Notas iniciais
Companheira, essa é para você, obrigada pela confiança e paciência, espero que seja um ao menos um pouco do que você esperava. Beijos

-Regina. Emma repreende a esposa.

-Não venha com este tom novamente Emma. Suspira, casada e irritada. -Já expliquei milhões de vezes a você sobre minha AMIZADE com Robin. Diz desanimada.

-Para você pode ser amizade e para ele? É a mesma coisa? Indaga ainda mais irritada.

-Chega. Regina declara. -Eu vou ir tomar banho e vou me acalmar, você vai sentar aí e me esfriar a cabeça. Ordena. -Por favor, não vamos nos desgastar por este assunto novamente. Implora.

Emma nada diz, apenas senta. Regina frustrada vai ao banho, a morena era louca pela esposa, amava incondicionalmente, mas toda vez que seu amigo entrava na estória as coisas ficavam tensas. Emma não conseguia aceita amizade dos dois e a morena não aceitava tirar o amigo de sua vida, não por que ele era essencial, mas Regina passou a vida inteira fazendo exatamente o que a mãe mandava, quando declarou liberdade, jurou a si mesma que jamais alguém tomaria uma decisão na vida dela, sem que ela mesma tivesse já tomado.

Ao sair do banheiro, encontra a esposa deitada, como se ela estivesse se jogado ali mesmo aonde sentou. Regina se aproximou da cama e sentou ao seu lado, depois delicadamente foi se deitado, ficando com a cabeça no peito da loira.

-Odeio brigar com você. Emma sussurra, realmente, Swan detestava brigas, por causa de sua estória no orfanato.

-Então não brigue. Solta a morena.

-Não dê motivos. Rebate.

-Eu não do.

-Regina. Chama à loira.

Regina querendo mudar o rumo da conversa começa novamente.

-Também odeio brigar com você. Regina murmurou e virou o rosto para a loira. -Então vamos parar com elas? A morena pede.

-Sim. Um sorriso travesso se forma no rosto da loira. -Só pare de dá motivos. Diz sorrindo e leva um beliscão. — Aí. Exclama sem perde o sorriso.

-Pare você de arrumar justificativas para isso. Agora aparecia um sorriso discreto nos lábios da morena.

-Certo. Emma fala a abraçando forte, apenas para completar a frase. -Só deixar o feio de lado e me ame. Que agarra mais ainda a morena.

-Swan. Regina repreende, mesmo rindo. -Eu amo você. E agora ela quem apertava à loira.

-E eu me amo também. Brinca a loira. -Por ter feito você me amar, por que reciprocidade é tudo, meu amor. O tom suave da loira era tão amável, que Regina não ligou, da loira fazer piada antes.

O momento foi quebrado pelas pequenas batidas na porta.

-Ele enganou a babá novamente. Emma resmunga contra a cabeça da esposa.

-Sim. Regina aperta à loira e se solta. -Trapaceiro que nem a mãe né. Diz erguendo a sobrancelha para Emma.

-Eu disse que ele puxaria seu poder de blefe. E começa a rir sozinha.

-Boba. Regina em pé já completa. -Sabe que falo de você mesma, quando digo trapaceiro. E mostra a língua.

Emma apenas ri, não tinha como se defender mesmo.

-Mamãe. Chama o garotinho de cinco anos ao ver a morena.

-Meu príncipe. Diz já o pegando no colo. -O que conversamos sobre você fingir está dormindo? Pergunta enquanto o vê coçando os olhinhos.

-Não ser pego. Diz manhoso.

Regina automaticamente olha para Swan, que finge que não é com ela.

-Emma, ainda proíbo você de conversa sozinha com ele. E solta à respiração.

-Nãoooooo. O garoto parece acordar. -Mãe você vai conversa comigo sempre né. Diz tentando descer do colo da sua outra mãe.

-Óbvio. Emma o pega. -Sua mãe só está brincando, não saber brincar ele herdou de você. Zomba a loira.

-Eu sei brincar sim. Regina diz indignada.

-Regina, não fique dizendo essas coisas na frente de nosso filho. Repreende gargalhando da cara da morena.

-Você consegue ser insuportável as vezes. Regina solta.

-E mesmo assim você me ama muito. Devolve. -Garoto eu vou tomar banho e já venho, aí vemos desenhos juntos ok? Sussurra o final da frase.

-Seja lá o que estiver dizendo, pare, ele vai deitar aqui e dormi.

Emma pisca para o pequeno. Que sorri e pisca os dois olhos de volta, como se fizesse igual a ela.

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- Você só pode estar louco. Zelena diz a Robin. - Minha irmã não tem dúvidas sobre o relacionamento delas, ela apenas é teimosa e Emma um pouco insegura.

-Será? Pergunta ele coçando o queijo.

Robin não queria estragar nada, muito menos se apaixonar pela amiga, mas aconteceu. Seu intuito sempre foi manter a amizade com a morena. Mas de uns meses para cá tudo se confundiu e ele como todo apaixonado mantinha esperanças, principalmente quando Zelena dizia que Emma o odiava e mesmo assim Regina não se afastava dele. Ele não queria criar expectativas, mas era difícil não o fazer quando Mills era atenciosa, carinhosa e o mantinha em sua vida. Estava ficando cada vez mais difícil fugir deste "amor".

- Robin, não seja aquele cara destruidor de família, conforme-se que minha irmã ama a mulher e é feliz com ela. Tenta a ruiva novamente.

Ele nada responde, apenas afirma com a cabeça e paga a conta. Antes de se levantar, beijar carinhosamente a testa da ruiva e sai da cafeteria.

Como todo coração apaixonado a dúvida o martirizava, se devia mesmo fingir que não é nada ou se declarar e tentar ficar com a mulher que achava que já amava.

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-É mágica. Diz o menino, enquanto Emma e Regina riem.

-Não meu príncipe. Regina faz um afago em seus cabelos. — Mamãe Emma que te leva para seu quarto, depois que você dorme.

O garoto havia "encafifado" que ele magicamente ia para sua cama, pois toda vez que dormia com as mães, ele aparecia de manhã em seu quarto.

-Ree. Emma chamou. - O deixa. A loira gostava que seu pequeno acreditasse em coisas assim.

-Amor. Regina a chama. -Ele já é grandinho. Fala fazendo um carinho na mão da esposa. -Sei que quer o manter diferente de você que muito cedo parou de acreditar nas coisas ou pessoas, mas tem coisas que ele precisa saber como funciona. Argumenta.

Regina entendia os motivos da loira, Emma desde cedo precisou viver a realidade de uma vida dura e sem sonhos, adorava saber o quanto ela queria preservar a inocência de Henry, mas às vezes achava exagero dela o manter tão "protegido".

-Eu sou grande? Pergunta o garoto e ganha um aceno de Regina. -Então já posso saber de onde vêm os bebês? Diz com grande expectativa.

Um silêncio se instala. E logo uma respiração forte e uma exclamação saem da boca da loira.

-Aí meu Deus. Solta Emma.

-Calma Emma. Regina quase gargalha da reação da esposa. -Você é grande, mas não o suficiente para saber essa resposta. Sorri.

-Certo. O menino diz pensativo. -Então ainda posso ver desenhos?

-Claro. Regina sorri. -Sua mãe ainda os vê. E cutuca a loira.

-Sim, vamos sempre ver juntos, mesmo quando eu estiver velhinha. Sorri para ele.

-Eeeeehhhhhh. O menino grita.

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Logo o café termina e eles estão se movimentando, Emma leva os dois amores de sua vida, cada um para seu lugar. Henry para a escolinha e Regina para o trabalho.

-Que merda. Emma solta e bufa. -Por que ele está aqui fora lhe esperando? Pergunta já ficando irritada.

-Emma você prometeu. Regina pede. - Deve ter esquecido a chave, acabou de chegar, ou por “N" motivos. Fala a morena.

-Que sejam "y" motivos. Emma fala. -Nenhum que envolva você, já esta bom. Fala desanimada.

-Eu amo você. Regina solta. -Então não precisa se preocupar. Beija seus lábios.

Emma apenas aprofunda o beijo. Regina balança a cabeça negativamente sorrindo e desce do carro e logo vê Emma fazendo o mesmo.

-O que está fazendo?

-Te deixando na porta do seu trabalho. Entrelaça as mãos.

-Emma Mills Swan nem ouse.... Emma não a deixa terminar e a puxa pela cintura e a beija de um jeito totalmente obsceno.

Regina até pensou em empurrar ela. Mas como amava os lábios da esposa e sabia que se fizesse isso, Emma ficaria possessa ela apenas se entrega.

Assim que terminou o beijo, a morena lhe repreendeu com o olhar e começou a caminhar, não antes de sentir um tapa em sua bunda.

-Te vejo mais tarde gostosa. Emma grita e vai para o carro.

-Desculpe por isso. Regina pede ao chegar perto de Robin. -Ela é meio impulsiva. Fala sorrindo envergonhada

-Relaxa. Ele lhe sorri. -Sei que ela não gosta de mim. Diz dando de ombros.

-Que nada. Ela fala. - Ela só precisa te conhecer melhor. Tenta amenizar o clima.

-Tudo bem, já ouvi ela me chamando de feio e idiota. Confessa ele.

-Desculpe por isso também. Morena é sincera em suas desculpas.

-Certo. Ele diz. -E você? Acha-me feio também? Tenta-o pela primeira vez.

Regina sorri e nega com a cabeça. -Não leve a sério o que ela diz. Mills na verdade não responde apenas se esquiva, não ia dizer que o achava feio, seria mentira, mas ele não a atraía de forma alguma. Ele era normal aos seus olhos.

-Bom saber isso. Ele murmura e coloca uma mão nas costas dela, como se guiasse para dentro do escritório deles.

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-Que droga. Reclama à morena tentando se cobrir da chuva. -Cadê você Emma? Questiona alto ao que parecia a esposa havia a esquecido.

-Tudo bem? Questiona Robin.

-Emma esta vinte minutos atrasada, estou sem bateria e preciso ir embora. Fala de forma frustrada.

-Venha eu te deixo lá. Ofereceu

Regina hesitou por alguns segundos, depois suspirou e o seguiu, precisava chegar em casa e descobrir onde Emma Mills Swan havia se metido.

O caminho foi tranquilo, Regina percebeu que Robin a olhava de um jeito diferente e muitas vezes dizia algo em duplo sentido, mas nada que fizesse com que as suspeitas de Emma fossem confirmadas.

Assim que parou em frente a sua casa, Regina tentou descer, mas Robin segurou seu ombro e a fez virar, deu um beijo estalado em sua bochecha e entregou uma blusa sua para que ela protegesse da chuva.

-Toda mulher odeia molhar o cabelo na chuva. Justificou se.

-Obrigada! Agradeceu e desceu.

Andou apressadamente até a porta de casa. Assim que entrou foi correndo colocar o celular para carregar e ir atrás do telefone para ligar, mas antes de discar a porta se abriu e Emma apareceu encharcada dentro de casa.

-Carro. A morena soltou assim que viu o estado da loira e os joelhos sujos.

-Exato. Emma responde dá um selinho na esposa e passa pela sala. – A velha pegou o Henry, afinal fiquei sem carro.

Regina suspira aliviada, Emma não perguntou nada, isso indicava que não haveria mais nenhuma briga.

Pensamento é falho. Logo a loira para e se vira.

-De quem é isso? Pergunta mostrando a blusa de Robin. - Vi com alguém só não lembro.

-Namorado de Aurora. Responde rápido e logo se arrepende ao dizer isso, Emma odiava mentira.

Emma franze a testa. -Certo. Dá de ombros e sobe, fazendo Regina soltar o ar, mas a loira para e a olha. -Perfume fedido. Reclama e joga para baixo a blusa que segurava.

Regina balança a cabeça negativamente e pensa se era apenas implicância ou sexto sentido mesmo.

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Emma acorda com Regina eufórica no celular.

- Mãe não brinca. A morena fala. - Jura? Pergunta ainda sem acreditar. -Está bem, está bem. Fala rápido. -Vou falar com Emma e já ligo. Regina estava super animada. -Não a chame assim, eu lhe pedi já. Revira os olhos. — Beijos. Termina e se joga na cama.

Logo sente Emma a apertando.

-O que houve? Questiona, aspirando o perfume da esposa.

-Três notícias. Regina comenta animada.

-Hum. Emma murmura.

-Conseguimos o escritório em Paris, eu vou ir lá inaugurar, consegui passagem para nos três e minha mãe que vai me acompanhar para fechar os negócios.. Morena já fala as três.

- Paris. Emma senta. -Nossa tão sonhada lua de mel? Pergunta incrédula.

-Amor é meio que trabalho, mas podemos dar umas escapadas, afinal são oito meses. Sorri maliciosa. -Oito longos meses, não se preocupe, já vou matricular Henry na escolinha e minha mãe viu também uns contatos para você na sua área.

-Por isso amo minha sogra, chata, horrível, reclamona, mas a amo. Emma comemora.

-Deixa de ser boba e vem aqui. Regina chama com o dedo.

Swan nega. -Não Senhora Swan Mills, vou deixar para nossa lua de mel. Pisca vendo a cara de indignada de Regina.

-Não. Mills reclama. - São quinze dias até a viagem Emma. Cruza os braços e faz bico.

-Você fez eu ficar um mês, pelo mesmo motivo, vamos lá. Emma beijou o bico da esposa. — Vai ser incrível como na noite de núpcias. Suspira nostálgica.

Regina se joga para trás. -Ok. Solta e bufa ouvido as risadas de Emma.

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-Cora Mills você não pode fazer isso. Reclama Regina. -Emma vai me matar. Mills estava extremamente irritada.

Cora tinha acabado de dizer que a viagem que seria daqui três dias, havia sido alterada e que Robin iria com ela e não havia possibilidade de alterar isso.

Antes que pudesse ouvir alguma resposta ela desliga o celular. E o joga na bancada.

-Mamãe ta braba. Diz o menino no pescoço da loira.

-Amor. Emma chama.

-Tenho uma notícia. Fale apreensiva.

Emma a olha e desce o garoto do pescoço.

-Querido vai pegar aquele livro pra mamãe Re vê. Pede a loira, na mesma hora Henry some. -O que aconteceu? Questionou preocupada.

Regina respira fundo. -Minha mãe. Suspira. -Alterou a viagem e não vai mais conseguir sua passagem e só a escola de Henry.

-Sério? Emma diz chateada. -Mas tudo bem, eu já tenho um dinheiro guardado e... Regina a interrompe.

-Robin quem vai comigo. Preferiu dizer logo de uma vez.

Emma fecha os olhos. Trinca os dentes e começa a se afastar.

-Aqui mamãe. Grita o garoto.

-Amor. Tenta Regina, mas Emma ergue os braços. -Emma não faz assim. Volta a tentar.

Emma vira as costas e sai.

-Fiz algo errado? Questiona o garoto.

-Não meu bem. Regina o pega. -Só preciso conversa com sua mãe. Fala e o beija. -Suba e troque essa roupa o que acha? Fala o levando até as escadas. -Se precisar é só chamar. Oferece-a.

-Ta. O menino começa a subir correndo.

-Henry. Regina o repreende.

-Desculpe. Pede rindo e sobe andando.

Regina vai à procura de Emma a achando no escritório.

-Eu entendo... Regina começou, mas a loira não permitiu terminar.

-Você não entende. Emma começa. -Não sou eu quem vai para outro país, com alguém que está interessado em mim, no mesmo lugar que era para ser nossa segunda lua de mel. Emma se vira. -Não sou eu quem vai passar alguns meses fora com um cara qualquer, não sou eu... Regina a para.

-Emma é trabalho, os meses voam e outra, você pode ir e Henry também. Disse a morena.

-Como? Pegunta ela. – Eu odeio ele e se não tenho passagem e as indicações de emprego? Como vou nos manter? Emma explode.

-Vemos um jeito. Mills a segura pelos ombros.

-Eu não quero.. Emma tinha lagrimas nos olhos.

-Amor é trabalho. Insiste a morena.

-Você e ele, Paris. Emma solta um soluço.

-Emma não pense besteiras. Resmunga a morena. -Eu amo você acima de tudo, por que não acredita? Questiona a morena.

-Por que acho que ele é bom. Sussurra a loira. -Acho realmente que ele seria uma boa escolha. Seu tom ainda estava baixo.

-Eu não tenho escolhas ou opções. Responde baixo, fazendo a esposa a encarar. -Já sou sua, antes de saber que poderia ser de alguém. E sela os labios.

Nada mais é falado. Passa o jantar, a hora de colocar Henry para dormi, a hora de tudo.

Emma só pensava o quanto seria difícil esses oitos meses, Regina longe e ainda com aquele babaca, era tudo que precisava e nem podia ser egoísta e não deixar a esposa ir, afinal era um sonho da morena, ter uma filial em Paris, apenas por que era a orgiem de seu pai. Emma não teve pais, mas se os tivesse agiria da mesma forma, seguindo seu sonho.

Regina só rezava para que a realização do seu maior sonho, não fosse a destruição de sua melhor realidade.

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-Vejo você mais tarde. Emma anuncia ao parar o carro. -Henry vai dormi na sua adorada mãe. Sorri sapeca. -Temos a casa só para nós. Avisa.

-Que esse dia voe para hora certa. Regina comenta e sela os labios.

Descendo em seguida.

Robin estava dentro do escritório. Andava inquieto, agora que ele viajaria com Regina, tinha resolvido arriscar, o destino só poderia esta ao seu favor, afinal ele tinha conseguido oito meses dele com Regina. Seus pensamentos são quebrados pela morena entrando na sala.

-Oi. Regina cumprimenta. -Preparado? Pergunta, afinal faltava dois dias.

-Pode ter certeza. Disse animado. -E você? Sua voz soava ansiosa.

-Também. Respondeu sem convicção e bebeu um gole de café que havia acabado de se servi.

E antes que levasse a xícara a boca novamente, ela escapa de sua mão e a suja toda.

Robin corre para ajudar a limpar. Suas mãos se encontram, seus olhos se buscam, suas gargantas secam. Robin pela proximidade e desejo de terminar aquela distância, Regina por ficar incomodada e alarmada.

Antes que ela possa ter alguma reação. Seus lábios são pressionados e sua cintura puxada, não se dá segundos, entre sua reação e o barulho na porta.

-Es... Emma para e arregala os olhos. -Que merda é essa. Grita sem controle.

-Não é... Antes que termine Emma a corta

Emma olha atentamente para a cena a sua frente, logo suas lembranças são invadidas, aquela blusa, aquele perfume, como não percebeu? Como Não viu.-Essa blusa horrorosa é a mesma da outra vez. Olha para Robin, querendo captar tudo a sua volta. -Ele esteve em casa e vocês estão se beijando agora. Emma passa a mãos pelos cabelos. -Droga eu fui tão estúpida. Briga consigo mesma.

Balança a cabeça e sai.

-Emma. Mills tenta ir atrás, mas Robin a impede.

-Agora só vai piorar ir atrás dela. Sugere ele.

Regina lhe desfere um tapa. -Nunca mais na sua vida, chegue perto de mim novamente. Ameaça a morena

-Regina. Tenta ele novamente.

Ela levanta as mãos em sinal de pare e completa. -Nunca mais.

Sai correndo tentando visualizar Emma.

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Emma passou o resto do dia fora. Como trabalhava por conta própria, não precisava se reportar a ninguém e antes que percebesse estava parada em frente a seu antigo apartamento.

Ela não possuía mais a chave, mas sabia muito bem como entrar sem ser notada.

-Que maravilha. Fala consigo. -Invasão, logo você, uma detetive particular. Resmunga.

Quando consegue passar pelo porteiro com a informação que ela queria, sobre o apartamento se encontrar vazio e descobre que a fechadura é a mesma porcaria sorri triste.

Entra, fecha a porta e finalmente deixa as lágrimas invadirem seu rosto, quando sente que não pode suportar cai de joelhos, se amaldiçoando por ter acreditado em alguém.

Se encolhe e fica na mesma posição por um tempo, logo se vê obrigada a se levantar e meio arrastada para na frente da cama, não sabia se era sua, mas bastava, se joga e logo volta a se encolher, abraçando suas pernas e ficando em posição fetal, deixando novos soluços escaparem por seus lábios.

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Regina já havia procurado Emma por todo lugar, mas não a achava, estava ficando desesperada. Tentava ligar no celular e era só caixa postal. Quando percebeu o horário e ciente que não encontraria a loira, mesmo que quisesse, a morena foi para casa.

Chegou com os olhos vermelhos, não havia mais lágrimas. Sentia perdida, injustiçada e burra, por não ter ouvido a esposa, agora estava ela ali, sem o amor da sua vida, sem saber o que fazer, rezando para que Emma volte ou a procure.

Regina passou a noite em claro, com o celular e telefone em mãos, esperando que a loira desse notícias, já estava ligando para a polícia, quando ouve batidas na porta.

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Emma acordou com o rosto inchado e saiu do apartamento. Olhou para o celular desligado e o jogou dentro do bolso, andou até o prédio que ficava o escritório de Regina e viu que o carro dela não estava lá, suspirou. Agora não poderia voltar para a casa, se é que podia chamar de lar. Foi até seu fusca e entrou, tentou da uma partida, mas não deu certo, tentou outra vez e obteve o mesmo resultado. Com raiva da esposa, de Robin, da vida e de si mesmo socou o volante, quebrando no mesmo instante a mão, devido a força, vendo que o destino estava brincando com ela, desceu do carro, andou alguns passos e chamou um táxi que passava, entrou e pediu para seguir ao hospital.

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Regina não dormiu a noite toda, logo estava na cozinha tomando café e com o celular ainda em mãos. Tentou pela milésima vez e nada. Resolveu que precisava fazer algo, pegou a chaves e saiu de casa, precisava achar sua esposa, a mulher de sua vida, mãe de seu filho.

O dia voou. Regina não a achou novamente e não sabia mais o que fazer. A viagem era no dia seguinte, já era noite, seu filho não parava de pergunta sobre a mãe e ela estava sem respostas.

-Mamãe. Chamou o garoto novamente. -Mamãe está brava conosco. Tentou por fim.

-Não meu amor, claro que não. Disse ela. -Apenas trabalhando muito. Responde a mesma coisa, de forma diferente.

-Então ela ter ido me ver e falar que me buscava amanhã na vovó é normal? Pergunta.

-Ela foi? Regina arregala os olhos. -O que ela disse? O que falou? O que... Questionou, mas Henry a interrompe.

-Mãe muitas perguntas. Diz o menino. -Ela só me deu um beijo e disse que me buscava amanhã. Responde. -Ela não te disse? Vocês brigaram? Pergunta na pontas do pé em cima da cadeira.

-Não, eu só me esqueci. Diz sem graça. Pega o no colo. -Vem vou te colocar para dormi, amanhã será um dia longo. Diz passando o dedo no nariz do filho.

Regina depois deixar seu príncipe dormindo vai para seu quarto, seus olhos vermelhos e um único pensamento.

-Onde você se meteu Emma? Pergunta a si mesmo.

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Emma deitada novamente em seu antigo quarto, talvez em sua antiga cama. Pensava apenas em como estava doendo, como era difícil acreditar que tudo tinha que tinha lutado para conseguir, tinha acabado. Se podia perdoar Regina? Talvez, se ia? Com certeza, se estava preparada para isso? Não, absolutamente não.

Fechou os olhos e suspirou. Regina era sua grande realização e no momento sua maior decepção.

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O dia amanheceu e logo Regina estava em pé, precisava ir ao aeroporto de tarde, precisava arrumar as coisas de Henry e não havia sinal de Emma.

Sua cabeça doia. Seu estado de ânimo era horrível, seu coração estava apertado e sentia-se totalmente perdida.

Começou a fazer tudo e quando deu por si, já era hora dela ir, hora de deixar seu filho em sua mãe e partir.

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Emma acordou confusa, havia bebido a noite toda, como não fazia a muito tempo.

Olhou o relógio e viu que estava quebrado, devia ter sido na hora que caiu no bairro banheiro. Pegou o celular e ligou.

Recebeu vários correios de voz e mensagens de textos. Abriu a última.

"Hoje espero que não seja o último capítulo de nossa estória, pois planejei várias sequências para nossa vida."

Emma suspirou, jogou o celular na cama e se levantou. Ia deixar a mulher da sua vida assim? Ir embora, para outro país? Com outro cara? Claro que não.

Ia mostrar para aquele feio ridículo, a quem pertencia Regina Swan Mills.

E fez uma coisa que era boa, correu. Resolveu que dirigir não ia ajudar em nada, então chamou um táxi, que demorou uma eternidade.

“É Essa noite eu vou tentar me transformar em vento Para impedir que esse avião saia daqui Levando a minha vida”

Quando ele chegou mandou para sua casa. Desceu desesperada, arrancando as chaves do bolso. Entrou gritando.

-Reginaaaaa. E foi para os quartos. -Reginaaaa. Tentou novamente e estava na cozinha agora.

Viu um papel na geladeira. "Espero que você veja este recado, Henry está em minha mãe, o vôo é as três da tarde, beijos e saudades".

“É Eu sei que para você oito meses é pouco tempo”

Emma xingou-se mentalmente e começou a correr novamente. Principalmente quando viu que era uma da tarde ainda.

Seguiu até a casa da sogra. Desceu e bateu desesperadamente na porta.

-Que droga. Cora abriu a porta reclamando. - Vai quebrar minha porta.

-Cadê a minha esposa? Questiona apressada.

-Qual? Aquela que você deixou por dois dias? Pergunta irônica.

-Qualé Cora. Soa como súplica.

-Aeroporto. Diz como se fosse óbvio. -Voo adiantou para as duas. Diz simplesmente e entra.

“Não imagina a proporção desse meu sentimento

Não faz ideia do quanto é importante pro meu dia a dia”

Emma corre pela quarta vez no dia.

-Aeroporto o mais rápido. Entra.

“É Eu vivo em meio à multidões, mas me sinto tão só”

Motorista arranca. Emma olha desesperada para o celular vendo que já era uma e vinte da tarde.

-Droga. Grita Emma vendo o trânsito.

-Moça acalmasse. O motorista pede vendo a loira remexer lá trás.

-Eu estou a ponto de perde o amor da minha vida, não peça calma. Gesticula falando alto.

-Certo. O motorista da ré e pega a ciclovia. -Amor é importante. Sorri para a loira.

Swan apenas acena com a cabeça.

“E se você partir agora eu vou ficar pior

Todos os meus sorrisos vão desaparecer

Não pode acontecer”

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-Que demora. Diz a morena beijando o rosto.

-Porcaria do trânsito. Reclama a pessoa.

-Vai logo ver sua passagem, já estou com uma. Reclama a morena.

-Tá, tá. Reclama e segue para o guichê.

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“Eu tô chorando

No estacionamento do aeroporto

Eu tô chorando

Porque talvez hoje seja o nosso último encontro”

Emma chega e corre, vendo que faltava apenas dez minutos para o vôo sair.

Chega ao guichê. -Vôo para Paris? pergunta a moça.

“Eu tô chorando

Se eu fosse melhor você não ia”

-Acabou de sair. Responde e quando vê Emma com os olhos arregalados completa. -Todos do vôo já haviam chegado, então o piloto resolveu adiantar alguns minutos a Sra....

“Se eu tivesse mais coragem

Eu te abraçava e te impedia”

Emma não houve o resto, lá se foi sua felicidade, lá se foi tudo que havia lutado, não estava acreditando que depois de tanta luta deixou que seu mundo escapasse por seus dedos.

Afastasse devagar do guichê, logo está alcançando a portas automáticas, quando seu celular toca. Pensa em deixar cair na caixa postal, mas poderia ser sua adorada sogra para falar sobre Henry.

Tirou o celular do bolso e atendeu sem nem ver.

-Pronto. Diz desanimada.

-Olá? Sou seu. Responde a voz.

-Regina? Emma diz surpreendida. –Esta usando o celular dentro do avião?

-Avião? Pergunta sem entender. -Emma estou saindo do aeroporto para ir para casa. Responde ainda confusa com o que a loira fala.

-Aonde? Esquece qualquer coisa.

-Estacionamento para ser mais precisar, lado sul, por quê? Regina não ouve a resposta que queria, apenas um "não saia daí".

Emma corre, a última corrida que ela espera fazer, a última vez que precisa de todo ar do seu pulmão. Corre como se não houvesse mais tempo e realmente não havia, ela não tinha ido, não importa se adiou por um dia, dois ou mais, só importava que estava ali naquele momento e Emma a alcançaria e nunca mais largaria.

Assim que começa a ver o estacionamento é como se tivesse uma nova energia, para a corrida e acelera, em alguns minutos está nos braços de Regina.

-Você está aqui. Diz a apertando. -Você não foi. Seus olhos já estavam cheios de lágrimas.

-Nunca. Regina responde chorando já. -Eu nunca lhe deixaria, mesmo que fosse a sua vontade. Declara.

Os rostos se afastam e um beijo é iniciado, daqueles que demarcam o começo de uma nova estória.

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Cora estava com um sorriso gigante em seus lábios.

-Sabe querido. Começa seu monólogo para ao porta retrato em suas mãos. -Você tinha razão, não faça esse sorriso presunçoso para mim. Repreende a Sra Mills, imaginando como o marido ficaria feliz com sua mudança de opinião. – Ela é feliz com aquelazinha. Diz e um sorriso triste brota. – Você sabe, eu quero o melhor, demorou eu sei, mas já posso dizer que perdoou Emma Swan por roubar minha menina e a torna uma mulher incrível, trégua é o que vamos ter. diz deixando um beijo no quadro e indo para a sala.

-Querido. Chama o neto. – Qual comida preferida de sua mãe Emma? Questiona

-Batata e hambúrgueres. Responde animado, adorava aquilo.

-Essa é a sua mocinho. Diz rindo.

-Juro que é a dela também vovó. Diz beijando os dedos em cruz.

-Eu acredito, não poderia ser diferente vindo dela. E vai para a cozinha pegado o telefone para discar para algum lugar que entregasse aquele tipo de comida.

Enquanto esperava o telefone ser atendido murmura para si. –Há essa hora ela deve estar com Regina. Sorri se podia contar a verdade? Claro, mas qual a graça nisso. Pensou e logo estava a fazer seu pedido.

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-Espera. Emma interrompe o beijo. – Você? Avião? Sua mãe? Emma bufa. – Odeio sua mãe. Declara por fim.

-Por quê? Pergunta a morena.

-Você não foi naquele avião. Aponta para cima. – Ela poderia ter me dito isso e evitado toda a correria e a dor que senti em meu corpo e principalmente eu meu coração. Fala fazendo bico.

-Vocês precisam parar com essa implicância entre vocês. A morena disse. – Ela quem me fez não ir hoje, não que eu fosse conseguir ir realmente. Confessou. – Ela convenceu Zelena a ir na frente, para deixar tudo pronto com o pessoal de lá. Disse fazendo carinho no rosto da loira. – Na verdade Robin foi com ela, mamãe deixou os dois cuidarem do começo e depois eu vou, mas mamãe cedeu o lugar dela para você, acho que ela já te perdoou. Diz selando os lábios.

-Serio? Questiona. – Eu já disse que amo ela? Fala apertando a morena do jeito que dava.

-Sim. Regina sorri.

-Finalmente, ela não precisa ser tão rancorosa assim. Indaga a loira.

-E você não precisava ter a xingado de velha coroca. Regina nega gargalhando.

-Eu tentei arrumar. Diz fazendo beicinho.

-Para velha gostosa? Emma é claro que não ia colar isso. A morena gargalha mais ainda.

-Eu tentei pelo menos, isso ninguém pode negar. Emma sorri e a beija.

Fim.

Notas finais
Até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!