Como você me fez enxergar
3 capítulo 2. É O QUE?!
— O que? Mas por que?
— Hã... Porque eu te achei bonita? — Respondeu.
— Eu? Bonita?
— Sim. Caramba você não tem espelho em casa não?
— Eu... hã. Isso foi um insulto? — Perguntei
— Ooh, Meu Deus! Estou te elogiando!
— Falando com esse tom rude? — Tomei coragem para perguntar.
— Não estou sendo rude! — Rebateu.
— Ta, já vou indo. — Encerrei enquanto dava meia volta e seguia meu caminho para casa.
— Não! Espera! Me de seu número! — Berrou, enquanto eu já estava do outro lado da rua.
Saí andando sem lhe responder. Homem louco!
Fui andando direto para casa, mas obviamente, estamos falando da dona Clara, que não consegue chegar em lugar nenhum sem cair. Tropecei na na raiz de uma árvore e fui ao chão, em um movimento muito parecido com o de uma jaca madura. Parabéns! Agora invés de levar o dinheiro de meu trabalho, vou levar um joelho ralado. Droga.
Levantei e fui andando meio manca para o prédio. Chegando lá, subi sofridamente os 4 lances de escadas para finalmente chegar ao meu apartamento.
— Anna! Cheguei! — Gritei por minha irmã.
— Tô no quarto! — Me respondeu.
Andei até o quarto e a encontrei mexendo no celular.
— Deixa eu adivinhar... Caiu de algum lugar e perdeu o emprego? De novo?
— Como você adivinhou? — Perguntei com sarcasmo.
— Aaahhh!!! Sabe como é, né? Só o de sempre. — Me respondeu. Mostrei a língua para ela e falei:
—Bobona — respondi.
— O sujo falando do mal lavado — retrucou
— Aé sua garota maluca. Vem aqui para você ver... — Falei e me taquei em cima dela.
—Ai sua gorda, sai de cima de mim! Ta me matandooo! — E com com isso gargalhamos até não poder mais.
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— Anna, princesinha... Ta na hora da escola.
— Já?
—Sim, vamos logo, eu tenho que sair para procurar emprego, bora bora bora.
— já vou... — Resmungou.
Assim que conseguir tirar a Anna da cama, saímos. Caminhei com ela até sua escola a deixei la e fui em busca de um emprego. Como eu sei que sou muito suscetível a ficar desempregada, sempre deixo umas 50 folhas de currículo prontas quando eu entro em um emprego novo, para quando eu for demitida, já correr atrás de outro no dia seguinte. eu sou muito desastrada. Não sei. Parece que eles sempre preferem alguém mais confiante e bonito, ou seja, nunca me escolhem.
Fui andando e deixei meu currículo onde eu consegui. Estava quase virando a esquina quando vi um mini café dentro de uma grande empresa muito conhecida. Empresas Adel. Não tenho nada a perder mesmo, não é?
— Boa tarde. Tem algum lugar onde eu possa deixar meu currículo? — Me dirigi a atendente.
—Desculpe querida, mas não estamos recebendo currículos no momento.
—Hmmm... Ok — Falei. Não estou em posição de questionar. Fui saindo de la meio cabisbaixa, mas, Clara novamente ataca.
—Ai me desculpe!!
—Desculpa! — falei ao mesmo tempo que a pessoa que eu trombei. Como sempre. Até estava com um pouco de medo de levantar a cabeça e ver com quem eu fui a desastrada master. Acabou que criei uma coragem que não sei de onde que saiu, e olhei. SÓ PODE TÁ DE BRINCADEIRA.
— Ahh! É você! Sabia que iria encontrar com você de novo. — Falou o cara que eu derramei café ontem. ÓÓÓÓ Senhor. Ou você me ama, ou me odeia.
— Ah, Hey. — Respondi. Droga Clara! Tem um cara super lindo na sua frente e o que você diz? Claaaro. HEY! Caraca alguém me mate!
— Então, o que está fazendo aqui?
— Eu? — Perguntei. Retardada como sempre. Ele olhou para os lado como se procurasse mais alguém entre nós. Hahaha. Engraçado.
—É... Não to vendo mais ninguém aqui. — Falou. Mas não de um jeito com desprezo, um jeito, talvez até meio brincalhão.
— Eu tava tentando entregar alguns currículos, já que eu, bem, você sabe. P-perdi meu emprego ontem — Ahhh pronto, agora dei para gaguejar também.
— Entendi. Já entregou aqui na cafeteria.
— Sim. Bom, na verdade não. Eles falaram que não estavam aceitando currículos.
—Falaram?
— Sim. — Respondi.
— Que estranho. Eles reclamaram comigo ontem que tava faltando atendente. — Falou enquanto se dirigia até o balcão. — Cláudia, faz o favor. Vocês não reclamaram comigo ontem que estava faltando atendente? — Perguntou falando com tal Cláudia.
Quem era aquele homem para falar como se fosse o chefe dela?
— Desculpe senhor... Mas é porque... Eu não achei que ela fosse alguém que seria útil aqui. — Falou. Aquela resposta estava beirando muito o medo e o atrevimento.
— A é? E por acaso você pegou o currículo dela para saber se ela tem os pré requisitos? para saber se ela é útil?
— Me desculpe senhor, mas eu...
— É dessa forma que você trabalha? Julgando as pessoas pelas aparências e não pelo que elas sabem realmente fazer?
— Me desculpe senhor. Eu cometi um erro. — Falou. Alguém me explica quem é ele para ela estar com tanto medo.
— Com certeza. Você cometeu um erro muito grande. Mas, vou te dar mais uma chance. — Falou. — Hã... — Se virou para mi como se quisesse saber alguma coisa. — Qual o seu nome mesmo?
— O meu? — perguntei debilmente. Ele pareceu dar uma risadinha.
— Sim, o seu.
— M-meu nome é Clara.
— É um prazer te rever, Clara. Inclusive, você está contratada. — Me falou. É O QUE?!
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PEDRO
— É um prazer te rever Clara. Inclusive, você está contratada. — Falei para ela. A sua cara de espanto foi a coisinha mais fofa do mundo.
— Sério? — me perguntou.
— Sério. você começa amanhã, mas agora que tal tomarmos um café jun.... — fui interrompido pela droga do meu celular que tocou. Praga. Olhei para a tela e vi que era a Lorena. Mas que saco. — Me desculpe — Falei para a Clara. — Eu realmente tenho que atender. A gente se vê depois. Tchau.
Fui andando, e quando estava quase na porta, me virei para acenar de novo, e vi que ela estava com uma cara de quem queria fazer uma pergunta. Voltei lá. o que é um peido para quem está cagado, não é? Já estou atrasado para a reunião mesmo.
— A propósito, meu nome é Pedro. — Falei e lhe dei um singelo beijo no canto da boca. Depois saí correndo. Eu realmente não podia me atrasar mais.
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