Companheira Do Alpha
9 Capítulo 10
Notas iniciais
Eu quero agradecera á Aresinha pela capa linda que ela fez!!! Quero agradecer tambem á: the half blood princess, Ruhama Sena e à TayaC pelas lindas recomendações!Voces são incríveis!!!
Esse capítulo finalmente rola algo entre os dois(apenas para acalmar voces que quase me matam pedindo isso).
Aproveitem!!!
PDV Hermione
Assim que meus pés tocaram o chão eu me senti tonta e perdi o equilíbrio, mas desta vez eu senti um par de braços fortes me segurando junto ao seu corpo, me mantendo segura.
“Chegamos” Greyback falou baixo no meu ouvido.
Olhei para cima e encontrei o meu rosto bem próximo ao dele. Tento me afastar, mas seus braços envolvem a minha cintura com mais força, me fazendo resmungar com a dor e desviar o rosto.
“Alpha?” ouço uma voz de mulher e vejo a mãe de Shane e uma mulher ruiva estão na sala.
“Voce pode me soltar?” eu pergunto sentindo um dos braços dele entrar em contato com um dos cortes me fazendo estremecer e gemer de dor.
“Não” ele responde e eu o olho, pensando que provavelmente entendi errado.
“O que disse?” eu perguntei confusa tentando afastar seus braços de mim, mas eles são como barras de aço em minha volta.
“Fenrir, o que está fazendo?” ouço Damon perguntar tentando se aproximar, mas parando ao ouvir um rosnado vindo de atras de mim.
“Companheira cabeça-dura! Voce ainda está ferida” ele diz furioso.
“Não tô não!” tudo bem isso soou muito infantil.
O que ele fez a seguir me chocou.
Ele me olhou nos olhos, rosnou pra mim e me ergueu nos braços, ao estilo noiva.
Demorei uns três segundos para reagir.
“Me solta!!!” eu disse batendo em seu peito com as mãos em punho.
“Não! Eu irei cuidar de voce!” ele rosnou para mim novamente.
Ele está pensando que vou me assustar com seus rosnados? Tudo bem que dá um pouquinho de medo, mas eu não demonstro.
“Me põe no chão ou eu vou enfeitiçar seu traseiro até o próximo século!” eu grito ainda tentando me afastar, mas tudo que eu consigo é fazer com que ele me jogue por sobre os seus ombros como um saco de batatas, mas incrivelmente isso não me machuca.
“Luna me ajuda!!!!!” eu grito pela minha amiga em busca de ajuda, mas tudo que eu consigo é ouvir é a risada de Luna.
“Ele não vai te machucar, faz parte de quem ele é te proteger” ela diz e eu apoio ambas as mãos nas costas de Fenrir para poder olhar para minha amiga com uma tremenda cara de quem foi traída.
“Louis faça um tour pela casa e pelo jardim interno com sua companheira, desceremos para jantar as 7:00” Fenrir diz andando em direção á porta e eu me deixo cair com a cabeça em suas costas e não posso evitar olhar para seu traseiro.
Ele tem um belo traseiro, será que ele é tão durinho como aparenta ser?
Eu coro loucamente e me pergunto de onde vem tais pensamentos pervertidos e culpo os hormônios da adolescência e gemo de desgosto.
Sinto uma de suas mãos- a que está um pouco acima do meu bumbum- acariciar o meu quadril de leve- e começo a me contorcer tentando me soltar.
“Eu poço andar!” eu falo alto e bato com meus punhos em suas costas, mas isso só faz com que ele ria.
“Não tenho tanta certeza quanto voce, mas eu estou adorando a visão que estou tento do seu lindo traseiro.” ele fala rindo e dá um leve tapa no meu traseiro para provar o ponto.
Eu solto um grito indignado.
Como ele ousa?
“Seu tarado! Pervertido! Cadê a droga da minha varinha? Não tem modos?!” eu grito e noto que deixei a minha varinha dentro da bolsa de contas que está na mão de Greyback, mas mesmo que ela estivesse comigo eu não teria forças para usar um simples feitiço Lumos, de tão cansada e esgotada que eu estou.
“Acostumes se amor” ele diz e mesmo que eu não possa olhar para o seu rosto eu tenho certeza que ele está com um sorriso nos lábios.
Saio de meus pensamentos ao ouvir uma porta ser fechada e vejo que estou dentro de um quarto grande e luxuoso, decorado de um modo simples e individual, com uma enorme cama de casal.
Sinto ele envolver minha cintura e me depositar no chão suavemente e assim que meus pés tocam o chão eu me afasto dele.
“Onde estou?” eu pergunto o olhando nos olhos e vendo eles brilharem, fazendo o cinza de seus olhos parecerem uma noite de tempestade de raios, me fazendo estremecer com sua intensidade.
“Em nosso quarto” eu estou prestes a retrucar a palavra “nosso” quando ele faz um gesto para eu ficar em silencio “Depois do banho nós conversamos” ele diz tranquilamente apontando para uma porta na extremidade do quarto onde provavelmente fica o banheiro.
“Não, nós vamos conversar agora!” eu digo colocando as mãos no quadril e o encarando.
Ele me olha e vem na minha direção com passos rápido e me puxa pela cintura.
“Já que não quer ir pro banho sozinha, eu mesmo terei o prazer de dá-lo em voce” ele diz isso com sensualidade escorrendo em cada palavra.
Sinto minhas bochechas ficarem muito vermelhas- mais vermelhas do que já ficaram a minha vida inteira- e vejo ele sorrir e levar uma de suas mão e acariciar meu rosto.
“Er...hum...er...” eu não consigo formar uma frase coerente.
“Devo aceitar isso como um sim?” ele pergunta roucamente em meu ouvido e sinto um calor no baixo ventre.
Merlin! Que homem é esse?
Eu faço a primeira coisa que me vem a cabeça.
O empurro e ando a passos rápidos em direção à porta do banheiro.
“Seu pervertido!!!” eu grito fechando a porta atrás de mim e ouço ele rir.
Que sem-vergonha! Como ele consegue agir tão naturalmente? Mal nos conhecemos!
E o pior é que eu gostei! Eu senti meu corpo responder ao dele! Não sou tão inocente ao ponto de não saber sobre como a atração funciona!
E inferno sangrento, meu corpo respondeu ao dele! Tudo que eu queria era a sua boca na minha! Estou um pouco quente, meu corpo está meio que aquecido de toda raiva!
Sim raiva, por ele fazer com que eu me sinta desconfortável com as suas insinuações estúpidas!
Saio dos meus pensamentos e vejo que o banheiro é simplesmente lindo!
Do tamanho do banheiro dos Prefeitos de Hogwarts, com uma grande banheira enorme e um boxe com um chuveiro e decido tomar um banho no chuveiro bem rápido.
Retiro minhas roupas ás colocando no chão e entro no boxe e sinto a água cair sobre minha cabeça e cabelos.
Vejo a água cair vermelha e pego um sabonete com um cheiro cítrico- algo como sândalo, limão e cravo?- muito cheiroso, muito gostoso e masculino.
Me ensabôo e vejo que o corte que Antonin enviou para mim, está se curando devagar, e que provavelmente deixará uma cicatriz.
Outra cicatriz para a coleção. Penso debochadamente.
Pego um shampoo -que está na prateleira de vidro dentro do boxe- e coloco um pouco em minhas mãos e noto que ele tem cheiro de relva fresca- o que é um cheiro estranho e muito gostoso- para um shampoo.
Enxáguo meus cabelos e pego uma toalha preta que estava dependurada na porta do boxe e seco o meu corpo, meus cabelos e assim que saio do boxe percebo uma coisa muito importante.
Puta merda! Deixei minha bolsa com minhas roupas dentro do quarto com Fenrir Greyback!
Burra, burra, burra!!! Eu me xingo mentalmente andando pelo banheiro até que eu tropeço no tapete e caio de cara no chão. Com um enorme barulho.
“Está tudo bem ?” eu ouço a voz preocupada de Fenrir atras da porta.
“Er...sim... E...eu.. Ape..apenas tropecei” eu digo com a minha voz falhando.
“Está machucada? Vou entrar!” ele grita e vejo a maçaneta da porta começar a virar.
“Não!!!” eu grito mas já é tarde de mais.
Ele entra pela porta com um olhar preocupado, mas logo sendo substituída por uma expressão de luxúria.
Estou caída no chão, ainda molhada com o cabelo grudado no rosto e com apenas uma toalha que mal cobria as minhas coxas de seu olhar faminto que olhava das minhas coxas ao colo dos meus seios me fazendo ficar mais vermelha do que um pimentão.
Por que coisas assim sempre acontecem comigo?
Eu coro e tento me levantar, mas sinto uma dor na minha cabeça e resolvo ficar no chão junto com o que sobrou de minha dignidade.
Ouço passos e vejo que ele parou em minha frente.
“O que houve?” ele pergunta com a voz preocupada.
“Er.. Eu tropecei no tapete” eu murmuro tão baixinho que pensei que ele não iria ouvir.
“Eu vejo” ele fala e levanta o meu rosto com as mãos.
Seus olhos estão um cinza bem negros com luxuria e preocupação.
Então pela segunda vez em menos de uma hora, ele me pegou no colo ao estilo noiva me fazendo soltar um pequeno grito de protesto.
“O que está fazendo?” eu pergunto segurando minha toalha ainda mais forte para que ela não caia junto com o pouquinho de dignidade que me restou.
“Pensei que gostaria de sair do chão do banheiro” ele diz me levando para o quarto e me depositando cuidadosamente na cama.
“Pode me entregar a minha bolsa?” eu pergunto procurando a dita cuja.
“Pra que?” ele pergunta olhando para os meus seios cobertos pela toalha, me fazendo estalar os dedos para chamar a sua atenção.
“Meu rosto está aqui em cima” eu digo corada e furiosa.
“Eu sei, mas eu estava pensando em como eles são lindos” ele fala com um sorriso malicioso.
Eu o olho com a boca aberta e jogo uma almofada em sua cara.
“Voce não tem vergonha na cara não?” eu digo procurando algo mais pesado pra tacar em sua cabeça “Eu quero me vestir” eu digo pegando um peso de papel que estava ao lado da cama.
“Sua amiga veio aqui e pediu emprestado para poder pegar as coisas dela e arrumar no quarto. Ela falou que devolve daqui a pouco.” ele disse indo até um armário bem grande.
“Eu não posso ficar nua!” eu digo e escondo o rosto com as mãos ao notar o que eu disse e ao ouvir ele rir.
“Toma, usa isso por enquanto” sua voz está bem próxima à mim.
Abro os olhos e vejo que ele se encontra sentado na cama na minha frente, me estendendo algum tipo de blusa.
Eu olho para ele em duvida e ele revira os olhos. Pego a blusa e a visto, vendo que ela ficou bem larga em mim e que alcançou o meio das minhas coxas, cobrindo mais do que a toalha e abotôo os dois botões do decote.
Não é a melhor roupa do mundo, mas é melhor do que ficar totalmente nua.
Levanto a cabeça com um sorriso no rosto e vejo ele me olhar avaliador e contente.
“Minha blusa ficou muito bem em voce” ele diz sorrindo de lado e se aproxima mais de mim “Voce vai ficar furiosa” ele diz fitando os meus olhos.
“Por....” eu não termino pois seus lábios estão em cima do meu.
O beijo começou com um leve roçar de lábios, casto e simples, apenas um selinho, eu não queria corresponder.
Vendo que eu não iria cooperar, ele leva uma das mãos até a minha nuca e puxa o meu cabelo- apenas o suficiente para me fazer ofegar de surpresa- e enfia a língua na minha boca.
Foi a minha perdição.
Sua boca tem um gosto de menta e o que a sua língua faz com a minha deveria ser ilegal.
Ele beija, lambe, e morde suavemente meus lábios- que provavelmente estão inchados e vermelhos- me fazendo arfar de desejo e corresponder ainda mais e soltar um gemido baixo.
Nunca havia sido beijada assim.
Tudo bem que minha experiência com garotos foi pouca, apenas estive com Krum e Comarco- este último me beijou a força e beijava muito mal- e com o Victor foi meio estranho e desajeitado.
Mas agora quem me beijava era um homem de verdade, que sabia o que queria, ele me queria.
Merda! Ele está me beijando! E o pior? Eu estou correspondendo!
Começo a tentar me afastar, mas isso só faz com que ele envolva minha cintura com o braço- que não está no meu cabelo- me puxando para mais perto.
Faço a primeira coisa que me vem na cabeça.
Mordo bem forte a boca dele e sinto o gosto de sangue, fazendo ele me soltar e exclamar surpreso com a dor.
“Merda! Por que voce fez...” eu não deixo ele terminar.
Fecho minha mão em punho e dou um soco bem forte nele, fazendo ele cair da cama.
Eu aproveito e fico de pé segurando a minha mão. Porra! Acho que desloquei meu punho.
“O que eu fiz? Voce me agarra e me beija á força, e vem com essa cara de santo do pau oco?!” eu rebato furiosa.
“Quem diabos tem pau oco?” ele fala confuso e vejo que seu nariz e lábio inferior estão sangrando “Beijei a força? Se bem me lembro, voce não estava reclamando, pelo contrário, estava correspondendo com bastante entusiasmo!” ele fala sorrindo no final.
Eu coro ao lembrar de como eu correspondi ao seu beijo.
“Não mude de assunto! Voce me agarrou e eu apenas me defendi! Eu avisei o que eu faria se voce tentasse dar uma de engraçadinho na Toca!” eu falo apontando o dedo para ele.
Ele me olha e solta um resmungo de dor.
“Porra mulher! Voce tem um braço bem pesado!” ele fala e vejo ele pegar a varinha e apontar para o próprio nariz e murmurar um feitiço de cura, parando o sangramento, mas seu nariz ainda fica meio vermelho e sua boca ainda está sangrando bem pouco.
Antes que possamos continuar a briga, a porta se abre e Damon, Eva, Louis e Luna entram pela porta.
Eles param na porta sem saber o que dizer, até que Damon quebra o silencio.
“Merlin! O que houve com voce?” ele pergunta olhando para o sangue que escorreu pelo pescoço de Fenrir manchando a sua camisa, fazendo ele parecer bem ameaçador.
“Voce bateu nele Mione?” Luna pergunta com seu olhar sonhador fazendo com que as pessoas na sala olhassem para mim.
“Tivemos um desentendimento” eu disse baixinho embalando a minha mão.
Luna ri baixinho atraindo a atenção.
“Isso me lembra de quando voce socou o Malfoy no 3ª ano!” ela fala acariciando o colar de rolhas.
Eu fico um pouco envergonhada para o olhar de descrença que as pessoas estão me dando.
“Problemas com raiva?” pergunta Fenrir arqueando uma sobrancelha e me olhar novamente com luxuria, me fazendo lembrar que estou vestida apenas com uma camisa.
“Luna onde está minha bolsa?” eu pergunto para minha amiga.
“Aqui” ela diz prestes a me entregar, mas eu vou até ela.
“Podemos ir até seu quarto para eu me trocar?” eu pergunto, mas ela é interrompida por Fenrir.
“Voce pode se trocar aqui, já que este é nosso quarto.” ele fala calmamente pondo as mão no bolso da calça.
“Não vou dormir aqui com voce!” eu digo furiosa.
“Por que não?” ele pergunta “ Somos companheiros.” ele diz como se isso fosse a resposta para tudo.
“Eu não estou aqui nem há uma hora e voce já me agarrou, não quero nem saber o que voce pode fazer quando eu dormir!” eu digo apontando para ele que fica furioso e seus olhos brilham âmbar.
“Não faria nada que não fosse fazer voce gritar e gemer meu nome” ele me diz com a maior cara-de-pau.
Eu fico de boca aberta de surpresa e tenho certeza que meu rosto está mais vermelho do que os cabelos de Gina.
Mesmo cansada eu uso um pouco da minha magia sem varinha e lanço um feitiço picada no braço dele.
Me arrependo imediatamente ao notar que tudo está rodando e me apoio na parede em busca de equilíbrio e vejo Fenrir vir até mim, me segurando.
“Droga! Tudo bem voce pode ir dormir no quarto de sua amiga hoje!” ele fala me segurando “Mas depois do jantar iremos conversar, me entendeu?” ele fala levantando meu rosto.
Decidi não retrucar e concordar com a cabeça.
Vou até Luna e com Eva do meu lado para a porta, deixando Fenrir com seus dois amigos no quarto.
Estremeço ao lembrar de nosso beijo e só consigo pensar que estou plenamente ferrada, afinal ele conseguiu fazer com que eu abaixasse minhas defesas e sucumbir á ela. Graças a Merlin que eu consegui me afastar antes que fosse tarde de mais.
Se ele pensa que vou me derreter e abaixar a cabeça só por causa de um beijo- tudo bem um mega beijo- ele está muito enganado. Mostrarei para ele quem é Hermione Granger!
Notas finais
Fenrir continuará roubando beijos da mione( entre outras coisas.
Novamente desculpem-me pelo capitulo horrível :(
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