Conectados
16 Revelações
Notas iniciais

Point Of View Narrador
Sabe aqueles dias que tudo está tão bem que parece estranho? Pois é, Emma e Regina estavam nessa fase da vida, mas parece que nem tudo são flores e que às vezes o universo dá um jeitinho de mudar a direção dos ventos. Isso aconteceu, com as meninas, a partir do momento que um amigo fofoqueiro resolveu questionar os Mills sobre sua filha.
Luíz: Oi vizinho – ele cumprimenta
Henry: Olá, Campbell, está indo para o evento dos Montgomery? – questiona
Luiz: Claro, não perderia por nada – se aproxima – onde está Cora?
Henry: Ainda arrumando-se, mulheres... — revira os olhos em brincadeira
Luiz: Entendo bem, Elisa ainda está lá em cima – faz o mesmo gesto com os olhos
Elisa: Falavam de mim? – aparece à porta
Cora: Você deveria saber que somos o assunto preferido desses dois – aparece e se aproxima
Luiz: Que tal se continuarmos essa conversa durante a festa? – o homem pede – sinto que já estamos atrasados
A noite foi acontecendo, não passava de casais jantando, conversando sobre bolsa de valores, investimentos, aulas de tênis, golfe e até mesmo novos jantares. Mas em certo momento, o sr Montgomery oferece aos homens da mesa um fim de noite no escritório, com charuto e um bom whisky, enquanto isso as mulheres seriam levadas para sala para um licor e bom papo. Os casais foram sendo separados e as conversas se tornaram mais intimas, na medida do possível.
Clara: Agora que estamos a sós, tenho que perguntar, vocês souberam que o filho dos Hartberg está envolvido com drogas? – começa o mexerico
Amanda: Claro que soube – a anfitriã logo responde – acredita que eles mandaram a secretária me ligar com uma justificativa boba, para falar a ausência no jantar de hoje?
Cora: Não acredito que tiveram coragem de fazer isso – parece chocada
Amanda: Nem eu acreditei – usa um tom fingido – seria muito melhor agir como você e mostrar que a vida continua... Afinal, realmente continua
Cora: Como assim? – se faz de louca
Clara: Bem, a sua filha... – da de ombros
Elisa: Não precisa mentir para nós, querida, eu estava no jantar – explica
Cora: Ah, aquilo? Claro que foi uma brincadeira da Regina – força uma risada – não acredito que caíram na zombaria da minha filha
Elisa: Nossa... Que brincadeira mais sem graça – fala sem jeito – ainda por cima em um evento social dos pais
Amanda: Mas não falo da festa, falo do vídeo que ela fez com a namorada – usa um tom de deboche – minha filha me mostrou chocada
Cora: Video? – fica chocada ao descobrir que o motivo do jantar é mexericar sobre sua filha
Clara: Ah, eu também tive acesso a isso – passa na cara – ainda bem que você e Henry estão bem com isso, não saberia como poderia sair de casa se isso fosse com minha filha
Enquanto na sala as damas da sociedade destilavam veneno e preconceito, no escritório a conversa já ultrapassava as suposições.
Henry: Mas minha filha jamais faria isso – tenta acalma os ânimos
Daniel: Sinto muito, mas ela não só gravou o vídeo, como recebeu um anel da namorada e fez um ultimo vídeo falando da reação que você e Cora tiveram – o “amigo” distribui a noticia aos demais e mostra o canal no notebook – A Amanda me mostrou o vídeo
Luiz: Meu amigo, parece que tudo isso é verdade – mostra parte do vídeo
Henry: Preciso sair daqui – coloca o charuto no cinzeiro e vai rumo a sala
Cora: Henry... – parece assustada
Henry: Pelo jeito já sabe – olha para todos – na falta dos Hartberg vocês decidiram fazer de mim e minha esposa as atrações da noite, estou certo?
Daniel: Claro que não, meu amigo – tenta amenizar
Henry: Muito me espanta você ter participado disso, Luiz – parece decepcionado – vamos Cora
Algumas justificativas tolas foram ouvidas, mas de forma geral era notório que tudo era mentira. Assim que chegam em casa, os Mills resolvem pedir para empregada olhar o tal vídeo mencionado, deixando a ponto de reprodução para que eles pudessem assistir. A reação já deve ter sido calculada a partir do primeiro vídeo, mas decidiram continuar e assistir os outros vídeos em que viram a Emma na capa, isso com certeza não prestou. Todas as piadas sobre colar a velcro, todos os toques, carinhos até mesmo antes de assumir algo, ver que Zelena já sabia de tudo e não falou nada, tudo isso pesou e fez com que eles ligassem para Regina que, apesar da hora, atendeu.
Regina: Alô – fala sonolenta
Cora: Estava dormindo com sua namorada? – usa de sarcasmo – que você faça suas escolhas malucas e acabe com sua vida, tudo bem, mas não envolva eu e seu pai nessa sua nova vida, não cite nossos nomes nesses projetos de vídeo que você faz – fica cada vez mais brava
Regina: Mãe? O que houve? – tenta entender
Cora: Você nos traiu, não bastava fazer isso, ainda levou sua irmã junto – fala cada vez mais indignada
Emma: Quem é? O que está acontecendo? – ouve-se a voz ao fundo da ligação
Henry: Ela está com você? – usa um tom de decepção ao ouvir a chamada em viva voz
Regina: Que bom que assistiram aos vídeos, amo a Emma – fala decidida – não vou voltar atrás... Cansei de usar meios termos e deixar de viver por que vocês decidiram que minha vida seria ditada pelas frustrações passadas de vocês e sonhos seus ainda não realizados – se altera – não vou mudar de ideia em relação ao que sinto e amá-la não é sinônimo de acabar com minha vida, pelo contrário, estou começando a viver agora, mamãe
Cora: Se não vai voltar atrás, não precisa lembrar que tem mãe – fala com tom raivoso – passar bem, Regina Mills
Regina: Mãe? – fala em vão, pois a mãe desliga
Emma: O que houve? – se preocupa
Regina: minha mãe pediu pra que eu esquecesse que ela existe – fala chocada
Emma: Porque isso a essa hora? – se ajeita na cama e se aproxima da namorada
Regina: Eles assistiram os meus vídeos com você, pelo menos foi isso que eu entendi – ela da de ombros e fica cabisbaixa
Emma: Eles estão perdendo uma oportunidade única de ter uma mulher incrível do lado deles – faz um leve carinho
Regina: Eles não voltam atrás – a olha
Emma: Sinto muito... Não sei muito o que posso dizer agora – fala sem jeito
Regina: Não fala nada, só fica aqui – a abraça na cama
Emma: Essa carinha triste não combina com você – sussurra – o que posso fazer?
Regina: Me beija? – pede chorosa
Emma: Sempre – sussurra novamente
Vários selinhos são dados, esses viram beijos, que logo são intensificados, mãos bobas começam a rolar, peças de roupa começam a sair do corpo das duas, o clima começa a pegar fogo...
Ruby: Vocês já estão dor... Woooow – se espanta, mas nem se dá ao trabalho de virar
Emma: Não se entra no quarto de alguém assim – tenta se cobrir – meu Deus, Ruby – grita enquanto Regina só rir com parte do seu corpo debaixo das cobertas
Ruby: Eu cheguei aqui e não sabia do oba oba – ela brinca ainda pasma e olhando as duas
Emma: Tem como você virar? – olha para o próprio corpo ainda desnudo, coberto por travesseiros
Ruby: Você tem bom gosto, hein? – olha para Regina que se cobre ainda mais, porém não para de rir – com todo respeito, tá Emma?
Emma: Cala a boca – joga o travesseiro – sai daqui
Ruby: Não sabia que tava rolando um negocio aqui, vou encostar ali no sofá mesmo e vocês podem continuar – ela faz um tipo de despedida e ameaça sair – continuem aí, finjam que ninguém apareceu – Ruby volta e Emma joga outro travesseiro
Emma: Desculpa – morre de vergonha
Regina: Cala a boca e me beija, Swan – a olha com carinho
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