Complicated Love - Mikai

5 Capítulo 5 - A guerra recomeça depois de anos...


Notas iniciais
Gente eu fique um tempão fora, digo gente e não Jesse por que agora tenho outro leitor muito legal, o Bruno, bem vindo Bruno, de qualquer forma voltando a minhas desculpas...eu sei que demorei e tudo mais, pedão! eu sei que deveria estar sendo enforcada, mas final de 9° ano é um saco, fiquei cheia de coisa pra fazer e ai veio a fala de inspiração, aposto que vocês já ouviram falar, mas ai eu fiquei tão feliz que ganhei um leitor novo que baixei inspiração o mais rápido possivel, e se eu tiver pelo menos dois comentários nesse capítulo, vou postar outro capítulo (que já está proto) ainda hoje! bom sem mais demoras....

Eu acabei por ficar um bom tempo no terraço, estava pensando em um jeito de ficar de bem com o Kaito. A minha vida toda eu só briguei com o meu pai e até hoje ainda estamos de mal, então não sei o que é fazer as pazes, terei de descobrir sozinha, que saco. Se bem que minha mãe também estava com raiva de mim, o que não ajudava muito, normalmente eu perguntava as coisas pra ela...agora sem ela e sem ninguém pra me dar uma dica...estou sem chão, Kaito...pelo que lembro adormeci depois de tanto pensar nesse garoto...que droga...

Quando acordei percebi que ainda estava na sacada e estava morrendo de frio, era de madrugada afinal de contas. Me levantei ainda tremendo e peguei minhas compras, entrei logo no meu quarto e me joguei embaixo dos lençóis, esperei meu corpo esquentar e então me mexi, olhei a hora...nossa...02:34 da madrugada não é uma hora muito boa para se acordar.

Me levantei e troquei de roupa, não ia dormir e nem queria ficar em casa, ia dar uma fugidinha e tentar pensar em um jeito de me resolver com Kaito. Coloquei um moletom preto da DC e uma jeans azul escura, mais uma bota preta de cano médio, peguei meu fone e sai pela sacada mesmo. Foi só um pulo e eu já estava lá em baixo, mentira tive que descer pelo mesmo lugar que subi. De qualquer forma cheguei a rua e sai do bairro chato, resolvi andar pela cidade sem ter destino certo, parecia divertido assim como perigoso, e eu gosto de perigo, sei me defender tá?!

Andei, pensei, bocejei, andei mais e pensei mais, mas nada de eu achar um jeito fácil de pedir desculpas ao Kaito, assumo que sou orgulhosa como meu pai, não queria simplesmente esmagar meu orgulho e pedir desculpas, essa não seria eu. Tudo bem que depois de pensar bastante percebi que a culpa foi minha, Kaito só queria me proteger, mas não saia da minha cabeça o fato de que ele também tinha culpa, ficou nervosinho de mais e foi muito grosso e arrogante justo comigo, nós dois tínhamos culpa, quem iria ceder primeiro é que é o problema.

- Hey, gatinha vem cá vem! – fui atraída pelo som de uma voz grogue e chata, muito normal, então pra mim é chata. Olhei pro lado e vi uns quatro homens me cercando, um deles, provavelmente o que tinha falado comigo, segurava meu braço com força, se não fosse o moletom com certeza ficaria roxo. Aquilo me tirou do sério, um bando de vagabundos sem ter o que fazer é?!

- Oh filho, tenho pena de você, mexeu com a pessoa errada. – depois que disse isso no tom mais parecido possível com o tom de ameaça do meu pai o cara largou meu braço, mas não fiquei satisfeita com isso, o segurei pela gola e lhe desferi um soco bem forte, ia aproveitar para descontar minha raiva neles, assim ficaria mais calma e ainda ajudaria a alguém que futuramente seria atacado por eles.

Depois de dar uma surra em cada um continuei meu caminho para lugar algum. Foi quando vi algo interessante, Kaito parado no canto de uma rua meio movimentada, passavam carros e motos pra todos os lados na avenida, a rua estava iluminada e bem movimentada mesmo àquela hora da manhã, bonito de se ver pra mim, eu adoro cidade grande, por isso adoro onde vivo, menos meu bairro chato. Kaito estava parado olhando para a rua, ele usava um casaco cinza e uma blusa preta por baixo, uma jeans escura e um all star de caveiras, estiloso como sempre, estava de fone, não parecia que me ouviria se eu gritasse ou o chamasse. Resolvi me aproximar, mas então me lembrei, mesmo que eu me aproximasse, o que eu diria para ele, não sabia como pedir desculpas, aliás nem sabia se eu teria coragem de pedir desculpas. Parei na metade do meu caminho até Kaito. Estava próxima a uma parada de ônibus, me escondi atrás dela e fiquei observando Kaito, aposto que as poucas pessoas que passavam estavam reparando que eu não era normal.

Fiquei ali olhando Kaito por um bom tempo, até me sentei em um banco que tinha por ali, era irresistível não ficar observando alguém tão bonito, digo mesmo, Kaito é lindo, sei disso a muito tempo. Enquanto estava distraída em meus pensamentos sobre Kaito e sobre o passado e blá blá blá...eu não percebi Kaito se mexer, ele estava virando o rosto em minha direção, como eu o estava olhando diretamente nos olhos, ele logo percebeu o olhar de alguém sobre ele, e olhou para mim, nossos olhares se encontraram e ele pareceu surpreso ao me ver ali, eu corei no mesmo instante em que percebi seus olhos confusos sobre mim, eu estava olhando para ele, e com certeza ele percebeu isso.

Kaito se recuperou do choque de ter me visto ali e ainda por cima o observando direto, ele veio em minha direção e quando me dei conta de que ele queria falar comigo, não consegui criar coragem para ficar ali e falar com ele, apenas desviei meu olhar do dele e sai andando o mais rápido possível, não queria correr, as pessoas iriam estranhar. Estava me distanciando e estava ficando aliviada, mas consegui ouvir a voz dele logo atrás de mim:

- Miku espera! – quando me dei conta de que ele logo me alcançaria eu comecei a correr, foda-se o que as pessoas pensam ou reparem, não sabia como iria reagir ao ficar cara a cara com Kaito, depois do que aconteceu então...eu ficaria sem palavras e não conseguiria me desculpar com ele, seria pior se brigássemos de novo, muito pior. Apenas corri, corri e corri o mais rápido que pude, meu capuz caiu e senti o vento bater em meus cabelos azuis sempre em chuquinhas. Dobrei em qualquer rua mais deserta e continuei correndo, estava com medo de ter que enfrentar o rosto decepcionado de Kaito outra vez, tudo o que eu não queria...senti lágrimas começarem a escapar de meus olhos, ia enxuga-las, mas...Senti alguém segurar meu braço do nada, me assustei, mas ao mesmo tempo tentei escapar e não ter de encará-lo. Eu sabia que era Kaito, conhecia seu toque e seu cheiro. Ele percebeu que eu lutava para que ele não visse ,eu rosto, então ele segurou-me pelos ombros e me fez encará-lo, abaixei meu rosto para pelo menos esconder as lágrimas e o rubor. Ele disse baixo apenas para eu ouvir:

- Miku, desculpe, eu sei que fui muito idiota, desculpe. – me surpreendi quando ouvi tais palavras e mais lágrimas escorreram por meu rosto, ele segurou meu queixo e me fez o olhar nos olhos. Vi seu rosto se surpreender ao ver meu rosto molhado por lágrimas. Então apenas o senti me apertar contra seu peito, me aconchegar em um abraço forte foi tudo o que ele fez, então repetiu mais uma vez: — Desculpe, desculpe...

Ficamos abraçados por pouco tempo, pois depois de ouvi-lo me dei conta de que eu também precisava me desculpar, falar para ele meus sentimentos, ou estaria sendo injusta com ele:

- Desculpe-me também, fui egoísta ao não perceber que você só estava me protegendo, desculpe Kaito, sinto muito. Me desculpe. – falei em meio a minha voz chorosa, me aconcheguei em seus braços fortes e retribui o abraço quente, Kaito era meu amigo, meu melhor amigo, desde sempre e para sempre, ele jamais iria querer me machucar, deveria colocar isso na minha mente de uma vez por todas.

- Mas que bonitinho, bom já que você, minha querida netinha, já está convencida por esse Uzumaki intrometido, vou ser forçado a me livrar dele por você, eu quero meu caminho livre. – eu ouvi isso vindo da entrada do beco, quase não reconheci a voz, mas então depois de perceber quem era eu me surpreendi, como a voz dele poderia se tornar tão maligna?! Ele não era meu gentil avô? Além do mais eu não entendi o que ele estava querendo dizer, mas Kaito pareceu entender direitinho. Nos separamos e Kaito me colocou atrás dele, estávamos cercados, vários homens altos de preto estavam nos cercando e meu avô parecia estar no comando deles. Senti Kaito apertar meu pulso, parecia querer dizer algo, me alertar, só entenderia isso mais tarde.

- Entendo, você estava planejando se aproximar dos Uchiha a qualquer custo, depois que encontrou Miku então... – ouvi Kaito se pronunciar, ele parecia estar firme, mas eu sabia que ele estava nervoso – Não vai encostar na Miku seu desgraçado, muito menos em mim. Você está querendo vingança é?! De quê? Por que seu filho quase te matou apenas para salvar a mulher dele?! – Kaito estava indo de encontro com meu avô, a cara do Fugaku estava cada vez mais medonha, ele estava ficando com raiva de cada palavra que Kaito pronunciava.

- Isso mesmo, mas naquele tempo aquela estranha de cabelos róseos não passava de uma conhecida para Sasuke, por algum motivo idiota aquele imbecil se apaixonou perdidamente por ela a ponto de tentar me matar. Agora ele vai ter o troco, vou estragar a vida dele a qualquer custo, e como dizem...os filhos pagam pelo pecado dos pais. – o mais velho disse isso em uma voz sombria e cheia de ódio, então me dei conta de que ele tinha dado o sinal para que seus subordinados nos atacassem.

Notas finais
Pequeno eu sei, mas queria deixar um suspensezinho no ar rsrsrs essa fic é meio que um extra total, eu na verdade estou mais centrada na minha outra fic, de vampiro SasuSakuIta, mas ai quando a Jesse terminou de ler a primeira temporada de complicated love e me mandou postar logo uma segunda temporada, ai foi o jeito, essa fic eu achei que só a Jesse ia ler, agora que tem o Bruno to mais motivada a escrever. olha só como sou umilde, não ligo se so tenho dois leitores...ah! Jesse da uma olhadinha na minha outra fic se tiver tempo? quero sua opinião, você também se quizer Bruno, se gostam de SasuSaku e vampiros deem uma olhadinha ok? o nome é The Vampire princess, valeu ai vocês dois...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.