Como nascem os demonios
1 Capítulo 1
Eu me esgueirava pelo corredor de minha casa como se fosse um ladrão, usava meias pois elas abafariam meus passos, meu irmão e meus pais estavam dormindo a essa hora da madrugada e certamente achavam que seu filho mais novo tambem estava na cama, mas um impeto desconhecido me mantinha acordado, era quase como se o quarto do meu irmão mais velho me chamasse, eu tateei a porta no escuro ate encontrar a maçaneta e então procurei fazer o minimo de barulho possivel ao girar e empurra-la.
Não me supreendi ao encontrar meu irmão Jean dormindo desengonçadamente em sua cama do outro lado do quarto mal iluminado, eu atravessei o quarto a passos um pouco mais silenciosos que os de um gato, como meus olhos já haviam se acostumado ao escuro do interior da casa eu não demorei a encontrar a porta do armario, eu a abri apenas emitindo o fraco barulho do clique do ferrolho, mas me virei para o lugar de repouso do meu irmão para garantir que ele não teria sono leve.Com as palavras do irmão na minha mente eu procurei dentro do armario escuro a tal caixa de cabos, naquela hora desejava ter uma lanterna, mas descartei a ideia assim que eu pensei na possibilidade de acordar os habitantes da casa por causa da luminosidade, ou então chamar a atenção de vizinhos bisbilhoteiros com apenas uma luz se movendo dentro de casa.Revirei seus tenis mofados, seu skate empoeirado e alguns pacotes de camisinha ate encontrar a caixa que estava procurando, não me dei ao trabalho de colocar as coisas de volta no lugar pois queria que ele soubesse que ele soubesse que eu sabia o que ele guardava, abri a caixa e de primeira vista eu apenas encontrei alguns cabos e acessorios de computador quebrados, mas rapida analise da caixa me revelou o brilho prateado do revolver que ele guardava lá dentro.O peguei em minhas mão e estava fria, imediatamente algo se apossou do meu ser, uma quimica descia do meu cerebro para meu sangue, tornando uma sensação unica, eu me sentia poderoso com aquele mecanismo na minha mão, de repente o mundo parecia menor e eu me senti maior, capaz de qualquer coisa, ninguem me bateria mais, nem os garotos do colegio, nem meu irmão, nem ninguem!Minha mão se movia inconscientemente, mirando a ponta da arma para o corpo imovel do meu irmão, meu consciente imediatamente gritou, exigiu que eu parasse, mas uma parte não queria, ela atiçava minha curiosidade com a mesma pergunta "o que será aconteceria se eu apertasse o gatilho?" essa parte me provocava passando um filme mental do acontecido mais cedo, a sensação do pé dele nas minhas costas se tornou vivida, e meu rosto ardia. Uma guerra mental que se manifestava no meu dedo, que contraia e relaxava em intervalos diminutos...Um barulho vindo do quarto dos meus pais me gelou a espinha, rapidamente eu caixa no armario, fechei de qualquer jeito e corri para o meu quarto, dessa vez não me preocupei muito com o barulho, minutos depois uma descarga meu pai abrindo a porta do meu quarto, eu fingi estar dormindo e ele voltou ao seu quarto.A arma estava gelada contra meu corpo, eu a escondi dentro do meu gaveteiro, no espaço entre uma gaveta e outra, apoiando-a em duas peças de madeira acima da segunda gaveta.Amanha provavelmente meu irmão ficaria desesperado ao pensar que tem uma arma dentro de casa e ele não sabe onde ela está, mas eu sei, ela está em minha posse, e posso usa-la de varias maneiras, o que me resta é torçer para que isso faça alguma diferença
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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