Concrete Heart

19 Capítulo 18 - I know that I love you, but let me just say... I don't wanna love you in no kind of way


Notas iniciais
OOOOOOi.

Rápido e com nojo, desmembrei o cadáver e Seth se ligou que tinha que fazer o mesmo com — o resto — de Riley.

Abri o isqueiro a gás e segurei a chama na madeira seca. Ela acendeu imediatamente.

E finalmente, os restos dos cadáveres estavam todos queimando. A fumaça grossa se curvava lentamente, parecendo ser mais sólida do que devia; ela tinha cheiro de incenso queimando, e o cheiro era desconfortável. Ele era pesado, muito forte.

Seth rui, porém, em sua forma de lobo, mais parecia um rosnado.

Sorri para ele.

— Você foi incrível — eu disse, e ele levantou o fucinho, orgulhoso.

Isso me fez rir.

Respirei fundo, e me virei para Victor. Só então percebi que não estava me incomodando com o cheiro do sangue. Eu nem sequer cogitava ir até ele para machucá-lo.

Andei em sua direção e ele hesitou. Parei no mesmo instante.

— Você não precisa ter medo — eu disse. — Eu não vou te machucar. Eu não vou te tocar. Eu não vou te machucar — repeti.

Ele mordeu o lábio, provavelmente por causa do corte.

— Por que você acha que eu teria medo de você me machucar? — ele perguntou.

— Não está? — testei.

Ele mesmo veio até mim e me abraçou com o braço que não estava cortado.

— Eu estou bem — ele disse, quando eu não me mexi. — Eu estou bem. Eu só estou... Enlouquecendo. Me dê um minuto.

Ele respirou no meu cabelo. E de repente ele estava tocando minha cintura, meu braço, minha mão, meu cabelo.

— Você está bem? — ele perguntou.

— Sim. Estou perfeitamente bem — eu disse, sorrindo.

Tirei a camisa de flanela que estava usando e arranquei um pedaço. Levantei a jaqueta dele até seu anti-braço, e amarrei o pano no corte. Baixei a jaqueta para o lugar e ele encarou, surpreso.

— Não se sente descofortável? — ele perguntou, se referindo ao sangue.

— Não — respondi.

— Desde quando?

— Não, acho que a alguns minutos atrás quando um vampiro lunático tentou te matar... De novo.

Ele sorriu e beijou minha bochecha.

— Porque você achou que eu estaria com medo de você? — ele perguntou.

— Eu sinto muito — eu disse.

— Pelo quê?

— Eu não queria que você visse aquilo. Que me visse daquele jeito. Eu sei que eu devo ter te deixado achando que eu sou um... É melhor eu não dizer a palavra.

Ele nunca me viu daquele jeito. Sem o controle que eu tanto preso, não só por ele, mas para qualquer um que chegue perto demais. A minha máscara caiu. E ele finalmente me viu como uma vampira. E eu sabia que ele nunca mais me veria do mesmo jeito outra vez. Essa memória seria a principal. A única coisa que eu queria que ele não visse, seria a que ele lembraria para sempre. Pois quando você deixa as pessoas que ama ver a pior parte em você. O que você fez, muda tudo. Não tem mais volta. Você quebrou o laço que trabalhou duro para forjar. E quanto mais forte o laço era, mais difícil é para se recompor.

Victor colocou a mão embaixo do meu queixo e colocou a minha cabeça pra trás para olhar em meus olhos.

— Sério? — ele perguntou finalmente. — Você... o que? Pensou que tinha me assustado?

— Eu só... Victor, eu acabei de arrancar a cabeça e desmembrar uma criatura viva a menos de vinte metros de você. Isso não te incomoda?

— Na verdade não — ele deu de ombros.

Revirei os olhos. Ele é inacreditável!

— O Seth está bem? — ele perguntou.

Me lembrei do som do baque de quando ele bateu com força numa das pedras. Nós dois olhamos pra Seth, que estava nos ignorando de propósito, observando as chamas. Presunção radiava de todos os fios do pêlo dele.

— Sim, ele está absolutamente bem — eu disse, me virando para ele. — Acredite, é divertido quando arranca a cabeça de um vampiro.

— Espere até que eu seja uma vampira! — ele disse, com certeza sem pensar. — Da próxima vez eu não vou ficar sentado esperando.

Uma dúzia de emoções me ivandiram. Optei por achar divertido.

— Da próxima vez? Você já está esperando por outra briga? — perguntei.

— Quem sabe? Com a minha sorte...

Eu estava prestes a rir, mas as visões sempre vem em péssima hora.

Caius, Marcus... A guarda... E Aro!

— Nós temos que ir — eu disse, urgente.

— O que houve? — Victor perguntou.

— Os Volturi.

— Os quem?

— Te explico depois.

Me virei para Seth e ele já estava me encarando, ancioso.

— Seth, você precisa voltar para reserva. Todos vocês precisam sair daqui agora — eu disse.

"O que aconteceu?"

— Os Volturi... Eles estão vindo.

"Os...? Não entendi."

— Seth! — eu gritei com ele.

Seth estava curvado, ainda tenso de agonia, parecendo que estava se preparando pra se lançar floresta à dentro. Ele entendeu direitinho o que estava acontecendo, que os Volturi não eram boa coisa.

— Não! — ordenei. — Você vai direto pra casa. Agora. O mais rápido que você puder!

Seth choramingou, balançando a cabeça de um lado pro outro.

— Seth. Confie em mim. Eu vou dizer para eles irem embora. Nada vai acontecer com eles. Agora vai. — eu disse, impaciente e ele concordou.

— Angel? — Victor chamou minha atenção.

— Nós temos que descer — eu disse, pegando seu braço. — Feche os olhos — falei, antes de correr com ele.

Nós chegamos a clareira em segundos. Victor odiava quando eu fazia isso. Ele odiava a velocidade. Mas era urgente.

Emmett se aproximou de nós.

— Estão vindo? — ele perguntou e todos me olharam, esperando uma resposta.

— Sim — respondi.

"Quem?"— Ephrain perguntou.

— Os Voltuti... — sussurrei.

— O quê? Como assim? — Alice meio que surtou.

Acho que todo mundo meio que surtou. Ninguém gostava dos Volturi, mas até aí tudo bem. O problema mesmo é que todo mundo temia os Volturi. Eles eram a realeza. Eram a primeira guarda, a divisão entre os mundos. Era o muro de barreira em que nos separa dos humanos. E pior... Eram assustadoramente poderosos.

A visão veio mais uma vez, enquanto Emmett e Victor contonuaram andando, eu parei. Eu via Aro vindo até nós, totalmente alheia ao que estava acontecendo ao meu redor.

— Angel, cuidado! — Alice gritou.

Finalmente voltei ao cenário à minha frente. Porém, o tempo ficou parado no ar. Um vampiro — recém-criado impulsivo — tentou arrancar minha cabeça, mas ele foi óbvio demais. Mesmo que eu estivesse em desvantagem de estar na frente dele e ainda ter sido mais lenta que ele, meu reflexo de séculos e séculos de controle foi mais rápido. Eu tinha a situação sobre meu comando, mas Eprhain não percebeu isso. Assim que empurrei o vampiro, ele bateu numa das pedras e avançou contra Eprhain. Seus braços passaram pelo pescoço dele, e o som dos ossos se quebrando ficou suspenso no ar. Aquilo durou um milésimo de segundo, todos completamente chocados demais para pensar em se mexer, mas Sam ficou consciente. Ele arrancou a cabeça do recém-criado antes que ele fizesse mais alguma coisa. Mas o que mais ele poderia ter feito? Já fez todo o estrago que podia fazer!

Eu podia ouvir minha respiração rápida, mais do que realmente sentia o ar entrando e saindo de dentro de mim.

Ajoelhei-me até o lobo, e repousei minha mão em cima dele. Ele não se mexia. Não tinha mais pensamentos.

Notas finais
Que dó, que dó!! #PrayforEphrain XOXO