Como ser feliz apesar de tudo?
1 A vida de Anabela Killer.
Notas iniciais
Boa leitura!
Obs: E se tiverem alguma ideia pra acrescentar na história, pode falar! Ou então algo construtivo pra ajudar a melhorar a história.
Sabe a diferença entre viver e existir? Há um tempo atrás eu não sabia, pra mim era a mesma coisa, mas a vida me ensinou que não é, a vida é o melhor professor que alguém pode ter.
A diferença entre viver e existir, é que existir você só respira, você está morta, porém viva. E viver é completamente diferente, é mais bonito, você é feliz e é viva tanto por dentro, tanto por fora. É difícil encontrar alguém que vive em vez de existir, a maioria apenas existe, eu inclusive, é raro encontrar alguém que não tenha uma cicatriz no coração.
Mas apesar dos tombos que a vida me dá, oh se dá, eu tento ser otimista e pensar que no futuro há uma coisa boa me esperando. E é isso que me mantém viva a cada dia, acho que se você encontrar algo que vale a pena lutar, que faz a sua vida valer a pena, as dores começam a ser menos insuportáveis e as barreiras menos indestrutíveis. Acho que tudo na vida se baseia apenas em lutar e não desistir nunca, o mundo não é do mais bonito, mais forte, mais poderoso, o mundo é daqueles que ainda tem esperança no coração, porque, sabe, aquela chama que nunca se apaga no coração de um sonhador tem o seu valor, quem sonha conquista. Por isso, não desista, a vida tem seus prós e contras, você tem que saber lidar com cada um deles, porque essa é a vida, ela não vai se tornar mais fácil porque você tem algo, mas sim porque você tem algo a dar. Algo que falta em muita gente e que você nunca deve perder, que é a esperança.
Por isso, sonhe, lute e conquiste,e tudo isso sem desanimar e sem passar por cima de ninguém, você tem um valor, assim como todo mundo.
Ana, a porta!- Grita minha mãe da sala, me fazendo levar um susto.
Sabia que eu não sou surda? Não precisa gritar pra eu te ouvir.- Falo pra ela.
Tem certeza que não é surda? Porque não estou te vendo aqui.- Fala minha mãe e em seguida dou uma revirada de olhos.
Não acredito que ela está na sala e não pode atender a porta. Posto a minha anotação no meu blog e caminho até a sala, parando frente a minha mãe, que estava deitada no sofá com mal jeito e lendo uma revista.
O que a porta tem de tão importante pra você me interromper de minhas anotações?- Pergunto, fazendo ela finalmente notar minha presença ali.
Ainda está escrevendo naquele seu blog? Querida, já te falei que blogs são ultrapassados.- Fala minha mãe, parecendo não entender meu objetivo com o blog.
É exatamente por ele ser ultrapassado que eu uso ele, ninguém vê, é como um diário pra mim.- respondo ela cruzando os braços.
Então porque escreve nele como se estivesse falando com alguém? Enfim, atenda a porta e me poupe de suas esquisitices.- Fala minha mãe, voltando a ler revista.
E quem é?- pergunto enquanto caminho até a porta.
Não sei, não sou vidente.- Fala minha mãe, me fazendo revirar os olhos.
Quando chego até a porta e a abro, vejo uma mulher cheia de roupas e sacolas, uma velhinha com o cabelo lambido branco, uma bengala e um vestido florido rosa e branco, com um capote amarelo claro. Um cara com barba e cabelo castanho claro, olhos verdes, jaqueta de couro marrom, calça preta e brusa cinza, segurando um bebê, uma mulher ao seu lado com cabelo Black ruivo e uma tiara de pano rosa, com o mesmo vestido da velha, sem o capote, dois meninos com aparentemente a mesma idade correndo e um garoto com minha idade de cabelo preto bagunçado liso, brusa e calça preta, com um capote xadrez vermelho e preto amarrado na cintura.
A única coisa que me passa nesse momento é: O zoológico chegou. Não acredito que em vez da minha família aproveitar as férias em um resort, eles resolverem passar as férias na casa da minha mãe. Não é que eu não goste deles, é que eles são meios...bagunceiros.
Ana, você cresceu.- Fala minha tia Lúcia me abraçando e entrando na casa, pondo as sacolas no chão e indo comprimentar minha mãe.
Em seguida, todos entram e eu fecho a porta. Depois vou em direção ao meu quarto pra trocar de roupas, afinal, ainda estava de pijama do unicórnio do seriado Uni.
Ana, não seja mal educada, venha receber as visitas.- Fala minha mãe, me fazendo parar.
Mãe, é que eu meio que estou de... pijama.- Falo pra ela dando a entender que eu tenho que me trocar.
Meio não, você está de pijama. Agora venha falar com sua vó que ela quer te ver.- Fala minha mãe, me fazendo ficar envergonhada.
Eu abri a porta, ela já me viu.- Sussurro praticamente pra mim mesma.
Em seguida, minha vó Maria caminha até mim com os braços abertos, dando a entender que iria me abraçar.
Minha Aninha, como você cresceu. Tá linda, os meninos devem ficar babando em você.-fala minha vó me abraçando e tocando no meu rosto, dando risadas.
Qual é Ana, não me faça passar papel de mãe ruim, venha dar bença a seus tios.- Fala minha mae.
Fazer papel não, você é uma mãe ruim.- Falo susurrando pra ela quando passo perto dela, enquanto vou em direção aos meus tios.
Paro em frente a Ryan, e percebo o quão estranho era ele ser meu tio. Ele tinha a minha idade.
Bença...meu tio.- Falo, pensando no quão idiota isso era.
Deus te abençoe.- Fala ele dando um sorriso de mostrar os dentes.
Vou pro lado e paro em frente a minha tia Elisa, de todas as pessoas da minha família, fora minha mãe, ela era a pessoa que era mais próxima de mim. E também, ela servia como amiga, já que não era muito mais velha que eu, tendo só 24 anos.
Elise, senti saudades.- Falo dando um abraço nela, sendo retribuída.
Eu também, como você está?- pergunta segurando minhas mãos.
Estou bem, e o pequenino?- Pergunto olhando pro bebê nas mãos do Kleber.
Está bem e eu também.- Fala dando risadas, me fazendo dar risadas com ela.
Kleber, pequenino.- Falo.
Anabela.- Fala Kléber me fazendo ficar com vergonha, não gosto desse nome. Acho que minha mãe estava muito inspirada quando me registrou.
Acornio.- Falo o bebê apontando pro meu pijama, em fazendo me lembrar de minha situação.
É, acornio.- Falo e em seguida vou até o meu quarto, sem interrupções de minha mãe.
Ao abrir a porta , dou de cara com dois garotos rasgando as páginas do meu livro.
Duco, Tico, não tem outro lugar pra brincarem? A priminha de vocês precisa do quarto.- Falo pondo as mãos nos joelhos, tentando ficar o mais calma possivel.
Tá, tudo bem.- Fala Duco ou Tico saindo correndo.
Nos desculpa Ana- Fala outro pegando o livro e me dando.
Em seguida, fecho a porta e observo o livro rasgado.
Será que vai ser tão difícil assim?
Notas finais
Obs: se tiverem qualquer ideia pra tornar a história mais boa de se ler, pode falar. E também, se tiver alguma crítica construtiva pra melhorar a história, sintam-se livres pra comentar!
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