Condance Falls

13 Capítulo 13 - Casa


Escutei vozes perto de mim, minha mãe, ela estava ali, eu queria abrir os olhos para abraçá-la e dizer que está tudo bem, que eu estou bem, mas estou mesmo? A escuridão me prendia, eu não conseguia me mexer, senti que estava me movimentando, rápido, aquilo me deixou um pouco enjoada, queria que parasse.

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– Ela está desacordada tem 4 horas, desde que encontraram ela, tem certeza de que ela está bem? — Ouvi minha mãe perguntar e apertar minha mão.

– Sim Angel, ela está ótima, logo logo estará acordada, dê um tempo para ela — Escutei um homem falando tranquilamente.

Ouvi ela fungando.

– Ela está bem, foi uma heroina pelo que o xerife falou — Ouvi tia Holly falar.

Tentei mexer minhas mãos, apertei a mão de minha mãe, e mexi os meus pés, eu estava um caco.

– Emily? — Minha mãe apertou minha mão devolta. Tentei abrir os olhos mas a claridade incomodava, fazia quanto tempo que eu não via uma luz assim? Pisquei os olhos tentando me acostumar.

– Oi mãe — Falei com a minha voz fraca, minha boca estava seca.

– Ah querida — Ela falou chorosa e me abraçou forte, começou a chorar — Eu fiquei tão preocupada!

– Tudo bem, estou aqui agora — Falando a abraçando também

Ela se afastou e de repente seu olhar preocupado passou para raivoso.

– Oque é que você estava fazendo andando sozinha pela rua de noite com um sequestrador a solta? — Falou, quando abri a boca para responder ela me cortou — Não sei se é uma boa idéia continuar trabalhando — Falou brava, provavelmente nem pensou no assunto.

– É uma ótima idéia, estou trabalhando e tendo responsabilidade — Olhei para tia Holly pedindo ajuda.

– É Angel, não exagera — Falou vindo até mim e me abraçando — Ficamos preocupada Emi — Falou baixinho.

– E eu posso ir embora já? — Olhei para minhas roupas de hospital

– Sim, seus ferimentos não são graves, ficar em casa vai ser melhor — Falou um médico parado na porta — Sou o Dr. Shneider — veio e ofereceu a mão.

– Prazer. — Falei sorrindo, isso fez meus lábio doerem, levantei a mão e senti um pequeno corte.

– Eu te ajudo — Disse minha mãe se levantando para pegar uma bolsa que estava perto da tia Holly.

Me sentei e senti uma pequena ardencia na minha barriga, bem ao lado esquerdo, o toquei por cima na roupa do hospital e fechei os olhos me lembrando de como havia me machucado. Tremi. Olhei para minha mãe e ela me olhava preocupada, no mínimo deve estar se perguntando se irei precisar fazer terapia. Me levantei e peguei minhas roupas, fui até o banheiro sozinha e me vesti, não querendo olhar para meu reflexo no espelho sabendo que iria me assustar. Meu estômago roncou de fome.

– Estou com fome — Falei assim que sai do banheiro.

– Podemos ir para casa, farei uma sopa bem gostosa — Minha mãe falou pegando sua bolsa. Fiz uma careta.

– Em caso de sentir dor tome um analgésico, poderá tomar em intervalo de 6 em 6 horas. Sua mãe poderá cuidar do seu corte. — Dr. Shneider falou entregando uma receita a minha mãe.

– Obrigada — Agradeci.

Fomos embora logo, pois minha mãe já tinha cuidado da papelada para minha liberação. No estacionamento olhei para o outro lado como se alguém tivesse me chamado, meu coração se inflamou ao ver Rick parado encostado em sua caminhonete.

– Mãe, espera um minuto — Falei indo até ele

– Querida, nós.. — Parou de falar enquanto seguia meu olhar — Entendi, estarei te esperando no carro.

Chegando perto me lembrei que a minha aparência deve estar pavorosa, passei a mão pelos cabelos tentando melhorar, parei em sua frente, o olhei com atenção não sabendo indentificar oque se passava com ele, seu corpo estava tenso, o olhar dele era indecifrável.

– Oi — Falei baixo sabendo que ele iria me escutar.

Ele não falou nada, apenas ficou olhando para mim, eu me senti chateada por ele não estar falando comigo, eu estava com tanto medo antes, de morrer e não me despedir dele, e agora que ele está aqui na minha frente eu tenho medo de que eu perca ele de vez, não gostava de pensar nessa possibilidade.

– Fala comigo — Falei com a garganta apertada, eu não queria chorar.

Então ele me abraçou, forte, e eu me senti segura no instante em que senti suas mãos me tocando, me senti em casa assim que seus braços me apertaram até ele, ali era o meu lugar. Chorei por todo o medo que senti. Ele continou abraçado a minha, eu apertei meu rosto em seu peito, sentindo seu cheiro.

– Eu fiquei com tanto medo — Falei

– Desculpa não ter chegado antes — Foi a primeira coisa que falou

Me afastei para olhar o seu rosto, ele parecia estar chateado consigo mesmo, olhava para baixo, como se ali fosse surgir um buraco. Acariciei seu rosto e o fiz olhar para mim.

– Estou bem agora.

– Era difícil ficar longe, eu já estava completamente acostumado a ter o seu cheiro e a sua risada em minha cabeça todos os dias. Mas como eu poderia ficar se você não confiava em mim? Eu também agi errado, eu deveria conquistar a sua confiança.

Fiquei triste com oque ele falou, não era culpa dele, ele nunca fez nada para que eu desconfiasse dele.

– Não é culpa sua — Falei baixo — Na verdade eu que não soube confiar — O soltei, dei um passo para trás — Eu tenho os meus problemas.

– Então vamos resolver os nossos problemas juntos — Ele me puxou — Eu não vou me afastar mais. — Falou a centimetros de distancia

– Você não deveria falar que namorar um Lobisomen é perigoso para eu tentar mudar a sua idéia ? — Falei brincando olhando para seus lábios.

– Não — E então me beijou.

Não foi um beijo calmo e apaixonado, foi um beijo rápido e cheio de desejo, meu lugar era com ele e era com ele que eu me sentia bem. Me afastei pela dor chata do meu lábio machucado. Ele olhou para mim e sorriu, me deu um beijo na testa. Alguem pigarreou em minhas costas.

– Então .. — Ouvi minha mãe falar

Ri e encostei minha testa no peito de Rick. Me virei para olha-la, parecia incomodada.

– Temos que ir, você precisa descansar — Falou

– Sim, mãe, esse é o Rick — Falei a apresentando — Rick, essa é a minha mãe.

– É um prazer em conhecê-la Dra. Hart — Falou estendendo a mão

– Me chame de Angel, é um prazer também, me desculpa mas Emily realmente tem que ir descansar — Falou, fiquei orgulhosa dela.

– Tudo bem, já estávamos nos despedindo — Falou sorrindo. E então minha mãe saiu e nos deixou a sós.

– Depois nos vemos — Falou me dando um beijo rápido.

– Boa noite — Falei e fui atrás de minha mãe para poder ir para casa.

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– Acho que vou ligar para o pessoal — Falei me sentindo culpada em não ter falado com eles ainda.

Desde que entrei no carro eu comecei a pensar nos meus amigos, eu estava preocupada com a preocupação deles, eu estava começando a fica agoniada.

– Calma querida, ficar assim não ajuda — Falou minha mãe virando na esquina da rua da nossa casa.

– É Emi, eles sabem que você está bem e... — Tia Holly parou de falar olhando para a frente de casa, olhei também, sorri ao ver meus amigos na porta.

– Emily! — Gritou Alice vindo correndo em minha direção e me abraçando, fiz careta com o impacto, meu corpo estava dolorido.

– Calma Alice — Falou Ethan rindo — Eai garota, que bom que você está bem — E me abraçou forte conseguindo me tirar do chão.

– Preciso.. Respirar — Falei com dificuldade.

– Cuidado que ela está com alguns pontos — Falou mamãe vindo me socorrer.

Abracei meus amigos e então entramos em casa, e a vez de pular em mim foi Blue.

– Sua mãe me trancou em casa, não podia ir no hospital — O abracei — Mas eu ainda sentia você, senti você me chamando.

Então nos sentamos e logo tia Holly foi para casa tomar banho e descansar, minha mãe também, nos sentamos na sala e ficamos conversando coisas normais, mas quando tivemos a certeza de que minha mãe estava dormindo começamos a conversar sobre como foi enfrentar a Lâmia.

– Foi aterrorizante — Admiti — Senti medo mas eu tentava me acalmar para salvar as crianças, só pensava nelas.

– Estão bem, não se lembram de nada de estranho, ou se lembram estão confusas demais — Falou Ethan

– Você foi muito corajosa, se arriscou para salvar a vida das crianças — Falou Lucas apertando a minha mão, sorri para o meu amigo.

– A polícia está atrás do Sr. Delphi, mas nós podemos respirar aliviados por saber que ele não irá mais voltar, e aqui está a sua adaga. — Falou Ethan me entregando minha adaga, eu a apertei em minhas mãos com cuidado.

– Agora você pode nos explicar como foi que se soltou e atacou ele? — Pediu Hanna me olhando com atenção.

– Bom, eu não contei para vocês ainda pois pensava que tinha sido sem querer e que eu não controlava, e na verdade ainda não controlo muito bem — Falei de uma maneira confusa

Todos me olharam com atenção esperando que eu falasse mais alguma coisa, mas eu parava e pensava, na sensação.

– Estamos esperando — Falou Alice impaciente

– Eu meio que.. me teletransportei? — Perguntei mais que afirmei.

Todos me olharam meio confusos, não os culpo, também ficaria da mesma maneira no lugar deles. Olhei para eles e então comecei a falar, tentei ser clara nos detalhes e que eu ainda não entendia como eu controlava isso, falei que eu e Blue treinávamos sem parar desde que descobrimos oque eu podia fazer, que eu sentia que estava chegando perto.

– Então é isso — Finalizei com um suspiro cansado, eu estava morta.

– Bom, isso é interessante — Falou Jake coçando o queixo.

– Sim, mas temos que ir. Você tem que descançar — Falou Alice vindo me dar um abraço.

– Gente, a sensação ruim que eu estava antes, não passou, acho que ainda não acabou. — Falou Lucas

– Tudo bem — Apertei a sua mão — Vamos estar preparados para tudo e vamos estar juntos.

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Na manha seguinte acordei preguiçosa e me espreguicei. Dormi muito, olhei no relógio e passava das 10 horas da manhã, fiquei assustada.

– Mãaaae?!! — Gritei me levantando num salto

– Oque? — Gritou ela em um canto da casa

– Estou MEGA atrasada para o trabalho. — Falei descendo as escadas e me deparando com minha mãe tomando o café tranquilamente.

– Sim, Alice ligou, falou que você pode tirar o final de semana de folga, ordem do chefe! — Sorriu — Oque você quer fazer hoje? — Perguntou

– Trabalhar — Falei me sentando

– Alem disso? — Perguntou ainda sorrindo.

– Você não tem vidas para salvar? — Perguntei ignorando a pergunta dela.

– Não vou hoje, ficarei com você — Falou mordendo uma torrada

– Mãe, eu te amo, mas eu vou sair — Falei olhando sua reação

– Eu vou com você — Falou se levantando

– Ah, não vai mesmo! Mãe, você não gostaria de ir para o hospital, salvar uma vida, fazer uma cirurgia bem bacana.. -Tentei

E nessa hora, como se o Cara lá de cima estivesse me ouvindo, o pager da minha mãe começou a tocar, ela se sentou novamente e ficou olhando para o seu pager, dividida.

– Não — Se levantou o deixando tocando para trás. Que difícil.

– Mãaaaae! — Bati o pé — Quer saber? — Apertei meus lábios tomando minha decisão — Estou saindo, andar, eu preciso disso — Peguei minha bolsa e sai pela porta antes que ela se dê conta que eu realmente sai.

Sai andando mas ouvi Blue correndo atras de mim, ignorei e suspirei feliz, absorvendo a luz solar na minha pela.

– Você deveria ter ficado em casa.. descançado — Disse blue pousando em meu ombro como um pássaro e se transformando em um pequeno hamster.

– E você deveria tomar cuidado com as transformações de dia, alguém pode ver — Falei

Blue ficou em silêncio e continuei andando indo em direção ao café, o dia estava bonito mas a cidade estava calma, com poucas pessoas na rua, eu adorava ficar assim sozinha, perdida em meus pensamentos. Chegando no café entrei olhando para os lados, Blue se escondeu nos meus cabelos.

– Oque você está fazendo aqui? — Ouvi John perguntando, olhei e ele estava saindo de trás do balcão parando em minha frente,

– Vim trabalhar — Falei sorrindo meio culpada.

– Você é louca — Ele declarou, fiz careta.

– Olha, prometo que ficarei aqui quietinha, trabalhando sentada, sem esforço — Falei — Palavra de escoteiro.

– Voce já foi escoteira? — Perguntou entortando as sobrancelhas

– Não — Admiti — Mas teria sido uma ótima! Qual é o problema?

– Tudo bem — concordou suspirando — Você não deu pontos? — Perguntou olhando para minha barriga — Alice me falou algo sobre isso.

– Sim! — Falou Alice parando ao lado do tio me dando um susto

– Você estava escutando faz muito tempo? — Falei colocando a mão em cima do coração

– Que drama — Falou revirando os olhos

– Olha — Levantei as mãos — Estou bem, eu posso muito bem ficar aqui — Falei indo para trás do balcão e me sentando na cadeira — Quietinha, trabalhando — Dei meu melhor sorriso.

Os dois olharam para mim e me observaram por um instante até John dar de ombros e sair, Alice ainda ficou parada me olhando.

– Oque você está pensando, depois do que você passou, do que você matou — Falou baixo olhando para os lados se certificando que ninguém ouviria.

– Alice, estou bem, passamos por isso mesmo, é o nosso destino, não é isso que você me falou? — Olhei para ela de maneira acusadora — Não é esse o nosso dever? — Perguntei.

– Que seja — Falou dando de ombros e olhando para o lado, senti que ela não estava bem.

– Alie — Falei de uma maneira mais dócil — Você está com algum problema?

– Ela sempre está — Falou Blue ainda escondido, ignorei a implicancia dele com ela.

– nada ainda, só um pressentimento, — Falou saindo para atender uma mesa, a olhei suspeita, uma coisa ali não estava certa.

Notas finais
Eu sumi gente, mas as coisas estão um pouco apertadas, não ando tendo tempo nem pra mim! Enfim, espero que vocês gostem desse capitulo, não deu para revisar ele então desculpa qualquer erro! Beijos e até o próximo capítulo