Conectados

1 Um mico atrás do outro


Notas iniciais
E lá vamos nós com minha primeira fanfic no gênero comédia... Vamos ver o que acontece! hahaha

— E aê... Tudo bem com vocês? Bom dia, né gente?! – sorrio ao lembrar que nem cumprimentei – Que falta de educação é essa, Regina? – reviro os olhos comigo mesma – Lembram que gravei meu primeiro vídeo há duas semanas? Vocês estavam no insta: Regina, faz canal! Regina, quando você vai fazer um canal? E cá estou, no meu segundo vídeo, se você ainda não é inscrito, dá aquele likezinho firmeza e se inscreve no canal, faaalô? – faço um sinal de ok e continuo gravando – Muitos ficaram meio perdidos no vídeo passado porque não me seguiam nas outras redes sociais, então vamos esclarecer as coisas. Me chamo Regina, tenho 18 anos e acabei de entrar na universidade de Stanford, aqui na Califórnia, mas sou de Seattle. Sou administradora do blog: cantinho da Queen e agora tenho o canal com mesmo nome. Vou me tornar caloura no curso de Engenharia Química daqui a alguns dias e sinceramente? Estou muuuuito ansiosa. Então, dando continuidade ao vídeo passado, eu me mudei pra Califórnia por causa da Universidade e como vocês puderam ver pelo instagram, eu aluguei um apartamento. – faço sinal para que saibam que estou nele neste momento, mas usando apenas uma mão porque segurava a câmera com a outra – Estou morando sozinha aqui e amo ficar só, mas nunca fiquei tanto tempo longe da minha família, principalmente do meu pai, então ‘tá’ sendo bem complicado, se bem que cheguei só fazem dois dias – sorrio com meu desespero de apenas dois dias de distancia – é o seguinte, meu apê é um mistério a ser resolvido, hoje ainda tenho que lavar roupa, preciso comprar roupas de cama porque só tenho uma e isso é vergonhoso, certo? Ainda tenho que comprar algumas coisas aqui pra casa... Enfim, isso é um saco – falo a palavra saco com uma entonação extremamente carregada de um tédio infinito e sorrio com isso – como faço pra pular pra parte legal de morar só? Quem souber deixa ai nos comentários... Gente, eu sinceramente não sei por onde começo, aqui no prédio tem lavanderia, então já temos uma mão na roda porque o Everest ‘tá’ perdendo pra o monte de roupa que tenho pra lavar... – gargalho com a piada sem graça, mas percebo que talvez nem todos entendam, então acabo sorrindo mais – Quer saber, decidi por onde vou começar... – faço expressão pensativa – Vou comer! Decidido... Mas, eis o problema, nessa casa não tem fogão, também não tem geladeira, não temos panelas e nem louça... – começo a andar até a cozinha e mostrar o vácuo de onde moro – Aí você pode falar, mas Regina os apartamentos podem ser alugados com mobília e sai por quase a mesma coisa, pois é né gente, a pessoa aqui não sabia disso e agora vou ter que mobiliar do zero, mas pelo menos temos um copo, um prato e talheres... – mostro minha louça de plástico e fixo a câmera em cima de um balcão – No copo eu coloco o resto do refrigerante de ontem, no prato eu faço o que? Pego dois pães que estão aqui ‘dando sopa’, ponho geleia de morango e tudo certo... Morango é fruta, fruta é vida! Somos saudáveis, resolvido! – falo sem muita paciência e começo a comer

Desligo a câmera, pois agora eu deveria tomar um banho e me arrumar, comecei a gravar o vídeo com baby doll, porque tinha acabado de acordar, mas não dava pra passar o dia assim, afinal eu iria sair. Me arrumo, ainda com uma roupa mais comum para o cotidiano, coloco a câmera no tripé e a ligo, começando a gravar novamente.

— Bom, gente, eu já tomei banho, mas seria meio desnecessário mostrar isso – sorrio, de certa forma com vergonha – já estou prontxenha pra lavar roupa e eu sei que vocês irão dizer: Regina mostra seu quarto – viro a câmera e começo a narrar o que mostro – então, aqui é minha cama, meu criado mudo, meu closet vazio, porque não arrumei nada ainda – mostro e vou apontando – e meu Everest particular, porque ir pra o Nepal é pra pobre aventureiro, rico tem seu próprio monte no quarto de casa – falo em tom de brincadeira – Quando os moveis estiverem nos lugares certos, ou melhor, vamos corrigir isso né? Quando a Regina Mills, vulgo eu, conseguir comprar moveis, aí mostro pra vocês o apê com carinha de lar – pauso a gravação e ligo para o porteiro, avisando que irei usar a lavanderia e volto para a câmera – bem, já liguei para o porteiro e ele me liberou para ir até a lavanderia agora, mas temos um problema porque tenho roupa, mas não tenho balde, então como levo isso até lá? Não sei! – encaro a muda de roupa e pauso o vídeo novamente, vou até a porta e depois até o elevador. Avalio uma placa que existe no elevador dizendo onde está a lavanderia, então volto para o apê e ligo a câmera – fui aplicar meus talentos de Sherlock Homes e percebi que moro perto do elevador e que ele para de frente pra lavanderia, entããão... Vou pegar todas as roupas, envolver no meu lençol e levar pra lavar – vou falando e fazendo tudo com apenas uma mão, mas resolvo ajustar a câmera, para que me filme pegando as roupas do chão e fazendo do lençol uma espécie de balde, com nós e gambiarras

Chamo o elevador e gravo meu desespero com o peso que carregava, assim que a porta do elevador abre, um dos nós desata e as roupas caem no chão, por sorte o elevador estava vazio. Começo a jogar as roupas dentro do elevador, com uma perna dentro e outra fora, evitando que essa maquina de aço se feche, assim que acabo, me levanto rindo e percebendo que com certeza deveria retirar isso do vídeo durante a edição, como aquilo poderia ficar pior?

— Você sabe que existe algo chamado balde, certo? – ouço uma voz feminina e gelo no mesmo momento

— Sei sim – me viro e respondo sem jeito

— Emma Swan – ela estende a mão e entra no elevador junto comigo

— Regina Mills – faço o mesmo, ainda sem jeito

— Youtuber? – ela me lança um sorriso e olha para a câmera que estava no tripé, dentro do elevador

— Sou sim, inclusive, acho melhor desligar a câmera – falo e ela me para

— Deixa rolar, não tenho problema com isso – ela diz e olha para minhas roupas no piso do elevador

— É bem humilhante, mas vou juntar tudo – me agacho e começo a devolver as roupas para o lençol com a ajuda da desconhecida que sorria com toda situação

— Vamos dar nós extras e tudo certo – ela aperta cada nó para me mostrar que agora parece seguro

— Obrigada, Emma – sorrio simpaticamente, mas logo passo a rir descontroladamente

— O que foi? – meu riso parece contagiá-la

— Meu primeiro vídeo no canal foi só para explicar tudo e esse é o segundo – falo sorrindo – esse desastre

— Nem está tão ruim assim... – ela tenta me animar e saímos do elevador

Vou para um maquina e coloco minha câmera e o tripé na frente de onde eu estava, olho para a maquina tentando entender como aquilo funcionava, tento abrir a porta, mas não consigo. Escuto grunhidos como riso abafado e ao olhar para trás eu vejo a Swan sorrindo.

— Assim... – ela abre a porta – agora separa as roupas de cor das brancas e coloca em maquinas separadas com agua , sabão nesse compartimento e amaciante nesse outro – me explica pacientemente

— Tem sabão naquele armário? – pergunto inocentemente e ela gargalha

— Cada um trás seu sabão – ela vai até seu balde – usa o meu hoje

Lavo a roupa morrendo de vergonha, pois a moça do elevador não parava de sorrir, ela tenta puxar assunto, mas eu apenas respondia seus questionamentos, sem dá continuidade a nada. Ela acabou e se despediu de mim, só nessa hora eu pude respirar.

— Bom, sobre o tour à lavanderia – volto a gravar – minha gente o que é isso? Que vexame! Vocês viram meu balde improvisado, certo? Aí o troço se abre todo, eu começo a jogar as roupas dentro do elevador e quando me dou conta tem uma moça atrás de mim – sussurro como se contasse um segredo a alguém em tom de fofoca – vocês não fazem ideia da vergonha que passei... a moça era linda, bem loirinha, um corpão de dá inveja e foi super gentil, maaaas – bato a palma da mão na testa e faço cara de desespero – Não sabia onde enfiar a cara, pra piorar eu sou obrigada a pegar sabão e amaciante dela porque achei que não precisava trazer – falo tudo agora em meio a gargalhadas – nem a porta da maquina eu consegui abrir... Enfim, agora as roupas estão secando e, quando acabar, eu vou a um supermercado

Paro rapidamente a gravação porque precisava correr com as coisas e decido que só irei gravar depois que chegar do mercado, pois estava perdendo muito tempo e já estamos na hora do almoço. Corro com minhas roupas em meu “balde”, tomo banho novamente, pois toda essa angustia me fez suar horrores, me arrumo e coloco uma roupa que me permitisse sair, mas já deixo em cima da cama a minha camisola, já lavada e seca, para coloca-la na volta. Chego ao supermercado e compro coisas simples e que não precisassem de fogão ou geladeira, depois fui comprar materiais de limpeza, um balde, roupas de cama e de banho e vou sorrindo para o caixa ao lembrar do mico que passei. Antes de chegar no destino final, vejo uma placa promovendo algo e vejo que é promoção de alguns produtos, entre eles um grill e uma cafeteria, na mesma hora penso e percebo que vai valer a pena efetuar essa compra. Peço para um vendedor me ajudar e levo tudo para o caixa. Como não possuía tanto dinheiro, paguei o que dava e parcelei o resto. Assim que chego em casa, ligo a câmera e coloco todas as bolsas de uma forma que ficasse fácil mostrar o que tem dentro.

— Compras feitas com sucesso, comprei sabão ne gente... Comprei pão, suco porque não só de refrigerante viverá o homem, comprei... Deixa eu ver mais o que... – começo a falar logo que ligo a câmera – comprei roupas de cama e toalhas – começo a vasculhar as bolsas – e vejam só, pelo menos agora eu posso comer e beber algo quente, comprei esse grill e uma cafeteira que estavam na promoção – tenho uma simples crise de riso – sim, fui atraída pelas promoções, afinal, custo beneficio é tudo, certo? Ceeerto! – eu mesma pergunto e logo respondo – Então eu vou acabar essa seção de tortura por aqui, porque hoje foi so mico, depois volto com a continuação disso tudo e até o próximo vídeo, me sigam nas minhas redes sociais e... Mwah!

Desligo a câmera e vejo que eu só tinha duas escolhas para minha vida, arrumar as compras ou deixar tudo ali, obvio que escolho a mais certa, editar o vlog que acabei de gravar e deixar as compras para depois. Coloco a vinheta, corto algumas coisas mais vergonhosas, ponho firulas e cuido da sonografia, perco um tempo com tudo isso porque sei que é tempo bem gasto. Assim que ponho o vídeo para ser salvo, o computador trava e meu coração para

“O programa parou de funcionar”

— Claro, o computador precisava esquecer como se trabalha – falo sozinha e revoltada – meu querido, as coisas não podem acontecer como você quer não – brigo com o PC – vou começar tudo de novo e não ouse interferir, estamos entendidos?

Volto a editar, mas logo me canso ao pensar que terei que fazer tudo novamente. Ponho apenas as firulas e em preto e branco tudo aquilo que deveria ser cortando criando um tipo de falha nossa ao longo do vídeo. Clico em salvar e o computador volta a ficar lento.

— Se você não salvar, não vou mais editar e enviar para o YouTube do jeito que está... Então, o que prefere? – volto a brigar com meu PC

A barra de carregamento começa a andar e eu a sorrir, metade era culpa do alivio, mas a outra era de nervoso. Vídeo salvo com sucesso, agora é hora de fazer upload e entregar nas mãos de Deus porque ‘ta’ tenso viu. Enquanto o vídeo não é enviado, resolvo comer algo e olhar minhas redes sociais. Faço um novo sanduiche e como com suco, enquanto isso fico de olho em tudo no celular.

— Ola gente, em poucos minutos ou horas – começo a gravar – ou talvez mais horas do que esperado... Teremos vídeo novo no canal! – comemoro que nem boba com as mãos, mas usando cara de tedio

Posto o vídeo no instagram e faço o mesmo com as outras redes sociais. Não demora muito e vejo varios comentário, os quais vou respondendo aos poucos.

“Doida pra ver o vídeo novo”

“Vai ser vlog? Ansiosaaaa”

Começo a responder e atiçar a curiosidade das pessoas e nem percebo que o vídeo já foi postado. Vou guardar as compras, ler as instruções do que comprei e inaugurar, obvio. Resolvo pedir ifood mesmo, por ser mais rápido, então me alimento, tomo banho e coloco minha camisolinha tão amada, para deitar na cama e acompanhar os comentários do vlog, começo a ler com calma e responder alguns, mas um em especial me chama atenção.

“Sem louça? Já sei o que te dou para a casa nova”

Como assim? O meu choque não foi o comentário, mas quem publicou. Emma Swan. Meu Deus, não pode ser a mesma do elevador.

“Emma Swan? Que vergonha!”

Comento e paro de ler tudo para dá atenção só à espera.

“Obrigada pelos elogios, até acreditei ser verdade hahaha acabei descobrindo qual seu apartamento e estou na porta, pode abrir?”

Não, isso é impossível! Obvio que ela não está aqui, claro que não! Vou até a porta e olho pelo olho mágico, um pequeno surto toma conta de mim antes de abrir, nem me dou conta da roupa que uso, até que ela comenta e me mata novamente de vergonha.

— Pandinhas? – ela sorrir ao olhar e eu com certeza coro – boa escolha, menina atrapalhada do 401

Notas finais
Até a próxima! :*