Notas iniciais
ALOHA! Sei que não respondi os comentários ainda (~u~) mas pretendo arrumar um tempo para responde-las, peço perdão caso pensem que eu não respondo por ser egoísta ou algo assim ;-; Esse capítulo foi bem fraquinho, ele foi apenas para descontrair e não deixar vocês sem nada para ler, mas acho que no próximo capítulo terá uma revelação bombástica, então aguardem ansiosamente. (Ps: Obrigada por todos os comentários

Eu sempre odiei o calor, com todas as minhas forças, eu o odiava. E hoje, justamente hoje, quando meu dia parecia estar começando de forma incrível, veio a porcaria desse calor. A mãe e o pai saíram para algum lugar, provavelmente estão se pegando por ai em algum canto da cidade, Laxus está em casa, provavelmente coçando o saco e comendo feito um porco. E eu? Eu estou numa droga de praia, pois fui arrastada por uma criatura de cabelo rosa e um coisa de cabelo azul. Que dia maravilho!

– Eu odeio vocês com todas as minhas forças. – comentei, me sentando na cadeira de praia, bem na sombra para que o sol não pegasse em mim.

– Para de palhaçada, hoje está um dia maravilhoso. – Natsu comentou, completamente feliz, com o nariz encharcado de protetor solar.

Fiz careta, olhando para o nariz dele.

– Natsu tem razão. – Jellal que até agora não havia pronunciado uma palavra sequer, disse.

– Morram. – murmurei, colocando o óculos escuro e cruzando os braços.

Jellal e Natsu se olharem e em seguida deram os ombros, seguindo para o mar. Ah, eu odiava o mar. Eu simplesmente não nasci com o dom de nadar e toda vez que me aproximava de algo que fosse necessário nadar eu ficava tensa. Eu olhei em volta, havia um casal se pegando, uma família comendo, e bem próximo de mim, dois pirralhos jogando vôlei. Se essa bola acertar em mim… Juro que faço aqueles pirralhos engolirem a bola!

Coloquei meus óculos escuros e fiquei deitada na cadeira de praia, eu preferia ficar em casa curtindo o ar condicionado do que ficar aqui. Bufei, observando Natsu e Jellal brigarem, meu deus, até na praia eles conseguiam ser infantil. Natsu veio correndo em minha direção, jogando areia na minha cara.

– Ficou maluco, idiota? – perguntei, o encarando raivosamente.

Ele riu.

– Foi mal, Lucy. Agora tira essa roupa e vamos pro mar. – disse, me levantando de repente e arrancando minha blusa e tentando tirar meu short.

– EI! ME SOLTA IDIOTA. – gritei, mais alto do que devia.

O idiota continuava a tentar tirar minha roupa, enquanto eu tentava desesperadamente me livrar daquele encosto. Lhe dei um soco na cabeça, mas ele parecia decidido a me levar para o mar.

– PERVERTIDO! – ouço alguém gritar e em seguida dois caras seguraram Natsu.

– Ei, Ei. Me soltem! – o rosado gritava, enquanto o grandão cerrava o punho, prontinho para acertar um soco naquele idiota.

Antes que ele pudesse soca-lo entrei na frente do rosado, o protegendo. Ok, vamos analisar o caso. Provavelmente quando eu gritei e viram Natsu tentar me levar para o mar pensaram que ele fosse algum tipo de estuprador maníaco do caramba. Mas olhe bem para a cara desse ser, será que alguém realmente pensa que isso poderia ser um estuprador? Sério?

– Oh, menina, saia da frente! – o bombadão disse, levemente enfurecido pela minha intromissão. – Me deixa ensinar uma lição para esse pervertido.

– Espera aí. Ele não é um pervertido. – comentei.

– Então por que ele estava arrancando suas roupas? – perguntou e eu corei em seguida.

– A-Ah, isso? É que ele queria que eu fosse nadar com ele. – murmurei, envergonhada.

O cara olhou para mim, olhou para Natsu e me olhou novamente.

– Não acredito em você, ainda acho que ele é um pervertido. – respondeu, me empurrando e pronto para socar Natsu.

Vi o rosado soar frio de tanto medo, se não fosse uma situação tão complicada eu até riria da cara dele. Antes que o soco pudesse acertar a cara do rosado, Jellal surgiu como um super herói e socou o bombadão.

– O que você pensa que está fazendo? – Jellal perguntou, cheio de marra.

É impressão minha ou isso está se tornando uma confusão?

– Ensinando esse pervertido a não mexer com mulheres desse jeito!

Jellal revirou os olhos.

– Ele não é pervertido. – comentou. – Eles são namorados. Sabe como é os jovens de hoje em dia? – sorriu maliciosamente.

Oi?

– Opa, eu não sou namo – Jellal tapou a boca do Natsu e abriu um sorriso forçado.

O bombadão não pareceu convencido, oh cara chato. Me aproximei do Natsu e abracei seu pescoço, forçando um sorriso e colocando a mão do mesmo em minha cintura.

– É claro que somos namorados, né amor? – perguntei, olhando para Natsu que parecia mais confuso que o normal. Meu deus, vai ser lerdo assim na casa do cacete..

– E você? Quem é? – apontou para Jellal.

Jellal riu.

– Eu sou o amante dela. – comentou, sorrindo.

– O QUÊ? – o bombado disse, junto comigo.

– Oras, isso daqui é um relacionamento aberto. Ele não se importa em saber que eu e ela temos um caso.

Natsu confirmou com a cabeça. Como esse idiota confirmar isso, mas não confirma nosso namoro? O bombado nos chamou de loucos e saiu, junto de seu amiguinho. Suspirei, me sentando na cadeira de praia e encarando mortalmente o rosado.

– Isso tudo é culpa sua. – falei.

Ele arregalou os olhos, incrédulo.

– Minha? O que eu fiz? – perguntou de um jeito inocente.

Olhei para Jellal e Jellal olhou para mim.

– Posso bater nele? – eu e o azulado perguntamos e rimos em seguida. – Pode. – dissemos novamente, dando um soco em conjunto na cabeça do rosado.

...

Jellal dirigia o carro, eu e Natsu estávamos no banco de trás graças a uma pequena discussão que tivemos que irritou profundamente o azulado. Ficamos a tarde toda na praia, zoando, curtindo e brincando. Devido ao fato de que eu não quis ficar de biquíni fiquei com a marca do short e da blusa e é claro que Natsu me zoou por isso.

– Nós precisamos marcar de sair mais vezes! – Natsu disse. Ele parece aquele tipo de criança que você brinca por meia hora e ela já quer brincar pelo resto da vida.

Jellal concordou com a cabeça, completamente concentrado no trânsito.

– Muita calma nessa hora, Natsu, nós temos aula amanhã. – resmunguei, me acomodando no banco e encostando a cabeça na porta do carro.

Ficamos em silêncio por alguns minutos.

– Vocês acham que elas irão tentar mais alguma coisa? – Natsu perguntou, mudando sua feição boba para uma mais seria.

Eu ainda não fazia a mínima ideia do porque aquilo havia acontecido. Já havia se passado um tempo e mesmo assim ainda me lembro perfeitamente daquele dia. Suspirei, dando os ombros.

– Eu não sei… – comentei.

– Não acho que elas tentaram algo. – Jellal comentou. – Mas é melhor ficarmos de olho.

Natsu confirmou com a cabeça, abrindo seu sorriso besta de sempre.

– Não se preocupe, Luce, eu vou te proteger. – Natsu disse, sorrindo para mim.

Talvez elas tentem alguma coisa, mas eu sei que enquanto Natsu e Jellal estiverem ao meu lado estarei protegida.