Companheira Do Alpha
8 Capítulo 9
Notas iniciais
Quero agradecer á Bruna Stellet e a Alaires Aluada Riddle pelas lindas recomendações, eu não mereço tais palavras!!! Obrigada às pessoas que favoritaram e comentaram a finc!!!
Os capitulos serão postados devagar, pois me encontro doente( no hospital :( e eles não permitem o PC- abriram exceção hoje)
Mas estarei bem logo!!!
Aproveitem e leiam as notas finais!!!
PDV Fenrir
Eu tive a pior lua cheia da minha existência!
A dor que eu senti enquanto me transformava, foi terrível! Nem nos meus primeiros anos como lobisomem eu havia sentido tanta dor.
O conhecimento de que achei minha companheira, mas que ela não estava por perto e nem marcada, só serviu para deixar meu lobo furioso!
Agora cá estou eu, me preparando para encontrar Dumbledore e alguns membros da Ordem no Cabeça de javali.
Sinceramente, eu só queria sair entrando lá e jogá-la por sobre meus ombros, levá-la para a aldeia de minha matilha e cuidar dela com todo o carinho que ela necessita.
Foda-se! Só de pensar em como eu cuidaria dela eu me sentia excitado!
Saio de meus pensamentos ao notar que Paul, Damon,Michael, Louis e eu estamos nos aproximando do cabeça de Javali.
Os gêmeos ficaram putos por não virem, mas eu tinha que deixar pessoas de confiança tomando conta da matilha. É claro que ficaram ainda mais putos ao verem que eu deixei Ben como o responsável.
Assim que entro no bar, eu vejo Alberforth, o irmão de Alvo parar de limpar o balcão e me olhar.
“Terceiro andar, quarta porta á direita” ele me diz voltando a limpar o balcão.
“Como vai Abby?” pergunta Paul amigavelmente para o dono do bar onde nós costumamos vir de vez em quando, afinal, não é qualquer lugar que aceita nossa espécie.
“É melhor não quebrarem nada, dá ultima vez voce destruiu a minha parede.” ele diz seriamente para meu amigo que concorda com a cabeça.
Poucos sabiam que Alvo possuía um irmão, e mais poucos ainda sabiam que Abby poderia ser tão feroz com uma varinha quanto seu irmão.
Subimos até o andar indicado e bati na porta, sendo recebidos por Alvo e vejo que ele trouxe também mais quatro membros da ordem para a reunião. Na sala estão Sirius Black, Kingsley, Remo e uma jovem com o cabelo de cor roxo ao seu lado e sinto um cheiro bem conhecido para mim e para meus amigos.
“Vejo que finalmente encontrou e marcou a sua companheira meu amigo” eu digo com um sorriso sabendo que agora o lobo interior do Lupin iria se acalmar, fazendo a transformação menos angustiante do que antes.
“Hum...er...sim” ele me diz gaguejando e corando um pouco.
“Ele encontrou? Acho que se a Tonks aqui não tivesse pego ás rédeas e colocado ele contra a parede, ele ainda estaria negando tudo o que sente.” diz Black apontando para a jovem mulher que cora e muda seus cabelos para um vermelho vibrante.
“Cala a boca Sirius!” ela diz dando um soco no braço dele que uiva de dor.
“Caramba, o que houve com voce e a Mione batendo em mim?! Voces tem uma mão bem pesada” diz Black acariciando o braço com uma careta.
Ao ouvir o nome de minha companheira eu e meus amigos ficamos sérios e vejo Alvo nos convidar para sentarmos em volta da mesa com eles.
“Bem... Qual o motivo de ter pedido para conversar comigo Senhor Greyback?” Alvo perguntou, me fazendo lembrar da época em que eu era seu aluno em Hogwarts.
“Não precisa de formalidades comigo Alvo” eu digo.
“Tudo bem, mas ainda temos que falar sobre o tal assunto importante que não poderia esperar.” ele diz recitando a última frase que eu escrevi na carta que o mandei ontem antes de me transformar.
“Tem haver com Tom?” ele me pergunta com o olhos brilhando loucamente e eu percebo meus ficam um pouco confusos.
“Quem é Tom?” perguntou Paul ao lado de Louis.
“Esse é o verdadeiro nome do Lord das Trevas” eu digo me lembrando que a maioria não sabia de nada sobre as origens de Voldemort.
Vejo meu amigo concordar com a cabeça e volto meu olhar para Alvo.
“Descobrimos que Voldemort foi quem mandou pegarem Shane.” eu digo o olhando seriamente.
“Foi um aviso por não estarmos no ataque á escola.” diz Damon com fúria nos olhos.
“Decidimos que estaremos junto com a Ordem nesta guerra” eu digo vendo Remo me olhar espantado, pois ele sabia que eu queria me manter neutro nesta guerra para proteger a matilha.
“Isso é demais!” diz Tonks vindo em nossa direção e tropeçando nos próprios pés quase caindo nos chão, mas conseguindo se equilibrar no último minuto.
“Isso é muito bom Fenrir, mas algo me diz que não foi só para isso que voce me chamou aqui tão urgentemente.” afirmou Alvo.
Droga! Como ele sempre sabia de tudo?
“Voce está certo Alvo, eu não vim aqui só para isso, vim informar que achei minha companheira.” eu digo olhando nos olhos do meu ex-professor de transfiguração vendo um quase imperceptível sorriso em seus lábios.
“Isso é muito bom, mas o que podemos fazer por voce?” diz Black nos olhando um pouco desconfiado.
“Quem é a sua companheira?” pergunta Tonks com um sorriso no rosto ao lado de seu companheiro.
“Hermione Granger” eu digo calmamente.
A sala fica em completo silencio e eu vejo que Alvo está sorrindo calmamente.
“O que disse?” perguntou Remo confuso.
“Acho que voce ouviu bem filhote” eu cruzando os braços vendo que ele ficar vermelho.
“Voce não pode estar falando sério!” Black grita se levantando da cadeira.
“Ela é só uma criança! Mal acabou de fazer 17 anos!” Remo grita junto de seu amigo.
“Nunca falei tão sério! E ela já não é uma criança” eu digo tentando manter o meu controle na baia.
“E o que voce quer? Que a entreguemos para voce?” Me pergunta Remo furioso “Ela tem idade para ser a sua filha! Se for para isso que está oferecendo ajuda, pode esquecer pois nunca a usaríamos assim!” grita ele vindo em minha direção, o que foi a coisa errada a se fazer.
Eu sinto o meu lobo vir a tona e pego Remo pelo colarinho o jogando contra a parede mais próxima e ouço o suspiro de algumas pessoas na sala e a voz de uma mulher pedindo para solta-la.
“Voce está me desafiando filhote!?” eu pergunto num sussurro mortal e rosnando com a perspectiva de um desafio lobo.
Vejo Lupin se encolher com o peso de minha voz de alpha, mas mesmo assim ele me olha e vejo em seus olhos um pouco de medo e bravura.
“Ela é só uma criança!” ele repete tentando se afastar de mim e não conseguindo.
“Meu lobo a reconheceu e nada nem ninguém irá interferir em meu caminho. Nem voce, nem a Ordem nem mesmo Voldemort irá me impedir de reclama-lá como minha companheira.” eu digo com uma voz tão carregada que até mesmo meus amigos deram um passo para trás, sabendo muito bem que eu mataria qualquer um que tentasse se meter no meu caminho.
“Acho que essa decisão não cabe a nenhum de voces” eu ouço a voz de Alvo e sinto uma poderosa magia me separar de Remo.
“O que quer dizer? Ela é minha!” eu pergunto passando as mão nos meus cabelos, os bagunçando.
“Ela não é um brinquedo meu amigo” diz meu ex-professor calmamente “Ela é uma jovem brilhante que provavelmente os enfeitiçariam por estarem falando dela como se ela não tivesse voz ou que precisasse ser defendida” ele diz puxando do bolso do seu casaco um saquinho e colocando uma bala na boca.
“Não se deve separar um lobo de sua companheira” meu amigo Damon se faz presente.
“Sim, mas não irei forçar a senhorita Granger a nada que ela não queira.” Alvo diz olhando para Tonks que estava ajudando Remo e o abraçando carinhosamente.
“Como voce bem disse, Hermione não é mais uma criança, ela é uma jovem mulher a qual se tornou muito importante para todos dentro da Ordem.” ele diz me olhando com o malditos olhos brilhando.
“Eu não posso simplesmente esquecer que eu a encontrei!”eu digo furioso.
“Não peço que esqueça, apenas que espere até que eu fale com ela.” ele diz calmamente.
“Está falando sério Alvo?” pergunta Remo como se o diretor tivesse ficado louco.
“Me diga Remo, como se sentiu ao tentar lutar contra o que sentia pela senhorita Tonks?” ele pergunta habilmente para Remo que abaixa a cabeça.
“Como a pior pessoa do mundo” ele diz passando a mão pelo rosto enquanto a outra mão segurava a mão de sua companheira.
“Irei conversar com a senhorita Granger e pedirei para que ela lhe dê uma resposta pessoalmente assim que ela tiver tempo para pensar.” Alvo diz olhando para Remo que concorda com a cabeça.
“Voce já sabe o que ela vai falar” diz Black se sentando na cadeira e olhando para o diretor com uma careta “Ela é uma Gryffindor altruísta, não vai querer que comecemos uma briga por ela.” ele diz suspirando pesadamente.
“Irei esperar até esta noite” eu digo para Alvo que concorda com a cabeça.
Eu digo caminhando para a porta junto com meus amigos e noto que Remo volta a falar co Alvo.
“Ele não deixará que ela continue na Ordem” ele diz pesadamente e eu concordo.
Assim que ela estivesse ao meu lado ela pararia de se por em risco.
“A senhorita Granger é uma caixinha de surpresa, não duvide que ela possa dar um jeito em algo” murmura Alvo e quando eu vejo estou aparatando com meus amigos para casa.
Assim que chego em casa eu dou uma volta pela pequena aldeia que eu e meus amigos construímos literalmente do nada. Tínhamos tudo que era necessário para viver confortavelmente.
Havia várias casas de estilo de campo, uma grande variedade de frutas e legumes para serem colhidos, alguns animais, campos de treinamentos, uma enfermaria e uma escola para as crianças e os jovens que não podiam freqüentar as escolas de fora.
Quando percebi que as crianças não recebiam cartas para as escolas por causa da licantropia, eu não podia deixar que eles ficassem sem educação, então os que já freqüentaram a escola antes de se transformar ensinavam os mais novos.
As crianças entravam na escola com cinco anos, para aprenderem a ler, escrever e sobre história dos trouxas(Eva e Cathy achavam essencial para que as crianças soubessem sobre os trouxas e seu mundo) e aprendiam o princípio básico de lutar e sobre serem lobisomens.
Quando completavam onze anos eles aprendiam o possível sobre magia. Ensinamos o princípio do núcleo mágico e a utilizar as varinhas( as quais eram compradas ilegalmente).
Todos eram tratados de modo igual.
Quando passo perto de um dos campos de treinamento vejo que meus bethas estão ensinado aos jovens de onze anos como lutar.
“Qual é a regra nª1 da luta corpo-á-corpo?” Pergunta Michael saindo da chave de braço de Paul e aplicando uma rasteira em Paul que cai no chão sendo imobilizado pela faca que meu amigo coloca em sua jugular.
“Nunca subestime o inimigo!” todas as crianças falam olhando atenciosamente para meu amigo que concorda com a cabeça.
“É uma lição para a vida” eu digo anunciando minha presença e vejo as crianças endireitarem a postura e falarem em juntos.
“Boa tarde alpha!” elas falam e eu olho para o relógio notando que passei mais tempo andando pela aldeia do que havia imaginado.
“Boa tarde crianças” eu digo passando por algumas e acariciando seus cabelos e vendo eles sorrirem ao meu toque.
“Algo importante Fenrir?” pergunta Damon ao meu lado.
“Não eu só havia me perguntado do porque todos voces estarem aqui.” eu perguntei e vejo ele e Louis me olharem estranho.
“Voce se esqueceu que por termos saído cedo não treinamos hoje? E que voce adiou para daqui a exatamente cinco minutos?” pergunta Ben forçando os gêmeos a pararem de brincar com as outras crianças.
“Parece que eu esqueci” eu digo vendo Michael liberar as crianças, notando que a maioria das meninas fazerem caretas ao terem a roupa suja por lutarem.
“Meninas são sempre meninas” diz Seth olhando para as meninas tirando a sujeira das roupas.
“Elas não gostam de treinar...” continua Jack.
“Preferem namorar!” ambos terminam rimando e rindo.
“Não é bem assim, Hellen e Lucy amam lutar.” diz Louis observando ambas meninas repassando alguns golpes de luta.
Então encerramos a conversa e vejo um grupo de trinta homens- de idade variada- aparecerem na minha frente, sabendo que os outros doze homens restantes estão patrulhando a aldeia.
Então começamos a batalhar em dupla e mando alguns correrem envolta do campo.
Alguns me olham com um pouco de medo- os que eu machuquei no meu acesso de raiva ontem- e outros me olharem com respeito absoluto.
Não sei quanto tempo passou, mas eu havia acabado de lutar contra Paul( e ganhar) quando vejo alguma coisa repleta de fogo aparecer do meu lado, assustando a todos.
Estou pronto para atacar quem quer que seja quando vejo o tão conhecido familiar de Dumbledore.
A fênix levanta vôo e vem em minha direção e deixa um pergaminho no chão à minha frente sumindo em um flash de luz.
Eu recupero a compostura e pego o pergaminho e olho para todos os machos do meu bando.
“Estão dispensados! Bethas venham comigo ao meu escritório.” eu digo liberando todos do treinamento e notando que está perto do pôr-do-sol.
Caminho em passos largos até a minha pequena mansão e vou direto para o meu escritório vendo Ben fechar a porta atras de si.
Eu abro a carta e leio calmamente as
Ela aceitou ir com voces.
Amanhã ao meio-dia esse papel virará uma chave de portal para A´Toca.
Eu adoro sapos de chocolate.
Alvo Dumbledore.
Eu olhei para o papel aliviado. Ela aceitou ficar com ele! Amanhã neste mesmo horário eu a teria do meu lado, o lugar ao qual ela não sairia nunca mais.
“O que houve?” perguntou Damon um pouco preocupado pelo meu silencio.
“Ela aceitou vir pra cá” eu digo entregando a nota para que meus amigos pudessem ver.
“Por que eu preciso saber que ele gosta de sapos de chocolate?” Perguntou Jack coçando a nuca confuso.
“Essa é a palavra para ativar a chave-de-portal” diz Michael para os gêmeos.
“Todos irão comigo.” eu digo fazendo com que meus amigos me olhem confusos.
“Por que? Não quer que ninguem tome conta da aldeia?” pergunta Ben me olhando interrogativamente.
“Caso haja algum imprevisto amanhã por parte da Ordem” eu digo vendo a compreensão amanhecer em suas cabeças.
“Bom... Eu não sei quanto há voces, mas eu vou tomar um banho e comer alguma coisa, para depois ir atras de companhia para está noite.” diz Paul se esticando e saindo pela porta junto comigo e meus outros amigos.
Subo as escadas contando os minutos para poder ter minha companheira perto de mim.
_______________Quebra de pagina______________
Estamos reunidos no meu escritório faltando apenas um minuto para o meio dia.
“Quero que se comportem!” eu digo olhando para os gêmeos que me olham chateados.
“ Nós não faríamos nada para o chatear na frente de sua companheira chef!” dizem ambos sorrindo.
“É bom mesmo, porque se fizerem ficarão responsáveis pela patrulha de madrugada durante um mês e ainda terão que comparecer aos treinamentos de manhã.” eu digo vendo eles ficarem brancos só de pensarem em fazer a patrulha durante a madrugada.
Eles concordam com a cabeça e ouço o relógio do escritório badalar e o papel começar a brilhar.
“Sapos de chocolate” eu digo e sinto a sensação de ser puxado por um gancho pelo umbigo e de repente estou de pé em um gramado junto com meu bando e de frente para Dumbledore a alguns membros da Ordem.
“Que bom que chegou Fenrir” diz Alvo sorrindo para mim.
Eu não respondo e olho para os lados á procura de minha companheira, mas não encontro ela em lugar nenhum.
“Ela foi conversar com uma amiga” diz Black que notou que eu estava procurando alguem.
“Que amiga?” eu pergunto não deixando eles perceberem que estou um pouco preocupado.
“Uma amiga de escola, mas ela já deve estar voltando” diz Arthur Weasley me olhando sorrindo.
“Então voce é o cara que está levando a nossa filhinha para longe de nós?”pergunta um garoto ruivo alto se aproximando de mim me deixando chocado.
Droga! Todo mundo possui um gêmeo?
“Olha só Forg, eles também tem um par de gêmeos!” diz um deles com uma gravata vermelha, vindo até nós sem ter medo.
“Sim Gred eu notei!” diz o outro sorrindo diabolicamente com uma gravata laranja berrante.
“Sua filhinha?” perguntou Paul confuso.
“Sim, nossa filhinha” o tal Forg diz com uma cara de choro.
“Nós à conhecemos desde que ela era deste tamanho” diz o outro fazendo um gesto com as mãos na altura dos joelhos.
“Acompanhamos os primeiros passos” diz o de gravata vermelha.
“A primeira bronca” continua o de gravata laranja com a mesma mania irritante de Seth e Jack.
“A primeira detenção conosco, voce se lembra Forg?” diz o outro gêmeo chamado Gred ainda chorando falsamente.
“Como não lembrar? Nós enfeitiçamos os livros dela para cantarem declarações de amor toda vez que fossem abertos, e quando ela descobriu que fomos nós ela nos deixou com a pele brilhando nas cores da sonserina e fez aparecer em nossa testa as palavras: Nós temos medo da mamãe!” diz o tal Forg ainda chorando abraçado ao seu irmão.
Olho para os lados e vejo meus bethas olhando confusos e assustados, pensando o mesmo que eu: Esses dois devem ser piores que os nossos gêmeos.
Então eu vejo o-menino-que-sobreviveu vindo até mim e me estendendo a mão.
“Eu sou Harry Potter, melhor amigo de Hermione, só quero dizer que é melhor trata-lá muito bem, pois eu a considero uma irmã e se ela vier até mim chorando ou com qualquer queixa, voce vai entender porque Voldemort não conseguiu me matar até hoje.” ele diz firmemente e eu pego sua mão a sacudindo.
“É bom saber que ela tem pessoas que se importam tanto com ela, mas não se preocupe, pois eu morreria antes de machuca-lá.” eu digo olhando em seus olhos e notando os sentimentos em seus olhos um carinho que vejo nos olhos dos meus bethas sempre que costumamos conversar.
De repente ouvimos um barulho e eu vejo algo que faz meu coração parar por um instante.
Minha companheira, toda coberta com sangue, com a varinha apontada em nossa direção e uma garota de cabelos loiros que está ajoelhada no chão sobre o corpo de um homem.
“Não papai!!! Não me deixa sozinha, por favor abra os olhos!!” a garota loira pede gritando e chorando alto.
Eu vejo minha companheira levantar a cabeça e olhar para Alvo e falar com um tom de voz quase quebrado, mas não chorando.
“Cinco comensais atacaram a casa dos Lovegood, consegui parar dois e um morreu devido a explosão. Xenófilo morreu.” eu e vejo ela se ajoelhar diante da amiga a embalando em um abraço.
Vejo alguns membros paratarem e vou em direção a minha companheira e paro em sua frente.
“Quem te machucou?” eu pergunto com uma voz mortal.
Ela ignora a minha pergunta e me olha nos olhos pedindo para que eu carregue a sua amiga.
Assim que eu pego a menina no colo eu sigo a Senhora Weasley e deixo as três no quarto descendo as escadas, pensando em um jeito de achar e matar de forma dolorosa quem ousou ferir minha companheira.
PDV Louis
Meu amigo finalmente havia encontrado a sua companheira. Eu estava muito feliz por ele e pensava quando seria a minha vez de encontrar a minha destinada.
Sinceramente não tenho certeza se essa mulher realmente exista para mim.
Penso na sorte que tenho de ter tão bons amigos e que nosso Alpha realmente se preocupa conosco.Somos como uma grande família.
Família... Ta aí uma palavra que eu nunca compreendi direito, talvez por eu nuca ter tido uma.
Quando pequeno fui abandonado por meus pais e deixado em um ofarnato bruxo, onde nunca fiz amigos. Quando eu tinha seis anos eu fui adotado e pensei que finalmente eu teria uma família. Grande engano!
Meu pai adotivo era alcoólatra e vivia batendo em minha mãe. Ele me odiava, só me adotou porque era a única alternativa para poder ganhar governo do dinheiro pela minha adoção.
Minha mãe sempre que podia me demonstrava carinho, mas depois de cinco anos ela morreu, enquanto eu estava em Hogwarts.
Disseram que ela caiu da escada, mas eu sabia que havia sido meu pai.
Ao completar 17 anos eu sai da casa daquele homem e era um auror. Estava em uma missão para capturar Vlado e sua trupe quando meu grupo e eu caímos numa emboscada na noite de lua cheia.
Se não fosse por Fenrir e Damon eu teria morrido no chão de uma floresta ao norte de Bangladesh.
Eles me amostraram o que é ter verdadeiros amigos.Não! Eles me mostraram o que é ter irmão e família.
Então aqui estou eu, em frente á casa dos Weasley, esperando a companheira de meu irmão chegar. Só não esperava ela chegar coberta de sangue , com um cara morto e uma jovem menina que não parava de chorar.
Vejo meu amigo se aproximando delas e pegando a loirinha no colo e passando por mim. É quando eu sinto tudo mudar.
Ao notar os olhos vermelhos de tanto chorar da loirinha eu sinto meu coração perder uma batida e sinto o seu cheiro me intoxicando.
“Hey! Ta tudo bem com voce Louis?” me pergunta Paul sacudindo meu braço.
Eu não respondo e vou em direção a casa vendo meus amigos me seguirem.
“O que houve?!”pergunta Damon segurando meu braço antes que eu possa entrar na casa.
“Eu acho que aquela menina é minha companheira” eu digo olhando para Damon que me olha chocado.
“Tem certeza?” Michael me pergunta cautelosamente.
“Sim! Eu tenho que ir vê-lá!” eu digo entrando na casa e vejo Dumbledore expandir a sala com um aceno da varinha e vejo Fenrir descer as escadas com um olhar assassino.
“Como a loirinha está?” eu pergunto agarrando os braços do meu amigo que me olha um pouco perdido.
“Minha companheira está dando banho nela junto com a Senhora Weasley, por que?” ele me pergunta confuso.
“Ela é a companheira dele” Diz Paul alto chamando a atenção de todos.
“Quem é a companheira dele?” pergunta uma menina ruiva.
“A garota loira” diz Seth.
“A Luna?!” diz um outro garoto loiro(Malfoy) chocado.
Luna? Esse é o nome do meu pequeno anjo?
“O que deu em voces para começarem a escolherem as meninas! Voce vão levar a Mione, mas não a Luna! Ela já se machucou demais!” diz a menina ruiva.
Eu rosno para todos eles e vejo Lupim vir ficar na frente da menina.
“Se acalma” pede ele me olhando.
“Me acalmar? Voce melhor do que qualquer um deles deveria entender o que estou sentindo! Se fosse a sua companheira o que faria?!” eu rebato vendo ele se afastar.
“A menina acabou de perder o pai, e está sozinha no mundo. Ela precisa de seus amigos ao seu lado.” fala Kingsley.
Eu não vou deixar que afastem ela de mim! Vou em direção à elas mais sou parado por Fenrir e Damon que me seguram fortemente.
“Ela virá comigo! Eu não vou deixar ela se machucar!” eu grito para eles furiosamente.
“Quer falar baixo ou eu terei que forçá-lo? Luna acabou de dormir e não quero que ela acorde com tanto barulho” me viro e vejo a companheira de Fenrir descer as escadas com um olhar ameaçador em minha direção.
“Ela virá comigo!” eu falo com determinação, e diminuo a voz.
“De quem voce está falando?” ela me pergunta confusa.
“A menina que chegou aqui machucada é minha companheira” eu falo e vejo ela serrar o maxilar.
“É palhaçada, só pode!” ela diz com pouco de amargura na voz.
“Ela é minha companheira! Não vou deixar que ela se machuque” eu digo me soltando ded meus irmãos e a encarando esperando ela se assustar. Mas em vez disso ela Sevan ta a cabeça e me olha friamente.
“E o que voce vai fazer? Dar uma de King Kong e raptar-lá? Ou simplesmente subir e dizer: Olha, sei que seu pai acabou de morrer, mas voce é minha companheira e virá comigo para um lugar estranho com um monte de gente que voce não conhece, mas não se preocupe que eu lhe protejo!” Ela fala e eu estaco no lugar com tudo o que ela me disse, sabendo que ela está certa, mas eu a olho com um pouco de raiva e preocupação e antes que eu possa falar alguma coisa Fenrir interfere.
“O que sugere?” meu amigo pergunta olhando para sua companheira e para mim, e eu sei naquele momento que ele fará tudo para me ajudar a ter minha companheira.
“Espere ela acordar e façamos um funeral para o seu pai, quando ela acordar eu irei falar com ela sozinha sobre o assunto e ver o que ela acha.” ela diz dando ênfase no sozinha.
Finalmente eu havia encontrado minha companheira, minha luz no meio de tanta escuridão que foi a minha vida.
PDV Fenrir
Assim que ela terminou de falar com Louis sobre como falar sobre o negócio de companheira, vejo ela ir para cozinha com a Senhora Weasley e voltar minutos depois e resolvo apresentar meus irmãos para minha mulher. Pois é isso que ela é: Minha!
“Então voce virá conosco na boa?” pergunta Paul.
“Sim” ela diz e eu sorrio de canto.
“Voce sabe que ele não vai deixar voce lutar, não é?” fala Jack e eu o olho de maneira assassina. Não era para tocar neste assunto até que ela estivesse na minha CSA, longe de seus amigos que poderiam impedi-la de ir comigo.
“Ainda bem que não preciso de permissão” ela fala me tirando dos meus pensamentos.
“Voce não lutará” eu digo autoritário.
“Voce não me manda” ela retruca me encarando furiosa.
“Voce ficará em segurança, eu e o bando daremos nosso apoio nas lutas para a Ordem.” eu digo terminando a conversa.
Droga! Essa é a segunda vez que ela me desafia! Teria que ensina-lá há não discutir comigo na frente do bando!
“Eu sou uma Gryffindor, não fico escondida em um canto para ser protegida!” ela fala colocando as mãos nos quadris me encarando vermelha que nem um morango silvestre. Como eu adoraria devorar esse morango!
“Voce. Não. Irá. Lutar” eu falo mortalmente e vejo algumas pessoas darem um passo para trás, com medo. Mas parece que isso só serviu para deixa-lá mais irritada.
“Bem, então voce escolhe: Voce me deixa ficar e lutar com a Ordem” ela fala sarcasticamente “Ou me prefere morta” ela termina e eu endureço com as suas palavras.
“O que quer dizer?” eu pergunto com a perspectiva de vê-la morta.
“Eu sabia que isso iria acontecer.” ela fala me encarando “Por isso eu tomei medidas para que eu possa continuar na Ordem.”
“O que voce fez?” Remo pede num sussurro.
“Um Voto Perpétuo” ele fala e eu a olho chocado e vou em sua direção.
“Voce é louca?!” eu pergunto quase gritando “Não sabe o que pode acontecer se...” ela me interrompe.
“Sei muito bem sobre o Voto Perpétuo” ela diz “Voce só precisa saber que ou me deixa ficar e ajudar a Ordem no que eles precisarem- incluindo batalhas- ou voce me deixa morrer. É de sua inteira decisão.” eu fico ainda mais pálido.
Não quero que ela lute e se machuque, mas se eu não permitir isso ela morrerá. Merlin!
A amiga dela aparece nas escadas e começa a dizer para que eu deixe ela lutar e para protegê-La e noto que ela está certa.
Fico feliz em saber que a loirinha é menos teimosa que minha companheira e que estará com Louis.
Vejo meu amigo olhando estranho para o colar de rolhas de garrafa amanteigada no pescoço da menina.
Ela parecia ser uma sonhadora, alguem perfeita para demonstrar para meu amigo que ainda existem pessoas boas no mundo e capazes de amar alguem incondicionalmente. Alguem que ele construirá o futuro.
Assistimos o enterro do pai dela e vejo minha companheira derramar uma lágrima e ofereço um lenço para ela, que me agradece com um sorriso.
Entramos de volta á casa e ela pede para a loirinha e a ruiva irem buscar algumas coisas e ela olha para mim e meus amigos com uma cara bem séria.
“Voce irá respeitar a Luna e ir devagar nesse lance de companheira e marca” disse assumindo uma postura rigorosa e uma voz mortal, como a de uma loba protegendo seu filhote.
“Vai ser um perfeito cavalheiro e vai conquista-lá até que ela goste e tenha certeza sobre voces” ela fala e olha para mim.
“Não estou brincando, isso serve para voce também!” ela fala apontando o dedo para mim.
“Nunca pensei em fazer o contrário” eu digo sabendo que terei uma longa conversa com ela e alguns beijos roubados.
“Se fizerem algo que a magoe ou a mim, eu vou castrar cada um de voces e costurar os amiguinhos de voces em suas bocas, estamos entendidos?” ela fala e todos os homens na sala ficam branco.
“Voce está brincando, não é?” pergunta Ben.
“Não costumo brincar sobre isso” ela fala e eu dou um sorriso imperceptível. Vou adorar saber se ela tem esse fogo na cama.
As meninas descem e eu vou para fora deixando elas se despedirem dos amigos.
Assim que falo que vamos por chave-de-portal vejo ela gemer de angústia e tampar o rosto com as mãos.
“O que foi?” pergunto confuso.
“Mione odeia chave de portal, ela sempre cai e fica tonta.” Potter fala rindo.
“Não ria!” ela fou ainda cobrindo o rosto e vou em sua direção.
“Não se preocupe, eu não vou deixar voce cair” falo baixinho em seu ouvido a trazendo de encontro ao meu peito e vejo ela corar de um vermelho profundo.
Se eu consegui faze-lá corar com tão pouco, imagina quando eu começar a falar o que farei com o corpo dela.
“E.. eu....” ela gaguejou tentando formular uma resposta e corando ao ouvir as pessoas rindo e escondendo o rosto no meu peito.
“Segure firme” eu digo em seu ouvido com a voz bem rouca e vendo ela estremecer de prazer.
Aperto meus braços em sua volta e respiro o cheiro que vem dos cabelos castanhos e sinto minhas calças apertarem.
Definitivamente ela era perfeita para mim, eu penso sendo sugado pela chave-de-portal.
Notas finais
O proximo só com comentários! Quero mais 35 para me deixarem felizes aqui no hospital!!!!
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