Notas iniciais
Hey pessoas! Decidi já ir postando o que tenho aqui, sem esperar >3< Então, espero que gostem! ~Anne

Acordei cedo na segunda-feira, sonolenta me levantei e me dirigi para o banheiro para tomar um banho, a água estava quente e boa. Terminei o banho,fui para o meu quarto e vesti a camisa do uniforme, uma calça jeans e um tênis preto. Passei meu delineador e coloquei um laço azul em meus cabelos negros curtos. Meu irmão já estava pronto, então ficamos sentados na varanda, ouvindo música enquanto a carona não havia chegado. Depois de algumas músicas, ouvimos uma buzina e fomos em direção ao carro, entramos e fomos para a escola, que ficava alguns minutos dali. Durante a pequena viagem não trocamos nenhuma palavra, chegamos na escola e me dirigi até a sala de aula. 3º Ano D, era a minha turma, uma turma favelizada, parecia mais um grande zoológico, cheio de vaca, piranha e burro. Pode parecer um jeito ofensivo de definir a turma, mas era basicamente isso.

O sinal bateu e as aulas começaram, o tempo passou muito rápido. Primeiro uma aula de história, depois geografia, dois de química e depois do recesso, Dan entrou na sala, cumprimentou a classe e começou a falar de ondas.Pediu então que fizéssemos um trabalho em forma de slide sobre um dos capítulos do livro e apresentássemos na quinta. Escolhemos o capítulo que falava de ondas e formamos um grupo. Eu, Sophie, e mais um amigo nosso, nos juntamos e começamos a pesquisar algumas coisas e fomos anotando e salvando links da internet. Fiquei com a parte dos tipos de ondas. Dan disse para continuarmos em casa porque o sinal já iria bater. O próximo tempo era uma aula de religião, passamos a aula com um bate-papo sobre a questão do simbólico e do que era importante para cada um. Até que a aula acabou e fui para casa. Chegando lá eu dormi o resto do dia, e quando deu umas 18 horas, acordei com minha mãe me chamando para ir ao curso de inglês. Levantei, coloquei meu tênis, peguei meu material e fui do jeito que estava, com as roupas surradas e ainda de uniforme. A aula de inglês, como sempre, chata e fácil, fiquei mexendo no celular até o professor o confiscar e dormir o resto da aula. Eu dormia nessas aulas, pois tinha muita facilidade em inglês, só estava fazendo o curso para poder ganhar um diploma. Para ter uma comprovação na minha fluência na língua. A aula acabou, me despedi do professor, que, era um amigo meu, fui para casa, onde tomei um banho, jantei e dormi.

O resto da semana foi tranquilo, mas eu estava nervosa com a apresentação, tinha certeza de que seria um fiasco. Eu ficava muito nervosa falando em público. Não tinha costume de fazer isso, e sempre que falava com pessoas, não eram coisas sérias, eram só coisas idiotas para fazê-las rir. Mas apresentar um trabalho, seriamente? Nunca tinha feito. O dia estava chegando, já era quarta á noite. Quando decidi escrever pequenas notas em um papel para eu me lembrar e não travar totalmente na hora da apresentação, minha confiança subiu um pouco. Fui dormir cedo, para que pudesse acordar bem no dia seguinte. Risquem o que eu disse. Não acordei bem nada, acordei super nervosa, era como se fosse vomitar ao falar "As ondas são classificadas em". Talvez antes mesmo de dizer isso. Arrumei minhas coisas e coloquei meu uniforme, fiz uma maquiagem diferente do usual, e coloquei minha presilha de coração, talvez ajudasse um pouco.

Chegando na escola, as aulas foram tranquilas, mas ao bater o sinal do recreio, eu comecei a entrar em desespero. Peguei meu livro de física e sentei no cantinho de sempre. Li e reli minha parte várias vezes até que Sophie chegou, pegou o livro de minha mão e começou a ler sua parte. Depois apresentamos uma para a outra, para ver o que podia melhorar. Até que me saí bem. O sinal que indicava o horário de minha morte havia acabado de tocar e tivemos que retornar á sala. Sentamos nos nossos lugares e esperamos que Dan chegasse na sala. Ele cumprimentou a turma, virou-se para mim e disse:

– Quer começar, Nicole?

– N-não! — Respondi trêmula

– Quer sim! — Disse Sophie, que queria acabar logo com isso.

Queria matá-la, mas não podia contrariá-la na frente de Dan. Conectamos o Pendrive no computador e nosso amigo ficou ali passando os slides e explicando sua parte, por sorte era uma parte grande, então a minha demoraria um pouco mais para acontecer. Fiquei olhando para Dan, que prestava atenção no menino enquanto anotava coisas em seu caderno. Depois fez algumas perguntas e o menino as respondeu corretamente, e este virou-se pra mim e disse:

– Sua vez, Nick.

E todos me olhavam, esperando que eu dissesse algumas palavras estúpidas que pudessem ser usadas contra mim no futuro. Estava trêmula e pálida, muito nervosa. Era como se meu coração pulasse da minha boca, e eu mal havia começado a falar, então tentei soltar palavras difíceis e inteligentes que fizessem sentido. Era uma apresentação de trabalho, um trabalho de física. No fundo daquela sala estava ele, Dan, pronto para zerar meu esforço e quebrar meu pequeno coração idiota. Eu queria desaparecer, parecia quando eu e Sophie precisávamos cantar uma paródia durante uma viagem e entramos em pânico e ficamos escondidas. Mas dessa vez eu precisava impressionar, precisava falar. Desejava que aquela tortura acabasse logo, olhei nos olhos de Dan e continuei a explicar sobre as tais ondas mecânicas. Era uma matéria fácil, mas quando se está nervoso, TUDO se torna mais difícil. Ao fim da explicação ele perguntou:
– E qual a diferença entre ondas mecânicas e eletromagnéticas?
– A-a diferença é que as ondas mecânicas precisam de um meio material para se propagarem e as eletromagnéticas não.
– Muito bem, Nicole.
E lá veio aquela dose de adrenalina para comprimir meus vasos sanguíneos, acelerar meu coração e me fazer desviar o olhar dele. Continuei a falar sobre ondas até que minha parte acabasse. Ele sorriu. Encostei-me na parede e o resto do meu grupo continuou a explicar a matéria. Se tirei nota boa? Não sei. Se ele gostou? Não sei. Sei que ele sorriu, e que seu sorriso é lindo.

Notas finais
Gostaram? Gostaram? *u* Tentarei postar o máximo possível antes das férias, porque vou viajar nelas ~ Anne