Condutores
2 O Refúgio Odin
Notas iniciais
Ryan parou de correr quando percebeu que não estava mais sendo seguido, agachou-se se apoiando em seus joelhos, respirava ofegante. “O que era aquilo?” foi à única coisa que consegui durante todo esse tempo. Com toda a certeza ele havia se arrependido de desobedecer a sua professora de Geografia, “Com toda certeza aquilo não era humano”, e ele estava certo, aquilo não e era um humano, ou um animal qualquer. Ele jurava ter visto uma calda de cobra e o corpo de um leão, mas poderia ter sido mais uma de suas crises.
Recuperou o fôlego e deu meia-volta, voltado para junto de seus colegas de escola.
–Onde você estava? – sussurrou Taylor perto de Ryan depois de ele voltar.
–Pegando um ar. – ele respondeu tirando algumas folhas secas de sua calça jeans folgada.
–Tem certeza? Parece que esta com falta dele. – Ryan encarou os olhos azuis celestes deformados de Taylor.
–Estou ficando louco. – ele voltou a olhar para frente. – Mais do que já era.
–Você não e louco... Só esquisito, vê coisas que não existem, assim como grande maioria desse pessoal aqui. — ela apontou com a mão para a turma.
–O que te torna diferente deles?
–Eu encaro a realidade é...
–Senhorita Deesse gostaria de responder minha pergunta? – Taylor ficou mais pálida do que já era.
–Hã... Qual foi a pergunta mesmo?
– Já tenho minha resposta. Quando voltarmos para o colégio a senhorita ira direto para a diretoria. — Taylor abaixou a cabeça, novamente, “Nojenta” sussurrou apenas para que Ryan escutasse e que reprimiu uma risada.
***
A turma voltou para dentro do ônibus. Ryan se sentou e encostou a cabeça na janela e fechou os olhos, uma imagem veio a sua cabeça, uma garota mais dois homens eles pareciam mais velhos e os três estavam conversando sobre algo sério.
–Como ainda não o encontraram? – ela perguntou indignada
–Algo está o bloqueando. — Disse o de barba longa.
–Quem se importa e apenas mais um na lista. — argumentou o outro
–Ele e especial. – a menina disse cruzando os braços e se apoiou em uma perna e cruzou a outra.
–Sim ele é por isso devemos buscá-lo Horus.
–Tanto faz. Ele e apenas mais um garoto que provavelmente me trará problemas, você viu o que ele fez com aquele jardim?- a menina revirou os olhos.
–Tanto faz Horus. Amon você tem uma noção de onde ele deve estar?
–Em Londres.
–Devemos ir agora?- Ela perguntou se ajeitando.
–Não será necessário, mandarei Ângelo para buscá-lo e Olavo deve ajudá-lo.
– Sim... Mas alguma coisa? – perguntou ela.
–Há sim senhorita Delacuer, poderia substituir o professor Harley enquanto ele viaja? Será apenas três dias.
–Tudo bem.
Ryan abriu os olhos e olhou pela janela, os jardins da escola era de um colorido exagerado, enfim o ônibus parou. Ryan se ajeitou no banco e virou o rosto, Taylor lia um livro com a capa verde fluorescente, as letras era grande e o livro fino, Ryan então se levantou assim como s demais alunos, mas antes cutucou o braço da amiga. Taylor se levantou, pegou a bolsa de couro marrom marcada de tinta e saiu na frente. Ryan pegou apenas o moletom preto que havia levado e o livro de Geografia, saiu do ônibus escolar e pressionou seus olhos com a claridade emitida pelo sol.
Todos foram reunidos na sala novamente, a professora explicou que queria alguns capítulos do livro já feito para a próxima semana, o sinal tocou e Ryan foi se encontrar com seus amigos.
–Não Olavo eu não peguei seu livro esquisitinho se me der licença... — Pattie se virou deu de cara com Ryan. – Olá Ryan. — afinou a voz como sempre e saiu.
–O que deu nela? – perguntou Ryan para Olavo depois de ver Pattie indo embora no Chevrolet de seu irmão mais velho.
–Não sei! Apenas perguntei se ela havia visto meu livro e o pegado. — ele deu de ombros, me sentei na calçada esperando meu tio Josh ir me buscar e estranhei Olavo se sentar ao meu lado. — Então tchau Ryan até segunda. – Olavo acenou e foi até o ponto de ônibus que havia ali perto... Depois de alguns minutos meu tio chegou entrei no carro e ele me levou para casa.
–Então como foi o dia de vocês? – o tio dele perguntou para ele e sua prima de 7 anos, Rose.
–Foi átimo papai, fizemos o alfabeto inteiro com massinhas. – disse Rose do banco de trás. Rose tinha os cabelos bastante encaracolados e era castanho, as Iris de seus olhos eram verdes bem escuros e sua pele, rosada como pêssego, tinha algumas acnes na face por conta de um problema de pele, mas continuava adorável, seu sorriso era torto e o nariz parecia uma pipoca.
–E você Ryan?
–Hã? Há sim... Foi legal o meu também, fomos naquele campo que eu falei e olhamos algumas espécies de terrenos e vegetações. – Josh assentiu e focou na pista, o carro estava em silencio apenas o som do ar-condicionado e de Rose estalando a língua e batendo as mãos nas pernas fazendo o ritmo de parabéns pra você. Josh freio com cuidado parando de frente a um prédio não muito luxuoso, mas comportado. Ryan se despediu de Rose e de seu tio saindo do caro e subindo para o terceiro andar.
Abriu a porta e entrou a fechou atrás de si e suspirou, jogou a mochila no sofá e foi para o quarto, se trancou La dentro por alguns minutos, o tempo de sua mãe chegar e ele se trocar, tirando o uniforme e colocando uma roupa mais no seu gosto. Saiu do quarto e deu um beijo na bochecha da senhora Ellen, e se sentou no sofá.
–Precisamos conversar. – Ryan olhou para a expressão preocupada da mãe.
–Sim. O que foi?
–Precisamos ir a um lugar... Quero que você conheça... A linhagem de nossa família.
–Como assim? – Ellen se sentou ao lado do filho encarando os pés, depois olhou bem Ryan para não se esquecer de nenhum detalhe depois que ele fosse. Ele tinha uma clara, lindo olhos azuis escuros, três pintinhas do lado direito uma ao lado da outra, a menor era perto do nariz a media era abaixo de seu olho e a maior era mais afastada, o rosto era meio redondo e seu nariz um pouco pequeno, como o de Rose, seus cabelos eram cacheados com cachos que caiam livremente sem dificuldade.
–Vamos conhecer um lugar onde posso ter certeza de que você estará bem.
–É onde seria esse lugar? – perguntou ele
–O Refúgio Odin!
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