Companheira Do Alpha
23 Capitulo 23: A realidade é a principal causa da dor.
Notas iniciais
PDV Hermione
O fraco aroma de grama molhada foi o que me despertou.
Num primeiro momento eu me encontrava confusa, e Hermione Granger, nunca fica confusa, então, Onde nos sete níveis do mais profundo inferno ela estava?
Um forte braço masculino estava envolta de sua cintura, a segurando possessivamente, e foi como se uma Goles a atingisse.
A briga, a brincadeira, o sexo mais incrível que ela havia tido até agora, sua promessa e seu medo. Não podia deixar de tremer inconscientemente.
“Bom dia Kitten” a voz rouca e masculina murmurou por detrás dela, e ela sentiu um nariz escovando contra seu pescoço.
“Bom dia, Fenrir” murmurei tentando agir o mais naturalmente possível.
Aconteça o que acontecer, eu não devo voltar atrás.
Tentei me afastar rapidamente, mas suas mãos me seguraram no lugar.
“Porque a pressa?” seus dedos passavam pelo meu ombro levemente.
“Devemos voltar logo para a Aldeia. Ele devem estar preocupados” eu falei tentando desconversar.
Senti meu corpo ser virado, de modo que agora estávamos cara a cara. Nossa... Como ele é lindo de manhã.
Sem sequer pensar no que eu estava fazendo, eu levei minha mão até seu rosto barbado, sentindo seus pêlos faciais espetarem meus dedos, e tentei gravar cada pedaço de seu rosto com minhas mãos, cada cicatriz e covinha.
“Posso mandar um patrono e podemos ficar aqui o dia inteiro, como férias! Eu posso caçar alguma coisa e fazer uma fogueira e temos água” ele falava animado e segurou minha mão em seu rosto “Podemos ficar nus” ele falou colocando um sorriso safado no rosto, me fazendo corar.
“Eu estou esperando uma coruja do Dumbledore, é importante”
Não era totalmente mentira.
Ele beijou minha testa e resmungou.
“Está me devendo um dia na floresta nua” ele falou se levantando e me puxando para cima.
Sorri um sorriso amarelo e concordei co a cabeça.
Mentirosa...
Rapidamente catei o que sobrou de minhas roupas e Fenrir transfigurou o restante.
“Vamos ter filhotes lindos! Eles serão tão inteligentes e bonitos como voce” ele murmurou passando os braços pelo meu quadril.
Escondi o rosto em seu peito, pois se eu olhasse em seus olhos não conseguiria manter o ato.
“Acho melhor eles se parecerem com voce” murmurei contra seu peito engolindo o nó na minha garganta.
Quão boa atriz eu sou?
“Talvez daqui a nove meses saibamos” ele falou apoiando o queixo em minha cabeça.
Não... Era impossível eu estar grávida, visto que a poção só perderia o efeito daqui a doze dias.
“Quem sabe?” eu murmurei a pergunta.
Eu não queria brigar. Era melhor deixar ele pensar assim.
Sentia os olhos de Fenrir sobre mim, mas não tive coragem de encontrar seu olhar. Como poderia sabendo o que eu estava planejando fazer?
“Segure-se” ele falou.
Em apenas alguns segundos, nós estávamos na divisa da Aldeia dos Lobos, proximo a barreira.
Me afastei um pouco dele e antes que eu começasse a caminhar, ele pegou minha mão e a entrelaçou com a sua.
“Essa é noite de lua cheia” Fenrir falou.
“Devo fazer alguma coisa?” eu tentava prosseguir com a conversa.
Por favor não... Eu preciso partir.
“Desta vez eu acho melhor que voce fique na Mansão com as outras mulheres, mas na próxima lua cheia eu quero voce ao meu lado sob o brilho da Lua cheia” ele falou colocando um braço ao redor dos meus ombros, ainda segurando minha mão.
Éramos a imagem de um casal perfeito.
E eu iria destruir isso.
“Então acho que ficarei lendo na biblioteca e prepararei algumas poções para possíveis machucados que vocês possam ter” eu falei tentando a todo custo mascarar minhas emoções.
“Só se me prometer que não vai dormir novamente na biblioteca” ele falou com um sorriso na voz.
Meu coração batia acelerado com medo e forcei minhas bochechas para que elas ficassem coradas, esperando que ele pensasse que era de raiva e vergonha.
“Eu apenas cochilei” murmurei e agradeci a Deus quando ultrapassamos a barreira.
“E eu consegui te levar para a cama, trocar sua roupa e só quando eu deitei na cama voce percebeu que não estava mais na biblioteca” ele disse beijando minha bochecha.
Eu não posso chorar... Eu não posso chorar.
“Eu não consigo acreditar que voce tenha conseguido um pássaro tão bonito!” uma voz divertida se e cansada chamou nossa atenção.
Nos viramos em direção a voz e dei de cara com uma estranha visão.
Um senhor de aparentemente 60 anos, cabelos negros, quase grisalhos, olhos castanhos quase avelã, pele clara e uma barba curta emolduravam o rosto do senhor, junto com algumas cicatrizes. Seu rosto era coberto por tinta, quase como se fossem marcas de batalha, que começavam abaixo dos olhos e desciam para baixo na cor azul profundo. Ele tinha um porte de ex-atleta e eu poderia dizer que em sua juventude ele foi muito belo- não que ele não fosse, pois ele era um daqueles caras que quando envelhecem continuam bonitos — e tinha uma aura de poder a sua volta.
O que fez a visão ser estranha era que ele estava montado em cima de um lobo, que parecia que havia tomado anabolizantes. O lobo deveria atingir um pouco abaixo dos meus seios.
“Dimmitri?!” Fenrir falou bastante alto, olhando espantado para o homem.
Dimmitri... Onde eu ouvi esse nome...?
E então eu me lembrei que Fenrir havia me dito que ele tinha um professor chamado Dimmitri. Será que é o mesmo homem?
O homem desceu do lobo anabolizado e veio em nossa direção.
“Isso são modos de me cumprimentar, moleque? É Mestre Dimmitri, seu abusado” o homem falou dando um soco no ombro de Fenrir, fazendo ele descongelar.
“Eu nunca o chamei assim e nunca irei chamar, seu bastardo arrogante” ele falou devolvendo o soco.
Ambos os homens começaram a se envolver em uma pequena briga, com Dimmitri dando uma chave de pescoço em Fenrir e bagunçando os cabelos do mais jovem.
“Que bons ventos o traz até aqui?” ouvi Fenrir perguntar.
Os homens pareciam ter esquecido que eu estava aqui e de repente eu senti algo molhado e gelado encostar na minha mão.
O lobo anabolizado estava ao meu lado, cheirando a minha mão e lambendo.
Minha primeira reação foi dar um passo para trás, pensando que ele poderia me morder, mas então o lobo seguiu e continuou farejando. Então olhei nos olhos do lobo e vi um brilho de inteligência, algo que eu havia visto apenas em bichento e na coruja do Harry.
“Tudo bem... Pode farejar” eu falei baixinho para ele e parei de tentar afasta-lo.
Ele colocou o nariz na minha cintura e começou a farejar alguma coisa e eu coloquei minhas mãos atrás de suas orelhas felpudas e fiz cafuné do mesmo modo em que fazia em bichento e logo ele estava com a língua pendurada para fora e jogando o peso em cima de mim, nos levando ao chão.
Ele colocou a cabeça nas minhas pernas, deitou de lado e começou a chutar as patinhas com a língua pendurada para fora, enquanto eu acariciava a parte detrás de sua orelha e o pescoço, num gesto que eu fazia com bichento.
O lobo tinha uma expressão- lobos tem expressões?- de puro êxtase e soltava latidos-uivos- felizes.
“Até que voce é bem fofo pra um predador feroz.” eu falei e vi ele abrir a boca em um bocejo e reparei em suas presas afiadas que facilmente poderiam arrancar meu braço em uma única mordida.
Ele uivou de alegria, como se concordasse, chamando a atenção para nós dois.
“Mais olha só que conquistador! Tá caidinho pela moça bonita, não é Hati?” O senhor Dimmitri falou olhando para nós com o dedo apontado para o lobo que apenas uivou feliz.
Parei de fazer carinho no lobo e ele começou a choramingar e cutucar o focinho na minha coxa.
“Tá bom...não vou parar” eu murmurei voltando a fazer o carinho no lobo que voltou a uivar feliz.
“Cuidado Fenrir...Ou vai perder sua companheira pro Hati” Dimmitri- acho que posso chama-lo assim na minha mente- disse, dando uma cotovelada no estomago de Fenrir.
“Eu sou muito melhor do que esse lobo” Fenrir falou fazendo uma careta “Saia de cima dela seu saco de pulgas” Fenrir exclamou sorrindo.
O Lobo- Hati- parou de balançar as patas, se sentou e olhou aborrecido- não sei como é possível, mas juro que ele revirou os olhos- e olhou para mim, estendendo a língua para fora e lambendo todo o meu rosto, me babando toda.
Vi pelo canto dos olhos Fenrir vir em nossa direção, talvez para me ajudar a sair dessa confusão de baba. Mas antes que ele pudesse chegar muito perto Hati saiu de cima de mim e pulou em Fenrir rosnando.
Soltei um pequeno grito e me levantei para tentar ajudar, mas Dimmitri colocou uma mão na frente, me fazendo parar.
“E-eles vão...” eu tentei falar.
“Olhe com mais atenção querida” ele falou calmamente.
Normalmente eu odeio que as pessoas- principalmente desconhecidos- me chamem de apelidos carinhosos, mas como Fenrir ainda não nos apresentou...
“Granger, Hermione Granger” eu falei limpando a minha mão cheirando a baba de lobo na calça e a estendendo.
“Dimmitri Mikael, a seus serviços Hermione” ele falou tomando a minha mão e a farejando(?) antes de colocar um beijo casto nas pontas dos meus dedos.
Eu sabia que era um hábito dos lobisomens mais antigos sentirem o cheiro de novos conhecidos, para assimilarem seus odores, para assim estar guardados em suas mentes para possíveis necessidades futuras.
“Fenrir me falou muito bem do senhor e eu também li seu tomo:Lobos e seus Comportamentos na lua Cheia, e devo dizer que fiquei intrigada com sua teoria da magia da lua, não apenas nos lobos, mas em outros seres noturnos.” eu falei apertando sua mão.
Ele olhou para mim rindo e coçando a nuca, corando levemente.
“Alem de bonita é inteligente! O que faz com o traste do meu aluno? Eu estou disponível, sabe...” ele falou arqueando as sobrancelhas sugestivamente, me fazendo corar, afinal, o homem ainda era charmoso.
“Seu velho pervertido!” ouvi a voz do Damon dando um cascudo na cabeça de Dimmitri, levando o homem ao chão “Alpha alguem está querendo roubar sua companheira e não é o Hati” ele falou com as mãos no bolso.
Fenrir parou sua briga com Hati e lançou um olhar mortal ao senhor que estava no chão segurando a cabeça.
“Sempre agressivo vocês dois! Depois perguntam do porque que eu não os visito regularmente.” ele falou e se levantou do chão.
“Porque veio aqui? É sobre Jullios?” Fenrir perguntou vindo e minha direção e beijando meu templo.
Eu não conheço pessoalmente esse tal de Jullios Vlado, mas pelo que eu reuni até agora ele é horrível.
“Sim e não” Dimmitri falou “Na verdade eu vim conhecer sua comapanheira” ele falou olhando para mim.
“Como voce soube?” Fenrir perguntou.
“Bem...voce vai me convidar para comer uns bolinhos ou devo permanecer do lado de fora?” Dimmitri perguntou.
Ao irmos entrando dentro da casa eu pedi licença, falando que desceria depois de tomar um banho e deixei os homens conversando no escritório.
Peguei uma roupa qualquer e fui pro banho, tentando bolar um plano.
Eu precisava de um feitiço bem forte, um Obliviate não iria funcionar, eu precisava de algo mais forte e sombrio. Pode ser que nos livros mais escuros contenha alguma coisa assim, mas seria difícil achar algo que fosse inofensivo para mim e para o Fenrir. Isso sem falar que eu tinha que fazer algo para o bando todo esquecer a minha presença, se eu pudesse faria todos esquecerem, inclusive a Ordem.
Droga... Como eu faria isso?
Sai do chuveiro e me coloquei no piloto automático.
Eu sabia que existiam amuletos que bloqueavam parcialmente as memórias, mas seria muito difícil de achar, poderia demorar meses e eu tinha apenas algumas horas.
Olhei meu reflexo no espelho e vi olhos opacos e repletos de dor... Por que eu sempre tinha que escolher o caminho mais difícil? Eu sou tão covarde e fraca que não quero arriscar amar por medo de me perder no processo?
A resposta é um sonoro sim.
Lágrimas encheram os meus olhos e rolaram pelas minhas bochechas.
Esse amor que tenho por Fenrir me faz perder o controle sobre quem eu sou, minha mente fica em branco e nada mais importa. Minha mente é a coisa mais preciosa que eu possuo, é algo que meus pais me ajudaram a construir com literatura e memórias felizes... È o que me tornava Hermione Granger.
Eu não poderia e não posso arriscar ter o Fenrir respirando no meu pescoço com a guerra batendo na minha porta. Harry precisava de mim. Inferno, a Ordem precisava de mim! Eu não tinha tempo para ficar de “lua de mel” enquanto pessoas morriam!
Eu sei que o numero de mortes e ataques a cidades trouxas aumentaram em 42% desde que eu vim morar com os lobos. Eu também sabia que a Ordem não me chamava para ajudar a montar uma patrulha ou uma equipe de proteção/ataque como antes, em que eu era chamada uma vez a cada dois dias.
Eu já estava aqui á três meses e havia sido chamada apenas uma vez! E enquanto pessoas morriam, eu ficava feliz, me divertindo com Fenrir, vivendo um amor que abalou todo meu mundo.
Sequei as lágrimas e fiz um rápido feitiço para fazer meus olhos inchados e vermelhos ficassem normais e fiz um para inibir meu cheiro.
Eu desceria e falaria com Dimmitri e depois me trancaria na biblioteca para procurar alguma coisa, mesmo que fosse alguma poção que me machucasse eu faria!
Ao entrar no escritório onde os homens se encontravam, vi Dimmitri vir em minha direção, olhando diretamente nos meus olhos.
“Fenrir, irei levar sua bela companheira para um passeio, prometo devolve-la inteira”.
Fenrir olhou para nós dois e pareceu pensar por alguns segundos ante de concordar com a cabeça.
“Cuide bem dela, Dimmitri” ele falou e me olhou amorosamente.
Eu queria tanto chorar ao ver este olhar.
Desviei os olhos e segui Dimmitri para o lado de fora. Andamos por alguns minutos em silencio confortável, até chegarmos perto da borda da floresta, onde ele se sentou em uma pedra e fez um gesto para que eu ocupasse um troco caído repleto de musgo.
“Tente controlar sua magia menina, ela está vazando sentimentos de dor e culpa por todo o lugar, por isso a tirei de perto de Fenrir” Dimmitri falou acendendo um charuto.
Respirei fundo enquanto tentava me acalmar e pensava em coisas boas.
“Voce é sensitivo?”
“Sim, sempre tive uma grande conexão com a natureza.... Não sei o que está planejando fazer menina, mas vai dar errado.” ele falou soltando uma baforada de fumaça.
“Não sei do q-” tentei desconversar.
“Não nos faça de bobo menina, voce sabe muito bem do que estou falando. Saiba que as parcas não gostam quando interferem na linha do destino e Afrodite odeia quando tentam mexer em seus casais de ouro”
“Casais de ouro?” perguntei curiosa e um pouco assustada com o grau de percepção deste velho homem.
“As almas gêmeas” ele falou desdenhando das palavras “São almas destinadas a ficarem juntas, ninguém, nínguem pode interferir com isso” ele falou com o semblante fechado.
“Voce não parece gostar muito disso”
“Destinado a uma única pessoa por toda a eternidade, soa muito bom, certo?” ele perguntou me fitando.
“Um pouco assustador na verdade” eu digo mexendo meus dedos no meu colo.
“Sim, destinado a amar uma pessoa que voce odeia. Nem todo o amor é saudável, muitas vezes ele só serve para te destruir.” ele falou com raiva.
“Foi o seu caso?” eu perguntei ousadamente.
Ele me olhou por alguns segundos antes de me responder.
“Fui criado em uma família bem simples, como os Weasley, mas isso faz mais de uma centenas de anos, naquela época até os bruxos tinham seus escravos. Vi minha família ser trancada, vendida e separada. Vi a minha companheira me tratar como lixo, como um brinquedo, ela era uma grande masoquista, adorava sofrer e me fazer sofrer. Ela matou a tantos amigos meus, minha irmã... E mesmo que eu quisesse não poderia mata-La. Tem alguma idéia do que é ser preso toda sua eternidade amando no fundo do seu coração a pessoa que voce mais detesta na sua existência? Pra mim esse vinculo é uma maldição.” ele falou terminando a sua historia.
Ficamos alguns minutos em silencio, afinal, o que mais eu poderia dizer?
“Me disseram que um companheiro não pode machucar sua marca” eu falei curiosa.
“A magia negra é algo muito sombrio menina, nada é impossível neste mundo, acredite, ela adorava cada momento de dor que ela nos causava” ele falou rindo.
“Ela...ela ainda vive?” perguntei.
“A cadela morreu num dos seus rituais, mas vaso ruim não quebra” ele disse cansado.
“Como assim?”
“Eu disse que nossas almas estão destinadas por toda a eternidade, não disse? Ela reencarnou há algumas décadas atrás, e antes que me pergunte, ela continua a mesma vadia masoquista e adoradora das trevas de quando a conheci. Se não me engano tu a conheces por Bellatriz Lestrange”
Se eu tivesse bebendo alguma coisa com toda a certeza teria cuspido na cara de Dimmitri, então apenas engasguei com minha própria saliva.
“Bellatriz?!” eu sufoquei.
“Sim, ficará tudo legal enquanto nossos caminhos não se cruzarem, caso contrario nossas almas se conectarão e ... Merlin não quero nem pensar” ele disse passando os dedos entre os cabelos.
“Como pode ter certeza?” eu perguntei “De que é realmente ela” eu esclareci.
Ele colocou a mão dentro da calça e tirou uma carteira e de lá uma foto e me entregou.
A foto estava bastante envelhecida e o local parecia uma sala saída de um filme de horror, com gaiolas com humanos dentro, parecendo animais, mas o que mais me chamou a atenção foi a mulher no meio da foto. Vestida elegantemente com um vestido negro, cabelos cacheados presos e olhos loucos, pisando em cima do rosto de um homem que sangrava bastante, estava a imagem de Bellatriz Lestrange.
A data na foto marca 1858.
“É a única foto que tem dela, as outras se perderam no incêndio. Há dezesseis anos atrás eu estava numa aldeia na Bélgica quando um menino me deu um jornal e eu vi a imagem de Genevive sendo arrastada pelos aurores, mas não era Genevive o nome na capa, era Bellatriz Lestrange, a Comensal da Morte mais fiel e devotada do Lord das Trevas.”
“Sinto muito” eu falei sinceramente.
Não poderia imaginar estar destinada a alguem tão horrível por toda a eternidade. Agradeço por ter sido Fenrir.
“Genevive tentou romper nossos laços e o transformou escravidão, voce vai-”
“Não sou Genevive, não sou Bellatriz! Não quero o mal para o Fenrir, nem para essas pessoas, pelo contrário. Mas essa guerra não vai se vencer sozinha. A Ordem não precisa da apaixonada Granger, não precisam da companheira de Fenrir. Eles precisam da Hermione Granger, a que sempre esteve disposta a arriscar tudo para por um fim a isto!”
“Nem as parcas, nem Zeus, nem mesmo Afrodite escrevem o meu destino. EU e apenas eu vou escrever meu futuro!” eu falei me levantando.
“Vai ir contra os deuses?” ele perguntou também se levantando, eu podia jurar que vi um sorriso no canto de seus lábios.
“Sempre orei para um único Deus, e acredite, não é nenhum desses.” eu falei.
O vento soprou mais forte.
“Quer mesmo se separar de Fenrir? Quer mesmo seguir este caminho?”
“Não, mas as vezes temos que sacrificar algo pelo que acreditamos. É muita infantilidade pensar que no final tudo vai acabar bem, que ninguem do nosso lado vai morrer. O mundo não é cruel senhor Dimmitri, as pessoas que são monstros.” falei com finalidade, vendo as folhas das arvores caírem e girarem ao nosso redor.
“Afinal, está não é a primeira vez que sacrifico meu amor, não é mesmo ?”
“Não, não foi, Sōzokujin umarekawari, Tsuki"
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