Condance Falls

12 Capítulo 12 - The Dark


Notas iniciais
Gente, eu sumi não sumi? Peço perdão e paciência porque isso vai acontecer muito, minhas provas estão chegando e eu estou cheia de trabalhos e projetos na faculdade, estou sem tempo para tudo! Mas voltei hoje e espero que vocês gostem desse capítulo, particularmente é o meu favorito.

Eu me lembro de uma vez quando era pequena meus avós me levaram em um cemitério, eles sorriam mesmo estando tristes, eu sabia que eles estavam tristes, 'porque eles estão sorrindo se estão tristes?' Eu me perguntava, eles seguravam as minhas mãos, um de cada lado, eu gostava de ir ali com eles, eu me sentia bem, eu estava feliz por eles estarem ali, mas mamãe nunca ia, não gostava. Então chegávamos a sepultura aonde estava meu pai, eu perguntava o porqu de papai estar ali, e vovó respondia que na verdade ele estava no céu, e estava sempre olhando para mim, orgulhoso, eu sorria com isso, mas eu queria que ele estivesse ali comigo, para brincar comigo e me colocar para dormir, para ele sorrir para minha mãe como meu avô sorri para vovó. Eu não entendia.

Me senti incomodada, onde eu estava? Abri os olhos e vi que estava em um lugar escuro, mesmo estando iluminado por uma pequena lâmpada, estava escuro. Minhas mãos estavam amarradas nas minhas costas, as cordas machuvam os meus pulsos, tentei me concentrar na minha respiração, acalmar os meus batimentos cardíacos, olhei em volta tentando saber aonde eu estava. O cômodo não era muito grande, tinhas algumas patelheiras espalhadas, uma refrigerador em um canto, enquanto eu olhava eu vi uma cela não muito grande com 3 crianças espremidas, me olhando assustadas.

– Hey, vocês estão bem? — Perguntei com a minha voz rouca.

Eles não me responderam, apenas balançaram a cabeça, suspirei aliviada por estarem vivas, mas temia pelo nosso futuro, como eu ia sair daqui se não sabia aonde estava? Como que posso avisar meus amigos?

– Droga — xinguei baixo pensando em como sair daqui.

– Vejo que você acordou — Sr. Delphi falou descendo as escadas sorrindo. — Não adianta gritar, aqui é aprova de som.

Olhei para as crianças e elas começaram a chorar, eu precisava fazer alguma coisa, eu queria matá-lo por assustar elas.

– Oque você quer? — Perguntei.

– Oque eu quero? Ah eu quero muitas coisas. — Olhou para mim — Oque você é exatamente?

– Oque VOCÊ é exatamente? — Tentei ganhar tempo enquanto tentava me soltar, aonde estava a minha adaga mesmo?

– Acho que você já sabe, vocês naquela tarde no café me chamaram de Lâmia. Bem esperta você — Falou sorrindo.

– Pensei que você fosse uma mulher — Falei nem me importando com a minha vida.

– Posso ter várias formas, mas quem iria culpar um pobre senhor chato de sequestrar essas crianças?

Concordei, ninguém iria desconfiar dele, todos o achavam simpatico, olhei em volta vendo no que eu poderia usar para me tirar dessa, mas tinha que continuar fazendo ele falar se pretendia sair daqui com vida.

– É, já vejo que o aumento que você prometeu tentar conseguir foi por água abaixo — Falei sorrindo — Mas oque você estava fazendo naquela rua?

– Estava tentado a pegar uma criança, a última e então sair da cidade, nunca fiquei tanto tempo em um lugar, então pretendia ir para um lugar bem longe, já tinha meu estoque de carne. — Falou se aproximando das crianças.

– Hey! — Gritei chamando a sua atenção — E porque eu estou aqui?

– Porque você iria contar oque viu para seus amigos, eles poderiam ligar os pontos, querer se meter aonde não eram chamados. — Falou olhando com ódio para mim, estremeci.

– Você tem uma idéia errada de nós — Falei olhando para o outro lado.

– Talvez sim, mas talvez não — Falou andando até mim — Sabe eu já comi carne de adulto, não é tão bom quanto de crianças, mas fico imaginando a carne de um sobrenatural, a sua .. é tão cheirosa — Falou cheirando os meus cabelos. Me afastei.

– Mas não vou fazer nada hoje, estou cansado — Mas não parecia — Amanhã vamos nos divertir.

– Amanhã eu vou te matar — Falei brava.

Ele riu e olhou nos meus olhos, eu queria desviar o olhar mas eu não consegui, era como aquela pessoas que encantavam as cobras e elas ficavam presas no olhar, na verdade não sei explicar como, mas os olhos amarelos bizarros dele foi a última coisa que vi.

Acordei depois de não sei quantas horas, estava suando e tinha sonhos estranhos de quando eu era pequena, isso me deixava fraca, olhei para os lados procurando por ele mas não encontrei, vi as crianças acordadas olhando para mim, parecendo mais assustadas. E como se ele tivesse sentido que eu estava acordada ele apareceu, desceu as escadas sorridente.

– Bom dia! — Falou parecendo simpatico, oque não era.

– Minha mãe está atrás de mim! — Falei pensando nela. Ele suspirou.

– Sim, ouvi algo da polícia sobre o seu desaparecimento, um fato triste não é? — Falou sorrindo, eu queria quebrar os dentes dele — Mas ela vai superar, com alguns anos..

Tentei puxar as minhas mãos em vão querendo partir para cima dele, mas minhas mãos estavam amarradas, meus pulsos doiam pelos machucados que se formava.

– Bom, vim aqui só para avisar que irei dar uma saída, demonstrar a minha procupação para o seu chefe, devem estar todos muito procupados.

– Você é um monstro! — Gritei.

– Isso é música para os meus ouvidos. — E subiu as escadas.

Tentei desamarrar as cordas, mas não consegui, lágrimas caiam pelo meu desespero pelo sofrimento da minha mãe, por medo pela minha vida e das crianças, eu não sabia oque fazer. Não sei quanto tempo eu passei tentando sair de alguma maneira dali, mas logo perdi a consciência.

–Emily? — Me chamava uma voz, mas eu não estava no porão do Sr. Delphi, eu estava em um carro deitada no banco traseiro, minha avó me chamava.

– Sim vovó — Respondi ouvindo minha voz infantil, eu não era 'eu-criança' eu via a cena.

– Chegamos! — Falou sorridente.

Saimos do carro e eu segurei a mão de meu avô e logo minha avó segurou minha outra mão, fomos caminhando antes de eu perder a sonolencia que ainda tinha, me soltar e começar a pular na frente deles, eu conhecia o caminho. Eu vi em um canto lindas rosas, eu queria levar uma para mamãe.

– Vovó olha que lindas! — Falei sorrindo

– Sim, são. — Ela sorriu.

Mas estava triste, porque estava triste? Voltei e peguei sua mão e a outra mão de vovô, eu amava andar assim com eles. Andamos um pouco mais antes de chegar a sepultura de meu pai. Olhei para vovó e ela chorava, eu não gostava de vê-la chorando.

– Vovó, a senhora não me disse que o papai está no céu olhando para nós?

– Sim — ela respondeu.

– Então porque está chorando? — Perguntei não entendendo. Eu assistindo tudo ao lado senti minha garganta se apertar, eu queria voltar ao tempo e abraça-los.

– Porque estou com saudades dele, querida. — Ela falou sorrindo.

Então toda a cena mudou, eu estava em um campo, parecia não ter fim, mas bem longe tinha uma árvore, eu queria ir até lá, então comecei a andar. Depois de alguns minutos caminhando eu pude perceber que tinha uma pessoa lá também, apressei o passo querendo saber quem era, eu sentia que eu deveria estar lá, então comecei a correr.

– Emily — Sorriu o homem que estava lá

– Papai? — perguntei o reconhecendo de fotografias, comecei a chorar.

– Não chore — Me abraçou, o apertei não querendo sair dali.

– Eu morri? — Perguntei assim que se afastou. Ele enxugou uma lágrima.

– Não querida, não está na sua hora ainda — Falou.

– Estou com medo papai — Admiti — Estou sozinha, eu quero proteger aquelas crianças, mas não sei como.

– Você não está sozinha, nunca esteve, eu sempre estive aqui — Apontou para o meu coração — Você precisa voltar, sua mãe precisa de você.

Me lembrei de minha mãe e comecei a chorar, ela precisava de mim. Então tudo foi sumindo, peguei a mão do meu pai não querendo perdê-lo, não outra vez.

– Tudo bem.. — Falou sorrindo — Pense, se concentre no que você pode fazer, sinta!

E então sumiu. Tentei abrir meus olhos, me acostumar com a pouca luz que tinha ali. Eu vou sair daqui, eu vou salvar aquelas crianças.

Sr Delphi apareceu depois de alguns minutos, eu estava mais calma, eu precisava ficar calma para pensar em como sair, não tinha tempo para o medo.

–Você anda muito fraca, bom para mim — Falou andando pelo cômodo.

Não respondi, fiquei apenas olhando para ele.

– Não quer saber como foi o meu dia? — Perguntou olhando para mim — Bom, você não está falante hoje, mas posso dizer que a sua mãe não está nada bem e aqueles seus amiguinhos estão te procurando, mas não no lugar certo — Falou orgulhoso.

– Sabe, você é um monstro repugnante. — Falei entre dentes.

– Sim, mas acho que já sei qual vai ser o cardápio do meu jantar hoje. — Falou se aproximando de mim, lambeu meu rosto, tive nojo — Uma delícia.

Ele riu e se afastou.

– Tenho umas coisas para preparar lá em cima, mais volto para te preparar. — E saiu para as escadas, eu queria chorar, mas não tinha tempo, eu tenho que agir. Esperei ele subir e fechar a porta nos deixando sozinhos.

–Tudo bem, eu vou tentar nos tirar dessa. — Falei — Isso tem que dar certo.

Fechei meus olhos e tentei me concentrar em sair daqui, alguns passos mais a frente mas sem as cordas, demorou um pouco e comecei a suar, abri os olhos preocupada e comecei a olhar para baixo, eu não podia morrer daquele jeito, sem uma chance de despedir de quem eu amo, eu queria sair dali, eu TINHA que sair dali e eu vou sair. De repente eu me vi fora da cadeira que estava amarrada, o chão sumiu dos meus pés e eu cai na minha frente.

– Ok, preciso aprender a cair em pé — Falei baixo.

Olhei para os lados e fui a procura de algo para me defender, mas não tinha nada, apenas algumas ferramentas. Me lembrei de minha adaga e procurei minha mochila, quem sabe o meu celular não estaria ali?

– Droga, cadê a droga da minha mochila? — Falei sentando no chão.

– Está ali — Apontou uma das menininhas — Ali em cima.

Olhei por onde ela apontava e avistei a minha mochila. Procurei nos bolsos e achei um celular reserva velho que eu costumava a deixar escondido na mochila quando morava na cidade grande, para caso de roubarem o meu celular no metro. Na época minha mãe insistiu em fazer isso, então eu rebatia que se fossem para me assaltar eles levariam minha mochila também, mamãe não escutou. Suspirei tentando não tremer e digitei o número de Lucas.

– Alô? — Ele atendeu e meu coração começou a bater forte

– Lucas — Sussurrei.

– Emily! — Ele gritou — Aonde você está?

– Escuta com atenção, não tenho muito tempo, estou no porão da casa do Sr. Delphi, ele é a Lâmia! As crianças estão aqui, todas as 3, vivas! Vem rápido, não tenho muito tempo.

– Tudo bem, Sr. Delphi, Ethan está procurando nos arquivos da prefeitura aonde ele mora.. Não, precisamos que seja rápido, para agora! — Falou Lucas com outra pessoa. Escutei passos andando pelo cômodo de cima

– Lucas, preciso desligar, ele pode aparecer a qualquer momento, eu preciso de Blue.- Falei começando a tremer

– Tudo bem, nós vamos te salvar! — Falou e eu desliguei.

Não sabia quanto tempo iria demorar para achar o endereço, se achariam, se eu estaria viva. Peguei a minha adaga e me sentei na cadeira, coloquei as cordas como se eu tivesse presa, escondi meus braços atrás.

– Tudo bem, não falem nada, vai tudo dar certo — Falei olhando para as crianças.

– Eu quero o meu papai — Falou o garotinho chorando

– Eu vou salvar vocês — Eu queria prometer, mas eu não tinha certeza se conseguiria, mas se eu não conseguisse, meus amigos iriam. Abaixei minha cabeça, pensando em minha mãe, meus amigos, Rick e Blue. Eu precisava do meu amigo aqui, eu me sentia segura e confiante com ele, mas agora parecia que faltava uma parte de mim aqui, eu precisava dele.

Ouvi o barulho da porta se abrindo.

– Hora de preparar a carne — Apareceu o monstro com os olhos amarelos.

Ele ia andando despreocupado, foi até um ármario e o destrancou com a chave que estava em seu bolso, tirou de lá uma faca grande, a olhou com atenção e depois para mim, a pousou na mesa e veio em minha direção. Esperei uns minutinhos antes de agir. Quando ele chegou perto levantei minha perna e dei um chute em sua barriga o afastando de mim.

– Ora ora ora, quem resolveu tomar coragem — Disse ajeitando a postura — Mas precisa ter mais que isso para me deter.

Ele veio em minha direção e eu levantei a adaga para atingi-lo, mas ele era mais rápido, acertou um golpe no meu rosto, cai ao lado da cadeira, senti o gosto de sangue em minha boca.

– Eu sou mais rápido — Falou andando em minha direção.

Me levantei, olhei para as suas mãos e vi garras, não parecidas com as de Lobisomens, não podia ficar com medo agora. Quando ele se aproximou sentei acertá-lo mas ele se desviou e cortou minha barriga, não foi muito fundo, mas doeu.

– Hm, o cheiro de sangue — Falou e levando uma das garras até a boca e experimentou o sangue que havia lá — Delicioso.

Fiquei com raiva, ele veio em minha direção rápido, fui para o lado para desviar de seu ataque e segurei nas correntes que estavam penduradas no tedo, chutei suas costas e ele caiu nas patelheiras e estavam lá, desferi um golpe em suas costas com a minha adaga no lugar que estaria seu coração. Foi como de Julie, seu corpo pegou fogo e então sumiu, andei para trás e olhei as crianças, elas não viram o golpe que dei no Sr. Delphi por um ármario que tampava a vista delas para onde estávamos, coloquei uma mão no meu corte e olhei para o sangue, me senti fraca.

– Emily? — Gritou uma voz atrás de mim

Era Rick, mesmo eu não tendo visto ele eu sabia que era ele, eu reconheceria sua voz mesmo estando em uma sala cheia de pessoas falando ao mesmo tempo, não conseguia manter meus olhos abertos, eu queria ir até as crianças, mas minhas pernas estavam pesadas.

– Estamos aqui — Falou Lucas perto

E então eu desmaiei.

Notas finais
Desculpem qualquer erro! Eu não dei uma última olhada pelo fato de estar postando as pressas, além de estar morrendo de calor, ter milhões de trabalhos para fazer, estou com uma dor super chata no pescoço, alguém me salva! Enfim, mudei a sinopse, deve ter ficado uma bosta (foi mal) mas eu não sou boa nisso, espero que vocês tenham gostado, beijos.