Como não amar Lucy Heartfilia?
28 Apenas a verdade.
Notas iniciais

Capítulo Vinte Oito. — Apenas a verdade.
(Jellal)
Deixar Lucy com Natsu pesou meu coração. Não que eu não gostasse dele, mas só de me lembrar de todos aqueles idiotas jogando ovos e balões de água nela me dava ódio, eu sentia uma enorme vontade de abraça-la para afastar toda aquela dor, sentia vontade de tê-la só para mim e impedir que o mundo fizesse algo contra ela. Eu estou tomado pelo ódio. Por que pessoas tão imaturas e egoístas fazem isso com alguém que não lhe causou nada?
Erza havia me mandado uma mensagem, pedindo que eu a encontrasse no shopping o mais rápido possível. Eu queria dizer não para ela, mas sei que ela ficaria magoada e o que eu mais odeio é magoar as pessoas. Peguei a escada rolante chegando no segundo piso e procurando por Erza na praça de alimentação.
Meus olhos se arregalaram de surpresa. Erza estava sentada em um mesa junto de Juvia e Lisanna. Fechei o punho com força quando vi a albina sorrir e acenar para mim. A imagem de Lucy sendo humilhada passava pela minha mente enquanto eu seguia em direção a mesa, tentei controlar meu ódio mas parecia impossível vendo aquele sorriso falso que a albina dava.
– Oi amor. – Erza disse, se levantando e abraçando meu braço. – Eu e as meninas estávamos pensando em fazer uma festa hoje a noite, então.. – a interrompi, tirando meu braço dela e dirigindo meu olhar para Lisanna.
– O que você está fazendo aqui? – perguntei. Pela minha voz já podia perceber que eu estava completamente enfurecido e irritado. Lisanna arregalou os olhos surpresa, assim como Juvia e Erza. – O que caralhos você está fazendo aqui? – disse com a voz mais firme.
Lisanna pareceu se recuperar da surpresa, lançando-me um olhar indignado.
– Qual é o problema de estar aqui? Isso é um lugar público, sabia? – rebateu.
– Você tem bastante cara de pau mesmo… – fiz uma pausa. – Depois do que você fez a Lucy.. depois de ter humilhado-a na frente de todos.. ainda pensa em comemorar como se fosse uma vitória? – perguntei.
Lisanna gargalhou, me lançando um sorriso de canto.
– Então é por causa da loira que você está com raiva de mim? Acho que você anda se iludindo demais com as pessoas. Não deveria confiar em alguém como ela. – disse, dando os ombros.
– Quem é você para falar alguma coisa dela? – perguntei, enfurecido. – Você dorme com todos os caras dessa cidade e ainda se acha mais digna que ela? Ao contrário de você ela não é uma vadia! – exclamei. Erza me olhou surpresa, eu nunca fui de xingar alguém.
– O que foi? Vai defender a vadiazinha? – perguntou, sarcástica. – Você tem namorada, uma namorada que te ama e mesmo assim você continua se aproximando mais e mais daquela loira. Por acaso acha que ela iria ficar com você? Um garoto problemático que vive apostando corridas suicidas? – ela dizia, enquanto meu ódio pela mesma só crescia. – A Erza é a única que te ama e a única que irá te amar.
As palavras dela pesaram em minha mente. Eu podia não ser perfeito, eu podia ser problemático, mas se a garota que eu amasse não gostasse de mim eu iria conquista-la do meu próprio jeito. Olhei para Erza, a mesma me olhava com certeza, como se acreditasse que a única pessoa perfeita para mim fosse ela. Balancei a cabeça.
– Você está enganada Lisanna. Ela não é como você pensa. E se eu gostar dela? Qual é o problema nisso? Posso até não conseguir o coração dela mas não quer dizer que irei desistir. O amor não é como vocês pensam. O amor não é egoísta como vocês, ele é puro e sincero. – falei, olhando para as três. – Erza pode até me amar.. Mas eu não retribuo esse sentimento. – completei.
Erza arregalou os olhos, enquanto finas lágrimas começavam a cair sobre seu rosto. Ela levou as mãos até a boca, soluçando e chorando. Lisanna me olhava chocada com o que eu havia dito e Juvia apenas observava tudo sem dizer uma única palavra.
– V-Você não pode estar dizendo a verdade.. – Erza disse, com a voz coberta de lágrimas e soluços.
Dirigi meu olhar de pena para ela. Eu não deveria ter manipulado ela como eu fazia antes, não deveria ter brincado com os sentimentos dela quando percebi que estava com problemas na escola. Lucy me fez enxergar uma pessoa melhor dentro de mim. A loira havia conseguido me transforma em uma pessoa melhor em tão pouco tempo.
Os olhos da ruiva brilhavam de lágrimas. Eu não sabia o que dizer, precisava ser sincero com ela, mas vê-la chorando assim por um erro meu fez meu coração se despedaçar.
– Infelizmente é verdade. – disse, olhando para o chão. – Eu não te amo, Erza. Nunca te amei.
Meus olhos voltaram a encara-la quando eu senti um forte impacto contra meu rosto. Erza havia me dado um tapa no rosto, que provavelmente deixaria marca depois.
– N-Não.. I-Isso não é verdade! Você havia me dito que me amava! Você namorou comigo por um ano! Um ano de pura mentira? – perguntou e eu apenas assenti com a cabeça. – Você é o pior ser da terra. C-Como pode fazer isso comigo? Mesmo sabendo que eu lhe amava? – perguntou mais uma vez, me fazendo encarar seus olhos cheios de lágrimas.
Suspirei, eu teria que contar a verdade.
– Eu estava com problemas na escola… Makarov havia me dito que se eu não me endireitasse ele me expulsaria da escola. Foi então que eu escutei uma conversa dizendo que você era a melhor aluna da escola e que o diretor te adorava por isso.. Então uma ideia brilhante surgiu na minha cabeça, se eu lhe usasse como ancora eu poderia melhorar.. – disse, enquanto Erza só me ouvia. – Foi aí que criei a mentira de que gostava de você, devo dizer que fiquei surpreso por ter sido fácil demais.Quando começamos a namorar você fazia de tudo para melhorar meu histórico, até acobertava minhas saídas. – olhei para ela. – Eu só estava com você por interesse.
Ela começou a chorar ainda mais. A cada lágrima que caia de seus olhos me fazia ainda mais arrependido.
– EU TE ODEIO. – gritou, antes de jogar seus milk-shake de morango em cima de mim e sair correndo para longe.
Juvia se levantou, correndo em direção a ela e Lisanna continuava a me olhar surpresa.
– Você é realmente um idiota. – a albina resmungou, me olhando com raiva. Não havia se passado nem um minuto que Erza tinha saído correndo e Lisanna abriu um sorriso. – Devo te agradecer, isso foi muito melhor do que eu havia planejado.
Ergui uma das sobrancelhas confuso. Plano? Ela havia planejado algo para que Erza saísse magoada.
– Que você havia planejado? – perguntei.
Lisanna riu com gosto.
– Avise a loira pra que ela tome cuidado. Isso foi apenas o começo. – comentou, rindo. Se retirando do local calmamente.
Trinquei os dentes. Terei que tomar cuidado com essa albina..
Fale com o autor