Como não amar Lucy Heartfilia?
23 Talvez 'Hello Kitty' seja o nosso sempre.
Notas iniciais

Capítulo Vinte Três — Talvez 'Hello Kitty' seja nosso sempre.
(Lucy)
Laxus me levava para casa, desde o acidente de carro com Jellal – uma semana atrás – Laxus me proibiu de chegar perto de qualquer carro que não fosse o dele ou o do papai. Ainda me lembro de quando ele chegou ao hospital, junto do papai e da mamãe. E.. bem... junto de Erza.
“Era de manhã cedo, meu coração saltitava só de pensar que em breve Laxus abriria aquela porta desesperado e começaria a dizer várias e várias coisas para mim e provavelmente me mataria antes de me formar. Não demorou muito para que a porta do quarto em que Jellal estava fosse aberta brutalmente e de lá brotou minha família e Erza.
– O que aconteceu com você? – Erza disse, por um momento eu pensei que ela tivesse falando comigo, até me empurrar e abraçar o corpo dormente de Jellal. Revirei os olhos, até parece que eu não existo.
– Lucy Heartfilia. – meu pai e Laxus disseram juntos. Estremeci e acenei para eles – Como pode sair de casa escondida? – papai me perguntou, sacudindo-me de um lado para o outro enquanto seus olhos eram puras chamas.
– Eu sei que falei pra você tentar roubar o garoto da namorada dele mas não era pra você fugir de casa! – arregalei os olhos, enquanto sentia os olhos fulminantes de Erza sobre mim, encarei Laxus com um sorriso psicopata e lhe dei um soco na região que mais doí, o saco.
– Filha, eu não acredito que você fugiu de casa e ainda foi pega. – mamãe reclamou, suspirando decepcionada. Essa família só tem malucos. Revirei os olhos mais uma vez.
– Eu estou bem, não estou? Só tenho alguns arranhões, não é nada demais. – comentei, cruzando os braços e fiz bico. Até parece que eu sou algum tipo de adolescente problemática e doida. Eu sou completamente normal, não é?
– Você está proibida de sair de carro com alguém ou de dirigir um carro, escutou? – meu pai disse, olhando-me severamente – E pode ter certeza de que eu irei tirar todos os seus ursinhos de pelúcia caso isso aconteça novamente. – comentou.
– NÃO! Meus ursinhos não! Eles são meus preciosos. – exclamei, começando um pequeno drama ali – Alias, mãe, você não precisava ter vindo, tenho certeza de que está cheio de trabalho pra fazer. – comentei. Minha mãe era muito conhecida por “fugir” do trabalho assim que percebia que havia várias coisas para fazer. Uma vez ela tinha inúmeros trabalhos para completar e fugiu para o Havaí só para não precisar trabalhar.
As bochechas dela atingiram uma coloração avermelhada, totalmente envergonhada.
– Bem, você é minha filha, não é? Eu tenho todo direito de sair do trabalho para visita-la. – sorriu, ótimo, agora sou um tipo de desculpa para ela cabular o trabalho. Eu, papai e Laxus reviramos os olhos.
– Querida, você não pode ficar faltando ao trabalho. – papai disse, se virando para mamãe.
– Mas.. amor. – ela fez biquinho. Papai logo ficou todo mole, caindo no charme do biquinho dela logo selou os lábios aos dela.
– Eca! Que nojo. – exclamei, tampando os olhos, enquanto Laxus ria de tudo.
Alguém bate na porta e de lá sai uma garota de cabelos rosas e o médico.
– Quem são vocês? – a garota pergunta, olhando para mim.
Endireitei minha postura e estendi minha mão para ela.
– Sou Lucy Heartfilia. Estava no carro com ele quando sofremos o acidente. – respondi, enquanto a mesma apertava minha mão.
– E o que você é dele? – perguntou, erguendo uma sobrancelha.
– Amiga... eu acho. – comentei, sorrindo de lado.
– Amiga nada, é apenas uma vadia tentando roubar meu namorado. – ouço Erza dizer, em alto e bom som.
A rosada revirou os olhos.
– Prazer, sou Meredy. Irmã mais nova do Jellal. – disse para mim, abrindo um pequeno sorriso – Doutor, você poderia me dizer o estado do meu irmão? – pediu, totalmente educada.
– Ah, sim. Bem, o paciente Fernandes sofreu graves fratura já que o mesmo não usava cinto de segurança. Mas conseguimos melhorar seu estado e ele só terá um braço quebrado. Devo pedir que ele não dirija por um tempo, até seu braço melhorar. – respondeu.
Soltei um suspiro aliviada, pelo menos ele não havia se machucado gravemente. Escutamos alguns resmungos e logo olhamos para cama em que Jellal estavam, lentamente, ele abriu os olhos e encarou todos no quarto.
– O que aconteceu? – perguntou, com o rosto marcado de sono e o cabelo totalmente bagunçado.
Meredy abriu um sorriso, correndo até o irmão e abraçando o rapaz brutalmente. Logo em seguida Erza também o abraçou, assim que os dois se soltaram do abraço ele me olhou confuso e eu sorri, acenando para ele. Ele retribuiu o sorriso e minha mãe me empurrou em sua direção me fazendo tropeçar até seu lado.
– Que bom que acordou. – comentei, envergonhada. Erza me fuzilava, Meredy sorria e minha família ria de tudo.
– É. E você, está tudo bem? Se machucou ou algo assim? – ele perguntou, procurando por algum machucado em meu corpo.
– Eu estou bem. – sorri – Graças a você. Se não fosse pelo cinto de segurança acho que estaríamos na mesma situação. – comentei, rindo.
– Pelo menos consegui te proteger. – comentou, sorrindo pra mim e me fazendo corar ainda mais. Droga.
Erza coça a garganta, sorrindo falsamente para mim.
– Acho que você já pode se retirar, Lucy. Jellal está muito bem e tenho certeza de que você precisa de um ótimo descanso. – comentou, ainda com o sorriso na cara.
Assenti com a cabeça. Eu realmente estava cansada e por mais que quisesse conversar com Jellal sinto que esse não é o momento apropriado para isso. Meus pais e Laxus foram saindo da sala, enquanto eu caminhava lentamente até a porta.
– Até, Fernandes. – disse.
– Até em breve, Hello Kitty. – respondeu, me fazendo rir antes de sair do quarto.“
Sorri levemente ao me lembrar disso.
– Até quando eu vou ficar de castigo? – perguntei a Laxus, enquanto ele parava de cantar Rap God no rádio e me olhava.
– Acho que até você completar 30 anos. – comentou, rindo. Enquanto eu bufava – Prontinho. Chegamos na casa do seu amigo. – ele estacionou o carro em frente a casa de Natsu. O maldito professor de português havia mandado um trabalho em dupla e para o meu azar, eu tirei a Pinkie Pie.
– Valeu pela carona. – disse, abrindo a porta do carro, saindo e fechando-a em seguida.
– Ei, loira. – Laxus me chamou, antes de me afastar do carro – Nada de beijos. Nada de abraços. Nem caricias ou apertos de mão. E principalmente, nada de sexo! – comentou, ou melho gritou, fazendo algumas pessoas nos olharem.
– Vá se ferrar! – gritei, mostrando o dedo do meio para ele.
Apertei a campainha da casa de Natsu. Passar uma tarde inteira fazendo trabalho com o Pinkie Pie... não vai prestar.
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