Conectados
19 Do céu ao inferno
Notas iniciais

Point Of View Narrador
Stories on
“Vocês são realmente demais, viu... Quem advinha o que uma de vocês me enviou de presente?”
“Geeeente, vocês não existem, sério mesmo! Ainda tô meio sem reação e não sou só eu – a câmera mostra rapidamente a Emma olhando algo”
“O que a gente ganhou, amor? – Emma mostra um quadro delas – pintaram a gente, gente – Regina cai na gargalhada pela redundância”
“Desculpem o português limitado, mas é que... Uaaau... Sara, muito obrigada, sei nem o que dizer – Emma fala ainda abobalhada”
Nos stories da Regina tudo o que se via eram pessoas babando em cima do presente que ela havia ganhado. Não só o quadro, mas algumas cartinhas, colar de mulher maravilha, livros que ela havia mostrado interesse e ela acaba se deparando com mais uma coisa que chama sua atenção.
“Tá ficando repetitivo? Provavelmente! Mas eu tinha que voltar... Gente, vocês não fazem noção do que Emma ganhou”
“Carol, muito, muito, muito obrigada pelo carinho – Emma mostra uma caneca com o desenho de uma medica estampada”
“Vocês têm noção do quanto nos fazem sentir especiais? Todo esse carinho, essa preocupação... Estamos lendo todas as cartinhas de vocês”
Stories off
Emma: Vida, vou correr pra o hospital – ela se dá conta da hora – não abra nada que tenha meu nome, mocinha
Regina: Jamais violaria uma correspondência – fala com um pacote na mão cujo destinatário era Emma
Emma: Claro que não... Não é algo típico de você – usa provável ironia
Emma sai para o hospital e Regina permanece na sua luta contra a curiosidade, abrindo um ou outro pacote que não deveria. Swan segue em sua rotina normal de trabalho até que é surpreendida por um médico que a chama para um atendimento corriqueiro.
Emma: Bem, o doutor... – diz entrando na sala – minha nossa...
Henry: O que faz aqui? – pergunta bravo
Emma: Bem, agora sou residente aqui – da de ombros e olha os exames – teve um pré-infarto? – diz surpresa
Cora: Que tipo de médica é você se meu marido precisa dá o próprio diagnostico? – fala grosseiramente
Emma: Preferem outro medico? – fala com calma
Cora: Sim – diz firme
Henry: Não! Continue – logo responde e Cora o encara
Emma: Não há mais riscos, pelo o que vejo nos exames seu coração está trabalhando bem, ainda perto do limite, mas bem – analisa – ela não sabe disso, certo? – fala ainda de olho nos exames
Cora: Achei que seu trabalho era... – começa
Henry: Não – se limita a responder – ainda estão juntas?
Emma: Sim, ela é minha mulher – fala firme e os olha
Cora: Ora sua insolente – recrimina
Emma: Nós moramos juntas – completa
Henry: A quanto tempo? – instiga e ignora os olhares de Cora
Emma: Faz seis anos que estamos juntas, mas cinco anos e meio que dividimos o mesmo teto – continua a responder
Henry: Quero vê-la... Pode fazer isso? – pede
Cora: Ficou maluco? – fala indignada
Henry: Eu vou ver a Regina, não precisa me acompanhar se não quiser – volta a olhar para Emma – pode me ajudar ou não?
Emma: posso tentar – fala surpresa – bem, eu tenho que ir... Eu entro em contato
Assim que sai da sala, Swan se dá conta de que havia combinado um encontro entre três pessoas que não se viam a muito tempo e que se encontravam apenas para brigas, resolve imediatamente ligar para a pessoa mais envolvida.
— Oi, amor – Regina fala carinhosa assim que atende
— Vida, temos um problema, mas tenta não surtar – Emma adverte
— O que houve? – se preocupa
— Eu encontrei seus pais e posso ter marcado um jantar com eles – fala rapidamente
— Você o que? – Regina se espanta – perdeu o juízo, Emma? Espera... Onde encontrou meus pais?
— Aqui no hospital, seu pai veio fazer um acompanhamento e a adorável da sua mãe veio com ele – fala irônica – aparentemente ele quer te ver e está arrependido de tudo, mas sua mãe continua a mesma
— Meu pai foi fazer acompanhamento?? Aí? – percebe que tem algo errado
— Seu pai teve um pré infarto, o coração dele estava sobrecarregado, ele sentiu dores fortes no peito, mas foi socorrido a tempo e não passou de um susto – Emma explica
— Ele está bem, Emma? De verdade? – se preocupa
— Está sim, acabei de vê-lo... Bem... O que devo falar em relação ao jantar? – Emma volta ao assunto principal
— Diga que eu vou, o restaurante preferido dele, hoje as 20h – fala firme
— Ok, fica bem, tá? – se preocupa e desliga
Henry: Ela aceitou? – fala e faz Emma tomar um susto – Não quis te assustar, mas imaginei que fosse Regina
Emma: Era ela sim... Pediu pra avisar que esperará vocês hoje as 20h no seu restaurante favorito – passa o recado
Cora: Não é assim que funciona, temos que ver em nossa agenda se é possível, não é ela quem define – toma a frente
Henry: Diga a ela que está combinado – nem liga para os comentários – você não irá?
Emma: Eu?? Não... Deus me livre – fala sem pensar – Deus me livre atrapalhar a conversa de vocês, deve existir muitos assuntos pendentes
Henry: Você é o centro de maioria deles – completa – seria maravilhoso se você estivesse ao lado dela
Emma: Hum... – se dá por vencida – Claro, será um prazer... Agora preciso ir – se despede com um sorriso amarelo – droga – sussurra assim que vira de costas
O dia continua sem maiores surpresas, Emma acaba seu turno, que hoje foi reduzido porque teve que voltar para sua pesquisa. Regina já está pronta e a espera da sua namorada para o tal jantar marcado. Sabendo que o restaurante era um ambiente mais formal e que se tratava de seus pais, Regina escolhe a roupa da Swan e já a deixa pronta para ela vestir, pois sabe que se fosse depender de Emma, ela sairia com uma camiseta, jaqueta, jeans e botas. Nossa futura medica chega e logo é empurrada para o banheiro, ato que é desconsiderado, pois sabia que a morena estava uma pilha de nervos. Assim que chegam ao restaurante são guiadas pelo metre para a mesa habitual da família Mills, chegaram adiantadas para não perder a classe, mas é uma pena saber que seus pais não pensam o mesmo.
Regina: Eles são pontuais, Emma – olha novamente a hora pelo celular
Emma: Ok, mas talvez foi o transito – tenta justificar
Regina: O transito pode servir de desculpa para 30 minutos de atraso, mas 1 hora e meia? – está a ponto de explodir – vamos embora, por favor
Emma: Ok – lamenta ver sua garota naquela situação
Henry: Desculpem o atraso, ficamos conversando e perdemos a noção de tempo – chega sorridente
Cora: Olá Emma – cumprimenta simpática e automaticamente gera pânico
James: Olá – Um rapaz se aproxima
Henry: Oh, que surpresa maravilhosa, James – fala e as meninas se olham
Cora: Está sozinho? – finge procurar alguém
James: Estou sim, agradável surpresa encontrar vocês aqui – não para de olhar para Regina
Cora: Venha, sente-se conosco – convida – Essa é nossa filha, Regina e a amiga dela
James: Olá moças – o rapaz é galante em suas expressões
Regina: Quando ela diz amiga, quer dizer quase esposa – o cumprimenta de longe
Cora: Sente-se ao lado de Regina, um homem moreno e sensual como você deve ficar perto de uma mulher como ela – provoca novamente
Regina: Prefiro ficar mais perto da minha namorada – puxa a cadeira para mais perto de Emma
O jantar segue com as farpas habituais, todos tentam controlar os ânimos e de certa forma, comparado a jantares antigos, a cordialidade se torna constante, na medida do possível. O jantar acaba e antes que o licor chegue à mesa, Regina avisa que precisa ir ao banheiro e faz sinal para Emma segui-la, é uma pena, mas ela simplesmente não entende o sinal e permanece comendo sua sobremesa. Esse não é o único sinal que a loirinha não percebe, Cora faz algo para que o tal James vá atrás da Regina, ele, por sua vez, se levanta as pressas e a segue.
Regina: Isso é um banheiro feminino, você sabe, certo? – fala grossa
James: Sei sim – se aproxima – você é linda
Regina: Se você der mais um passo eu faço um escândalo – Adverte
James: Amo mulher escandalosa entre quatro paredes – ironiza – sabe o que eu acho? Você só não achou um cara que fizesse direito
Regina: Sabe o que eu acho? Que você só não achou alguém que te tratasse como você merece – finaliza com um chute no meio das pernas do rapaz, que caiu gemendo
Desconhecida: O que aconteceu aqui? – uma moça se assusta ao entrar
Regina: Se eu fosse você, não entraria aqui e chamaria a segurança... Ele é um maníaco sexual que estava espionando as mulheres no banheiro – fala seriamente
James: É mentira – geme no chão
Regina: Acredita em mim ou no homem deitado no chão do banheiro feminino? – pergunta olhando em seus olhos
Desconhecida: Vou chamar a segurança – sai e Regina a acompanha
Regina: Levanta, Emma, vamos embora – a morena fala firme e sua amada logo faz o que é pedido
Emma: O que houve? – ela sussurra sem entender
Regina: Bem... Começo pelo fato de te agredirem com comentários abomináveis a noite inteira ou com o homem que eles trouxeram para entrar no banheiro e tentar me agarrar – deixa Emma em choque
Emma: Ele tocou em você? – parece ter seu sangue fervendo nas veias
Regina: Não, amor... – responde e ver o tal James sendo levado pela segurança – acho que ele é quem está machucado – sorrir e Emma a beija
Henry: Por quanto tempo mais você vai brincar de casinha com essa mulher? – fala bravo – achei que só precisava de um tempo para perceber que vocês não vão chegar a lugar nenhum
Regina: Interessante, pois estou formada, trabalhando, ganhando um bom dinheiro, feliz com minha mulher... Quem será que escolheu o lado errado? Eu que estou realizada ao lado da mulher que amo ou vocês que se retraem atrás do seu preconceito? – fala em alto e bom som – quem não chegará em lugar algum? Seremos realmente nós duas?
Emma: Eu falei com ela sobre esse jantar, porque acredito que família é o que a gente tem de mais importante, não queria que ela estivesse afastada de vocês... Perdi meus pais muito cedo e sei a falta que faz um colo paterno, um carinho materno, momentos em família, sorrisos, até mesmo brigas... Sempre senti falta de tudo isso – abre seu coração e o restaurante para e ouve – mas agora me pergunto, vocês realmente são pais de alguém ou apenas colocaram no mundo? Sempre imaginei que é normal o primeiro impacto, é tão difícil para nós mesmos admitirmos o que sentimos, então deve ser necessário um tempo para absorver tudo isso, mas entender não é o mesmo que ter direito de criticar e condenar... É compreensível ter um tempo para pensar e procurar meios de está próximo de quem se ama, dar apoio, mas não é compreensível usar esse tempo para proferir palavras de ódio, para chamar um homem para agarrar aquela que vocês dizem amar... Que amor é esse? O amor de verdade fecha os olhos diante das diferenças e quando as vê, faz de tudo para ultrapassá-las, esse amor é o mesmo que te acalenta nos dias tristes, que te acolhe na escuridão, que te abraça na alegria, que te apoia na duvida... Esse é que deveria ser o sentimento que vocês deveriam está doando para aquela que vocês dizem amar... Esse amor que expressa respeito acima de tudo... Tenho pena de vocês e da mentalidade que carregam dizendo ser certa – ela olha pra Regina que está chorando – eu passei muito tempo calada engolindo as palhaçadas que vocês fazem para a filha de vocês, mas é o seguinte, eu amo a Regina e se pra vocês é uma vergonha ter uma filha em um relacionamento homoafetivo, não tem problema, a partir de hoje ela deixa de ser uma Mills e se torna uma Swan... Vamos embora, meu amor
Grande parte das pessoas que estavam no restaurante ficam atónitos diante de tudo que ouviram, mas também tiveram as pessoas que apoiaram tudo o que foi falado e fizeram questão de aplaudir a saída das meninas do restaurante.
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