Competição DDA (2ª Temporada): Meninos & Menin

18 Capítulo 18 - Chef no Comando II: Um Sonho de Liberdade


Notas iniciais
Esse episódio possui fortes referências e é quase como uma continuação direta do episódio 14 dessa mesma temporada, então caso queiram relê-lo para ficarem por dentro de tudo... não é obrigatório, mas sim uma recomendação para aqueles que não se lembram com exatidão desse capítulo.

Comandante Hatchet: Na última missão da Competição DDA...

Nosso pelotão foi organizado pelo mequetrefe e fracassado apresentador de meia-idade Chris McLean, com o objetivo estúpido de colocar medo em mim. Com os disfarces mais bobos e as sacadas mais batidas da televisão, alguns se fantasiaram de fantasmas, outros de bicho-papão, e quem levou a imunidade com a fantasia mais estúpida foi Leandro, que “pensou” ter me assustado com uma roupa mal recortada de lagosta. Ha! Eu jamais vi tanta besteira na minha vida, acham mesmo que um homem como eu, um dos generais mais respeitados e casca-grossa da região, teria medo de um bichinho do mar?? Hum, amadores...

Nada de interessante aconteceu ontem, além de drama, drama, e mais drama...; ah, e Nicholas foi eliminado, sendo o primeiro participante expulso do jogo por agredir alguém.

Acho que está mais do que na hora de trazermos um pouco de ação para esse programa. Nada de frescura, ou coração mole, meus recrutas serão disciplinados, destemidos, e vão mostrar para o que vieram. Eu sou o comandante Hatchet, e você está assistindo à Competição DDA!

Em suas posições...!

Bárbara & Matheus: Sim, comandante!

(Abertura)

(Dormindo como um anjo, Hugo se desperta tranquilamente, até notar que havia algo errado...)

Hugo: ...? Ahh fala sério??!

(Hugo estava sozinho em uma sala de aula vazia, que por acaso não se tratava do local onde ele dormia, já que nenhum colchonete ou malas estavam por lá)

Qual é, isso é outra pegadinha? Não tem graça!

“Voz distante”: Bem que podia ser...

Hugo: O que?

(Ele se aproxima das paredes, ao ouvir uma voz próxima aos corredores)

“Voz distante”: Bem que podia ser uma pegadinha.

Hugo: Duda? (Ele parecia ter reconhecido a tal “voz distante”)

Maria Eduarda: Oi, sou eu. (Respondeu a garota, logo a frente à sala de Hugo)

Hugo: Onde você tá?

Maria Eduarda: Em uma sala vazia. A porta não quer abrir, e ninguém apareceu. Acho que deve ser mais um desafio maluco.

Hugo: Ficar preso de novo?? A gente já teve esse desafio antes.

Maria Eduarda: Então ficaram sem ideias...

Hugo: Só tem a gente aqui?

Maria Eduarda: Eu só ouvi você até agora.

“Outra voz distante”: Ahh! O que tá acontecendo??

Maria Eduarda: E o Leandro.

Oi, Leandro.

Leandro: Duda?? Onde você tá?

Maria Eduarda: Você também tá preso em uma sala de aula?

Leandro: S... sim?

Hugo: Bem-vindo ao clube.

(Em uma das quadras... Bárbara e Matheus estavam mais uma vez vestindo seus estilosos quepes, com algemas nos bolsos e armas nas mãos, ambos em frente ao comandante Hatchet)

Comandante: Hoje... vocês serão soldados! Que tem como maior objetivo defender a honra e se manterem fiéis ao seu pelotão.

Em sua última missão, vocês capturaram os trombadinhas.

(FLASHBACKS do episódio 14 são mostrados, com cenas de Hugo, Maria Eduarda, Leandro e Milena sendo algemados)

Os ladrões foram levados até suas celas, que estão localizadas no primeiro andar, nas salas de aula 1, 3 e 4. A missão de vocês é cuidar para que eles não fujam, ou nem mesmo tentem criar um plano de fuga.

[Bárbara: Hum... então isso é tipo uma continuação daquele episódio do polícia e ladrão? Que interessante]

Matheus: Mas como eles iam sair?

Comandante: As portas das salas e as janelas que dão acesso ao jardim estão trancadas, só vocês vão ter as chaves que abrem as portas; a única passagem de ar são as pequenas janelas que ficam na parte de cima da sala, mas é quase humanamente impossível alguém passar por ali.

Matheus: Ah, então tá de boa.

Comandante: Não seja tão confiante tampinha; se fugir de prisão fosse tão difícil, não teríamos um dos melhores filmes de todos os tempos, “Um Sonho de Liberdade”. Prisioneiros espertinhos conseguem achar brechas na segurança, e é obrigação de VOCÊS cuidar pra que eles não usem essas brechas pra fugir.

Estamos combinados?!!

Bárbara: Sim, comandante!

Matheus: ... sim!

Comandante: Então... eu não desejo boa sorte pra vocês. Eu quero coragem, força, e NADA de corpo mole!

(Leandro caminhava solitário por sua sala, inquieto. Durante um momento aleatório, ele escuta algumas risadas familiares)

Leandro: Ahn? Vocês ouviram alguma coisa?

Hugo: Eu só tô ouvindo a minha barriga, que fome.

(Leandro pensava estar maluco, até ouvir coisas estranhas novamente)

Brunna: Hihihi! Quem é o machão agora?

Leandro: Brunna?!

(Ele jurava ter ouvido a voz de sua colega eliminada, só que, mais uma vez, ele estava sozinho)

Enzo: O que é, o que é, têm muita marra só que é muito lelé?

(Um grupo de crianças responde: Leandro!!)

Leandro: Chega!! Já deu!

Maria Eduarda: Com quem você tá falando??

Leandro: Eu ODEIO ficar sozinho. A gente precisa sair daqui agora!

Hugo: Ah é? Não me diga...

Bárbara: Pessoal...?

(Disse Bárbara, que acabava de chegar no corredor entre as salas junto de Matheus)

Maria Eduarda: Bárbara??

Hugo: Hum, agora chegou à família toda.

Maria Eduarda: Onde você tá?

Matheus: A gente tá aqui fora d...

(Antes que terminasse a frase, Bárbara tampa os lábios de Matheus com sua mão)

Bárbara: Eh... a gente tá preso também! Na sala 2; eu e o Matheus.

Maria Eduarda: Vocês dois juntos?

Bárbara: É, eu acho que... eles ficaram sem salas.

Matheus: Bárbara, o que você tá fazendo? (Questionou diretamente o porquê de ela estar mentindo)

Bárbara: Eu acho que eles não sabem que é um desafio. Se eles acharem que a gente tá preso também, eles não vão pensar que a gente quer prender eles.

Matheus: Ahh..., daí a gente vai poder ouvir todos os planos deles!

Bárbara: Isso.

Maria Eduarda: Tá bom, então isso deve ser algum tipo de desafio mesmo.

Hugo: Será que quem sair da sala primeiro ganha?

Bárbara: Hum... pode ser!

Leandro: Aí ferrou! Não tem janela aqui!

Maria Eduarda: E a porta tá trancada.

Hugo: Será que é tão difícil de derrubar ela?

Matheus: Derrubar uma porta??

Bárbara: Hum, boa sorte.

(Levemente inseguros, Bárbara e Matheus se entreolham pensando na possibilidade de a porta ser derrubada)

(Alguns minutos depois... objetos pesados, incluindo armários e prateleiras, eram empurrados para bloquear o acesso as portas)

Leandro: Agora eu não tô maluco, tem alguma coisa acontecendo!

Maria Eduarda: Que barulheira.

Leandro: Só pode ser o Chef, ele deve tá no corredor esperando pronto pra matar a gente.

Chef...! Assassino...?!

Maria Eduarda: Mas por quê? Só por causa dos sustos de ontem?

Matheus: Vai ver ele ficou bravo.

Bárbara: Deve ser por isso que ele tá colocando um monte de armários na porta pra gente não sair.

Matheus: É.

Maria Eduarda: Aff, que cara malvado.

Leandro: Eu tenho um “chutão”, eu consigo derrubar um armário eu acho...

Bárbara: Um armário gigante de quatro prateleiras?? Eu acho que não.

[Maria Eduarda: ...hum..., que estranho, como que a Bárbara sabe o que o Chef colocou atrás das portas?]

Maria Eduarda: Eu acho que eu consigo também, se for só um armário...

Matheus: Hum, não sei não, o Chef é esperto, ele pode ter colocado outra coisa.

Bárbara: Tipo uma prateleira de troféus.

Matheus: Exato!

Maria Eduarda: Hmm. (Duda parecia estar um passo à frente dos demais)

[Hugo: Vocês viram como que o Leandro e a Duda tão meio amigos do nada? E a Bárbara e o Matheus?? Juntos na mesma sala? Será que só eu que tô sobrando aqui? Eu tive a ideia de ficar quietinho na minha pra ver quanto tempo demorava pra eles sentirem a minha falta]

Maria Eduarda: Olá?

(A pequena garota esperta se esgueirava na parede, ficando colada par a par com a sala do lado)

Leandro: Ahn?

Maria Eduarda: Leandro, é você que tá aí?

Leandro: Eu acho que tô. (...que por acaso era a sala de Leandro)

Maria Eduarda: Eu acho que tem alguma coisa errada. (Disse sussurrando)

Leandro: Do que você tá falando?

Maria Eduarda: Como que a Bárbara sabe o que o Chef colocou atrás das portas? Podia ser uma cadeira, uma mesa, mas ela falou um armário. E depois falou da prateleira de troféus.

Leandro: Vai ver ela só chutou.

Maria Eduarda: Ou... ela pode tá enganando a gente. E se na verdade for ELA que tá prendendo a gente aqui?

Leandro: A Bárbara? Por que a Bárbara? Tem tanta gente melhor.

{Vanessa (na cabeça de Leandro): “Aii, tem tanta gente melhor.” Hihihi!}

Leandro: Quieta!!

Maria Eduarda: Mas eu nem falei nada...?

Leandro: Não, não você... ah, esquece! Eu acho que isso é loucura; por que a Bárbara, sozinha, ia cuidar de nós quatro pra não fugir?

Maria Eduarda: A gente não sabe se é só ela. Eu tô desconfiando do Matheus também.

Leandro: Hum, aí piorou.

(Desta vez em um canto mais afastado, Bárbara e Matheus discutiam a respeito de seu papel no desafio)

Matheus: Você acha que eles tão desconfiando?

Bárbara: Hm, acho que não. Mas é que nem o comandante falou, é bom a gente ficar de olho.

Matheus: Pelo menos o Nicholas não tá aqui. Ele até que é forte, mas imagina ter que aguentar ele com a gente?

Bárbara: Eu fiquei muito feliz quando ele foi eliminado, o cara tava perdendo a cabeça de vez!

Matheus: Ele queria que eu fizesse tudo o que ele mandasse, e ele queria se vingar de todo mundo.

Bárbara: Mas por quê? A gente nunca fez nada pra ele.

Matheus: Ah, ele é doido Bárbara! Ele tinha uma raiva enorme do Leandro. Tipo, eu sei, é o Leandro! Mas mesmo assim...

(Enquanto isso... Maria Eduarda e Leandro não perdiam as esperanças e mantinham sua procura atrás de uma forma de escaparem; Leandro praticava o que parecia ser um polichinelo. Maria Eduarda passava as mãos em seu corpo como se estivesse se revistando..., ela chega até seu laço de cabelo, que tinha uma pequena presilha pontuda no meio dele)

Maria Eduarda: Será que...?

Bárbara: E aí pessoal? (Ela e seu parceiro retornavam para a área do desafio) Já pensaram em alguma coisa?

Leandro: Não... (disse praticando seu exercício)

Maria Eduarda: Não.

Matheus: Nem você Hugo?

Hugo: Não, só faz uma meia hora que eu tô esperando alguém sentir a minha falta.

Leandro: (Ele batia três vezes no canto da sala, chamando a atenção de Duda) Ei, Duda.

Maria Eduarda: Leandro?

(Ambos voltavam a sussurrar)

Leandro: Já pensou em alguma coisa?

Maria Eduarda: Não, mas eu tenho uma presilha. Será que... eu consigo abrir a porta que nem naqueles filmes?

Leandro: Tenta passar ela pro Hugo, eu acho que ele consegue.

Maria Eduarda: Mas como...? E se...

Leandro: Por baixo da porta. Eu vou distrair eles, fica de olho...

(Duda parecia intrigada, e curiosa com o quê Leandro iria aprontar)

Leandro: Ei, Chef, eu preciso ir no banheiro!

Bárbara: Hum, eu não sei se ele vai deixar não Leandro.

Leandro: É uma emergência!! Senão eu vou fazer aqui mesmo.

Matheus: Chef!! O Leandro quer ir no banheiro! (Gritou fingindo também ser uma vítima)

(...)

Bárbara: É, eu acho que ele não tá nem aí.

Leandro: Vamos ver então... (Disse-o para si mesmo, enquanto tirava sua blusa enxarcada de suor e a torcia próximo a porta, molhando o chão e fazendo parecer que vazava um líquido de sua sala)

Bárbara: Leandro... você não tá fazendo isso não, né?!!

Leandro: Que foi...? É só xixi.

Maria Eduarda: Ai meu Deus.

Bárbara: Matheus, a gente tem que fazer alguma coisa! (Sussurrou para seu colega)

Matheus: (Incorporou uma voz grossa, se passando por Chef Hatchet) Ahn... calma aí menino, eu já vou!

(Puxando o molho de chaves do bolso de Bárbara, Matheus e a garota removem o armário que foi colocado em frente a porta de Leandro e a abrem, acreditando que ele realmente estava fazendo suas necessidades no chão, porém... ambos tiveram uma bela surpresa...)

Leandro: Ha, valeu! (Após ver os dois, Leandro, usando sua camiseta novamente, fugia para o lado oposto das portas)

Bárbara: Acho que o Leandro tá fugindo!

Hugo: É sério?

Maria Eduarda: Vai Leandro!

Leandro: Você tinha razão Duda! (Enquanto corria, Matheus e Bárbara levantavam suas armas e trocavam tiros, tentando acertá-lo. Aproveitando o momento caótico, Duda joga sua presilha de cabelo por baixo da porta, na esperança de que sua força fosse o suficiente para o objeto chegar até Hugo)

Bárbara: Vai, corre atrás dele. (Deu a ordem para Matheus, enquanto ela mantinha a vigia em Duda e Hugo)

Hugo: Isso é tiro?

Maria Eduarda: O que tá acontecendo??

Bárbara: Não sei, mas acho que alguém vai se ferrar.

(Mantendo o ritmo acelerado, Leandro fugia para o segundo andar; Matheus o acompanhava)

Leandro: Haha, eu sempre fui o mais rápido!

Matheus: Mas eu sempre fui o melhor de mira!

(Ao dizer isso, Matheus aponta sua arma e com um tiro certeiro nas costas de Leandro, o derruba)

Você já era! E eu tenho um lugar especial para ladrões fujões.

(O clima estava tenso no andar de baixo..., Bárbara mantinha um olhar sério, sem tirar seu foco nas duas portas ainda trancadas. Hugo caminhava de um lado para o outro como alguém abrindo a geladeira diversas vezes esperando que algo novo aparecesse...; e no caso de Hugo, ele deu sorte, já que ele avista um objeto levemente pontudo próximo a sua porta, algo que ele não havia notado antes)

Hugo: Hum, deve ser Deus... (Disse ele enquanto pegava o objeto)

(Matheus encaminhava Leandro para o terceiro piso, acorrentando-o em uma prateleira no armário de vassouras)

Leandro: Vai me deixar aqui?

Matheus: É onde você merece. Sem janelas, só com um monte de pano sujo.

Leandro: Você ainda tá bravo comigo pelo que rolou?

Matheus: ...quem? Eu...?

Leandro: Eu acho que eu peguei pesado com você naquele dia; na verdade... quase todos os dias. Eu não sabia que eu tava te deixando tão mal. Eu queria... pedir... (Sua garganta parecia dar um nó só de querer dizer uma simples palavra) desculpa.

Matheus: “Desculpa”? Você acha que desculpa vai consertar o que você fez??

Leandro: Não, não vai, mas...

Matheus: Você foi um amigo ruim, pra mim e pra todo mundo! Eu me sinto um idiota de não ter percebido antes!

Leandro: Foi mal Matheus.

Matheus: Agora não adianta mais Leandro! Você não é meu amigo, e nunca mais vai ser!! (Matheus concluía seu desabafo com pulso firme, e sem voltar atrás)

[Maria Eduarda: O Leandro falou que eu tava certa, eu sabia! Só que eu preciso dar um jeito de avisar o Hugo, mas como eu vou fazer isso sem a Bárbara e o Matheus perceberem?]

Hugo: Ei galera... vocês não vão acreditar no que eu achei na minha sala.

Bárbara: Hmm... (demonstrou interesse) Conta.

Maria Eduarda: Ah... eu já sei!! (Disse consigo mesma)

Hugo..., o que acha de a gente continuar a nossa história da Barbie com o Super Calça Molhada?

Hugo: Tá falando sério?

Maria Eduarda: É, a gente não tá fazendo nada mesmo.

Hugo: Eu não tô muito afim não.

Maria Eduarda: Qual é Hugo? Eu tive uma ideia genial! E se dessa vez, a Barbie e o Calça Molhada estivessem presos, e tivesse alguém prendendo eles?

Hugo: Hm, tipo quem?

Maria Eduarda: Tipo outro personagem daquelas histórias do teatro.

Bárbara: Do que vocês tão falando?

Hugo: Haha, tipo quem? O Chris do Nicholas?

Maria Eduarda: Não. Pensa bem Hugo, NÓS somos os personagens! E se quem estivesse prendendo eles fosse uma mãe? Uma mãe que perdeu o bebê?

Hugo: Hm?? Uma mãe que perdeu o bebê?

Maria Eduarda: Pensa Hugo..., pensa...!

{Hugo: Ela tá tentando me dizer alguma coisa...}

{Bárbara: Ela tá tentando dizer pra ele alguma coisa...}

Bárbara: Ei Hugo, por que você não fala o que achou na sua sala?

Maria Eduarda: Acho que foi a Bárbara que foi uma mãe no desafio do teatro, não foi? Eu não lembro.

Bárbara: Hein Hugo? O que você achou??

Hugo: E essa “mãe” ... ia tá prendendo a gente sozinha Duda? Ou ia ter outro personagem? (Ele parecia estar ligando os pontos)

Maria Eduarda: Não, não só ela..., podia ter um... jogador de futebol... do espaço também.

Bárbara: Hugo, se esse negócio pode ajudar a gente, fala logo!

Maria Eduarda: Anda Hugo! São os personagens!

Hugo: (Sua cabeça estava a milhão nesse momento) Ahn..., é..., os personagens..., “nós somos os personagens” ..., “nós somos...

A Bárbara era a mãe do bebê... ela tá prendendo a gente aqui com o Matheus! Nós somos a Barbie e o Calça Molhada!! Eu acho que eu entendi!! (Exclamou animado, porém em voz baixa, raciocinando sozinho)

Bárbara: Hugo!! O que têm aí?!

Hugo: ..., ah, é só um fio de cabelo, só isso, hehe.

(Bárbara soava desapontada, Maria Eduarda respirava fundo, aliviada. Matheus surgia no cômodo, com a cabeça quente, controlando a respiração. Bárbara se afastava para ir falar com ele)

Bárbara: Ei, você tá legal?

(O comandante Hatchet surgia no local segurando bandejas com refeições questionáveis)

Comandante: O que pensam que estão fazendo?!

Matheus: Comandante, eu coloquei o Leandro no armário de vassouras por... mal comportamento.

Comandante: Ah, que ótimo, colocou um detento em uma sala longe de vocês e sem supervisão, se orgulha disso?

Matheus: Tá, eu vou pegar ele de volta.

Comandante: Agora é tarde! Sirvam essas bandejas para os prisioneiros, eles estão sem comer há mais de 12 horas. E depois me acompanhem para um novo treinamento.

(Hugo e Maria Eduarda se assustam ao ver os armários em frente as suas portas sendo movidos)

Hugo: Acabou?

(Duas bandejas são jogadas na sala de cada detento por uma mínima abertura na porta)

Maria Eduarda: Eca, comida de prisão.

(Na bandeja continha: Talheres de plástico, um pacote plástico de gelatina, um pedaço de carne malpassada, e uma garrafa de suco de limão)

(O comandante distribuía uma porção de latinhas plásticas vazias em uma mesa próxima ao pátio, e incentivava seus soldados a atirarem)

Comandante: Anda Matheus, mais rápido!

(Matheus intensificava seus tiros)

Bárbara, pense que os bandidos são azuis, SÓ atire nas latas azuis!

Bárbara: Ai, tá difícil atirar até nas latas normais.

Comandante: Vamos soldados! ATIREM!!

(Durante a sessão de tiros, Hugo não havia comido nada por estar ocupado demais tentando abrir a fechadura; Maria Eduarda tentava se alimentar, contudo a comida era, de fato, intragável)

Maria Eduarda: Eww, que carne salgada!

Hugo: Eu nem vou comer essa porcaria.

Maria Eduarda: Pensei que você tava com fome.

Hugo: A fome pode esperar.

(Bárbara e Matheus voltavam para seus postos de segurança após seu curto treinamento de tiros)

Matheus: Pessoal, tá tudo bem aí?

Maria Eduarda: Nossa, vocês tavam tão quietos... (Duda observava atentamente o suco de limão enquanto conversava)

Bárbara: Hehe, a gente pegou no sono.

{Maria Eduarda: Aham, engraçadinhos...} (Maria Eduarda joga a pequena gelatina para fora de seu recipiente)

Hugo: Duda, eu tenho uma boa ideia pra nossa história. O Super Calça Molhada conseguiu! Ele só precisa de ajuda da Barbie.

Maria Eduarda: Que legal!

Matheus: Do que vocês tão falando?

Bárbara: É um truque, fica esperto. (Disse Bárbara próxima ao ouvido de Matheus)

Hugo: Pessoal, eu acho que eu vou tentar abrir essa janela de novo, eu tô quase... (sua sala era a única que tinha uma janela grande, que dava acesso ao jardim)

(Matheus fez um gesto para Bárbara, indicando que ele supervisionaria Hugo pelo outro lado)

Maria Eduarda: Eu acho que eu consigo passar por essa janelinha aqui, se eu pular bem alto. (Duda misturava o pedaço de carne junto com o suco de limão no recipiente onde estava a gelatina. Uma mistura estranha, entretanto, intrigante...)

(Bárbara caminha até o refeitório, para se posicionar exatamente onde Duda planejava pular)

(Com o corredor livre, Hugo abre sua porta e caminha até próximo a cantina, conseguindo obter a visão de onde Bárbara estava)

(Sobrepondo a bandeja e a tigela onde estava a carne da refeição, Duda monta uma superfície levemente mais alta, conseguindo pular e se apoiar delicadamente na pequena janela de ventilação no alto da sala. Ao ter uma visão pequena, porém benéfica de Bárbara, Duda joga sua pequena “mistura” de carne ultra salgada e de suco de limão em cima da garota)

Bárbara: Aiii, isso queima! (Disse-a coçando seus olhos)

Maria Eduarda: Desculpa Bárbara.

(Enquanto distraída, Hugo surge atrás de Bárbara e pega seu molho de chaves que estava pendurado em seu bolso, jogando para cima e acertando precisamente na sala de Maria Eduarda. Após seu ato corajoso, Hugo foge a toda velocidade)

Bárbara: (Ao abrir os olhos, ela logo se dá conta) Ele tá fugindo!! Vamos Matheus!!

(Ouvindo o grito de sua amiga, Matheus corre um pouco depois de Bárbara atrás de seu novo fugitivo. Com a chave em mãos, e com a barra limpa, Duda testa algumas chaves até conseguir abrir sua porta, estando livre também)

(Em um ritmo desenfreado, ao pisar no segundo andar, Hugo entra diretamente no banheiro feminino; Bárbara sobe logo depois, mas logo o perde de vista)

Matheus: Aonde ele foi? (Disse ele acabando de chegar)

Bárbara: Não sei, mas a gente tem que achar ele logo!

(Ambos fugiam para outra direção)

[Hugo: (dentro do confessionário feminino) Eu sabia que ninguém ia me procurar no banheiro das meninas, haha, ponto pra mim! Mas agora eu tô sozinho..., e sem armas..., e eu preciso ajudar a Duda. Tadinha, ela deve tá desesperada sem mim]

(Duda caminhava sozinha pelo andar de baixo, chegando até a cozinha)

Maria Eduarda: Eu preciso achar os meninos. Tadinhos, eles devem estar perdidinhos sem mim. Se eu conseguisse fazer aquela mistura maluca que o Leandro fez aquele dia, o desafio já tava ganho.

Hugo: Se eu fosse o Murilo, eu ia fazer um mapa-mental agora. Onde será que eles iam colocar o Leandro?

(Usando a ideia de seu colega Murilo, Hugo tenta criar seu próprio mapa-mental)

Hum... eles não iam colocar o Leandro em outra sala igual, porque senão ele ia conseguir sair de qualquer jeito. O único lugar pior que uma sala de aula é uma sala menor, sem janelas, e com poucas portas, um lugar apertado que o Leandro não ia conseguir sair de um jeito fácil...

Tipo...

(A caminho do armário de vassouras... Matheus desalgema Leandro da prateleira e o leva de volta com ele)

Matheus: Aqui não é seguro, eu vou te levar pra outro lugar.

Leandro: Tanto faz... (Disse-o indiferente)

(O pequeno policial caminha com seu detento com a intenção de levá-lo para o andar de baixo mais uma vez. Hugo tem de fato a ideia de verificar o armário de vassouras e tromba com os dois garotos quando terminava de subir as escadas)

Hugo: Leandro?! Então eu tava certo!

Matheus: Fica onde você está! Senão eu atiro nele!! (Exclamou apontando sua arma para cabeça de Leandro)

(Hugo se aproximava sorrateiramente)

Eu tô falando sério!!

Hugo: Matheus... por que a gente não conversa e...?

Leandro: Hugo..., deixa quieto.

Hugo: O que?

Leandro: Você já tá livre, se salva. Me deixa aqui.

Hugo: Mas...

Matheus: Daqui a pouco a Bárbara vai chegar, e ela vai acabar com vocês dois.

Leandro: Anda, corre daqui!

(Sem muitas opções disponíveis, Hugo abandona seu colega a troco de sua salvação)

Matheus: ..., nossa, você... deixou o Hugo fugir?

Leandro: Deixei ué? Ele foi esperto, não quero que ele perca por causa de mim.

(Matheus não consegue disfarçar o quanto ficou impressionado com a atitude de Leandro, e... em um ato quase simbólico, Matheus desalgema seu prisioneiro, o deixando livre)

Leandro: (Obviamente estranhando) Você... tá me soltando?

Matheus: (Ele respira fundo) Eu vou te dar 5 segundos Leandro.

(Leandro retribui o gesto com um pequeno sorriso de canto de boca e foge com Hugo até o primeiro piso)

(O objetivo de ambos os prisioneiros era correr até a porta de entrada da escola para fugirem)

Leandro: A gente tá quase Hugo... falta só um pouco!

(A esperança cega dos garotos não contava que Hugo, receberia um tiro na perna enquanto corriam pelos corredores)

Hugo: (Ele cai no chão com o impacto) Aii, outro tiro na perna não!

(O tiro veio da arma de Bárbara, que estava perambulando pelo primeiro andar)

Bárbara: Ah-há! Peguei vocês!! Como conseguiram pegar a chave?

Leandro: Eu não sei de nada...

Bárbara: Não importa! Vocês já eram!!

Maria Eduarda: ATACAR!!! (Saindo de dentro da cozinha a toda velocidade, Duda joga uma pequena garrafa plástica em Bárbara, na esperança de ter feito uma bomba de fumaça, que estouraria e cobriria a visão de Bárbara...

No entanto, nada acontece, apenas olhares confusos se voltam para Maria)

Maria Eduarda: Hihi, que coisa né?

CORRE!

(Desesperada após a falha de seu plano, Duda inicia uma fuga desenfreada, conseguindo alcançar seus demais parceiros do crime. Todos começam uma corrida contínua até a saída)

Bárbara: (Ela corria atrás dos fugitivos, repetindo a seguinte frase...) “latinhas azuis” ..., “latinhas azuis” ..., “latinhas azuis” ...

(Repetindo isso, ela de fato consegue acertar um tiro no ombro de Leandro, que ajudava Hugo a andar devido ao tiro em sua perna. Maria Eduarda, ao notar que as coisas estavam saindo do controle, pega uma pequena cadeira de madeira próxima a ela e joga em Bárbara, que se desvia se jogando no chão)

Maria Eduarda: Ha! Até que o Nicholas me ensinou uma coisa legal!

(Matheus era o último a chegar, presenciando todo o caos)

Matheus: Bárbara!!

Bárbara: Vai Matheus!! É a sua chance!

Matheus: Deixa comigo!

(Matheus, com sua mira afiada, acerta três tiros em seguida, mirando em seus alvos, que corriam no mais alto desespero até a porta...

E...

Em questão de milissegundos...

...

Os ladrões CONSEGUEM fugir para o lado de fora, enquanto os três tiros de Matheus acertam o vidro da porta pouquíssimo tempo depois deles passarem)

Matheus: NÃÃÃÃOOO! (Matheus se ajoelhava, sem aceitar sua derrota)

(Do lado de fora, o grupo de fugitivos comemorava alegremente)

Maria Eduarda: Nós conseguimos!!!

Leandro: Isso!!

Hugo: Missão cumprida gangue!!

[Leandro: E é por ISSO que o crime sempre compensa, haha!

...

Eu tô brincando tá mãe?]

- Na cerimônia de eliminação -

(Diferente do habitual, os 5 competidores presentes na eliminação (Bárbara, Hugo, Leandro, Maria Eduarda e Matheus) estavam em pé próximos a porta da saída. Era o comandante Hatchet que organizava a eliminação desta vez. Ele caminhava de um lado para o outro, em silêncio, julgando o desempenho de cada um no desafio. Os competidores aguardavam ansiosamente qualquer tipo de comunicação)

Comandante: Hum, um homem sem algo para lutar é um homem sem propósito. O destino de cada um nem sempre é dado, mas sim concebido, e deve ser feito com honra. "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas força".

Maria Eduarda: Ele tá citando a Bíblia?

Comandante: Todos vocês tinham seus objetivos bem definidos. Leandro, Hugo e Maria Eduarda tinham apenas seus cérebros e a cooperação coletiva para fugirem, e conseguiram fazer isso com sucesso, provando que a riqueza de bens nunca vai superar a fé e a lealdade. Vocês estavam no fundo do poço, mas escalaram juntos.

(Duda, Hugo e Leandro encaram uns aos outros sorrindo satisfeitos)

Bárbara e Matheus receberam a função de proteger, supervisionar, e deter os prisioneiros; e mesmo com os melhores dos recursos... eles falharam!

(Bárbara e Matheus abaixavam a cabeça envergonhados)

Bárbara, você lutou com honra, não perdeu seus princípios, durou até o último minuto, e soube liderar sem deixar o ego te levar...

Estou orgulhoso de você.

(Bárbara levanta a cabeça novamente e se mostra honrada)

Comandante: Agora você...! (Disse-o apontando para Matheus)

Matheus: Eu?

Comandante: Deixou os criminosos fugirem no último minuto, se deixou levar pelas suas emoções, e AJUDOU O INIMIGO..., algo que custou a vitória do SEU pelotão!!

Matheus: M... me desculpa.

Comandante: Você é uma vergonha para o seu grupo! E não tem forma melhor de castigar um soldado traidor do que com a pior das punições.

Matheus: É... eu vou ter que ajoelhar no milho?

Comandante: Você está eliminado!

Hugo: Hum??

Maria Eduarda: O quê??

Comandante: Você claramente não tem forças pra continuar, e não sabe mais jogar sem prejudicar seu próprio time.

(Matheus, mesmo que perplexo, aceita seu destino, e caminha até a saída da escola sem contra-argumentar)

Leandro: O quê?! Não... não!! Você tá errado!!

Comandante: Quem ousa me contrariar??

Leandro: Eu ouso! Se tem alguém que NÃO MERECE sair é o Matheus!

Comandante: E qual é a sua desculpa para esse infrator?

Leandro: Ele sempre pensou nos outros, muito mais do que nele mesmo!! Sempre foi um ótimo amigo! E ele me deu uma segunda chance pra ajudar os ladrões, mesmo depois de tudo o que eu fiz...

Ele NÃO VAI pra casa! Não desse jeito!!

Comandante: É bom você abaixar esse tom de voz, baixinho!

Matheus: Leandro... deixa, tá tudo bem.

Comandante: Isso não é mais um parque de diversões, isso é uma competição! Alguém tem que ser punido!!

Leandro: Se for assim, eu...

Eu... (Leandro relutava mais do que tudo, sentindo um nó na sua garganta novamente, tudo isso para dizer...)

...

Eu desisto.

(Hugo, Bárbara e Maria Eduarda se espantam, e ficam boquiabertos)

Comandante: Você desiste?

Leandro: Me leva no lugar dele! Se tem alguém que tem que ser punido SOU EU!

Comandante: ...

Já que é isso que você quer...

Matheus: Leandro, para! O que você tá fazendo? (Matheus segura o braço de Leandro antes que ele chegasse mais perto da saída)

Leandro: Você não vai sair Matheus; não antes de mim! Os meninos precisam de um cara legal e corajoso pra final, e esse só pode ser você.

Matheus: (Ele parecia emotivo, e soltava um sorriso largo como nunca) Valeu Leandro!! (Ele abraça seu colega) Agora eu acredito que você mudou.

(Leandro, de cabeça erguida, se despede de todos, alegre)

Comandante: Vamos?! (Disse-o já esperando Leandro em cima da moto. Enquanto subia e pegava seu capacete, o garoto sussurrava “Valeu!” para Maria Eduarda, que o encarava sorrindo. Sendo assim, Leandro é levado para longe e é eliminado)

[Maria Eduarda: Acho que o Leandro conseguiu! Depois de tudo... eu sabia que não era pra eu desistir dele. E falando da Bíblia de novo...

“O amigo ama em todos os momentos, é um irmão na adversidade.”

Acho que é um bom jeito de encerrar o dia, não é...?]

(Créditos)

Notas finais
Afinal, como o Chef colocou apenas o grupo dos ladrões (Maria Eduarda, Leandro e Hugo) para dormirem? Durante a parte da manhã, antes mesmo do café, Chris McLean sugeriu que todos os competidores (incluindo Bárbara e Matheus) tomassem um copo de água, algo que, de acordo com ele, seria vital para o próximo desafio. Sem hesitar, todos tomam, afinal, o que teria de traiçoeiro em um simples copo d' água? No entanto, o copo dos ladrões continha uma pequena mistura poderosa, capaz de colocar qualquer um em um sono profundo. O copo de Matheus e Bárbara, entretanto, era apenas água mesmo. Chris ajudou Chef e carregou o grupo de criminosos cada um em suas salas separadas, enquanto Chef (ou melhor... comandante) organizava seus recrutas para sua próxima missão enquanto tomavam café.