Entrando em uma estação de metrô, percebo um homem muito semelhante ao meu pai, percebo seu nervosismo, acelero meus paços junto com os dele que vão se apertando cada vez mais em direção ao banheiro, vejo ele entrar no mesmo, com muita força tento empurrar a porta.

–EU SEI QUE VOCÊ TÁ AÍ!!- falo gritando enquanto empurro a porta.

–O QUÊ VOCÊ QUER DE MIN?!? EU NÃO TE CONHEÇO!!- pergunta o suposto pai de Mikaila bem a alto segurando a porta.

–abra essa porta, eu estou avisando!- digo afastando da porta, andando de costas.

–Me deixa em paz, já disse- diz ele bufando.

Vou correndo, e ao me aproximar da porta dou um pulo, chuto a porta com os dois pés, a mesma abre e caio em cima dela, ele tenta escapar, mas seguro seu pé.

–por quê matou minha mãe?!?- pergunto enquanto aplico um golpe em sua perna o fazendo cair no chão.

–Ela era uma vaca! E-eu sei que quase não dava atenção a ela direto mas não era motivo para ela me trair- diz segurando o choro, passando a mão na cabeça, olhando em meus olhos.

–estão já sei de quem puxei a frieza, não fique assim "paizinho" por sua causa me tornei a pessoa que sou hoje, prometo te matar devagarzinho tá bem?!?- pergunto com um sorriso sarcástico, enquanto acaricio seu rosto.

Ele caído no chão, caminha para trás, saindo do banheiro. me levanto e vou me aproximando dele.

–não faça isso com seu pai. eu te amo, filha- fala ainda caminhando para trás, me olhando com olhar arrependido.

–também te amo, por isso que te matarei rápido, ou não- digo enquanto agarro seus pés e o arrasto para o banheiro.

–filha, me perdoa, mas sua mãe me traiu- fala o pai de Mikaila, com uma lágrima escorrendo de seu olho.

–por quê não perdoou ela?!- pergunto enquanto fecho a mão, armando um soco, acerto o mesmo em sua cabeça, que o faz desmaiar na mesma hora. Amarro seus pés em um gancho que providenciei no teto -arrumar uma furadeira sem ter motivo não foi nada fácil-

–Acorda!!- digo jogando água gelada em seu rosto.

–O quê está acontecendo, por quê estou pendurado de cabeça para baixo?!?!- pergunta respirando desesperadamente.

–Cala a boca! Agora me fale do meu irmão, onde ele está?!- pergunto enquanto seguro um canivete.

–eu não sei dele, por favor me tira daqui!- diz chorando e me olhando nos olhos.

–Ahh! Para de ser medroso e fala o que aconteceu com meu irmão!- falo passando cuidadosamente o dedo na lâmina do canivete.

–ele fugiu de casa logo após de você tá legal!- diz me olhando com um olhar triste.

–não acredito em você, e isso é por abusar de mim quando pequena- falo enquanto seguro sua cabeça e abro um pequeno furo na mesma, rodo o canivete dentro do furo.

–Ahhh! Para por favor- diz gritando e chorando.

–agora sim me sinto melhor- viro de costas.

–Ahhh!!- grito ao ver um taco de basebol, armado para me golpear.

De repente sinto mãos me sacudirem, me trazendo a realidade, olho em volta e percebo que foi apenas um sonho.

–Acordaa!! Hora de ir pra universidade- diz Charlotte com as mãos em meus ombros.

–"mina burra" quase caí de um penhasco ontem, você acha mesmo que vou pra universidade?!!- gritando, furiosa, sinto meus olhos arregalarem enquanto pergunto.

–ai desculpa, sua grossa!- diz ela me olhando de canto.

–tá, sai daqui- falo me virando na cama.

–pra um sonho até que foi bem realista, o que será que aconteceu com meu irmão?- fico me perguntando baixinho.