Como se fosse o ultimo suspiro
4 Capítulo 4
Me aproximo da porta, fico espiando pelo olho mágico.
–Não consigo ver, quem será uma hora dessa- pergunto a mim mesma, olhando para o olho mágico.
–Eu sei que você tá aí, estou vendo o carro vocês!- escuto uma voz masculina, que a reconheço como a voz do Ben.
–O quê você quer?- pergunto enquanto abro a porta.
–Fiquei sabendo do incidente com meu carro!- diz Ben me olhando fixamente.
–Desculpas mas não podemos ajudar, passar bem!- digo enquanto tento fechar porta, mas algo me impede.
–claro que pode ajudar! Consertando o que vocês estragaram- diz ele me olhando sério, pondo o pé na porta.
–entre, vamos conversar- digo dando um sorriso forçado.
–Não temos nada para conversar, me pague e está tudo certo- diz ele olhando para o lado.
–entra aí, vamos conversar a respeito- digo abrindo mais a porta.
Fecho a porta após sua entrada. Vou até a cozinha ponho um pouco de café em uma xícara, pego um pouco de chumbinho dentro do meu bolso e coloco no café, volto para a sala.
–aqui seu café- estendo a mão com o café.
–Não gosto de café! Não da mão de pessoas não confiáveis!- diz ele afastando minha mão.
–quer um chá então?- pergunto a caminho da cozinha.
–Não, obrigado, mas acho que o dinheiro serve!- diz ele sentando na poltrona.
Ponho a xícara na pia, ponho uma faca na parte interna da minha calça, na direção do quadril, volto pra sala.
–Então já vou indo, quero meu dinheiro daqui a três dias- diz ele levantando da poltrona.
–Até lá dou meu jeito- digo me aproximando, olhando em seus olhos.
Estendo a mão para apertar a dele, sorrio enquanto aperto sua mão, com a outra mão puxo a faca e armo um golpe, ao aproximar a faca de seu corpo, sinto sua mão segurar meu pulso.
–Não vou te pagar!- digo respirando fundo.
–veremos- diz ele enquanto me prende contra a parede, prendendo seu corpo ao meu.
–Me solta!- digo tentando me soltar.
–Relaxa! Eu não mordo, ao menos se você quiser- diz ele sussurrando enquanto encosta sua boca em minha bochecha.
–Ben, é sério, me solta!- digo bufando enquanto sinto meu corpo sendo esmagado contra a parede.
–Já disse, relaxa Senhorita Hathaway!- diz enroscando uma mão em meu cabelo enquanto a outra aperta minha mão bem forte.
Vou soltando bem devagar a faca, ele pega a mesma e vai passando bem devagar em sua língua, delicadamente vai passando sua língua em meu lábio inferior, pega a mesma faca e corta uma mecha do meu cabelo, cheira e guarda no bolso.
–adeus!- diz ele se afastando de costas, passa pela porta, pisca e fecha a mesma.
–QUE DROGA!!!- dou um soco bem forte na parede.
Subo para meu quarto, bato bruscamente a porta, taco um jarro de barro que tinha no criado do lado da cama.
–Tá ficando doida!?- pergunta Charlotte erguendo as sobrancelhas.
–o quê tá fazendo aqui criatura!!?- pergunto cruzando os braços.
–o quarto também é meu estranha!!- diz revirando os olhos.
–É! Mas esse é o meu lado do quarto!- digo olhando para ela apertando os olhos.
–Tanto faz!- diz ela dando de ombros.
–Agora vou descansar um pouco- digo enquanto me deito na cama.
–eu vou sair e comer alguma coisa- diz ela saindo do quarto.
–aproveita e me trás fritas- digo enquanto bocejo.
–Me dá o dinheiro, ué!- diz ela rindo de leve com ar de deboche.
–toma esses dez- estendo a mão com o dinheiro.
–Até que enfim liberou a grana!- diz ela pegando o dinheiro da minha mão, saindo do quarto.
–Você não sabe da onde saiu!- digo rindo olhando para ela.
–as fritas me espera! Tchau!!- diz ela com os olhos arregalados, fechando a porta.
–Mikaila, acorda!- escuto uma voz que me tira do transe aos poucos.
–fritas!- digo estendo as mãos.
–calma, calma, tá aqui!- diz ela me entregando o pacote com fritas.
Me sento na cama, ponho o pacote de fritas no colo, abro o mesmo e começo a comer.
–Ai, matando minha vontade- digo suspirando e relaxando os ombros.
–fritas é uma delícia mesmo- diz ela enquanto deita na cama.
–Ainda mais quando é com o dinheiro da sua irmã!- digo rindo olhando para o teto.
–VADIA!- diz ela enquanto me olha com um olhar fulminante, franzindo a testa.
–Te amo, irmãzinha- digo olhando para ela, fazendo um coração com as mãos.
–Você me paga!- diz ela me olhando séria, balançando a cabeça de um lado para o outro.
Termino de comer as fritas, ponho o pacote no criado do lado da cama, me deito na cama, olhando para o teto.
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