Notas iniciais
Perdão pela demora. Mas aí está, o hentai. Apreciem :v

Nada mais fazia sentido em sua mente.

Nada mais tinha respostas e explicações lógicas.

O que não mudou desde o início, desde quando conheceu Inoue Orihime. De início, viu uma garota normal e amedrontada, que não enxergava cores, porém a postura da mesma mudou drasticamente quando enxergou a cor dos seus olhos – verdes esmeraldas –, e soube até como interpretá-los, com uma confiança inabalável. A sensação fora desconfortável naquele dia em que se conheceram, pois ninguém conseguia lê-lo e decifrá-lo em somente um encarar de olhos como ela. Desde o dia da missão de Tahyuki, tinha a leve impressão que estava frente a frente com um ser completamente diferente dos demais humanos. Lembrou-se que até mesmo passara por sua mente que a mulher de longos cabelos alaranjados poderia estar relacionada com sua verdadeira liberdade.

Sempre teve inúmeras questões relacionadas à atraente garota de olhos acinzentados, da qual nunca desconfiara que era um anjo. Nunca pensou estar redondamente enganado: aquela mulher é um ser divino, repleto de bênçãos e uma bela aura instigante. Talvez ela fosse o que precisava em sua vida.

Sua liberdade.

Sua salvação.

Não conseguiu mais raciocinar com clareza, pois Inoue estava em sua frente, o beijando e o excitando de um jeito diferente de qualquer outra mulher. Ela agarrava-lhe os cabelos possessivamente e esfregava as pernas da mesma contra as dele, logo nenhuma ação passou em sua mente a não ser agarrá-la pela cintura e corresponder aos seus toques. Sentiu uma ardência em seu peito que piorou quando seu corpo começou a reagir de desejo.

Ela seria sua.

Antes mesmo que seus pensamentos começassem a ficar inebriados por luxúria, não pôde deixar de pensar em compreender o porquê do anjo estar disposto a lhe entregar sua inocência naquele corpo humano. Será que o fazia por obrigação, ou será que o fazia por encenação? Sabia que um anjo, assim como um demônio, poderia infiltrar-se facilmente entre os mundanos, tal qual Kurosaki Ichigo, o suposto arcanjo.

As pequenas e delicadas mãos passavam por todo seu abdômen procurando alguma abertura para arrancar a peça de roupa que Ulquiorra usava. Orihime o olhava tão intensamente que, em um certo ponto pensou ter ouvido um sussurro e gemidos em sua mente.

– Não precisa fazer isso. – Sussurrou um pouco irritado, a fazendo parar com as carícias e o olhá-lo curiosa, pois seu último pensamento não lhe agradou nem um pouco. Poderia estar errado, mas não deixaria aquela mulher fazer o que quisesse. Ficou um pouco tenso ao deixar-se levar por ela, mas a mesma conseguiu lhe atiçar de muitas maneiras. Pisou em cima de seu desejo para testá-la, ver se a ruiva desistiria do que pretendia – Talvez por enxergar minha alma achou que sentia a obrigação de me ajudar a sentir, como qualquer outro anjo da guarda. Não precisa disso, e eu muito menos, mulher.

– O quê? Eu preciso disso! – Gritou confusa e corada – Não faço isso por... Obrigação ou algo do tipo. – Diminuiu o tom de voz, encabulada – Ulquiorra, eu só... Eu só... Gosto de ti. Nunca senti isso por qualquer anjo ou por qualquer humano. E, sei que estou sendo egoísta mesmo sendo um anjo, mas eu gostaria que sentisse o mesmo. Não só quero lhe ajudar, mas quero lhe auxiliar e estar sempre olhando por ti. – Respirou fundo ao declarar seus sentimentos, mais claros do que água aos olhos esmeraldinos.

– Entendo. – O moreno fechou os olhos, aparentando pensar.

Silêncio.

Após alguns instantes, Orihime colocou ambas as mãos na frente do peito, em vão tentando parar as batidas do coração. O que não dera certo, pois o viu a milímetros de distância de si. Sentiu a respiração dele no seu ouvido.

Talvez eu também queira sentir isso. – Murmurou sedutor, deixando seus hormônios tomarem um pouco do seu controle.

Orihime não sabia o que dizer, fora pega desprevenida. Sabia que estava muito corada como jamais estivera antes, mesmo assim resolveu o olhar e ficara mais vermelha ainda ao perceber o sorriso quase imperceptível nos lábios dele. Perdeu-se no rosto dele que estava... Diferente. Sem dúvidas o pequeno encurvar de lábios no rosto dele o deixava mais bonito do que já é.

Ulquiorra quebrou a distância e selou seus lábios nos dela, a mesma não resistiu e entreabriu ainda mais a boca, o correspondendo e o abraçando em seguida. O moreno desceu seu beijo para o pescoço dela, que começara a rir com cócegas, e o mesmo pegou as duas pequenas e delicadas mãos dela as levando em direção ao zíper de seu casaco branco.

– Tire meu casaco. – Sussurrou rouco. A ruiva, hesitante, o tirou, observando o peito do homem a sua frente, encabulada.

Ulquiorra puxou o queixo do anjo bruscamente em direção ao seu rosto a beijando fervorosamente, levando a mão livre até os longos cabelos da moça, os puxando para baixo deixando o pescoço da mulher livres, para que pudesse beijá-lo, lambê-lo e chupá-lo. E assim o fez, escutando um dos primeiros gemidos audíveis do anjo, o instigando cada vez mais.

Soltou os cabelos ruivos e encostou os dedos perto da nuca de Inoue para achar o zíper da blusa de mangas compridas, a abrindo. Colocou ambas as mãos nas costas agora curadas da garota e, num rompante, tirou-lhe a blusa imediatamente. A garota soltou uma exclamação de surpresa e automaticamente escondeu a nudez, envergonhada.

Achando graça da reação da garota, a puxou pelo pulso e a encurralou na parede, observando os belos e fartos seios dela.

Inoue Orihime era... Linda. Ao mesmo tempo em que era anjo, parecia possuir a beleza de ninfas.

Pegou os dois pulsos da mesma e os ergueu acima da cabeça da mesma, voltando a acariciá-la no pescoço, não se importando em deixar ou não saliva no pescoço da ruiva. A garota gemia baixinho e estava extremamente corada. Parece que alguns traços humanos ainda não haviam saído dela ainda.

Com a mão que estava livre, agarrou-lhe o seio esquerdo, voltando a beijá-la nos lábios mais uma vez. Desceu os lábios para chegar no mamilo, e beijou suavemente um, enquanto acariciava o outro com a mão.

Inoue fechou os olhos gemendo sensualmente.

– E-Eu... Ulquiorra... – O anjo não conseguia formular alguma frase coerente naquele momento, não quando ele soltou seus pulsos e a agarrou pela cintura enroscando suas intimidades excitadas por cima da roupa.

A beijou nos lábios acariciando desde os seios até a barriga, enfim chegando aonde almejou. A calça apertada da garota o atrapalhava e precisou de certo cuidado para não retirar a calça e machucá-la, ou até mesmo assustá-la. Tornou a analisar as expressões dela novamente.

Inoue carregava uma expressão inocente, enquanto mostrava um brilho completamente... Malicioso no olhar acinzentado.

– Você é... Um anjo ou um demônio, mulher? – Questionou o moreno, observando diretamente para o olhar anormalmente libidinoso dela.

– Nesse momento, eu posso ser... – Corou um pouco mais – O que você quiser... Ulquiorra-kun.

Sem cerimônias, Ulquiorra agarra mais uma vez a fina cintura da garota e desabotoa a calça e tira antes que a mesma pudesse fazer por si própria. Feito isso, a beija bruscamente a conduzindo para o quarto do motel, no qual não fora utilizado.

Ao chegar na beirada da cama de casal escura, a empurra para o colchão afim de terminar com aquilo. E ele a desejava gradativamente.

Colou seu corpo esguio contra o de Orihime, para poder beijá-la no pescoço e acariciar a intimidade da garota por cima da calcinha branca, já molhada. A ruiva fechou os olhos gemendo alto ao sentir os dedos dele acariciando aquele local nunca tocado.

Schiffer arranca o pedaço de pano que cobria a intimidade feminina, assim mostrando um sorriso de canto imperceptível no rosto sempre indiferente. Inoue fecha as pernas com as mãos no rosto tentando conter sua vergonha explícita no rosto.

– Tsc.

Ulquiorra abre as pernas da mesma novamente e introduz um dedo no interior da garota, que se contorce com o primeiro contato direto dele na sua vagina. Ele arregala os olhos ao constatar algo que o deixou inegavelmente feliz.

– Aizen não a tocou. – O moreno sussurra subitamente.

– E-E-Eu nunca o deixaria fazer isso. – O anjo murmura olhando para o lado, corada.

– Vou tocá-la agora. – Introduz dois dedos na garota, que treme imediatamente em reação, gemendo. O moreno retira os dedos e os coloca novamente, repetindo o movimento respectivamente, cada vez com mais velocidade e força. Orihime gemia palavras desconexas até o ver baixando sua cabeça para pôr os lábios frios na intimidade quente e molhada, soltando uma exclamação de surpresa.

A menina relaxa e começa a gemer suavemente o nome dele, excitada. Nunca imaginara, durante toda sua existência, que aquilo poderia ser tão bom. Isso nunca teria acontecido se não tivesse sido mandada para a Terra, penitência que outrora julgara ser terrível.

Mas, agora, estava se tornando maravilhosa.

E ela cada vez menos se arrepende de ter feito o que sentia.

O moreno a lambia, e chupava-lhe o clitóris cada vez mais rápido, enloquecendo o anjo que pousou as duas mãos na maciez dos cabelos negros. Logo Orihime alcança seu primeiro orgasmo com a respiração entrecortada e coração descontrolado.

Inoue cora ao receber o olhar levemente estoico bem próximo de seu rosto. A ruiva envolve o rosto do homem e sorri encantada.

– Teus olhos estão mais lindos e esverdeados de um jeito que jamais vi. Como podes ser tão belo? – O homem fica sem palavras alguns segundos, porém rapidamente a questiona.

– A partir daqui, é um caminho sem volta. Está preparada, mulher? – Indaga o moreno, no meio das pernas dela.

Inoue pega uma das mãos dele e a pousa no centro do seu peito, e nesse momento o jovem sente as batidas aceleradas do coração da mesma.

– Se não tens um coração, pegue o meu. Ele já pertence a você, Ulquiorra. – Ela sussurra acenando com a cabeça, concordando.

Sem respondê-la, ele adentra a ruiva profundamente. Essa grita, incomodada com a pequena dor, assim o moreno para. Segundos depois a garota se mexe abaixo dele, para que o mesmo pudesse começar com os movimentos. Os dois entrelaçam as mãos.

Ulquiorra entra e sai lenta e repetidamente, no momento se controlando em apenas escutar os gemidos roucos do anjo, que jogara a cabeça para trás. Conforme o tempo e os gemidos dela, aumentou a velocidade das estocadas na intimidade levemente ensanguentada e molhada da mesma. Mordeu os lábios, extasiado.

A garota gritava inúmeras vezes o nome dele, agarrando-lhe os cabelos e arranhando as costas nuas dele fortemente. O moreno a beijou nos lábios enquanto a mesma gemia, e aprofundou as estocadas no corpo dela, sendo possível ouvir a cama ranger na parede e o som libidinoso do ato carnal.

Schiffer ergue o tronco e distancia as pernas da garota com as mãos, enquanto a penetrava rapidamente. Naquela posição, ambos se encaravam, uma com timidez, outro com desejo. Orihime agarra aos lençóis arqueando o corpo, e nunca Ulquiorra viu ser tão radiante e bonito.

Ela alcança o segundo orgasmo, derramando-se no membro do moreno, que ainda a penetrava rapidamente e grunhia levemente, sendo impossível controlar essas sensações. Inoue gemeu e praticamente pulou no homem, sentando em seu colo. A ruiva o abraçou sendo penetrada mais uma vez, ambos estavam com os corpos suados, e Ulquiorra a erguia de cima para baixo rapidamente, sentindo seu ápice chegando.

Mais umas estocadas e derramou-se no interior da ruiva, ambos respirando com dificuldades. Inoue o observou sorrindo e sentindo a pálpebra ficar pesada, assim o beija na bochecha e praticamente desmaia nos braços dele.

O que ela não tinha visto, era as asas da mesma estavam aparecendo e completamente abertas.

[...]

O moreno vestiu a calça e saiu do quarto, tinha ouvido o som de seu celular tocar na sala e optou por atender.

Pegou o aparelho e inspecionou o número, bufou meio irritado ao notar que era Aizen mais uma vez. Só de ler o nome daquele ser, já sentia seu sangue borbulhar dentro de si

Por um segundo, Ulquiorra cogitou a ideia de ignorar a ligação, porém logo descartou essa possibilidade, se não atendesse, quem sabe o que aquele homem poderia fazer, decidiu então engolir seu orgulho e atendê-lo.

– Aizen…

Você já sabe, não? – O interrompeu, com a voz descontraída — Sabe que ela é um anjo, sim?

Ulquiorra não respondeu. E Aizen já teve a sua resposta com seu silêncio,

Inoue Orihime é deveras… Escorregadia – Afirmou entre um curvar de lábios e outro – Tudo bem, isso não é importa para nós nesse momento. – Murmurou sarcástico e logo deixou as ironias de lado — Preciso que você vá fazer algo pra mim, então seu prazo é até amanhã — Falou deixando Ulquiorra levemente confuso com essa pressa anormal do outro.

– O que eu tenho que fazer dessa vez? – Questionou.

O homem de cabelos acastanhados do outro lado da linha pensou, talvez fosse bom provocar um pouco aquele moreno estoico.

Eu quero que faça um trabalho… Com Gin. – Colocou o albino no meio da história de propósito, pois sabia que Ulquiorra não gostava de ter Ichimaru Gin por perto.

Ulquiorra trincou os dentes. Aizen sabia como provocá-lo.

– E a mulher?

Ah, o anjo? – Fez como se tivesse lembrado dela somente naquele instante – Oh, não se preocupe, ela vai fazer outro trabalho.

Ulquiorra franziu o cenho. Aquilo era sério? Depois de praticamente jogar a ruiva em cima de si como sua responsabilidade, subitamente decidiu separá-los.

Algo não estava certo.

– Explique-se imediatamente. – Falou em tom de imponência.

Acredito que quem faz as ordens por aqui sou eu, certo? – Murmurou, porém mesmo assim, o respondeu vagamente – Ela vai buscar um certo alguém para mim. – Ulquiorra não conseguiu em pensar quem seria esse alguém.

Não me decepcione, Ulquiorra. – E desligou sem dar importância para o rapaz. Apreciou o certo conflito interno que causara ao moreno.

Tudo estava indo aos seus conformes. Já prevera tudo.

Seus planos dariam certo.

Inoue Orihime o desobedecera, assim possuía o motivo perfeito para seguir com o seu maior plano.

Ulquiorra jogou o aparelho no chão, afim de descontar sua frustração. Virou seu pescoço para a direção do quarto, e voltou para a entrada do quarto onde a ruiva continuava dormindo serena em paz, de bruços, com as grandes asas expostas.

O moreno se sentou na beirada da cama, perguntando-se o que diabos irá acontecer dali em diante e o porquê de estar sentindo uma queimação estranha e acolhedora dentro de si. Como conseguira espantar sua frustração apenas encarando a presença daquele anjo?

Pensava também no que deveria fazer de ali em diante. Tinha tantas certezas, e nunca sequer duvidara destas, entretanto, aquela mulher transformara suas crenças em meras dúvidas, o fazia enxergar coisas que costumava não ver antes.

Ela o fez perceber que era mais vazio do que imaginava.

Como as poucas vezes que demostrava algo, ele suspirou pesadamente.

E então tocou as macias e esbranquiçadas penas, acariciando as grandes asas macias.

"Minha liberdade... A personificação dela… Será esta mulher?”

E única certeza,

Era que o futuro é incerto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.