grupo.
A tensão tomou conta da sala, Carly sempre se mostrando destemida frente a Sam, mais do que coragem era racionalidade.
A loira se aproximou com os demais a tira cola.
–O que é? – Perguntou ríspida.
–Vou dar um jantar pro meu pai hoje, não sei se te disse, gostaria muito que você fosse.
–Sei pai não é aquele hipócrita que se vangloria por ter comandado a operação que pegou o Rony?-Perguntou Jonah. –Diz pra ele que eu lhe mandei um foda-se.
Rony era um apelido carinhoso de Ronald Crawelt, o pai de Brad. Não, Jonah não estava bêbado, no caso dele sim era coragem, muita coragem. O clima passou de pesado para obeso. Freddie partiu na frente esbravejando.
–Escuta aqui seu imbecil, você precisa aprender a respeitar as pessoas, nem todo mundo é que nem você.
–Me Obriga mauricinho filho da puta! -Foi segurado por Brad.
–O problema desse ai é inveja, não da Bola, Freddie. –Disse Missy.
–Inveja de ser um cachorrinho da Shay que não serve nem pra quebrar o galho dele, se é que vocês me entendem...
–AGORA JÁ CHEGA! – O berro de Sam ecoou pelo local. –Carly obrigada pelo convite. Mais não é engraçado você me convidar tão gentilmente pra ir a sua casa, quando admitiu ter medo de ir na minha?
–Essa é boa. –Intrometeu-se a ruiva novamente. –Querer comparar a sua casa com a dela, se toca, loira sem cérebro.
Shelby avançou, mas Sam a deteve. Com um sorriso gélido no rosto deu dois passos pra trás e virou de costas se dirigindo aos fundos da sala. Os demais a seguiram. Freddie ficou imóvel petrificado no lugar. Dessa vez não era medo, e sim indgnação o que sentia..
–Sabe que não vai ficar por isso mesmo,não é? -Perguntou Gibby a Missy.
Sam e os amigos sentaram ruidosamente nas cadeiras dispostas no fundos da sala. O ódio por Missy e Carly entalados na garganta.
Levantou os olhos quando a professora chegou,ao observar os amisgos de Carly desfazeram a roda se dirigindo cada um a seu lugar, seu olhar cruzou com o de Freddie Benson. Levantou a sobrancelha num tom desafiante e surpreendente ele não desviou o olhar, retribuiu o gesto e sentou virando de costas.
Como assim a amiga a convidava na maior gentileza para um jantar em sua casa e ela se juntava com os amigos marginais para destratá-la em publico? O garoto não engolia aquilo.
Foi então que pensou em algo. Algo que talvez lhe livrasse da divida e de Sam. Pra sempre.
No fim da aula a turma de Sam foi a primeira a sair. Carly, Missy e Freddie tiverem que passar bem uma hora no banho para se limpar dos ovos que lhes foram atirados sabe Deus de onde enquanto aguardavam suas caronas.
Carly estava radiante com seu vestido laranja e a casa decorada no estilo militar. Spencer corria de um lado pro outro com as bandejas, enquanto Freddie acabava de erguer os balões em um arco. Mais uma vez o único dos amigos que estavam auxiliando Carly, os demais só comiam e conversavam.
–Carly, que horas seu pai chega? –Perguntou Wendy impaciente.
–Daqui a pouco, sossega.
Segundos depois, o telefone tocou. Era o pai de Carly avisando que não poderia mais ir ao jantar, pois havia acontecido uma confusão no aeroporto..
Carly sentiu as pernas fraquejarem quando a expressão no rosto do irmão se transformou, de modo como ela nunca vira na vida.
–Spencer, o que foi?
Ele apenas abanou a mão. “Sim” "Entendo" "Não se preocupe", "ok thau".
A ligação durou 15 minutos e isso foi tudo o que Spencer disse. Desligou o telefone com pesar, todos já sabiam que ele não viria mais. Uma lágrima rolou pelo rosto de Carly.
Quando todos se foram, e Spencer pode finalmente explicar a situação, a garota voltou a chorar novamente. O pai enfrentava um problema relacionado ao caso Benson.
–Não, Spencer, isso foi arquivado, o Ronald esta preso, toda a quadrilha.
–Carly, escuta. O papai não quis falar muita coisa, mas parece que tem a ver com o tal Peter que ta solto. Ele só disse pra gente ficar aqui tranquilo.
Carly deu um abraço no irmão e chorou muito. Subiu pro quarto e abriu sua página.
Sam a convidou pro bate papo. Pensou em ignorar, mas seria bom dar patada em alguém. Ligou a Web Cam.
–O que você quer? Perguntou rispidamente.
–Soube que seu pai não apareceu. –Ela ria de maneira sinistra.
–E o que você te a ver com isso?
–Queria saber como você esta.
–Péssima. Satisfeita? –Esbravejou.
–Sim. Sabe por que? Vou te contar um segredo. Meu pai foi embora quando eu tinha dois anos e nunca mais falou comigo. –Ela gesticulava de maneira divertida. — Minha mãe foi só uma diversão pra ele, e eu um castigo. Tenho um amigo que o pai matou a mãe e hoje ele mora com a avó. Uma amiga que passou cinco anos sendo violentada pelo padrasto. Essas são as mais leves que eu posso falar. Então é bom que você também sofre. Bem feito.
Carly respondeu num tom pedante.
–Pelo menos meu pai me liga toda a noite, me manda presentes no Natal, no meu aniversário e se não vem aqui mais vezes é por que não pode...
Parou de falar confusa. Olhou a loira no monitor ainda rindo divertida com seu estado. Riu incrédula da forma que Sam achou pra conforta-la. A loira encerrou a comunicação.
Carly se perguntou como ela ficou sabendo, atribuiu ao fato dela não ter postado fotos do jantar.
Foi dormir um pouco mais tranquilo, perturbada apenas pelo motivo que impedira o pai de chegar. Um caso arquivado ainda rendia?
Um baque ensurdecedor no armário. Freddie se assustou quando a loira emburrada bateu forte no local onde ele estava encostado. Não bastasse os acontecimentos do dia anterior, que o faziam vaguear certo de que havia algo errado, ainda restava a divida com Sam.
–Duas semanas, Benson. Cadê a minha grana?
–Sam, eu não tenho foi mal.
–Tudo bem, então vou ter que bater em você. Até você perder esses dentinhos branquinhos. Eles darão um ótimo colar.
–A ideia de ter meus dentes no seu pescoço não lhe parece ambígua? –Perguntou com uma expressão enojada e confusa.
–Me xinga de novo e vai ver o que lhe acontece. –Sam não iria admitir que não entendeu.
–Me encontra nos fundos da escola daqui a quinze minutos. Posso te pagar de outra forma.
Freddie não reparou quão bizarro soou aquilo.
–Freddie, eu prefiro acreditar que você caiu e bateu com a cabeça hoje de manhã. Isso só vai fazer eu te bater mais forte.
–Não to brincando, queria ver se você aceitava outra coisa, mas isso não posso te dar aqui. –Ele arregalou os olhos caindo na real. -Ah, meu Deus, não é o que parece, desculpa. Serio mesmo me encontra nos fundos da escola. Sozinha.
Sam continuou olhando pra ele com frieza. Os fundos da escola era um corredor entre o muro do colégio e uma fábrica de biscoito. Escuro, recanteado e deserto, ninguém ia la. Mas Freddie não era esse tipo de garoto, seu desconcerto parecia real.
–Se você estiver aprontando alguma...
–Ta trocando as bolas...
Ela assentiu em silencio e se afastou. Não deixou de notar que o simples fato de trocarem algumas palavras sozinhos já chamou um pouco de atenção. As pessoas esperavam pela briga que não veio.
E quinze minutos depois, la estava ele, ao lado de um caixote.
–Cadê meu pagamento?-Disse fria e emburrada.
Mas isso até Freddie tirar de dentro da caixa um lindo filhote de cachorro.
Os olhos da garota brilharam.
–Pra você. –Disse pondo o cãozinho em seus braços.
–É lindo... –Não conseguiu conter o largo sorriso.
Freddie suspirou aliviado. Achou que Sam chutaria ele, o cãozinho e quem mais achasse pela frente, mas ao contraio disso veio um surto de fofura. Ela acariciava o cãozinho com uma doçura que Freddie jamais pensou existir nela, ou em qualquer outra pessoa do seu meio.
–Perai... Mas no final das contas eu é quem vou sair no prejuizo.... –Disse voltando-se para ele enfurecida.
–Não. Esse é o Spike. Ele nasceu a pouco tempo e é do pet shop do meu tio Arthur. Meu pai era sócio de la e eu também, mas quando fizer 18... Mas em fim, alimentação, veterinário e tosa dele é por minha conta.
Sam olhou desconfiada.
– Isso vale muito mais do que a sua divida, o que você quer afinal?
–Que você me isente de pagamento caso eu volte a te insultar. Você provoca, e depois sai como vitima e eu sempre acabo devendo. Então eu banco o seu cãozinho e você me libera. Mas ainda me paga se me bater.
Sam refletiu. Aquilo parecia incrível. Um cachorro com despesas pagas. Mas isentar Freddie...
–Não. Eu quero a minha grana, não esse pulguento.
–Se me dar seu nome e algum documento amanhã trago seu cartão do pet.
–Vai sonhando. –Ela fez menção de avançar. -Ta armando não é?
–Não Sam! –Ele praticamente gritou. –Só estou querendo me livrar da divida e já estamos aqui há um tempão, vamos perder a aula, aceita ou não?
A garota riu do seu desespero nerd.
–Deixa ver se eu entendi. Você quer se livrar do acordo, sem danos a sua integridade física, e pra isso esta me dando o Spike e um cartão que me livra dos custos dele?
–Sim. –Impaciência.
–Tudo por medo?
–Não é medo. É respeito, eu poderia te bater pra me defender, mas eu sou um cavalheiro independente de quem seja a dama.
Sam riu. Na verdade gargalhou.
–Estamos sozinhos nos fundos da escola, veja como fala ou apanha até sangrar como porco no abate.
–Sam, nós temos aula ainda, vai aceitar ou não? –Muita impaciência.
–Vou. Eu gosto de cães. Ele é um beagle, não é?
–É –Ele admirou-se. –Como você mora em uma toca, achei que era melhor um que não cresce.
–Esquece, não vou aceitar. –Disse desfazendo o sorriso.
–Calma, eu tava testando. E agora é tarde você já disse que aceita. -Ele inclinou-se e pegou o caixote. -Põe ele aqui. Na saída você pega. Vai se um segredo nosso.
Sam ainda tinha duvidas. Mas elas se dissiparam quando o bichinho voltou dormir na caminha improvisada.
–Sempre quis ter um. Mas a minha mãe é alérgica.- Dizia o garoto enquanto voltavam. –E ela também é do tipo que não gosta de animais.
–E como atura você? -Perguntou indiferente.
–Achei que não ia mais me ofender.
–Não, eu não vou mais te bater. Se não quiser assim pega teu cachorro de volta...
–Ele é seu. Tudo bem, acho que já é alguma coisa.
Os corredores estavam vazios, disso eles se certificaram antes de entrarem juntos. Mas a ausência unicamente deles dois na sala já era muito.
–Olha só graças a sua indecisão vou chegar atrasado.
–Você ainda vai tentar assistir a aula? Já esta na metade.
Ele não respondeu continuou caminhando em silencio. Até que uma porta abriu, uma garota conhecida por sua alta fama de fofoqueira apresentou-se de costas a eles, mas não tardaria se virar. Sam puxou Freddie pela mochila e entrou com ele por uma porta de acesso a cantina.
Entraram na cantina vazia, passaram por uma porta onde lia-se”Interditado” e seguiram por um corredor maltratado e abandonado. Subiram u,as escadas curtas e adentraram numa sala completamente vazia.
–Não podemos ficar aqui, seremos suspensos.
–Ficaremos aqui até o sinal tocar. –Sentenciou a loira. –Se ficarmos passeando agora, vão pensar que estávamos de amasso por ai, e você não quer isso não é?
–Não mesmo.
–Nem eu. Se sairmos com o corredor cheio, ninguém nota. Você sai na frente e eu vou logo depois. Se sairmos com o corredor vazio, vai chamar muita atenção.
–Claro, desculpe se eu não tenho uma mente criminosa.
O local estava abandonado e imundo. Era uma área interditado do colégio. Um incêndio destruiu tudo ali e o local precisava de reforma.
Sam sentou em uma cadeira velha e pegou um MP3, quando Freddie se alarmou da janela.
–Foi daqui que vieram os ovos ontem. E de todas as outras vezes.
–É...- Respondeu como se fosse obvio.
–Vou contar ao Franklin. –Sorriu. –E agora não pode me bater.
–E ai eu te mato.
–E o nosso acordo?
–Disse que não ia te bater, não disse que não te mataria. –Respondeu dando de ombros esperançosa de que ele se calasse.
–Como vai me matar sem me agredir?
Sam revirou os olhos e se dirigiu até ele.
–Você pode escolher. Infectado, envenenado, enfeitiçado ou atirado acidentalmente de uma janela. E ai vai contar?
O garoto pensou se dada a proximidade da loirinha valia a pena se arriscar com outra piada. Mas agora tinham um novo acordo.
–Vou. Assim que eu descer.
Sam envolveu o pescoço do garoto com os braços magros.
–Se contar pro Franklin, eu digo a todo mundo que a gente tava ficando aqui. Te mato infectado e envenenado ao mesmo tempo, e ai?
–Ai você também se queima. –Ele tentou remover o abraço. Mas não conseguiu.
–Não se eu disser que era uma aposta. –Sam retomou o ar debochado. -Já fiz isso antes e você viu quem saiu perdendo.
Bingo! Sam não iria ficar nas mãos de Freddie, espalhar um boato desses seria para ele como espalhar que ele estava praticando algum crime, tipo essas bizarrices que pessoas doentes praticam.
Assentiu com os olhos e a garota riu vitoriosa e pra completar lhe deu um beijinho sutil no rosto. Por um momento, ele pensou outra coisa, dada a forma como ela mirava seus lábios.
–A noite seu rosto vai estar seriamente infectado por conta disso. –Disse rindo diabolicamente passando a mão no local.
Freddie não saiu correndo como ela presumia, todo tempo permaneceu encarando. Timidamente, ele lhe retribuiu o beijo. Mas não no rosto. Um toque suave e macio sobre os lábios cor de rosa em sua frente.
A seguir viria: Um tapa, um garoto sendo atirado na parede, e um punhal lhe sendo encravado nas costelas.
Nada disso.
Duas pessoas foram hipnotizadas por uma suave brisa traidora que entrou pelo resto de janela aberta, e o que era pra ser um jogo perverso transformou-se num beijo.
Ignorando os gritos da mente, Sam deixou o garoto encostar os lábios nos seus. Retribuiu sugando-lhe o lábio inferior.
Esperava Freddie sair correndo a qualquer momento a procura detergente. Mas o que sentiu foram duas mãos, que contrastando com a maciez e a delicadeza (anormais para um garoto), empurraram-na com ânsia pela cintura ao encontro do corpo de seu dono.
Quem introduziu a língua na boca de quem primeiro, foi impossível saber, provavelmente, os dois ao mesmo tempo tomaram essa iniciativa. As línguas entrelaçavam-se com uma harmonia precisa, enquanto suas cabeças moviam-se em perfeita sintonia.
Um beijo que de longe superava qualquer outro que já haviam dado. Calmo e urgente, quente e frio, sensual e inocente.
Sam mantinha as mãos entrelaçadas atrás da nuca de Freddie e esse descansava as suas na cintura de dela.
Apenas o sinal foi capaz de trazê-los de volta a realidade.
Afastaram-se assustados com a monstruosidade praticada. Quase se empurrando.
–Sai. –Disse a loira lhe dando as costas escondendo o tremor das mãos.
Ele não pensou duas vezes, saiu em disparado da sala antes que ela voltasse ao normal e resolvesse lhe atirar da janela.
Confuso, mal via pra onde ia. “O que eu fiz?” Repetia sem parar até chegar ao sanitário. Abriu a torneira, molhou as mãos. Fez menção de lavar os lábios, mas a lembrança da suavidade do beijo o impediu.
O corredor estava cheio e de fato ninguém reparou de onde ele saia. Logo se juntou aos amigos que embora tenham notado a sua falta, não lhe questionaram muita coisa. O “Estava na biblioteca”.
Sam não teve que dar explicação, os amigos dormiram durante a aula e acharam que ela estava fazendo o mesmo só que em outro lugar.
A noite, Sam saiu do banho e encontrou Shelby brincando com Spike.
–Não acredito que vai mesmo ficar com ele. –Dizia sentada no sofá.
Sam apenas sorriu pensativa se olhou no espelho e disse a pra ela mesma a mesma coisa que Freddie afirmava pra si: “Foi só mais uma brincadeira”.
Mas sabiam que não foi.
Notas finais
Tbm em função da falta de tempo, os links serão diminuídos eles atrasam muito, as vezes não abrem, é um transtorno. Mas vocês ja sabem mais ou menos os estilo deles, apenas darei uma breve descrição, e só colocarei imagens em ocasiões especiais, desculpem de novo.
O tempo ta curto to até com outra ideia de fic na verdade duas mas não da eu amo escrever mas o tempo não permite mais... :( Alias desculpem pelo link de uma maluquice ai kkkkkk esquece!
Gostaria de pedir que vcs deixassem coments isso vale tbm pros leitores fantasmagóricos rsrsrs. Estou curiosa em saber o que vcs acham da fic, vcs não imaginam como os review me deixam feliz!!
Espero q vcs tenham curtido, a ponto de deixar um. rsrsrs
No prx cap, mais pitas, mais mistérios mais briga, e mais romance!! Bjos!!
Fale com o autor