Como você me encontrou?

12 Sempre quis fazer uma coisa.


Notas iniciais
Oi meta batida, mais ou menos eu contei com as lindas recomendações, principalmente a ultima que eu li trocentas vezes de tão fofa muito obrigada HipnosDivando... Bem aproveitem e estreia personagem novo hoje. Bjs até.

Acordei com Banguela choramingado, Jack ainda dormia agarrado a minha cintura, tentei tirar seu braço, mas só serviu para ele passar o outro e apertar. “Agora pronto.” Ele é tão fofinho assim. “Eu sei.” Passei a mão por seus cabelos.

Mesmo que quisesse continuar ali era hora de acordar. Olhei por cima do ombro o relógio acima da porta já eram 9h, com certeza era hora de levantar, mas Jack me apertava um pouco. Resolvi chama-lo talvez desse certo.

–Jack acorda. – disse.

–Não... – balbuciou ele ao se remexer.

–Vamos Banguela está com fome. – disse tentando inutilmente tirar os braços que se apertaram mais.

–Só mais 5 anos... – resmungou.

–Jack! – rosnei quando ele apertou demais. Ele soltou e sentou-se.

–O que foi? – perguntou ao se espreguiçar só depois se lembrou dos ombros doloridos.

–Certo alguém estava quase me esmagando. – disse ele riu deu um beijinho em minha bochecha.

–Eu também te amo. – disse logo depois de se levantar. –Para o banheiro general.

Esse palhaço eu mereço. “Ainda bem que você merece, ou preferia a Astrid?” Eu prefiro morrer a ficar com ela aquele vadia, quero matar ela, mas eu sou de Odin então não farei isso por hora, mas deixe-a ao menos tocar nele.

Revirei os olhos, não ia precisar dar comida a Banguela por que ela já atacava o restante dos Nachos que estavam na mesinha de centro. Subimos as escadas ele já conseguia fazer isso sozinho, mas preferia se garrar a mim.

O deixei no banheiro enquanto colocava comida para Banguela só que bem pouca. Ele saiu ajustando a calça eu entrei e fiz o que precisava fazer. Quando sai ele mexia no IPad eu ainda estava com sono, mas tinha que fazer o café. Sentei-me do seu lado.

–O que vai querer para o café? – perguntei.

–Sorvete. – disse sem desviar os olhos da tela.

Sorvete no café ele era louco, mas ele não iria gripar, estava meio intrigado com o que ele via no IPad, geralmente eu só usava ele para poder ir para sala e ficar no computador ao mesmo tempo, mas ele talvez preferisse olhar por ali.

Inclinei-me para ver a tela, continha o blog do nosso colégio, blog do colégio é um lugar que você só entra para ver se as férias acabaram. Estava em um post sobre a excursão da sexta que vem, iriamos patinar e jogar Hóquei Jack me convencerá a ir semanas antes.

–Não se toma sorvete no café da manha. – o repreendi.

–E o que importa? Eu nem gosto de café. –disse colocando o Ipad na cama e me puxando para levantar e me empurrando para a porta. – Eu quero sorvete!

–Tá bem sorvete. – disse indo para as escadas.

–Ah Hic tem uma coisa que eu ainda não te contei. – me virei e ele me abraçou apertado. – Suba nos meus pés.

–Pra que?

–Só suba! – disse, subi. – E feche os olhos.

–Isso é mais umas de suas palhaçadas? – disse abrindo os olhos. – Me solta. — Percebi que meus pés não tocavam ao chão e agarrei o pescoço dele.

–Não se preocupe eu estou aqui. – olhei para baixo.

–Você... Você pode voar? – gaguejei.

–Sim não é demais? E eu sempre quis fazer uma coisa. – disse.

–O que? – perguntei alternando o olhar entre ele e o chão.

Eu estava meio atordoado demais para prestar atenção no que ele iria fazer ou queria afinal estávamos a 3 metros do chão. Sim o teto da casa era muito alto. Eu estava meio assustado, mas não deixava de ser incrível.

Ele soltou uma das mãos o que quase me fez entrar em pânico, me apertou contra si e puxou meu queixo e selou os lábios. Eu estava meio que apavorado demais para dizer algo. “Sabe se você está com medo eu fico também então pare!” Não é como se eu quisesse.

–Sempre quis fazer isso. – disse satisfeito.

–Legal, mas agora podemos voltar para o chão? – disse ele assentiu sorrindo.

Cambaleei ao tocar o chão, era incrível ele poder voar, mas ainda era assustador. Eu devia estar sorrindo que nem um idiota, ele desceu as escadas. Mas sem toca-las, flutuava deitado ao meu lado. Ele estava e um conflito.

Que sabor de sorvete eu escolho? Lembrava-me de um desenho que havia um garoto chamado Marshall lee? Não me lembro, mas ele voava assim. “Agente podia tentar o homem aranha também.” O beijo de cabeça para baixo? “Isso!” Péssima ideia.

O dia passou devagar, eu lia um livro qualquer da estante e ele também. No almoço comemos salada de frutas sim ele recusou um sanduíche. Vimos um filme sem graça e ele acabou dormindo sem ter o que fazer acabei dormindo também.

~*~

Fomos acordados por Nancy que jogava almofadas. Quando finalmente abri os olhos e consegui focaliza-la, percebi que ela tirava fotos. Nancy é um amor de pessoa a não ser que ela queira te irritar.

–Nancy! – tentei pegar o aparelho, sem sucesso.

–Ah essas vão para o meu instagram, eles estavam tão fofos... – disse olhando o celular.

–Quer ver?

–Quero que apague. – rosnei.

–Nunca! – disse e saiu saltitando até a cozinha. Havia um cara ao lado da poltrona.

Era alto com os cabelos num tom caramelo brilhoso que caiam sobre os olhos no estilo emo. Sorria, seus olhos eram meigos. “Que?” Sei lá é o que me pareceu, num tom caramelo puxado para o marrom. Era bonito.

–Err... Nancy? – ela lavava as mãos e olho por cima do ombro.

–Ah! Me esqueci. – veio até nos secando as mãos em um pano. – Esse é Spencer, meu namorado. Hoje é nosso aniversario de namoro então vamos jantar fora... Mas tem problema ele ter entrado?

–Não nenhum só me avise da próxima. Vão jantar... Onde? – perguntei olhando para o loiro.

–Ah, vamos ao Le Santain (Acabei de inventar sa bagaça.) – disse num tom amigável, mas sua voz era grossa.

–Detesto esse lugar. –disse Jack, já até havia me esquecido que ele estava ali e principalmente que seu braço rodeava minha cintura. Meu rosto ferveu.

–Ah! Ele está rosa! – anunciou Nancy como se já não fosse visível. E tirou fotos.

–Por que não gosta de lá? – perguntou o loiro.

–O lugar é abafado muito iluminado, a comida é dura e sugiro que leve uns óculos para conseguir enxerga-la. – disse fazendo careta.

–Serio? Nossa estava tão animado para ir lá. – resmungou Nancy. –Já sei! Hic!

–O que? – perguntei.

–Você faria um jantar para nos? – perguntou juntando as mãos e fazendo biquinho.

–Ah... Está bem. – disse me levantando.

–Eu te amo! – disse Nancy beijando minha bochecha com um estalo.

–Sem querer ser intrometido nem nada, mas vocês namoram? – perguntou o loiro eu gelei e Nancy sorriu.

–Somos sim. – respondeu Jack sorrindo satisfeito.

Spencer sorriu para mim enquanto a ruiva me empurrava para a cozinha. Ele e Jack ficaram conversando enquanto Nancy decidia o que ia querer, eu estava interessado no que eles conversavam, mas não dava para ouvir.

Ela escolheu espaguete com almondegas, depois de questionar o namorado que concordou com sua escolha. Comecei a preparar e ela me ajudou mesmo não levando muito jeito. Enquanto enrolava a carne na bancada. Nancy apareceu depois de levar suco para eles.

–Jack disse que quer sorvete. – disse se escorando na bancada.

–Qual sabor? – perguntei já lavando as mãos.

–Amor em pedaços eu acho. –disse, abri o congelador pegando o pote azul, coloquei em uma taça e uma cereja em cima e entreguei a Nancy. – Não acha que está mimando demais ele?

–Não... Ele pediu e...

–Tá bem já entendi, mas entrega você. – me entregou e desapareceu escada acima bufei.

Peguei a taça e fui em direção ao sofá. Eles falavam sobre Hóquei no gelo, e Spencer foi jogador antes de conseguir uma bolsa na faculdade. Entreguei a taça a Jack que agradeceu. Quando terminei o espaguete coloquei os pratos na mesa.

Nancy ascendeu algumas velas perfumadas. Eu e Jack ficamos no sofá-cama assistindo ‘BreakFast Club’, não era tão entediante.(Eu tenho que parar de ver TV enquanto escrevo) Os dois falavam sobre a faculdade, enquanto Jack já cochilava, senti fome então fui a cozinha e coloque macarrão para mim.

Comi ali mesmo, observando o casal e Jack a dormir. Quando terminei tomei sorvete também, estava entediado então me lembrei das roupas e fui até a lavanderia da casa. Tirei as roupas dele da secadora.

Peguei seu moletom e a calça que estavam quentinhos por causa da secadora, talvez ele na fosse gostar disso afinal se é quente ele odeia, então era melhor guardar e deixar até que esfriasse completamente.

No moletom os detalhes congelados haviam sumido, mas a calça continuava num tom marrom desbotado que até que a deixava bonita. Sai dali passando de fininho pela mesa e o sofá e subindo as escadas.

Entrei no meu quarto e fui em direção ao armário guardando as roupas dele lá. Peguei o Ipad, estava entediado desci logo depois. Sentei-me no braço do sofá em direção aos dois, Nancy olhou para mim.

–Posso? – questionei e ela assentiu.

Eu realmente adorava desenhar então imagina uma cena daquela, um casal como eles em um jantar a luz de velas, que deu certo trabalho para fazer eu estava meio cansado, mas não o suficiente para dormir.

Spencer me olhava em duvida eu ri. Nancy o explicou e ele sorriu e depois se virou pra mim e assentiu. Quando terminei os dois me pediram o desenho e acabei por pegar o numero dele. Foram embora , mas Nancy insistiu em lavar a louça antes de ir.

E quem sou eu para recusar boa vontade dos outros. E costumava manter a casa limpa afinal só eu a bagunçava, o chão os moveis e a cozinha, eu limpava constantemente então sempre estava okay. O chão era bem fácil até por que tínhamos um sistema japonês.

Aquele de chegar em casa e tirar os sapatos e deixando eles na entrada, tínhamos até a parte e pedra já o resto era madeira. As botas nunca saiam de lá ou tênis que nunca eram usados, em Happy Valley goose bay você não usa sapatos abertos.

Apenas botas entre outros, eu sei de mim que só uso botas ou coturnos de vez em quando. Naquele lugar só usa sapato normal no auge do verão quando as ruas não estão cobertas por gelo, na verdade eu só uso uma bota.

Bem por que eu não tenho outro pé, o que era até bom nos davam desconto na hora de comprar. Era até legal, me sentei ao lado de Jack que parecia uma pedra em sono profundo. Quis aproveitar aquilo então o desenhei.

Ele fica tão lindo dormindo. Banguela apareceu choramingando acabei esquecendo-me de dar comida a ele, ainda tinha macarrão então dei o restante para ele. Voltei para o sofá me sentando ao lado dele.

Comecei a mexer em seu cabelo. Como ele conseguia dormir assim? Senti meu celular vibrar no meu bolso, minha mãe não e ligaria tão tarde. Olhei a tela e estava em numero desconhecido, me lembrei de uma brincadeira para quando isso acontecer.

–Olha eu fiz o que você pediu, mas tem sangue pra todo lado. – disse contendo a risada quem quer que fosse ia se assustar.

–Ethan? – reconheci aquela voz era de... Ian o assistente de meu pai...

“Agora fodeu.” Merda.

Notas finais
Oi! Querem me matar? Mesmo que queiram não podem HAHAHAHA. Bem eu queria esquentar um pouco a historia já que ela estava ficando chata e que jeito melhor para fazer isso do que deixar vocês com raiva? hehehe Bem também queria falar sobre outra coisa: Eu tenho um tumblr então fanart é o que eu mais vejo estava em um que se chama Livori (Visitem é ótimo) E ela fazia Blackice (Jack x Breu) Então me veio uma ideia para um UA o que vocês acham? Bem o mesmo numero de reviews 23 para sair o próximo. E recomendações eu conto como dois reviews. Voltando ao começo eu ainda não formei muito bem o perfil do Ian então esperem, quanto ao Spencer ele não deve de aparecer outra vez. Até o próximo Sinto que estou esquecendo alguma coisa affs. Bjs até.