Condenados de Morte
1 Capítulo 1 - Ligação Suspeita
Hospital Céu Azul
O médico veio com uma cara triste até Diego.
- Como ela está ? – perguntou Diego chorando.
- Ela faleceu ! – exclamou o médico.
Diego começou a chorar sem parar.
Diego era branco,alto, olhos castanhos, cabelos lisos e castanhos. Ele estava no hospital céu azul, um hospital chique e branco. Ele estava sentado no banco de espera do lado de seu amigo Paulo.
- Não ! – chorava Diego – Ela não podia morrer !
- Nós fizemos todo o possível para salvá-la ! – disse o médico com pena – Eu sinto muito !
- Diego, acalma-se ... vai ficar tudo bem ! – disse Paulo.
Paulo era moreno, cabelos pretos e grandes, olhos castanhos, alto e magro. Ele tinha um estilo roqueiro, mas era um amigo e tanto.
- Como assim, tudo bem ? – estressava Diego – Minha namorada morreu ! Dois anos de namoro !
- Desculpe ! – disse Paulo fechando a cara.
- Nós estávamos lá em casa ! – dizia Diego – E a gente brigou feio ! Aí ela vai embora, e de repente ela está se afogando na piscina de sua casa !
- Como você ainda pode falar que vai ficar tudo bem ! – gritou Diego se levantando e indo para longe.
- Coitado dele ! – disse o médico com Paulo.
- Eles se amavam tanto ! – disse Paulo – Mas eu ainda acho que aconteceu alguma coisa na casa dele !
- Agora ... a Luíza ( namorada morta de Diego ) tinha tatuagem ? – perguntou o médico.
- Não ! – exclamou Paulo.
- Não ? – estranhou o médico – Ela tem um machado desenhado na barriga !
- Machado ? – estranhou Paulo.
- É ! – falava o médico – Mas ele está pingando de sangue ! Como se tivesse acabado de ser feito !
Paulo ficou sem entender.
- Bem ! – dizia o médico – Eu vou voltar pro trabalho ! È melhor conversar com seu amigo !
- Ok ! – disse Paulo se levantando e indo até Diego.
No meio ele se cruzou com duas garotas altas e bonitas, uma morena e uma ruiva.
- O que aconteceu ? – perguntou Júlia.
- Viemos o mais rápido possível ! – disse Iara.
Júlia era branca, alta, cabelos pretos, olhos azuis e magra. Iara era branca, alta, cabelos ruivos, olhos verdes claros, e bem encorpada. As duas eram amigas de Diego, Paulo e Luíza.
- Ela morreu ! – disse Paulo.
- O quê ? – perguntou Júlia triste e com lágrimas nos olhos – Ela era minha melhor amiga !
- Eu ainda não acredito ! – disse Iara – Como o Diego ta ?
- Pior impossível ! – disse Paulo.
Júlia começou a chorar e foi sentar em uma cadeira.
- Eu só não entendo como isso foi acontecer ? – estranhou Paulo.
Iara engoliu seco.
- Eu vou falar com o Diego ! – dizia Paulo – Cuide de Júlia !
Paulo andou e achou Diego encostado na parede pensando, ele tinha parado de chorar.
- Como está ? – perguntou Paulo.
- Eu lembro o dia em a gente se conheceu ! – contava Diego – Foi inesquecível ! Nós estávamos no parque ! No tromba-tromba ! E quando eu trombei nela meu celular caiu dentro do carro dela ! Quando acabou, ela foi me entregar ! E a gente se conheceu !
- Você a amava ? – perguntou Paulo.
- Nunca amei tanto alguém na minha vida ! – respondeu Diego.
- O que aconteceu na casa dela ? – perguntou Paulo.
- Não sei direito ! – dizia Diego – A mãe dela ligou para mim falando que ela tinha se afogado na piscina da casa dela !
- Estranho ! – falava Paulo.
- O quê é estranho ? – perguntou Diego.
- É estranho ela se afogar na sua própria piscina ! – contava Paulo – Luíza cresceu naquela casa a vida inteira ! Sempre nadou naquela piscina ! E aos 20 anos ... ela vai nadar e morre ?
- Eu nem quero pensar nisso ! – dizia Diego pálido.
Diego e Paulo ficaram dez segundos sem falar nada.
- Eu lembro como se fosse hoje ! – dizia Diego – Quando a gente começou a namorar ... ela só me chamava de melsinho !
- Piiiii ! – tocava o celular de Diego.
- Deve ser sua vó ! – disse Paulo.
Diego se afastou de Paulo e atendeu o celular.
- Alô ! – atendeu Diego.
- Por que você fez isso comigo Diego ! – disse uma voz feminina no celular.
- Quem ta falando ? – estranhou Diego tentando reconhecer a voz.
- Como assim quem ta falando ! – estranhou a mulher – Não ta reconhecendo minha voz ... melsinho !
CONTINUA
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