Como não amar Lucy Heartfilia?
11 E, fui sequestrada para Las Vegas.
Notas iniciais

Capítulo Onze — E, fui sequestrada para Las Vegas.
(Lucy)
Natsu e Gray haviam conseguido fugir, aqueles covardes. Assim que voltamos para a aula percebi que uma aluna de outra sala, que estava conversando com a professora me olhava mortalmente. Ela tinha cabelos azuis e pele muito branca. Me lembrava uma Branca de Neve Azulada.
Não demorou muito para a hora de ir embora chegar e dei graças a deus por isso. Peguei minhas coisas e corri para fora de sala, rapidamente chegando no portão.
– Lucy! – ouço alguém me chamar e antes que eu pudesse ver quem era tudo ficou preto e eu apaguei.
*.*
– A onde eu estou? – perguntei, abrindo os olhos e percebendo que eu estava em um carro, seu acento era extremamente confortável, minhas mãos estava completamente amarradas por uma corda que estava começando a pinicar de um jeito irritante.
– E aí, como você está Lucy? Confortável? – uma voz perguntou, então olhei para o banco da frente e lá estava o maldito Pinkie Pie e ao seu lado estava Gray, completamente relaxado com as mãos atrás da cabeça, cantarolando a música que tocava no rádio.
– AHHHH! ME SOLTEM! SOCORRO, FUI SEQUESTRADA! ELES VÃO ME LEVAR PRA TURQUIA! – gritei tentando chamar atenção de alguém que passava na rua e tentando tirar a maldita corda que pinica.
Num movimento rápido Gray se tacou no banco de trás, tampando a minha boca e impedindo que eu gritasse. Sério cara, da onde ele surgiu? Foi tão rápido que fiquei assustada.
– Primeiro, para de gritar. Segundo, nós não vamos te levar pra Turquia e sim para Las Vegas. Terceiro, é melhor ficar quietinha porque nós podemos te matar e esconder seu corpo em um lugar que ninguém vai te encontrar. – sorriu assustadoramente.
Cheguei um pouco pra trás, assustada. Calei minha boca, porque no momento era a melhor opção e olhei para os dois a procura de uma resposta para o que estava acontecendo.
– Então... por que estão me arrastando para Las Vegas mesmo? – perguntei, tentando não pirar novamente e socar o saco de cada um deles. Natsu sorriu, como se estivesse esperando que eu perguntasse isso a anos, o sinal ficou vermelho e então ele olhou para trás, ainda sorrindo.
– O meu amigo que está ao seu lado.. – apontou para Gray que sorriu – Tem uma luta muito importante em Las Vegas e que requer muito dinheiro também, só que nem eu e nem ele quisemos te deixar para trás. – sorriu – Afinal, você é nosso amuleto de sorte.
– E vocês são meu amuleto de azar.. – comentei, revirando os olhos.
Ambos riram e então o sinal ficou verde, e Pinkie Pie acelerou.
– Eu poderia estar em casa agora. – resmunguei fazendo bico.
Gray riu.
– Olha pelo lado bom, você vai faltar dois dias de aula. – piscou um olho para mim.
Dois dias...
Dois.. dias..
AI MEU DEUS!
– Meus pais! – comentei, entrando em desespero novamente e olhando para o moreno – Eu não avisei a eles, eles vão pensar que fui sequestrada ou algo do tipo, vão colocar o FBI atrás de mim e vão prender vocês. – escutei Natsu murmurar um “exagerada” mas ignorei ele.
– Não se preocupe loira, assim que chegarmos ao hotel podemos ligar e avisar a eles. – Gray disse em uma tentativa de me acalmar, bagunçando meus cabelos e rindo.
Suspirei, me acomodando melhor no banco de trás. Era só o que me faltava, depois de tomar advertência, bater nos dois idiotas agora estou sendo sequestrada para Las Vegas. É claro, meu sonho sempre foi ir a Las Vegas, tentar a sorte em uma daquelas maquinas de dinheiro e apostar do o meu dinheiro como uma louca, mas não era assim que eu planejava ir.
Enquanto Gray provavelmente vai estar lutando eu terei que aguentar Natsu sozinha, o que significa que ficarei sozinha em Las Vegas com esse idiota. Ninguém merece...
– Já estamos chegando? – perguntei a Natsu.
– Falta alguns quilômetros, logo chegaremos. – respondeu, concentrado na rua.
Suspirei. Quanto mais rápido chegássemos mais rápido eu voltaria para casa e tentaria não ficar de castigo. Olhei para Gray que observava a paisagem pela janela do carro.
– Nervoso? – perguntei, com um pouco de deboche e sorrindo de canto.
Ele riu, olhando para mim, mostrando um de seus belos sorrisos.
– Não, nunca fico nervoso nas minhas lutas. – exclamou, dando os ombros.
– Sabe, não tem problema de ficar nervoso. Essa vai ser uma luta grande, tipo, cara, é Las Vegas, você vai lutar em Vegas, se eu fosse você estaria me tremendo igual a uma louca. – comentei, rindo me imaginando.
– É claro, mas eu já luto a anos, esse nervosismo nunca me pegou. Lutar é algo normal. – respondeu.
Olhei para ele.
– Você parece meu pai. – comentei, olhando-o incrédula. Lembro-me de uma vez meu pai ter dito isso a mim quando ainda era pequena e assistia as lutas antigas dele.
– Seu pai? Por que eu me pareço com ele? Por acaso sou velho? – eu ri.
– Não, meu pai foi um grande lutador, Jude Drayer, ele me disse essas mesma palavras quando eu era pequena. – sorri para ele.
Demorou alguns segundos até a feição dele sair de sorridente para totalmente chocado.
– Esperai... você é filha de Jude Drayer? – perguntou, com os olhos arregalados e chocado com a noticia que eu havia lhe dado.
– Sou, por que?
– Eu sou MUITO fã dele. Quando voltarmos eu posso ir na sua casa? Eu quero conhece-lo, e tirar algumas duvidas com ele, tipo, como ele consegue fazer todos aqueles suplex? – e ele começou a falar sem parar sobre lutas...
– Chegamos! – Natsu disse.
Olhei para a janela e percebi a cidade completamente cheia de luzes e cassinos. Entramos no estacionamento de um hotel, em seguida Gray tirou a corda das minhas mãos, enquanto saiamos do carro e íamos em direção a recepção do hotel.
– Isso é maravilhoso. – comentei, vendo os lustres de diamante, o saguão enorme, pessoas com grande status de riqueza passeando e uma ala de jogos.
Natsu se aproximou da recepcionista, com um sorriso cafajeste no rosto.
– Oi, meu nome é Natsu Dragneel e eu tenho uma reserva de um quarto vip, pode me dizer o numero. – piscou para a mulher, que corou e me fez revirar os olhos.
– C-Claro, seu quarto é o 481. – entregou as chaves a ele – Espero que tenha uma ótima estadia. – estendeu um papelzinha com o número dela para Natsu, porém eu fui mais rápida e tomei o papel de sua mão, amassando e jogando no chão.
– Desculpa queridinha, mas não viu que ele está acompanhado? – perguntei, sorrindo sarcasticamente, enquanto Gray e Natsu riam.
A mulher corou e começou a gaguejar sem jeito.
– Me desculpe, minha namorada é um pouco ciumenta. – Pinkie Pie disse, sorrindo e me puxando pela cintura, enquanto íamos para o elevador.
Assim que a porta do elevador fechou, Natsu me olhou com um sorriso travesso no rosto.
– Não me olhe assim. – resmunguei, cruzando os braços
– O que foi? Ficou com ciúmes? – debochou rindo.
Revirei os olhos. Vai ser dois longos dias. Muito longos...
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