Eu presa nesse destino sem fim

Corro para o fim dessa rua fria

Estão presos meus pés ao teu silêncio

Pesado desalento

Que atravessa a alma

Palavras incertas me saem da boca

Estou procurando um trabalho

Um fruto de esforço

Presa nessa mesa fria

Teus lábios ressonam

Enquanto minhas mãos sem circulação formigam

Nessa posição incomoda

Nem parece real

Tocando teu corpo

Como a um instrumento

Percutem as notas de teus gemidos

Sonoras expressões de sofrimento

Notas desalinhadas

Em um livro escrito a carvão

Pedras marcadas

Minhas mãos manchadas

Dançando pelas paredes em um baile

Casais de metais a atrapalhar nossa sincronia

Enquanto bailamos nossas vidas

Em uma viva valsa

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!