Como não amar Lucy Heartfilia?
7 Sou praticamente um super herói.
Notas iniciais

Capítulo Sete — Sou praticamente um super herói.
(Lucy)
Eu, definitivamente, odeio aula de natação.
Após ser obrigada a colocar a roupa de natação, que se consiste em um maiô extremamente apertado e que fica entrando o tempo todo na minha bunda, estou aqui, olhando para a piscina tentando tomar coragem pra entrar nela e não morrer afogada.
– Anda logo loira, eu não tenho o dia todo. – Natsu exclamou, enquanto boiava descontraidamente na piscina. Idiota, será que ele não está vendo que eu não sei e nem quero aprender a nadar?
Tirei a parte do maiô que insistia em entrar na minha bunda e encarei seriamente a piscina. Eu precisava aprender a nadar! Precisava. E se um dia eu for em um cruzeiro e o navio afundar? Pelo menos eu vou saber nadar e tentarei sobreviver. Coloquei um pé na água e logo senti o gelo em que a mesma se encontrava, respirei fundo e entrei aos poucos na piscina. Quando percebi boa parte do meu corpo estava na água, enquanto eu tentava me manter não me afogar segurando na beira da piscina.
– Luce. – Natsu me chamou, se aproximando de mim, enquanto me via segurar desesperadamente a beira – Vem, eu vou te ensinar a nadar. – sorriu.
Se ele acha que vai conseguir me convencer com esse sorriso encantador e extremamente sexy dele, ele está muito enganado. Okay, devo admitir que quase cedi ao vê-lo sorrindo, com esse peitoral maravilhoso amostra. Óh visão do paraíso!
– Não, não, valeu. Eu tô de boas aqui. – respondi, sem me soltar da beira.
Ele bufou, revirando os olhos.
– Eu prometo não tentar te afogar enquanto te ensino, agora para de palhaçada e entra na merda da piscina. – disse, ameaçadoramente pra mim.
Há-há-há. Como se eu tivesse medo dele. Me poupe.
– Nunca! – respondi.
– Luce, larga essa merda. – ele disse, tentando me puxar.
– Para de me puxar. – disse, me debatendo.
Eu deveria ter imaginado que daria merda. Porque eu me debatia como uma louca, enquanto ele me puxava, até minha mão escorregar e eu e ele cairmos na piscina. É claro, eu me desesperei. Comecei a bater os braços como louca e tentar respirar, igual aqueles filmes em que alguém se afoga e tudo mais. Mas, graças a deus, Natsu segurou a minha cintura e me trouxe a superfície.
– Calma garota, parece até um gato assustado. – resmungou, revirando os olhos.
– Eu.. quero.. a.. superfície.. – disse, tentando ir para fora da piscina, porém Natsu me segurou fortemente na cintura, me impedindo de ir.
– Não. – disse, sorrindo – Eu vou te ensinar a nadar.
Tentei protestar mais sabia que era inútil. Ele segurou a minha mão, enquanto tentava insistir para que eu tentasse boiar. E depois de anos tentando me convencer, eu finalmente cedi e tentei boiar, enquanto ele me segurava. Tenho que admitir, as mãos dele eram quentinhas e macias, muito diferente da minha, que eram ásperas e frias.
Aos poucos eu fui conseguindo boiar, o que era legal porque eu achei que graças aos meus peitos (enormes) eu provavelmente afundaria. Logo a sinal tocou anunciando que finalmente havia acabado a aula.
Olhei para o Pinkie Pie e sorri.
– Obrigada.
*.*
– Comi coxinha.. Comi pizza... Comi tudo de gostoso porque eu sou gulosa e não quero ficar gostosa.. Mas no fim, tomei uma coca light pra equilibrar e não ficar que nem uma porca... na na na... – cantarolei uma música composta por mim e eu definitivamente achei ela totalmente divosa.
As aulas haviam acabado e eu estava caminhando calmamente para casa. É claro que antes eu passei em algum lugar pra comer, porque eu estava com muita fome e tal.
– Eu falei pra você trazer o dinheiro hoje, ou você acha que pode ficar devendo ao meu chefe? – ouvi uma voz grossa perto de onde eu estava.
Eu sei, eu não deveria ficar parada pra ver acontecimentos alheios mas não contive a minha curiosidade e me encostei em um muro, vendo um homem alto e forte encarar mortalmente um azulado... ahn... eu conheço esse azulado... Fruta que caiu, é o Jellal.
– Eu prometo que vou pagar a vocês. Vamos lá caras, eu só perdi uma corrida, tenho certeza de que vencerei outras e pagarei o que devo. – Jellal disse, extremamente calmo em uma situação dessas.
– Meu chefe não pode esperar. – o carinha metido a Chuck Norris disse, se aproximando do Jellal enquanto estalava os dedos.
Ótimo, vou ter que dar uma de super herói agora.
– Opa, opa, opa. Calma aí grandão, não está vendo que meu amigo vai devolver seu dinheiro? – disse, entrando na conversa enquanto atraia os olhares do azulado e do armário humano. – Vamos tentar viver em um mundo sem violência.
– É melhor sair da minha frente, loirinha, ou eu posso acabar de machucando. – respondeu o gigante.
– A única pessoa que deveria tomar cuidado aqui é você. – disse, cruzando os braços e encarando ele sem medo.
– Foge enquanto ainda tem tempo.. – Jellal sussurrou pra mim. Pisquei o olho pra ele, como se avisasse que tudo ia ficar bem e continuei o meu papo com o senhor “sou mais forte e vou bater em você”.
– Então, onde estávamos mesmo? – perguntei, olhando o grandão – A é.. – dei um chute no saco dele, fazendo o mesmo se ajoelhar, peguei um de seus braços e o imobilizei, deixando-o deitado com a cara no chão – Eu não quero você perturbando meu amigo, ouviu? – virei um pouco o braço dele, quase torcendo-o – Escutou? – perguntei, novamente.
– E-Escutei. – ele respondeu.
Lhe dei mais um soco no saco e puxei Jellal, correndo para o mais longe dali até pararmos totalmente ofegantes em um parque.
– De nada por ter te salvado. – disse, assim que paramos para descansar.
Ele me olhou e sorriu (e que sorriso lindo!).
– Obrigada. – sorriu – Te devo uma.
Corei levemente.
Céus, o que está acontecendo comigo?
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