Condessa De Sangue

3 Um elfo estranho em uma taverna


Depois que Anne estraçalhou a porta sem usar muita força, ficou impressionada. Nunca imaginaria que aquela espada que aparentava totalmente inútil fosse servir para alguma coisa. Ela deu uma golpe contra a parede de cimento do castelo, a ponta da espada se arrastava perfeitamente contra a parede. Enquanto a espada seguia seu caminho no cimento, Anne viu pequenos raios saindo da espada, mesmo cética, concluiu que fosse apenas reação da espada contra o cimento. Ela colocou novamente a espada em seus ombros e saiu andando pelo castelo. Andou degrau por degrau, seu objetivo era arranjar um modo de sair daquele lugar sem chamar muita atenção.

— Hmm, os guardas estão na porta de saida do castelo... Não seria muito inteligente passar por la. ...

Anne ficou parada pensando por um tempo, Boris olhava para ela atentamente. Anne estalou os dedos.

— Ja sei! — Exclamou Anne

— Que legal! Mais uma das suas ideias malucas. — Disse Boris

— Boris, não complica, se você quiser passar pela porta de saida... pode ir. Se os guardas te pegarem não vou tentar te salvar.

Boris se encolheu arregalou os olhos e se estremeceu.

— Qualquer ideia é melhor que isso, conte sua tal ideia, que provavelmente vai ser maluca. — Gaguejou ele

Anne olhou para ele com uma cara de brava.

— Vamos pular pela janela. — Disse ela.

Havia uma janela de vidro enfeitada com alguns cristais ao lado do corredor onde a princesa estava. Ela saiu correndo em direção a janela antes que Boris pudesse dar uma resposta. Estilhaços de vidro se espalharam para todos os lados, a princesa estava a trinta metros do chão. Boris gritou e seus ossos se espremeram. Ele se escondeu no bolso da princesa e começou a chorar. A princesa caiu em cima de uma grande construção, parecia ser um depósito de tralhas ou algo assim. Ela sangrou um pouco por causa do vidro, mas não era nada grave. Então ela se viu no meio daquela imensidão. Seus olhos brilharam. ela deu um sorriso e quase chorou, mas segurou suas lagrimas.

— Boris — Disse a princesa choramingando

Boris pensava em dar uma bronca por ela ter pulado sem avisar. Mas viu o sorriso no rosto da princesa e ficou realmente feliz por ela ter saido sem se machucar.

— Esta feliz? — Disse Boris sorrindo

Boris sempre dava uma de resmungão. Mas ele sempre foi muito sentimental. Gostava de ver a princesa feliz. Mas sempre disfarçava. Anne ignorou a pergunta de Boris, se levantou ergueu os braços e começou a chorar. O vento assoprava suas lagrimas.

— Finalmente livre!

Boris deu um largo sorriso. A princesa pulou de cima da construção, colocou a espada nos ombros e saiu andando pela cidade. Ruas largas, ruas estreitas, ruas com ladrilhos. Aquele reino parecia uma cidade.

Ja era quase noite. O sol estava se pondo lentamente por tras das belas montanhas que cercavam o reino. Pouca gente circulava naquele horario, então Anne ficou quase sozinha. Ela estava passeando em uma rua com velhos paralelepipedos colocados de uma forma bagunçada. Ela olhou para o lado e viu uma escada para um lugar escuro e apertado. No fundo tinha uma construção muito mal feita. As luzes estavão acesas. Ela viu uma placa logo acima das escadas ''Taverna e dormitório'' Ela sorriu e desceu as escadas segurando sua espada.

Anne estava na porta do lugar, dava para ouvir muito barulho la dentro. Oque podia se esperar de uma taverna. Provavelmente muita gente estaria bebendo cerveja e fazendo muito barulho com os colegas aquela hora. Anne entrou sem se preocupar em bater na porta.

Todos pararam de conversar. Não olhavam para Anne, mas sim para a espada dela. Todos arregalaram os olhos examinando atentamente a espada. Um homem que lia jornal viu a espada e começou a gaguejar algo sobre Deuses. Ele desmaiou. Um homem estranho sem camisa, orelhas pontiagudas, uma calça branca com detalhes verdes, um arco pendurado nas costas, um cabelo loiro cumprido que chegava até as costas andou na direção de Anne sem dizer nada. Provavelmente mais um daqueles elfos que ficavam vagabundeando por ai a noite. Anne olhou nos olhos profundamente verdes dele.

— Oque uma criança faz por aqui a noite? — Perguntou ele desconfiado

— Não tenho que dar satisfação a um elfozinho vagabundo. Se toca — Anne resmungou

Ele fez uma cara de bravo. Mas se controlou. Resolveu ignorar para não arranjar problemas.

— Onde arrumou essa espada mocinha? — Perguntou ele

— Isso não é da sua conta — Retrucou Anne

Anne desviou e saiu andando em direção aos dormitorios. O elfo pegou no pulso dela puxando-a de volta

— Eu perguntei onde você arrumou essa espada! Essa coisa não devia estar na mão de crianças. — Disse ele com um tom autoritario

Anne olhou para ele com cara de deboche.

— Eu ja te disse que isso não é da sua conta. Vê se para de me amolar e vai tomar aquela sua cerveja barata. — Disse ela

— Mocinha. Você sabe com oque esta andando?

Anne parou para pensar um pouco. Chegou a conclusão de que aquilo não era uma espada normal, ja que todos olhavam como se fosse diamante. Anne se acalmou e respirou fundo.

— Me diga senhor elfozinho. Com oque eu estou andando?

— Pois é mocinha. Isso não é nada mais nada menos do que uma das espadas dos quatro Deuses.

Notas finais
Hmmm, o clima esquentou. Oque sera a espada de Anne? Confira no proximo episódio ;) Não esqueça de deixar seu comentário
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!