Como não amar Lucy Heartfilia?
15 Somos completos idiotas.
Notas iniciais

Capítulo Quinze — Somos completos idiotas.
(Lucy)
Aqui estou, parada em frente a porta da minha casa, com um medo mortal de abrir a porta e me deparar com Laxus, ou pior, meu pai. Os dois idiotas haviam me deixado na porta de casa e saíram correndo igual a loucos. Pelo jeito os covardes estavam com medo de tomarem esporro do meu pai... idiotas.
Ontem a noite foi uma das noites mais incríveis e constrangedoras da minha vida. Minhas bochechas começam a arder quando me lembro de que Gray havia roubado meu primeiro beijo. É claro, admito que gostei de sentir os lábios dele nos meus. Mas nunca esperei que de tantas pessoas no mundo eu fosse justamente ficar com um dos meus lutadores favoritos. Hoje de manhã cedo mal conseguimos nos falar e quando nos falamos decidimos esquecer isso, e não contar nada ao Natsu.
Meus pensamentos foram interrompidos quando a porta a minha frete se abriu e pude ver dois loiros de braços cruzados olhando-me mortalmente, com auras malignas e de braços cruzados. É, eu tô ferrada.
– Er.. Oi. – acenei, dando um pequeno sorrisinho.
– Entra. Agora. – meu pai disse, dando espaço para que eu passasse. Me encolhi, entrando em casa e me sentando no sofá, pronta pra levar um baita esporro – A onde você estava? – disse calmo, encarando-me mortalmente.
– Err.. bem, é uma história bem engraçada sabe? – soltei um risinho nervoso – Eu fui pra Las Vegas passar alguns dias lá.. – dei os ombros.
– Você foi pra Las Vegas? – Laxus disse, levantando um pouco a voz comigo, enquanto eu me encolhia ainda mais.
– Fui. Juro que não me meti em confusões. – omiti, sorrindo e fazendo cara de santa.
– Lucy. – meu pai disse. Droga, odiava quando sabiam que eu estava mentindo.
– Okay, eu posso ter me metido com um mafioso ou algo do tipo, mas estou inteirinha. – exclamei, levantando as mãos.
Eles ficaram em silêncio por alguns segundos.
– COMO PODE VIAJAR E NÃO AVISAR? E AINDA POR CIMA SE METEU COM UM MAFIOSO! – meu pai começou a gritar, em seguida fazendo um discurso enorme sobre eu ter responsabilidade e sobre o perigo que eu corri.
Revirei os olhos. Ótimo, ficaria aqui horas e horas escutando discursos do meu pai e logo Laxus começaria um novo discurso me prendendo novamente. Bufei.
– Eu estou bem, não estou? Então será que vocês podiam parar com o discurso e me deixarem ir dormir? – perguntei, fazendo com que os dois olhassem para mim.
– Sabe qual é o pior disso? – meu pai perguntou e eu neguei com a cabeça – É que você não estava aqui pra me ajudar a zoar o Laxus por ele estar apaixonado. – exclamou.
Arregalei os olhos olhando para Laxus. Ele? Apaixonado? Nem em um milhão de anos eu pensaria que isso fosse possível. A única vez que Laxus demostrou ser um humano foi quando assistimos “Sempre ao seu lado” e ele ficou chorando por horas dizendo que eram “lágrimas de macho”. Comecei a rir descontroladamente.
– PAI! Não era pra você dizer isso para ela! – Laxus gritou igual uma menininha, com o rosto todo corado e tacando o travesseiro no meu pai.
– AI MEU DEUS! Eu nunca pensei que esse dia iria chegar. – gritei, voltando a rir igual uma louca enquanto Laxus se virava para mim mortalmente e tacava o travesseiro em mim.
– Pelo menos não sou eu que tenho um quarto cheio daqueles pôneis idiotas. – ele retrucou.
– Ei! Olha como você fala dos meus pôneis! – gritei.
– O que caralhos são eles? Porque alguém gastaria tanto dinheiro em bichos idiotas! – retrucou.
– Sabe.. você tem razão. – disse, ficando séria – Mas pelo menos não sou eu que estou apaixonada. – comecei a rir novamente, Laxus bufou e foi pro seu quarto, enquanto eu e meu pai riamos na sala.
*.*
– EI, LUCE! – ouço a voz do Pinkie Pie atrás de mim e viro para olha-lo. Meus olhos se arregalaram de surpresa ao ver que o mesmo segurava dois copos enormes de refrigerante.
Sinto que ele está aprontando alguma coisa.
– O que você vai fazer com esses copos? – perguntei desconfiada.
Será que ele vai tacar em alguém? Ou fazer algum tipo de pegadinha?
– Vamos fazer uma aposta? – perguntou, trocando seu sorriso de sempre para um sorriso travesso.
– Que tipo de aposta? – perguntei, interessada.
Ele riu.
– Hoje será o dia em que cometeremos as maiores loucuras. – riu – Começando com beber esse copo e aguentar o máximo possível não mijar nas calças. – entregou um copo pra mim.
Sorri competitiva. Não sei se sabem mais eu tenho um espirito muito competitivo, não importa o desafio, meu desejo de esfregar a vitória na cara do meu adversário sempre fala mais alto que eu.
– Eu aceito sua aposta. – peguei o copo – O que eu ganho se conseguir completar mais loucuras que você? – perguntei, erguendo uma sobrancelha.
– O que você quiser. – deu os ombros – Mais se eu ganhar quero um encontro com você, tudo bem? – assenti com a cabeça, sorrindo em seguida – Pronta pra beber dois litros de refrigerante?
– Muito pronta.
Em questão de segundos eu e ele estávamos tomando o enorme copo, alguns minutos depois havíamos acabado de beber, enquanto tentávamos recuperar o fôlego de tanto ter bebido. Sorri, já sentindo que iria ganhar essa aposta. O sinal tocou e caminhamos para nossa sala, nos sentando nos nossos devidos lugares.
– Eu vou ganhar, loira. – Natsu murmurou, enquanto o professor entrava na sala e começava a explicar sua aula.
– Há. Pode ter certeza de que a vitória é minha. – resmunguei, sorrindo.
O professor falava sem parar, enquanto eu sentia o refrigerante querer sair de mim. Droga de bexiga fraca! Cruzei as pernas, tentando ignorar o fato de querer fazer xixi e tentei me concentrar na aula.
Dez minutos...
E eu ainda estava com muita vontade de correr até o banheiro e me aliviar. Olho para o Pinkie Pie e o mesmo estava totalmente tranquilo, olhou pra mim e piscou um olho, abrindo um sorriso vitorioso.
Ah não! Eu não iria perder pra ele! Eu me recusava a perder para alguém de cabelo rosa! Suspirei e olhei para o professor.
Três minutos...
Natsu tacou um papelzinho na minha mesa. ”Segunda parte da aposta: Fazer o careta ou fazer o outro rir. Objetivo: Tentar faze-lo mijar nas calças, ou ir correndo para o banheiro.” Ri com isso, enquanto olhava para ele e começava a fazer minhas caretas mais engraçadas.
Ele pegou duas canetas e colocou no nariz, fazendo uma cara de um japonês velho e me fazendo rir. Droga! Assim vou mijar nas calças. Olhei em volta, precisava fazer algo para ele desistir. Olhei para o Gray e logo tive uma ideia maligna. Peguei o estojo do Natsu enquanto o mesmo estava distraído e taquei na cabeça de Gray. O moreno olhou para Natsu mortalmente, e avançou em cima do mesmo, acertando-lhe um soco bem na bexiga!
BANG!
Não demorou muito pra calça do Pinkie Pie ficar molhada e Gray perceber que o mesmo tinha mijado nas calças e começar a rir. Logo, todos da sala estavam rindo quanto Natsu estava completamente corado e sem jeito. Não aguentei e comecei a rir também, porém de tanto rir da desgraça do rosinha acabei me mijando também.
– Ei Lucy. – Natsu me chamou – Você acabou de mijar nas calças.
Olhei para minha calça, vendo a mesma molhada também. Agora a sala toda estava rindo de nós dois. Somos completos idiotas.
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