Como fui me apaixonar por você?
4 Dia dos namorados
Notas iniciais
O resultado das provas chegaram e.. Deveria ter estudado mais para Física. Tirei 7.0. É uma nota "razoável", mas eu queria ter impressionado, tentarei na próxima prova. No resto fui bem, estavam tranquilas. As provas foram corrigidas em sala, então tiveram aulas e mais aulas apenas de correção. Fiquei a maior parte desenhando personagens de histórias minhas. Esses são alguns dos meus Hobbies, desenhar e escrever. Há outras coisas que gosto de fazer. Pensar na pessoa que eu gosto, não é uma delas. Por mais que eu faça isso muito. É injusto, sabe. Seu subconsciente te fazer pensar e pensar em alguém que mal sabe a sua existência. É mais ou menos parecido com "ter um ídolo" no caso, o termo seria "crush". Da tradução literal: Queda. É alguém que você tem uma queda, que você gosta. Uma outra coisa que eu sou boa, é em gastar o tempo das pessoas, falando coisas que elas realmente não se importam, mas que são coisas sinceras. Por exemplo quando eu digo o que sinto.
Sinto uma leve cutucada e quando me dou conta, é Sophie tentando chamar a minha atenção.
– Nicky! — Ela grita
– Oi! Já estou acordada!
– Para de autismo! Junta aí, teste de matemática agora!
– A-ah, okay. — Disse eu com exatos 0% de entusiasmo para fazer o teste.
Juntei minha mesa e a professora entregou o teste para nós. O teste estava complexo, fomos a última dupla a sair da sala, mas pelo menos tiramos 3.5 de 4.0. Então valeu a pena.
Passamos o intervalo juntas dividindo um pedaço de torta que ela havia trazido. Amamos torta. Apenas sim. Apenas muito. Se tem uma coisa que eu gosto, é torta! E conversamos sobre o teste, não teríamos errado se não fosse a nossa insegurança. Eu e Sophie somos tão parecidas e unidas que já perguntaram se estávamos namorando. Não acho que seria má ideia. Mas prefiro não forçar este tipo de relação.
Na aula foram aqueles DOIS tempos massantes de biologia de sempre, mas dessa vez ele fez uma aula interativa com exercícios em dupla. E obviamente fiz junto com Sophie. Mas a nossa vontade de fazer era.. Negativa! Mas fizemos tudo direitinho, diferentemente do resto do zoológico 3ºD.
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Estive pensando no que fazer no dia dos namorados. Cheguei a conclusão de que compraria uma rosa branca e entregaria para Dan.
Aquela maldita sexta feira estava se aproximando e eu precisava criar coragem para fazer isso, eu mesma entregar, sem a ajuda de terceiros, encarar ele cara a cara e dizer o que sinto. É óbvio que não aconteceu assim, mas isso eu vou explicar melhor depois.
O sinal tocou avisando que a aula havia acabado. Sophie e eu fomos comer em um restaurante "serve-serve" na esquina da escola que costumávamos ir quando ficávamos com preguiça de ir até o shopping. Depois do almoço passei em uma pequena floricultura e comprei uma rosa branca. Porque uma rosa branca ao invés de uma rosa vermelha?
Porque as estrelas parecem brancas, estão brancas. Claro que é apenas uma ilusão,mas elas aparentam ser brancas. E, bem, ele sempre citava as estrelas durante as aulas, falava do céu, do quanto somos pequenos. Então escrevi no pequeno cartão "White as the stars look like", agradeci ao vendedor, que era muito gentil por sinal, e voltamos para a escola, onde tivemos MAIS aulas.
Depois da aula, pensei em entregar pessoalmente, mas por sorte uma professora, que era minha amiga, apareceu para me salvar
– Professora! Você pode entregar isso para ele?
– Claro! Para o D.. — Coloquei a mão na boca dela antes que completasse o nome e balancei a cabeça dizendo que sim. Ela entrou na sala dos professores e pelo que me contou depois, colocou a rosa sob seus pertences.
Fiquei esperando que ele saísse da sala,mas pela minha surpresa o vi descendo as escadas então o chamei.
– Ei!
– Oi Nicole!
– Vem cá.
Então ele veio até mim e eu não sabia o que dizer então soltei um :
– Ér.. Mirian te entregou?
– Entregou o que?
– A-ah, nada!
Que idiota! É óbvio que ele não sabia, nem tinha entrado na sala ainda! — Pensei
– Ah, fala!
– Ér..Ér..
Eu estava vermelha e quente, tentando desviar o olhar mas toda vez que eu olhava, ele estava sorrindo, aquele maldito sorriso.
– Vou entrar lá pra ver.
– O-okay!
Ele se virou, entrou na sala e fechou a porta. Eu não pensei em sentar e esperar, eu saí correndo em disparada como se tivesse acabado de cometer um crime e estivesse sendo perseguida. Corri o mais rápido que pude, fui para o estacionamento da escola e liguei para minha mãe, em poucos minutos ela já estava ali e viemos para casa. Corri para o meu quarto,liguei meu computador e comecei a relatar o ocorrido para Sophie. Quando terminei, tomei um banho quente e revigorante, deitei na minha cama e fiquei ouvindo músicas até dormir. Tive um sonho bom, assim que acordei, anotei-o.
Nele, Dan e eu fomos até a praia de noite, deitamos na areia branca e ficamos olhando as estrelas, ele apontava e dizia os nomes das constelações, explicava sobre a lua, e eu ouvia atentamente. Era como uma aula particular ao ar livre. O universo é fascinante e ele me fazia perceber isso cada vez melhor, me fazia notar o quanto somos pequenos. Coloquei seu braço em volta do meu pescoço, virei meu rosto, olhei em seus olhos, e me mantive olhando, pensando no que ele estaria pensando e desejando apenas uma coisa, um beijo seu. Seu calor, seu toque, eu já havia sentido, mas um ato tão especial quanto um beijo, ainda não. Então me aproximei de seus lábios na esperança de que ele não me rejeitasse, encostei meus lábios nos seus e ele correspondeu, e ficamos ali, nós dois, deitados na areia, nos beijando á luz de apenas estrelas e plataformas de petróleo.
Uma pena que tenha sido um sonho. Imagine se ele me notasse? De fato um sonho. Ainda bem que entreguei a rosa em uma sexta. Assim teria 2 dias para me preparar psicologicamente para encará-lo. O final de semana foi repleto de pensamentos e conversas com Sophie sobre ele. Talvez eu a esteja irritando de tanto que falo sobre a minha vida, por sorte ela gosta de analisar sobre a interatividade humana, então sempre me ajuda nesses assuntos. A segunda estava próxima e eu já podia sentir seu olhar me massacrando.
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