Condenada a Você

14 Fique Ao Meu Lado


Notas iniciais
E chegamos ao final dessa história que foi tão divertida e emocionante de escrever. Será que Ada conseguirá a sua liberdade? Será ela ficará com Leon? Será que eles vão seguir caminhos distintos?


Quando Cody veio convidá-la para dançar, Ada hesitou, porque não queria chamar mais a atenção para si, principalmente, não queria chamar atenção do agente Kennedy que sempre estava a vigiando.

— Ah, por favor! — Cody fez uma carinha de cachorro que caiu da mudança e acabou conseguindo convencê-la.

O par começou a dançar meio timidamente, mas logo já estavam se divertindo, trocando sorrisos e fofocas e até alguns passos mais ousados.


— Ah, ela tá querendo me provocar! — Cody comentou, travando a mandíbula. Ada seguiu o seu olhar na direção no novo par que havia se misturado no meio de outros pares que dançavam por ali.

— Você está com ciúmes? — Ada indagou, olhando brevemente na direção de Debra que dançava com Leon.

— E você não está com ciúmes do Kennedy? — Cody replicou.

Bem nessa hora, os pequenos olhos amendoados de Ada, se cruzaram com os azuis de Leon que lhe deu uma piscadela.

— Por que eu sentiria ciúmes? — Ada desdenhou tranquilamente. — Eu até acho que... eles formariam um casal bonitinho — seu comentário fez Cody paralisar e fazer uma cara feia.

A música de repente parou, por um minuto e Lambreta resolveu se exibir com o microfone.

— E aí pessoal, é hora de trocar seus parceiros! — Lambreta disse, trocando um olhar cúmplice com Leon, que logo surgiu perto de Cody e Ada.

— Ah, então... que tal trocarmos? — O agente e Cody se entreolharam sérios, deixando as duas mulheres tensas, mas depois sorriram amigávelmente.

Os pares foram trocados e a música country animada que ecoava pelo ambiente, gradualmente deu lugar aos acordes suaves de uma balada romântica. O piano lento e envolvente, mudou completamente o clima do lugar, criando a brecha perfeita para Leon se aproximar.

— Me concede esta dança? — ele pediu estendendo a mão.

— E se eu recusar? — Ada resolveu fazê-lo sofrer um pouquinho.

— A regra é: você não pode recusar. — Os outros casais já estavam dançando, enquanto os dois ainda estavam naquele impasse. — Olha, até a Claire foi dançar.

— Com o Lambreta... — Os dois riram do par meio desajeitado. O peão tagarela e baixinho, tentava trocar alguns passos com a Claire, que sem querer pisou no seu pé.

— É melhor você não pisar no meu pé! — Ada encarou Leon com um olhar ameaçador.

— Eu prometo que serei um bom par.

Eles se aproximaram, as mãos masculinas se enroscaram na cintura dela, as mãos femininas sobem para o pescoço dele. No começo ninguém fala nada, só deixam seus pés se moverem lentamente, acompanhando o embalo calmo e suave da música.


“Desde o momento em que nos conhecemos

Estávamos predestinados

Em outro lugar ou em outra época

Eu ainda reconheceria o seu rosto entre todos os outros

E se um dia eu começar a perambular sozinho

Vou me lembrar que você é o meu grande amor, então, de agora em diante”

Ada começa a se sentir confortável e encosta sua cabeça no peito dele. E Leon aproveita que ela está assim tão pertinho, para inalar o cheiro dos cabelos dela. E era tão bom tê-la em seus braços outra vez.

Ele passou esses quatro meses sofrendo por estar longe de Ada. Não houve um dia se quer que não sentisse a falta dela, mas precisou se afastar para preservar o seu orgulho e proteger seu coração que já estava apaixonado. Ele foi embora acreditando que a espiã não retribuia ao seu amor.

E Ada só sabia complicar as coisas. Ela o seduzia com sua beleza, o irritava com a sua presença sarcástica e teimosa. Mas também o fazia admirá-la pela sua coragem e força.


“Vou agradecer pelos dias bons e pelos ruins também

Porque ninguém me conhece como você

E ninguém te ama como eu

Então, nunca tente perambular sozinha

Ah, prometo que serei seu

Eu estava perdido, então te encontrei

Ah, eu te encontrei

Eu me apaixono mil vezes toda noite

É tudo verdade”


— Sabe quando o helicóptero pegou fogo e eu cai no mar... eu senti muito medo — Leon resolveu desabafar enquanto ainda estavam dançando.

O agente revelou que sentiu muito medo de morrer e não ter a chance de falar e ver Ada uma última vez. Ele iria morrer cheio de arrependimento.

— Foi a lembrança do seu rosto, da sua voz e... daquela noite que dormi na sua cama... — Ele suspirou nervoso. — Que me manteve vivo. — Ada ainda estava com a cabeça em seu peito, apenas ouvindo tudo em silêncio. — Eu cheguei a pedir para que Deus me... dessa uma nova chance de retornar. Eu não queria morrer — sua voz ficou embargada. — Dessa vez, eu não queria morrer.

— Como assim dessa vez? — Ada afastou sua cabeça do peito dele para encará-lo.

— Sabe, depois de Raccoon City... passei a não me importar muito com a morte — a sua revelação deixou Ada perplexa.

— Deus te deu um anjo da guarda bem forte — o comentário da espiã o fez sorrir e acalmou um pouco seu coração que estava aflito por causa dela. — E eu diria que... seu anjo teve muito trabalho pra te manter vivo.


“Todos os dias, prometo que serei seu

Eu estava perdido, então te encontrei

Ah, eu te encontrei

Eu me apaixono mil vezes toda noite

É tudo verdade

Cada dia com você parece

Que estou sonhando de olhos abertos”


— É bom estar de volta em casa, com os meus amigos, com a minha família...

Com um toque leve na cintura dela, Leon deu um passo atrás e a fez rodopiar sem pressa, mantendo seus dedos entrelaçados antes de acolhê-la contra o seu corpo mais uma vez.

​— E com você, assim, nos meus braços. — Seus olhos se fixaram, seus rostos estavam tão próximos que seu nariz rouçou dela. A vontade de beijá-la era enorme.

Entretanto, a música acabou e os aplausos e as vozes de euforia ao seu redor, quebraram o clima entre o casal. Em seguida, eles se depararam com uma cena que pegou todo mundo de surpresa.

Cody e Debra estavam compartilhando um baita beijo, daquele de desentupir pia na frente de todo mundo, inclusive do pai da moça.

— Ah, seu peão safado, eu vou te matar! — ameaçou Johnny Blum saindo atrás de Cody.

— Se eu não sobreviver, saiba que eu te amo! — Cody se declarou e deu um último beijo na boca da moça, antes de fugir. A cena era muito cômica.

No final coube a Leon tentar impedir um assassinato e ajudar o casal a ficar juntos.



***/ /***


Com o passar do tempo, Jonhny acabou aceitando o namoro de sua filha com Cody e tudo parecia estar em paz na Sol Dourado, exceto por um par que ainda continuava sem realmente se resolver.

O dia foi como qualquer outro, cheio de muito trabalho na Fazenda, porém houve algo que foi muito especial, sua égua Tempestade acabou tendo o seu primeiro filhote e Ada teve que fazer o parto sem Debra, (que tinha viajado com o pai para Frankfort). Eles não possuíam outro veterinário no local e precisavam chamar alguém que viesse da cidade, mas não houve tempo.

Sobrou para Ada e Leon com a ajuda de Sansão para fazerem o tal parto que foi difícil, porém no final deu tudo certo. A espiã estava tão orgulhosa e emocionada com aquele momento, mesmo não sendo o primeiro parto que ela auxiliou.

— Sempre é maravilhoso trazer uma vida ao mundo. Então, meus parabéns! — Leon afirmou enquanto estava parado na porta do banheiro e observava Ada secando o cabelo molhado. — Aliás, depois que... completar a sua pena. Talvez, você possa mudar de profissão.

— Isso é tão irônico. Passei uma boa parte da minha vida sendo a espiã mais perigosa do mundo — ela respondeu apenas com um sorriso forçado e trocando um olhar fugaz com Leon. — Eu não sei se... saberia ser outra coisa.

— Você pode ser o que quiser. Logo você vai ser livre... para fazer a sua própria escolha.

— É. Quando isso acabar... eu vou ter que... começar do zero. Aquela vida de luxo, de missões perigosas como espiã, nunca mais... E eu... eu vou ter que enterrar de vez Ada Wong. Ela vai ter que desaparecer para sempre.

Por um instante, a beldade chinesa encarou o seu reflexo no espelho e constatou o quanto havia mudado nos últimos anos. Antes Ada Wong usava o estilo de mulher fatal como uma armadura, porém essa armadura pouco a pouco foi sendo penetrada e deixando surgir uma nova versão de uma mulher vulnerável, ainda que seu antigo eu estivesse lá sendo durona.

— Ainda falta um ano para eu realmente ser livre.

“Um Ano.” Ambos se pegaram pensando sobre isso, porém cada um tinha uma percepção diferente acerca do tempo, enquanto para Ada parecia uma eternidade, para Leon parecia que a qualquer momento poderia perdê-la.

— Ei, por que você tá com essa cara? — Ada indagou, assim que se deparou com o semblante abatido dele.

— As minhas costas estão tão... doloridas. — Ele tentou fazer um alongamento, mas isso só piorou a dor.

— Você tá ficando velho, Kennedy! — ela o provocou, fazendo o bonitão ficar de cara emburrada. — Talvez, eu possa te ajudar.

— Sério? Como? — Leon ficou surpreso quando Ada saiu do banheiro e entrou no seu quarto.

— Você vem? — Ela parou na frente da cama dele e fez um gesto para que o agente a seguisse.

— O que você vai fazer comigo, senhorita Wong? — Leon indagou lhe dando um sorriso malicioso, antes de entrar em seu próprio quarto, cautelosamente.

— Tira a camisa e deita na cama! — Ela começa a esfregar uma mão na outra até esquentá-la, enquanto ele a obedece e se deita. — Você vai ganhar uma massagem grátis e vai se sentir melhor.

— Nossa, que gentileza... ai! — ele resmunga e fica atordoado quando ela se senta em cima dele e começa a sessão de massagem. — Uau... você é tão dominatriz, sexy e assustadora. Está tentando me curar ou me torturar?

No início Leon faz uns resmungos desgostosos, mas no decorrer aquela sensação de cansaço e dor dá lugar a um alívio, que o faz relaxar, fechar os olhos e cochilar por um minuto.

— Isso foi bom, né?! — Então, ele ouve a voz sedutora dela e desperta a tempo de vê-la afundar no colchão bem ao seu lado.

Leon a fitou em silêncio, achando que a presença dela combinava tanto com a sua cama, com o seu quarto e, sobretudo, que Ada ficava perfeita ao seu lado.

— Um agente do governo ganha bem, né? A Harper me contou que você tem um apartamento grande e bonito, próximo da Casa Branca — ela tagarelava, parecendo animada com aquela ideia. — Já pensou em Ada Wong, como agente especial do governo dos Estados Unidos?

— Não! — os dois falaram em uníssono e começaram a rir tanto que suas barrigas começaram a doer.

Houve outro silêncio mais demorado. Cansada e se sentindo sonolenta, Ada fechou os olhos e os azuis de Leon contemplaram o rosto dela que parecia tão sereno.

Ada e Leon continuam vivendo amistosamente, se conversavam bastante e, às vezes, brigavam. Todavia, ela nunca mais deixou que as coisas ultrapassassem o que chamava de Limite da amizade. Ou seja, o Kennedy teve que se contentar em ficar na friendzone, pelo menos por enquanto.

O agente de elite do governo prometeu que seria paciente, que esperaria quando a espiã tivesse pronta para aceitar o seu amor. E aquela mulher fatal o torturou por meses, até que chegou um momento que essa tensão sexual reprimida tornou-se insustentável. Eles precisavam encarar, de uma vez por todas, tudo o que ficou mal resolvido entre os dois.

— Você se aproveitou do pretexto da massagem, para se aproveitar da minha cama? — Leon murmurou baixinho em tom de zombaria, achando que a mulher estava dormindo. — E não é a primeira vez, né? — De repente ele leva um susto com a gargalhada gostosa dela.

— Você está me acusando de alguma coisa, Kennedy? — Ela continua de olhos fechados, mas ainda com o resquício de um sorriso nos lábios.

— Sim. — Ele também está rindo. — Você invade o meu quarto sempre que vou para a Capital... e quando eu retorno... o seu perfume permanece no meu travesseiro — Leon agora se aproxima mais dela.

— Você quer que eu vá embora? — Então, Ada ameaça se levantar, mas Leon não vai deixá-la ir.

— Eu quero que você fique. — Ele segura a mão dela e a puxa de volta para a sua cama e para os seus braços. — Eu quero você na minha vida, sua encrenqueira!

— Mas, eu vou complicar a sua vida.

— A minha vida já é complicada, desde Raccoon City. — Os dois se fitam e há uma leve tensão pairando no quarto.

— Sua família não vai me aceitar como a... — Ele a calou com um beijo cheio de uma saudade e paixão que estava segurando faz meses.

— Minha família me quer feliz. Johnny, tia Marta, meus amigos já conhecem você.

— Mas e o governo? Você sabe que mesmo eu cumprindo a minha pena, nunca vou conseguir apagar o meu passado.

Leon estava cansado do governo controlando a sua vida. E, assim como Ada, ele também queria ser livre para construir um futuro ao lado dela e apenas ser um homem com uma vida normal, quem sabe um dia se tornar um pai.

— Se você ficar comigo... — Ela segurou o rosto dele entre suas mãos e olhou no fundo dos olhos azuis de Leon. — Eles não vão mais te ver como um herói.

— Eu nunca quis ser um herói. — Ele a segurou mais apertado em seus braços. — Eu já conheço as suas cicatriz e sei que você conhece as minhas. — Depois afasta uma das alças da camisola dela e começa a distribuir beijos molhados sobre a pele feminina. — E estou disposto a mudar toda a minha vida... por você.

— Nossa, você é muito convincente, bonitão! — ela morde o lábio enquanto sente aquelas mãos grandes e calejadas tocando seu corpo. — Mas eu não vou casar com você.

— O quê? — Leon para e ergue os olhos para confrontá-la.

— Nunca planejei me casar e... nem ter filhos. — Pelo menos ela estava sendo sincera. — Você consegue me imaginar sendo uma dona de casa, como dona Marta?

— Claro que não, Ada. Você é uma mulher moderna... Você seria a minha parceira de vida e de missões.

— Mas não posso trabalhar para o governo do pais que me odeia.

— Eu tenho um plano B... para nós dois — ele admitiu todo orgulhoso.

— E qual seria?

— Podemos trabalhar para a BSAA. E seriamos a dupla perfeita. — Como resposta ela selou seus lábios, devorando a boca de Leon e quase o fazendo perder o raciocínio.

A verdade é que eles já tentaram ficar longe um do outro e não funcionou. Quanto mais tentam se afastar, mais o desejo, a saudade e o amor cresce e transborda.

— Tudo bem, bonitão... Você venceu.

No fim Ada acabou cedendo rapidamente ao bonitão. Ela está deliciosamente presa nos braços de Leon. Suas roupas foram espalhadas pelo quarto, ao mesmo tempo em que seus corpos se unem e reagem ao toque um do outro. Ambos estavam fervendo de paixão. Uma paixão avassaladora que foi reprimida por tanto tempo.

Pela primeira vez, Ada e Leon se entregaram àquele amor de uma forma tão profunda, arrebatadora e, assim, selaram o seu destino. Eles ainda resolveram manter o namoro em segredo, pelo menos até ela concluir a sua pena e se ver livre para seguir o seu próprio caminho, deixando para trás aquela vida de espionagem.



Um Ano Depois


Logo após assinar a libertação, o advogado de Ada, Frank Sullivan, limpa a garganta para dar uma notícia que era boa e, ao mesmo tempo, ruim.

— Parabéns, Senhorita Wong. Agora você é uma mulher livre.

Ada fica feliz e Leon não pensa duas vezes para agarrar e beijar a sua namorada.

— Isso merece uma comemoração — Helena diz, tão entusiasmada quanto o casal.

Mas aquela alegria dura pouco.

— Pessoal, infelizmente, temos um outro problema. — Sullivan encara o casal, se sentindo tenso e com um pouco de pena da ex-espiã. — Ada se tornou uma cidadã livre, mas não tem visto permanente nos Estados Unidos. Portanto, ela será deportada.

Imediatamente, a alegria, os sorrisos e os planos feitos juntos como um casal, estavam prestes a se desfazer como num estalar de dedos.

— Seu prazo para deixar o país é de 48 horas.

Leon e Ada percebem que, depois de tudo o que passaram para ficarem juntos, a burocracia do governo vai separá-los.

— Eles estão me expulsando dos Estados Unidos? — Ada troca um olhar tenso com Leon, que já estava matutando um plano para impedir que isso aconteça.

— Eu vou dar o meu jeito, mas Ada não vai ser expulsa! — Leon afirmou determinado, segurando a mão dela.

Se ela fosse deportada para a China, estaria completamente sozinha, sem família, amigos, sem uma casa e sem Leon. Ada estava ferrada, completamente desarmada e em desvantagem.

E desde que se tornou a espiã Ada Wong, conhecida internacionalmente, ela nunca mais esteve em desvantagem. Entretanto, tudo mudou, pois justamente agora que resolveu parar de fugir, limpou o seu nome e assumiu um namoro com Leon, por ironia do destino, a Femme Fatale será forçada a ir embora.

— Ei, mas tem um jeito de resolver esse problema. — Helena trocou um olhar com o Sullivan. — Era só a Ada se casar com o Leon que é um cidadão americano.

Ada mira seus olhos felinos em Leon que retorna o olhar, com um brilho de esperança e um sorriso presunçoso nos lábios.

— Harper tem razão — continuou Sullivan, pondo mais lenha na fogueira. — Vocês já são namorados... o próximo passo seria um casamento.

— Espera aí... Vocês estão falando sério? — Ada indagou, já pensando nos prós e nos contras de aceitar aquela maluquice. — Mesmo que eu topasse fazer isto... não vai dar tempo.

— Vai dar tempo. E qualquer coisa posso ligar para o Presidente e pedir um favor.

Afinal, Adam Graham devia a vida da sua filha a Leon. Portanto, o homem poderia mexer os pauzinhos para ajudar o seu agente.

— Então, senhorita Wong... — Leon fez questão de se ajoelhar na frente de uma Ada que estava perplexa e olhou no fundo daqueles olhos castanhos e amendoados. — Quer se casar comigo?





Notas finais
E aí, que vocês acharam desse final? Ainda bem que escrevo as minhas histórias porque gosto, porque se dependesse dos leitores, eu estava lascada, já tinha desistido. Não sei de uns anos pra cá está mais difícil postar. Enfim, vou agradecer aos poucos que me acompanharam e me deram o seu apoio. Obrigada pelos seus comentários, por favoritar e votar. Fiquem com Deus e nos vemos no Epílogo! P.S: Será que Ada vai aceitar se casar?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.