Notas iniciais
Ao som de All Of Me - John Legend (Confesso que eu amo essa música!)

O que aconteceu nas próximas semanas foi algo que eu não tenho como descrever. Justin treinava que nem um louco para o campeonato e eu mal o via, mas mesmo assim nas aulas a gente não desgrudava. Talvez seja o mais perto que eu tive de um relacionamento sério, e ele era incrível. Me deu espaço quando era preciso e entendia quando eu surtava. Um garoto mais que fofo.

– Sabe, Isabelle eu estava pensando que já está na hora de eu conversar com sua mãe. — falou Justin um dia na hora do almoço. Eu virei para encará-lo surpresa, seguida por Allison e Jack.

– O que disse? — perguntei.

– Eu estava pensando que para tornar isso sério tenho que falar com sua mãe e pedir permissão pra ela. — eu olhei para Allison em busca de auxílio, mas ela encarou a comida.

– Sinceramente Justin, eu não acho isso necessário.

– Por que não?

– Ela já sabe que a gente está saindo, não precisa de mais nada. Não estamos no século XIX.

– Foi isso que você falou pra ela que a gente estava saindo? — eu senti que estava pisando em um terreno delicado, então achei melhor ir devagar.

– Mais ou menos, mas é complicado. — falei. Justin virou a cadeira pra mim e me olhou nos olhos.

– Você também não quer que isso fique mais sério? Na verdade, o seu medo não era que eu estivesse brincando com seus sentimentos? Então, Isabelle. Eu estou tentando fazer tudo certo. Mas parece que você não quer.

– Não é isso, é só que... — eu tentei desviar os meus olhos, mas ele me obrigou a olhá-lo de novo. Então, eu suspirei. — Quando você quer aparecer?

– Sério isso? — perguntou ele com um sorriso que fez praticamente tudo valer a pena.

– Se é tão importante pra você, eu pergunto pra minha mãe qual é o melhor dia pra você aparecer. — falei, Justin sorriu e me beijou com animação.

– Oh, vocês dois são tão fofos. — falou Allison me fazendo sorrir.

– E eu estou enjoado. — falou Jack levantando.

– Não fique com inveja, Jack. Isso não é legal. — falou Justin e ele revirou os olhos.

– Vamos? Temos treino agora. Vocês podem namorar depois. — Jack deu um beijo na cabeça de Allison e piscou pra mim.

– Depois você me avisa a resposta da sua mãe. — falou Justin me dando um beijo antes de ir.

– Claro. — falei.

– E então, está ficando sério mesmo. — falou Allison recostando na cadeira.

– Eu acho que sim. Estou assustada com isso também, parece que ele está ansioso para ser meu namorado. — falei sorrindo.

– Achei que vocês já fossem namorados.

– Sim, mas não pra minha mãe. — falei colocando as mãos na cabeça.

– O que foi, Belle? Porque sua mãe não podia saber? — perguntou curiosa.

– A questão não é a minha mãe, é que assim que ela souber vai ligar para o meu pai e ele vai enlouquecer. Só Deus sabe o que ele vai fazer quando descobrir.

– Acha que ele apareceria aqui?

– Na melhor das hipotéses. — falei com a voz chorosa.

– Não se preocupe, tudo vai dar certo.

– Eu espero mesmo.

>>o

– E então, como estou? — perguntou Justin na porta.

– Terno e gravata? Você quer mesmo impressionar minha mãe. — falei sorrindo.

– Estou nervoso, nunca fiz isso antes.

– Vai se dar bem. Minha mãe está terminando de fazer o jantar e no final dessa noite vou ser oficialmente sua namorada.

– Isso, tem razão. — Justin me deu um beijo apressado e entrou. — Ah, e aliás está linda.

– Obrigada. Mãe, ele chegou. — falei nervosa.

– Ah, que bom. Eu já terminei o jantar. — respondeu minha mãe.

Justin olhou pra mim apreensivo e eu sorri de volta confiante, segurei sua mão firme e o levei até a sala de jantar.

– Eu gostaria de me apresentar formalmente: Meu nome é Justin Lancaster e é um prazer imenso estar aqui. — falou Justin apertando a mão da minha mãe.

– Oh, isso me deixa muito feliz, Justin Lancaster. Meu nome é Natália Ribeiro e como você sabe sou a mãe da Isabelle.

– Agora que as apresentações já foram feitas, podemos jantar? — perguntei e minha mãe assentiu apontando a mesa.

Justin sorria, mas percebia pelo jeito que apertava minha mão que ele estava nervoso. Minha mãe preparou uma comida brasileira e eu esperava muito que Justin gostasse já que seu pai era dono do French. Mas pela cara que ele fez ao colocar a primeira garfada na boca, ele tinha adorado.

– Diga-me, Justin. Allison me disse que você é capitão do time de futebol.

– Sim, é verdade. Espera, foi a Allison que disse?

– Isabelle, não conversa muito comigo. Enfim, que incrível! Eu falei para Isabelle tentar ser líder de torcida, mas ela falou que prefere enfiar alfinetes nos olhos. — falou minha mãe me matando de vergonha. Mas Justin gargalhou e piscou pra mim.

– Realmente não combina com ela, mas se quisesse acha que conseguiria? — perguntou Justin e eu sorri.

– No Brasil, eu fazia ballet e dança contemporânea, além de ginástica artística. Acredite em mim, eu daria conta. — falei fazendo Justin virar pra me encarar.

– Eu não sabia disso, porque nunca me disse?

– Porque nunca perguntou. — eu voltei a comer e Justin ainda me encarava surpreso.

– Por algum motivo desconhecido, Isabelle esconde esse lado dela. — minha mãe nos encarava com curiosidade.

– Mas não precisa, não pra mim. — falou Justin e eu dei de ombros.

– Tudo bem, então. — falei.

Minha mãe continuou a fazer perguntas para Justin e ele respondia com educação, ás vezes eu só olhava pra minha mãe e ela refazia a pergunta. Foi um jantar agradável, nós rimos algumas vezes, eu pude perceber um olhar diferente na minha mãe e isso me animou.

– Já que todo mundo terminou de jantar, acredito que você tenha algo a me dizer, Justin. — ele respirou fundo e sorriu.

– Mrs Ribeiro, eu gostaria de namorar com a sua filha. Sei que pode parecer precipitado porque estamos saindo há apenas algumas semanas, mas eu gosto mesmo dela. Gosto a ponto de mudar muitas coisas na minha vida e espero muito que a senhora entenda. — minha mãe encarou Justin com curiosidade e ficou em silêncio por um tempo o que só deixou a gente mais apreensivo.

– Eu estava observando vocês dois e pude perceber que gostam mesmo um do outro. Vi o seu olhar brilhar quando olhou pra minha filha, Justin, e não tinha como uma mãe querer mais. Eu dou a minha permissão. — falou ela e eu vi o sorriso que eu tanto amava estampar no rosto de Justin.

– A senhora não vai se arrepender. — falou ele apertando a mão dela.

– Eu espero mesmo. Agora podem dar o beijo da vitória, eu deixo. — falou sorrindo. Justin levantou e segurou meu rosto com animação me dando um beijo aliviado.

>>o

– Agora é oficial? — perguntou Allison na escola.

– Sim, só que eu ainda tenho que conhecer seus pais, Justin. — falei virando para encará-lo.

– Eu sei, mas a gente pode adiar isso ao máximo, né?

– Não, não podemos. — falei e ele revirou os olhos.

– Acredite em mim, você não vai querer conhecer os meus pais. Eles não são muito simpáticos.

– Mas eu quero conhecê-los. Toda namorada tem que conhecer a família do namorado.

– Ah, Isabelle. Faz como quiser, mas eu avisei. — falou ele beijando a minha bochecha e saindo.

– Allison, você que conhecia os pais dele. O que acha? — perguntei curiosa.

– Sinceramente, Belle, eles sempre foram muito simpáticos comigo. Mas o problema é que Justin e os pais nunca se deram bem. Talvez porque eles queiram controlar tudo na vida dele, ou talvez porque quase nunca estejam presentes.

– Ah entendo, mas você acha que eu possa ter algum tipo de problema com eles?

– Acho que não. O pai dele você já conheceu e percebeu que ele não é esse monstro que Justin fala, já a mãe dele é mais complicada. Mas acho que você consegue.

– Estou nervosa.

– Te julgaria uma tola se não estivesse.

>>o

– Nossa, você está linda! — falou Justin assim que eu abri a porta.

– Obrigada. Eu fiquei com medo de ficar desarrumada. — falei e ele sorriu.

– Não se preocupe com isso. Agora, vamos? — perguntou me estendendo o braço.

– Com prazer.

Enquanto Justin dirigia a caminho da sua casa, eu pensava no que falar e em como agir. Tinha medo da reação de seus pais, e do que eles poderiam pensar ao meu respeito.

– Não é muito tranquilo quando é ao contrário, né? — perguntou Justin e eu sorri apreensiva.

– Não muito.

– Você vai se sair bem, é só um jantar. E eu fiz meu pai prometer que não ia cozinhar nada exagerado. — falou e eu suspirei.

– Muito obrigada.

– De nada. Agora, bem vinda a minha casa.

Eu encarei a casa dele surpresa e sem querer imaginei o que estaria fazendo ali. A casa de Justin era enorme, as paredes de vidro reluziam pela luz da lua, era uma casa muito moderna para os meus padrões.

– Você mora aqui? Sério? — perguntei e ele sorriu.

– Muito exagerado?

– Não, é linda. Eu só não estou muito acostumada.

– Vem, vamos.

Caminhei com Justin até a porta com o coração na mão, eu tinha criado muitas expectativas na minha mente, mas estava perdendo as esperanças.

– Marc, pode avisar aos meus pais que nós chegamos? — perguntou Justin para o empregado que nos aguardava na entrada.

– Com prazer, senhor.

Eu olhava para todos os lados com surpresa e admiração, todo o luxo parecia um borrão na minha realidade, mas Justin sorria ao olhar pra mim.

– Não precisa ficar com essa cara. — comentou.

– Sua casa é incrível.

– Obrigado. — respondeu e andou na minha direção, mas antes que pudesse fazer alguma coisa algo atrás dele chamou minha atenção.

– Essa pintura é um Monet? — perguntei surpresa.

– Gosta de arte? — perguntou alguém atrás de mim. Uma mulher com um vestido branco e pérolas, corpo esbelto, olhos azuis e cabelos ruivos sorria pra mim.

– Gosto muito, e adorei essa pintura. — comentei sorrindo de volta.

– Eu também gosto muito dela, e sim é um Monet. — falou parando ao meu lado.

– Fascinante. — falei encarando cada detalhe daquela obra.

– Acho que vamos nos dar bem. Miranda Lancaster. — falou me estendendo a mão que eu apertei com delicadeza.

– É um imenso prazer, Mrs. Lancaster. Sou Isabelle Dantas, sua casa é linda. — falei e ela sorriu.

– Muito obrigada. — comentou.

– Miss Dantas, é um prazer vê-la novamente. — falou Mr. Lancaster aparecendo ao lado de Justin.

– Igualmente, senhor. — eu fui ao seu encontro e apertei a sua mão com um sorriso.

– É uma moça muito bonita, Isabelle. Meu filho tem muito bom gosto. — falou Mrs. Lancaster que sorria.

– Obrigada, Mrs Lancaster. Seu filho é maravilhoso, sou uma garota sorte.

– Você deve ser muito especial, porque Justin nunca apresentou nenhuma garota para nós. Muito menos trazê-la para jantar. — falou Mr. Lancaster.

– Confesso que fico feliz em ouvir isso. — Mr. e Mrs. Lancaster soltaram uma gargalhada fazendo com que eu sorrisse também.

– Vem, Isabelle. Vou te mostrar o resto da casa. — falou Justin me pegando pela mão. Assim que subimos as escadas, soltei a respiração que eu prendia em alívio.

– Como me saí? — perguntei e ele sorriu.

– Você foi incrível. Meus pais gostaram de você, considere-se especial. — Justin me deu um beijo fofo e sorriu.

– Agora estou me achando importante. — falei e ele piscou.

– Como se antes não fosse. Pois bem, Isabelle, esse é o meu quarto.

Justin não tinha um quarto, tinha um andar inteiro. Duas paredes eram de vidro e tinha uma com fotos de filmes antigos, com uma cama enorme no meio. O computador ainda estava ligado e os jogos de video game estavam todos em uma prateleira. No seu closet tudo estava irritantemente organizado por cor e tipo, os sapatos brilhavam em um canto.

– Nossa, você é bem organizado. — falei e ele riu.

– Não sou eu que arrumo meu closet. Porque se fosse não estaria assim.

– Mas você é organizado. — falei me virando para encará-lo e ele revirou os olhos.

– É, sou.

– Lindo. — falei e ele deu de ombros.

– Eu sei, Isabelle. Mas você ficar me elogiando assim toda hora, me deixa constrangido. — eu bati em seu ombro e saí do closet.

– Eu estava falando do quarto.

– Ah sim, isso também. — Justin sentou em sua cama e eu sentei ao seu lado.

– Engraçadinho. — ele pegou minha mão e ficou fazendo círculos com o polegar.

– Você é a primeira garota que entra aqui. — falou e eu o encarei surpresa.

– Você não pode estar falando sério.

– Eu estou. Por mais que eu fosse quem fosse, sempre achei que se eu tivesse que trazer uma garota ao meu quarto tinha que ser alguém especial.

– Estou lisonjeada e surpresa.

– Gosto de deixar você surpresa.

– Eu sei, e isso ajuda a não ficar monótono.

– De nada. — falou Justin me fazendo sorrir. O seu beijo tinha o mesmo efeito em mim desde a primeira vez, com ele eu me sentia segura, forte. Era uma sensação muito boa.

– Mr Lancaster? — perguntou alguém batendo na porta. Nos afastamos rapidamente e Justin revirou os olhos.

– Pode entrar, Marc.

– Seus pais pediram para avisar que o jantar está servido.

– Obrigado, Marc. E da próxima vez chega numa hora menos inapropriada. — o empregado ficou sem graça e assentiu.

– Vou tentar, senhor. — falou fechando a porta.

– Coitado, Justin. Ele ficou sem graça. — falei rindo.

– Mas o que eu poderia dizer? Estavamos tendo uma conversa muitíssimo agradável.

– Vamos, nós temos um jantar.

>>o

O jantar se seguiu sem muitas perguntas pra mim, mas mesmo assim eu fiquei nervosa para responde-las. Justin sorria pra mim confiante quando eu olhava pra ele rapidamente. Mas de uma forma geral, tudo ocorreu as mil maravilhas.

– Sabe, Isabelle, fico feliz que Justin tenha escolhido uma namorada tão encantadora. — falou Mr. Lancaster.

– Nossa, obrigada.

– Não tem que agradecer.

– Agora, pai e mãe tenho que levar a Belle de volta.

– Volte quando quiser, será sempre muito bem vinda aqui.

– Obrigada. — falei sem graça.

Justin me levou pra casa com um sorriso estampado no rosto e eu também não podia estar mais radiante. As coisas estavam caminhando e nada podia estragar isso.

>>o

– Eu falei que tudo ia dar certo. — falou Allison saindo da última aula comigo.

– Eu sei, fico feliz que tenha dado mesmo. — falei confiante.

Ao caminhar em direção ao meu armário, percebemos um alvoroço de garotas apontando e dando risinhos como se estivessem comentando sobre algo muito idiota que faziam todas as garotas se esconderem nos cabelos.

– O que aconteceu com elas? — perguntei.

– Eu não sei, mas estou curiosa. — falou Allison.

– O que deu nas garotas? — perguntou Justin chegando junto com Jack.

– Não sei, eu e Alli acabamos de chegar. — falei e dei um beijo rápido nele.

– Essas garotas são esquisitas. — comentou Jack e eu sorri.

– Está parecendo algo relacionado a garotos.

– Será? — perguntou Alli encarando elas.

– Parece.

– Estou curioso. — falou Justin e chamou uma menina.

– Oi, Justin. — falou ela cantando me deixando enjoada.

– Oi, Meredith. O que está acontecendo? — perguntou e ela sorriu sem graça.

– Garoto novo na área.

– Que garoto? — perguntou Allison.

– Tem um garoto muito lindo e forte, encostado numa moto esperando por uma garota daqui. Estamos ansiosas para saber quem é. — falou Meredith.

– Garoto novo e lindo? Finalmente! — falou Allison.

– Eu já tenho o meu. — falei abraçando Justin, Meredith revirou os olhos.

– Que seja. — falou e saiu em direção ao seu grupo novamente.

– Acho que ela não gosta muito de mim. — falei e Justin riu.

– Não a culpe, eu saí com ela umas duas vezes antes de ter que dar um fora, porque sabe eu te conheci. — falou ele e eu até que fiquei bem felizinha por dentro.

– Ah, coitada. — falei e Justin me beijou.

– Você fica mais linda com ciúmes.

– Agora vocês me dão licença que eu quero ver essa beldade. — falou Allison caminhando em direção ao estacionamento.

– Eu estou curiosa também. — falei e Justin ficou sério.

– Porque que você quer conhecer esse garoto? — perguntou.

– Eu não quero conhecer, quero ver. E por favor, não fica com ciúmes. Vem também. — falei e puxei ele pelo braço que puxou Jack.

– Eu só vou porque não tenho mais nada pra fazer. Porque isso é patético! — falou Jack me fazendo rir.

Allison estava parada encarando o estacionamento e eu a chamei antes de chegar até lá.

– Ah meu Deus, Isabelle, elas tem razão. Ele é lindo demais. — falou e eu sorri.

– Tão lindo assim? — perguntei e ela respirou fundo.

– Mais, muito mais.

– Deixa eu ver, então. — falei caminhando em direção ao estacionamento.

Mas ao chegar lá, eu parei em choque. Parece que tudo começou a girar de repente e eu quase perdi o ar.

– O que foi, Belle? — perguntou Justin, mas eu não respondi apenas saí de trás das pessoas e fiquei na frente de todo mundo. Ele estava com uma jaqueta preta e óculos escuros que ficavam muito bem nele, assim que me viu sorriu, tirou os óculos e começou a caminhar na minha direção. Seus olhos claros faiscavam de ansiedade, e seu sorriso aberto deixava transparecer alívio. Cabelo bem cortado, corpo malhado, sorriso encantador e olhar zombeteiro: ele me dava nojo.

– Não acredito que Isabelle é a garota. Ela não pode ter os dois. — falou Meredith com um certa raiva na voz. Confesso que se a situação não fosse dramática, eu ia rir.

– O que ele está fazendo? — perguntou Justin numa mistura de curiosidade e ciúmes agudo.

– Phelipe. — falei quase em um sussurro quando ele chegou bem perto.

– E aí, maninha?

Notas finais
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